<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-666077865120475043</id><updated>2012-02-16T15:40:28.546-02:00</updated><category term='outra vida'/><category term='devaneios'/><category term='loucuras em 3 minutos'/><category term='entediantes'/><category term='muito engraçado'/><category term='conto contado'/><category term='só explodindo'/><title type='text'>Café com queijo</title><subtitle type='html'>Acabou o queijo.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Schiavoni</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06624238257551420638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>104</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-666077865120475043.post-8403145435407009321</id><published>2012-02-08T13:44:00.000-02:00</published><updated>2012-02-08T13:44:03.159-02:00</updated><title type='text'>Quentinho</title><content type='html'>não aguento mais,&amp;nbsp;ta quente demais&lt;br /&gt;eu odeio isso,&amp;nbsp;eu não posso fazer nada&lt;br /&gt;acho uma bosta essa vida quente&lt;br /&gt;uma bosta,&amp;nbsp;um monte de bosta&lt;br /&gt;que ferve,&amp;nbsp;que exala um cheiro terrível&lt;br /&gt;que sobe nas ondas de vento abafado&lt;br /&gt;saindo desde o maravilhoso asfalto fervendo&lt;br /&gt;que de longe parece água, mas de perto é uma chapa com carros&lt;br /&gt;todos com ar condicionado e vidro fumê&lt;br /&gt;mas não adianta ser o ambiente&lt;br /&gt;sou uma fonte constante de calor, sou eu&lt;br /&gt;e graças a moral atual devo sentir-me ruim por isso&lt;br /&gt;devo me sentir sujo, feio, constrangido&lt;br /&gt;odeio essa merda toda&lt;br /&gt;que não se pode mudar nada, se deve baixar a cabeça e aceitar&lt;br /&gt;vendo pingar desde a fronte, escorrendo na sobrancelha&lt;br /&gt;pinga da orelha e desliza por de baixo da axila&lt;br /&gt;até o lado da barriga&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/666077865120475043-8403145435407009321?l=cafecomqueijo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/feeds/8403145435407009321/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=666077865120475043&amp;postID=8403145435407009321&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/8403145435407009321'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/8403145435407009321'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/2012/02/quentinho.html' title='Quentinho'/><author><name>Schiavoni</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06624238257551420638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-666077865120475043.post-5659708004018662447</id><published>2012-02-06T22:22:00.000-02:00</published><updated>2012-02-06T22:22:43.102-02:00</updated><title type='text'>Birutas</title><content type='html'>Dai que aos vinte e tantos anos se descobre o prazer de uma boa relação. Social. Online.&lt;br /&gt;Que belas são as redes sociais, onde o povo se revolta, fala tudo que tem pra falar, realmente desabafa, bota pra fora e compartilha, compartilha tudo, compartilha a mãe, compartilha criança no lixo, compartilha cachorro mutilado, compartilha amor.&lt;br /&gt;Foi só ouvindo a lenha queimar e aos poucos me aproximando que, depois de alguns anos como visitante anônimo, aos poucos me reconheço com um papel bem montado, para participar de discussões cada vez mais construtivas e inteligentes.&lt;br /&gt;É fácil ver que os jovens de hoje possuem uma habilidade extraordinária para captar informações e passa-las a diante sem ficar com nem um centésimo do que passou. São como birutas que indicam alguma coisa que não se pode ver, que não retem absolutamente nada, mas que dão indícios da tempestade (probably will not to be a brainstorm) que está por vir.&lt;br /&gt;Depois de muitos copos de cerveja, depois de alguns porres, de algumas jantas, churrascos e até mesmo sóbrio, percebo que é melhor parar com a visão da utopia, o ideal. Melhor mesmo é aproveitar o que nos resta de rock'n roll dos poucos bares decentes que ainda existem. Trocar mais vezes aquele café do trabalho por uma mate amargo (talvez até com uns chazinhos para os mais frescos) entre amigos e familiares. Cada vez mais entendo que quanto mais velhos ficamos, maiores pensamos que somos (de fato, tenho engordado) e na realidade é aquela eterna mania de achar que o novo é que é errado, mas não adianta, ele sempre vem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/666077865120475043-5659708004018662447?l=cafecomqueijo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/feeds/5659708004018662447/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=666077865120475043&amp;postID=5659708004018662447&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/5659708004018662447'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/5659708004018662447'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/2012/02/birutas.html' title='Birutas'/><author><name>Schiavoni</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06624238257551420638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-666077865120475043.post-8420345815910597980</id><published>2011-06-02T00:57:00.000-03:00</published><updated>2011-06-02T00:57:44.788-03:00</updated><title type='text'>Moto</title><content type='html'>Estava voltando pra casa. Muito frio, a jaqueta de couro e dois blusões ainda eram insuficientes contra o vento de 80km que a moto trazia a tona. Logo antes de subir uma lomba para entrar na cidade, via-se a via iluminada por cones de luzes amareladas que formavam os postes devida a forte neblina. O frio era intenso, e aqueles antigos pensamentos chegavam a sua cabeça. As &lt;i&gt;dúvidas sempre certas&lt;/i&gt; e os &lt;i&gt;pensamentos mais claros&lt;/i&gt; se firmando novamente, uma alma de alívio o tomava quase imediatamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As dúvidas e besteiras que iam se formavam automaticamente se dissipavam com o ronco da moto. Eram pensamentos mesquinhos e inúteis que seguidamente assombravam suas idéias tomando espaço das coisas de maior valor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi então que numa curva em que propositalmente ele conseguiu fazer a moto derrapar ao acelerar e incliná-la, que sentiu aquela onda de idéias simples e objetivas tomando-lhe a cabeça. Existem os acomodados, existem os incomodados e existem os 'inquietos'. Lembrou que era híbrido, um meio a meio meio besta, tinha lá seus objetivos e adorava desafios, isto ao mesmo passo que adorava fazer coisas repetitivas de forma sistemática e sem desvios de percurso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo aquilo passava de sua mente como sempre passou e como certamente voltará a passar, aquela&amp;nbsp;unica&amp;nbsp;certeza era a&amp;nbsp;inconstância&amp;nbsp;constante.&amp;nbsp;Abriu a viseira embaçada e desceu da moto. Deu uma bela olhada para o céu negro levemente estrelado e foi para casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que precisava mesmo, era disso, de uma loira gelada antes de dormir, daquelas que nos balança a cabeça até o momento de deitar a orelha no travesseiro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/666077865120475043-8420345815910597980?l=cafecomqueijo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/feeds/8420345815910597980/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=666077865120475043&amp;postID=8420345815910597980&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/8420345815910597980'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/8420345815910597980'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/2011/06/moto.html' title='Moto'/><author><name>Schiavoni</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06624238257551420638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-666077865120475043.post-7176813024101449704</id><published>2011-02-16T23:57:00.001-02:00</published><updated>2011-02-16T23:57:00.183-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='devaneios'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='loucuras em 3 minutos'/><title type='text'>De volta</title><content type='html'>Fazia o que? Acho que mais de mês que ela estava lá, deitada num canto, gélida, levemente loira. Coisa linda de se ver, era bastante quieta e doce. O toque dela na boca era marcante, daqueles que tu não entende o que esta acontecendo até que finalmente sua&amp;nbsp;língua&amp;nbsp;é completamente domada.&lt;br /&gt;Confesso que antes de cair de boca saquei o chapéu dela com carinho, sem balançar nem nada. Abri a Baden Baden Ale Golden com um pouco de remorso, ela estava lá descansando fazia algum tempo, mas hoje... hoje eu tive que me exaltar, passar por cima das últimas. Hoje eu me vi no espelho, nú. Risadas, muitas risadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, estava eu, barbado, bêbado e nú com a mão no bolso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele se levantou com um gosto ruim na boca. Tateando o chão achou seu celular com alguma dificuldade, finalmente acertou a combinação de botões para desbloquea-lo e fazer o alarme parar. Maldita campainha das antigas. O trim trim era um sino gigante gritando em seu ouvido (pense numa pessoa vestida de sino gritando "triiimmm!!!").&lt;br /&gt;Depois daquele suspiro de alívio junto do primeiro instante de silêncio, ele se virou e olhou para o teto.&lt;br /&gt;- Ahhh que canseira.&lt;br /&gt;Voltou a dormir.&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;Acordou.&lt;br /&gt;Estava sentindo que o dia estava na metade. Sua barriga roncava e até então ele ainda não tinha nem levantado, sequer lavado o rosto. Era só mais um daqueles dias solitários de sábado, quando nos levantamos dizendo que nunca mais vamos beber, mas ali pela tardinha já preparamos mais uma caipirinha.&lt;br /&gt;O primeiro passo foi revelador. Maço de Marlboro vermelho com apenas uns três ou quatro cigarros. Deu umas mascadas no nada com saliva e lembrou que era esse mesmo o gosto na boca. Foi no banheiro e se lavou. Parou um pouco olhando no espelho lembrando o que fez ontem...&lt;br /&gt;- Cerveja, amigos, cerveja, mulheres estranhas, cerveja, amigos, mulheres bonitas, cereja, amigos, cerveja, mulheres maravilhosas.&lt;br /&gt;Riu sozinho antes de escovar os dentes.&lt;br /&gt;Buscou um livro pequeno, daqueles de bolso, LM&amp;amp;PM, e foi se sentar na sala para ler. Acabou sentado olhando pela janela com os pés escorados numa cadeira na frente do sofá em que estava. Não leu nada, nem viu nada, parou para pensar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- As vezes penso que seria melhor viver numa época mais lenta, cômoda. Algo como eras medievais ou muito antes disso, em tribos e vilas isoladas de tudo, em pequenos mundos.&lt;br /&gt;- Ia ser tri massa.&lt;br /&gt;- Podcrê!&lt;br /&gt;- ahhahaah&lt;br /&gt;Sorriso.&lt;br /&gt;- É, confesso que essa de conversar é nova pra mim. Mas é legal, me sinto estranho, mas é bom, é como um auto psicólogo.&lt;br /&gt;- Legal né? Mas tu vai me pagar em cerveja!&lt;br /&gt;- Só se for agora!&lt;br /&gt;Levantou e buscou uma na geladeira. E pensar que havia até imagino a idéia de parar de beber.&lt;br /&gt;- Agora sim, podemos continuar.&lt;br /&gt;- Sim doutor.&lt;br /&gt;- Bom, eu sinceramente não tenho reclamações. Eu tenho tudo, e sinto que posso ter tudo.&lt;br /&gt;- Sinto é coisa de viado.&lt;br /&gt;- É... mas para nunca fui macho, segundo um teste na internet, o fato de possuir meias brancas já era um sinônimo de viadagem, visto que branco combina com muita roupa e macho que é macho não pensa se está combinando...&lt;br /&gt;- É...&lt;br /&gt;Olhou suas meias. Cinzas. Alivio.&lt;br /&gt;- Bom, negócio é que mesmo não tendo do que reclamar, eu não consigo parar de reclamar, eu vejo os problemas, vejo as coisas erradas e me sinto mal com elas.&lt;br /&gt;- Exemplos?&lt;br /&gt;- Bom... ah, sei lá po, não lembro de cabeça, mas... bah, não sei...&lt;br /&gt;- Uma merda quando isso acontece né? Tu sabe, tu eventualmente lembra e passa por certas situações&amp;nbsp;seguidamente, entretanto, nunca temos um exemplo na ponta da&amp;nbsp;língua.&lt;br /&gt;- É...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A quietude voltou quando terminou um outro copo, olhava ainda para a mesma janela, tinha sol lá fora e o formato do prédio atrás dele lembrava alguma espécie de gigante. Ele via aquela sombra como se estivesse viva, e fitando as nuvens sem focar em nada, via guerreiros, alguns que&amp;nbsp;cavalgavam, outros andavam no meio do azul, tinha dois com lanças, ou eram rastros de jato...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tocava rock no rádio, era a bateria de ar que ele sempre tocou, aquela de manter um ritmo no chipô e de tempos em tempos dar umas batidas bem dadas no prato, era raiva que se dissipava daquelas coisas que ficam trancadas na garganta, aquela coisa de se expressar, aquela coisa...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/666077865120475043-7176813024101449704?l=cafecomqueijo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/feeds/7176813024101449704/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=666077865120475043&amp;postID=7176813024101449704&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/7176813024101449704'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/7176813024101449704'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/2011/02/de-volta.html' title='De volta'/><author><name>Schiavoni</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06624238257551420638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-666077865120475043.post-2564313389670926831</id><published>2011-01-25T00:36:00.000-02:00</published><updated>2011-01-25T00:36:25.370-02:00</updated><title type='text'>Sobre a burrice, segundo ato</title><content type='html'>O principal deve ter sido a audição. Ele sempre escutou melhor que falou, sempre deu ouvidos a todos, foi levemente empático, desde sempre, ah isso muda tudo.&lt;br /&gt;Como pedras que rolam e quebram ao esbarrar em outra maior, ou estraçalham as árvores, ele ouviu e aprendeu, ficou quieto atrás daqueles galhos, atento assistindo.&lt;br /&gt;Muitos pontos, várias opiniões, todas certas e talvez erradas. O problema foi que ele deu ouvidos demais, achou que era legal compartilhar seus feitos, todos eles. Dos mais podres aos mais celebres, estes últimos, talvez fossem apenas dois.&lt;br /&gt;Triste ver que provavelmente era o único que partilhava suas desgraças, não eram engraçadas, ele era ridículo, patético. Algum pode dizer que era coragem, ou algum tipo de bravura burra, como contar ao inimigo seu ponto fraco antes de começar a luta.&amp;nbsp;A postura era levemente curvada, naturalmente rebaixado.&lt;br /&gt;Ouviu, por fim, que as coisas mudam, que isto pode acontecer e talvez em alguns casos, deva acontecer. As coisas podem parecer horrorosas, ou o medo pode subir pelos calcanhares e chegar a avermelhar um rosto em instantes, mas as coisas podem ser diferentes... as vezes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Subterranean Homesick Blues&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Johnny's in the basement&lt;br /&gt;Mixing up the medicine&lt;br /&gt;I'm on the pavement&lt;br /&gt;Thinking about the government&lt;br /&gt;The man in the trench coat&lt;br /&gt;Badge out, laid off&lt;br /&gt;Says he's got a bad cough&lt;br /&gt;Wants to get it paid off&lt;br /&gt;Look out kid&lt;br /&gt;It's somethin' you did&lt;br /&gt;God knows when&lt;br /&gt;But you're doin' it again&lt;br /&gt;You better duck down the alley way&lt;br /&gt;Lookin' for a new friend&lt;br /&gt;The man in the coon-skin cap&lt;br /&gt;In the big pen&lt;br /&gt;Wants eleven dollar bills&lt;br /&gt;You only got ten&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maggie comes fleet foot&lt;br /&gt;Face full of black soot&lt;br /&gt;Talkin' that the heat put&lt;br /&gt;Plants in the bed but&lt;br /&gt;The phone's tapped anyway&lt;br /&gt;Maggie says that many say&lt;br /&gt;They must bust in early May&lt;br /&gt;Orders from the D. A.&lt;br /&gt;Look out kid&lt;br /&gt;Don't matter what you did&lt;br /&gt;Walk on your tip toes&lt;br /&gt;Don't try "No Doz"&lt;br /&gt;Better stay away from those&lt;br /&gt;That carry around a fire hose&lt;br /&gt;Keep a clean nose&lt;br /&gt;Watch the plain clothes&lt;br /&gt;You don't need a weather man&lt;br /&gt;To know which way the wind blows&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Get sick, get well&lt;br /&gt;Hang around a ink well&lt;br /&gt;Ring bell, hard to tell&lt;br /&gt;If anything is goin' to sell&lt;br /&gt;Try hard, get barred&lt;br /&gt;Get back, write braille&lt;br /&gt;Get jailed, jump bail&lt;br /&gt;Join the army, if you fail&lt;br /&gt;Look out kid&lt;br /&gt;You're gonna get hit&lt;br /&gt;But users, cheaters&lt;br /&gt;Six-time losers&lt;br /&gt;Hang around the theaters&lt;br /&gt;Girl by the whirlpool&lt;br /&gt;Lookin' for a new fool&lt;br /&gt;Don't follow leaders&lt;br /&gt;Watch the parkin' meters&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah get born, keep warm&lt;br /&gt;Short pants, romance, learn to dance&lt;br /&gt;Get dressed, get blessed&lt;br /&gt;Try to be a success&lt;br /&gt;Please her, please him, buy gifts&lt;br /&gt;Don't steal, don't lift&lt;br /&gt;Twenty years of schoolin'&lt;br /&gt;And they put you on the day shift&lt;br /&gt;Look out kid&lt;br /&gt;They keep it all hid&lt;br /&gt;Better jump down a manhole&lt;br /&gt;Light yourself a candle&lt;br /&gt;Don't wear sandals&lt;br /&gt;Try to avoid the scandals&lt;br /&gt;Don't wanna be a bum&lt;br /&gt;You better chew gum&lt;br /&gt;The pump don't work&lt;br /&gt;'Cause the vandals took the handles&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não escutou mais nada, não viu nada. Não ouviu risos, não eram vaias, tão pouco lembra de aplausos. Mas voltou, em pé.&lt;br /&gt;Caminhou até a roda de pessoas, ali, na seguinte cerveja, o medo seguia o mesmo, mas a coisa toda, a sua postura... o orgulho da vergonha. Era aquela bravura burra se mostrando útil, enfim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/666077865120475043-2564313389670926831?l=cafecomqueijo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/feeds/2564313389670926831/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=666077865120475043&amp;postID=2564313389670926831&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/2564313389670926831'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/2564313389670926831'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/2011/01/sobre-burrice-segundo-ato.html' title='Sobre a burrice, segundo ato'/><author><name>Schiavoni</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06624238257551420638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-666077865120475043.post-452706400166231865</id><published>2011-01-07T12:35:00.000-02:00</published><updated>2011-01-07T12:35:04.440-02:00</updated><title type='text'>Receita masculina</title><content type='html'>Junto dois pares de amigos, sendo um deles um belo casal de mente aberta.&lt;br /&gt;Unte seus estômagos com pão líquido à gosto. (preferencialmente da região da Bohemia da Rep. Tcheca).&lt;br /&gt;Sirva piadinhas junto de picadinho, com pitadas de conversas sérias e "papos-cabeça", deixe um ar numa temperatura agradável e bebam com moderação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simples, mas muito tri.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/666077865120475043-452706400166231865?l=cafecomqueijo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/feeds/452706400166231865/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=666077865120475043&amp;postID=452706400166231865&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/452706400166231865'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/452706400166231865'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/2011/01/receita-masculina.html' title='Receita masculina'/><author><name>Schiavoni</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06624238257551420638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-666077865120475043.post-8540943497351447140</id><published>2010-10-18T23:32:00.000-02:00</published><updated>2010-10-18T23:32:08.927-02:00</updated><title type='text'>Terror</title><content type='html'>Esses dias pequei umas notícias sobre o terror... ou melhor, a teoria do terror, conhecem a idéia de sistema?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, terror na real é bem simples, é tipo filme mesmo. Se coloca uma música de suspense, se detalha os movimentos do personagem e eventualmente mostra uma pitada do monstro nas sombras. Assim toda platéia já sabe o que deve acontecer, afinal, é o que todo o cenário indica, é o que tudo aponta, é o que dentro da conjuntura atual de acontecimentos, deve acontecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, a mídia em geral, ou melhor dizendo, a governadora mídia tem importante papel nisso, pois deve fixar na mente de todos a mesma idéia, reforçar ela sempre, trazer notícias, trazer informações técnicas, detalhar o tema e assim tornar isso um tema de discussão e vivência nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me passaram esse vídeo: (por favor, não se intimidem com o título ou a legenda, tente permanecer empático)&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=Ig9pE6qwzxw"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=Ig9pE6qwzxw&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiz questão de olhar inteiro, e sinceramente me dei conta do nível que estamos e que mal nos damos conta entre umas novelas e outras, mal notamos o tema/terror que nos passam todos os dias...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/666077865120475043-8540943497351447140?l=cafecomqueijo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://pt.wikipedia.org/wiki/Terrorismo' title='Terror'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/feeds/8540943497351447140/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=666077865120475043&amp;postID=8540943497351447140&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/8540943497351447140'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/8540943497351447140'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/2010/10/terror.html' title='Terror'/><author><name>Schiavoni</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06624238257551420638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-666077865120475043.post-1869755504251431191</id><published>2010-10-04T14:09:00.000-03:00</published><updated>2010-10-04T14:09:52.850-03:00</updated><title type='text'>blam!</title><content type='html'>A rua era relativamente curva para a direita. Eu deveria andar mais uns 50 metros antes de fazer a curvinha para entrar na garagem... Olhei para trás e não vinha nada, já acostumado com aquela ruela&amp;nbsp;tranqüila&amp;nbsp;virei o volante e fui fazendo a curva... no meio dela, um troço marrom surge ao lado da minha porta e logo em seguida da o estouro da batida (confesso que gosto daquele barulho).&lt;br /&gt;Como bombeiros prontos para um incêndio praticamente todos os vizinhos pulam para fora de casa no ato. Em questão de trinta segundos temos uma multidão já apontando e julgando. Comentando o errado e o certo, dando sua opinião.&lt;br /&gt;Saí do carro e antes de mais nada pedi se todos dentro daquela infeliz brasília marrom estavam bem.&lt;br /&gt;Ninguém respondeu e dois rapazes 'magros grandes' sairam do carro já gritando a babaquice que eu havia cometido. Por último, o velho que dirigia saiu&amp;nbsp;tranqüilo&amp;nbsp;do carro, meio lento... resmungava sozinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Devia ter ido pela outra rua... era só ter dobrado ali...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Previ uma bela briga assim que o cara que estava no banco de trás da brasília saiu brabo bufando sem dentes sujo e de chinelo (não havainas). Gritava coisas no mínimo curiosas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas o que que é isso cara?! Tá maluco o meu?! Que porra é essa que você ta fazendo? Vai se fuder! Olha só a merda que tu fez, tu vai ter que pagar tudo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vi que não seria ouvido por aquele ali... pensei... deu aquela tremidinha nos dedos quando peguei o celular, senti que o sangue fluia... muito rápido... rápido de mais. Me controlando para não voar na cabeça do desgraçado, segui calmo e liguei para a dona do veículo, afim de contatar o seguro.&lt;br /&gt;Não tinha conhecimento de como funcionava tudo e fiquei no telefone alheio aos chingamentos e apontamento feitos pelos 'jovens'.&lt;br /&gt;O velho meio cambaleando e pouco sonso pedia calma aos que pareciam ser seus filhos. O caroneiro colocava a mão na cabeça insistentemente a fim de procurar sangue ou machucado suficiente para reclamar como se deve. Afinal, alguém limpo, relativamente bem vestido de Meriva deve ter muito dinheiro, logo, melhor conseguir uma maneira de indenização o quanto antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabei ligando também para a polícia e achei engraçado saber que não tinham viaturas para enviarem ao local no momento. Teria que buscar os dados deles pessoalmente e levar no dia seguinte na delegacia para fazer a BO, digo BOT.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalizada essa última ligação... olhei para o tumulto, aquelas pessoas apontando, muitos fazendo aquela clássica pose com braços cruzados. Os homens procurando suas mulheres para poder opinar aos ouvidos delas e mostrar quão sábios e machos são. Alguns cachorros latiam insistentemente sem que ninguém lhes desse a mínima explicação do por que aquele aglomerado de gente..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respirei fundo para pode conversar&amp;nbsp;civilizadamente&amp;nbsp;com o rapaz que dizia que caso viesse a polícia eu deveria pagar-lhes o guincho. Pensei um pouco e alguém comentou em fazer um acordo ao invés de fichar tudo. Gostei da idéia de cara... não vi nenhuma possibilidade de&amp;nbsp;ressarcimento vinda daqueles ali... errados, cegos e claramente de má índole.&lt;br /&gt;Disse que cada um pagando o seu era suficiente, visto que não queria me envolver de forma alguma com aqueles indivíduos. O banguela claramente bufafa e pedia por uma briga. Finalmente o velho chegou, meio cambaleando ao meu lado e disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Então estamos acertados meu jovem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Botou a mão no meu ombro e então percebi que na realidade ele se segurava em mim. Com ódio por dentro, sorri e disse que sim, não havia problema algum e não iria fazer queixa nem nada na polícia. Apertei a mão do velho que ainda apoiando-se em mim apertou-a com a máxima força que seu corpo lhe permitia... não muita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rapaz que não estava tão exaltado mostrou a canela e disse, que estava tudo bem, mas que estava doendo e sangrando. Não me contive e tive que comentar rispidamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas está bem?&lt;br /&gt;- Sim.&lt;br /&gt;- E não estava com cinto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele calou-se de súbito e olhou para o chão. Ali eles entraram no carro ainda resmungados&amp;nbsp;blasfêmias e se mandaram rua acima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhei para o carro... não faço idéia de quanto vai dar isso... mas vi que as pessoas geralmente não prestam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outra ocasião... envolvendo entes queridos, vi o quanto as pessoas não prestam, e quanto aqueles que não tem tanto, culpam e invejam os que tem pouco a mais.&lt;br /&gt;Não estamos nem perto da metade das parcelas do carro, contudo, o fato de se esforçar para ter seus bens provoca uma clara inveja nos outros. Infelizmente preciso comentar que independente do que lhes acontece, seguirão sendo assim... cegos e ignorantes. Não é o fato de ler e escrever, ou de ser um cara formado que isso mudará, isso se trata de caráter. Índole. São formações que não se aprende na escola, nem em casa, se aprende com tudo junto, com as companhias, se aprende todos os dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aconteceu o seguinte... mais de uma vez... ela estacionou o carro e estava já com um pé para fora dele... um outro cara na frente, deu uma ré e bateu no carro. Saiu instantâneamente gritando como ela havia se enfiado ali.&lt;br /&gt;(Há pessoas que não admitem seus erros.)&lt;br /&gt;Ele apontou e blasfemou aos berros. Gritou que não havia como ele estar errado, visto que estava estacionando e estava olhando para trás.&lt;br /&gt;(Há pessoas que preferem omitir-se da responsabilidade à agirem corretamente)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta foi uma... teve uma outra de quando um velho andando numa moto nova andou muito próximo ao estacionamento e para retirar o carro de um estacionamento diagonal, é necessario sair um pouco, obviamente, delicadamente... assim foi... o velho veio e deu de joelho contra o carro. Burro, andando proximo aos carros caio no chão com o joelho ferido com um pouco de sangue. Depois do escarceu do infeliz, chamado a samu, eles pediram para ele que entrasse na ambulancia (note o bom estado do cara), entrou ainda comentando sobre a moto nova. Depois na delegacia, os policiais viram que o cara estava errado, visto que sua moto sequer havia saido do lugar, tão leve fora a pancada. Depois de pagar a moto, arrumar o carro, o mesmo seguia ligando para casa pedindo indenização pois seu joelho ainda não estava bom. Seus filhos claramente o repreendiam pois viam o erro do pai, contudo, pai velho, pedra dura, não teve agua para furar, ele seguiu enchendo o saco até que uma atitude ríspida por telefone resolveu seu problema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É nessas coisas que se nota como as pessoas querem apenas o delas. E não se trata de um caso... é uma doença, um&amp;nbsp;comportamento&amp;nbsp;anti social, que aos poucos corrompe a ética moral da sociedade.&lt;br /&gt;Uma pessoa de boa índole, teria no mínimo a capacidade de negociar e vendo um erro, se responsabilizaria.&lt;br /&gt;Triste que de tantas vezes que passei por isso, vi tanto a cena se repetir. Um animal completamente ignorante sempre se mantendo duro e sem jamais pensar em tentar mudar sua visão. Burro, com aqueles tapa olho para enxergar apenas seu pequeno mundinho ao redor do umbigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha vontade era de matar todos eles. Sem exceção. Extermina-los de sua existência, priva-los de suas vidas, terminar com seu espaço dentro do mundo. Algo me diz que caso o mundo sinta sua falta, seria para melhor, e acho que muito melhor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/666077865120475043-1869755504251431191?l=cafecomqueijo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/feeds/1869755504251431191/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=666077865120475043&amp;postID=1869755504251431191&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/1869755504251431191'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/1869755504251431191'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/2010/10/blam.html' title='blam!'/><author><name>Schiavoni</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06624238257551420638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-666077865120475043.post-7797379731683129652</id><published>2010-07-26T22:44:00.000-03:00</published><updated>2010-07-26T22:44:42.982-03:00</updated><title type='text'>PH</title><content type='html'>Cheguei no super mercado meio desanimado, com sono. Eram nove horas passadas e o mercado fecha as dez naquela segunda feira de inverno. Logo na entrada já vi que estava tudo organizado, tudo pronto para amanhã, bem dizer, tudo no mercado dizia: 'volte amanhã, queremos ir dormir!'. Eu entendi, mas como iria explicar para mãe? Mãe é mãe, poxa...&lt;br /&gt;Eu tinha uma listinha. Sim, daqueles bem de guri, ou de gente sem boa memória (ambos o meu caso), comprei praticamente tudo, dei umas cinco voltas no mercado, já que não havia organizado a lista por seção... então bueno, faltava só mais um item. Papel higiênico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrei com o carrinho na seção dos guardanapos, papel higienicos e toalhas de papel. Muito papel... muito de tudo. Fui para o lado dos rolos de papel higiênicos e fiquei olhando os preços, a quantidade... variavam com rolos, metros/rolo opção de vitamina C, cheirinho de lavanda, entre outras do tipo 'leve 8 e page 7'. Fiquei abismado com a quantidade absurda de opções. Não é um padrão comum, existem os supersoft, existem os neutros, tem neutro folha dupla, tem folha dupla com cheiro de alguma coisa azul que não era lavanda, enfim... opções de mais. Eu ali parado, e de canto de olho observo que havia um funcionário bem do outro lado do corredor olhando para mim. Que coisa, eu deve estar pensando se gasta um pouco mais para não arranhar os fundilhos, ou quem sabe estou parecendo um riquinho pensando se leva agora o cheiro de lavanda ou o vitamina C.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diabos, que tanta opção! Fosse algo mais simples iria ajudar todo mundo, mas não, é uma indústria, um negócio não feito para alisar nossos rabos, mas para vender, ahh eu odeio o sistema! digo, o sistema não funciona! Fico logo lembrando daqueles rolos de papel higiênico de rodoviária, daqueles marrons que eventualmente vem com um pouco de areia, daquele tipo que tu precisa juntar uns trinta metros de rolo pra não botar o dedo na merda enquanto se limpa de tão finos que são.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não sabia o que levar, não havia nenhum tipo de especificação no bilhete e não valia a pena ligar para saber... achei melhor... seguir meus instintos. Isso. Olhei para um que a embalagem me seduziu e levei sem pestanejar. Depois antes de sair dali, parei, olhei os preços.. ótimo, não era o mais barato e estava longe de ser o mais caro, ah, a folha era branca, ao menos não deve ter areia....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrei da velha pergunta do George Costanza, como era o papel higiênico a um céculo atrás? E antes? E durante as guerras?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, um dia eu tiro um tempo e descubro... quem sabe até lá já não estamos usando conchas para isso...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/666077865120475043-7797379731683129652?l=cafecomqueijo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/feeds/7797379731683129652/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=666077865120475043&amp;postID=7797379731683129652&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/7797379731683129652'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/7797379731683129652'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/2010/07/ph.html' title='PH'/><author><name>Schiavoni</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06624238257551420638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-666077865120475043.post-4282304664285961844</id><published>2010-04-09T13:21:00.000-03:00</published><updated>2010-04-09T13:21:54.182-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='loucuras em 3 minutos'/><title type='text'>A igreja</title><content type='html'>Daí que ontem eu saí do treino e resolvi mudar o caminho para casa. Ao invés de fazer o mais curto, fui por outro, uma ou duas quadras mais longe que o habitual, é como dar uma volta a mais apenas para sair da rotina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes do final da primeira quadra vejo crianças correndo numa espécie de jardim na frente de um prédio meio diferente, ao menos, diferente do nosso normal, da nossa cultura. Olho de novo e lembro que é uma igreja, daquelas, como é, dos santos dos últimos dias, igreja diferente.&lt;br /&gt;Uma mocinha de uns oito anos correu até um carro que se locomovia vagarosamente pela frente do lugar, ela abriu o portão de grades altas e roxas e se enfiou no carro com velocidade, logo depois ficou olhando pela janela vendo os outros terminarem a brincadeira de pega-pega.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquela cena foi ótima, acabei parando para pensar o seguinte, e se a idéia de igreja fosse diferente? Quer dizer, não quero cultos, não quero deuses nem nada dessa coisa que nos lembra igreja, pensei na idéia de um grupo de pessoas que transforma um ato em tradição, para que com o tempo se tornasse sagrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe, um grupo qualquer mesmo, vamos fazer assim, domingo que vem, tem churrasco lá em casa, e todos os primeiros e terceiros domingos do mês, haverá um churrasco com carne, muita carne e bebidas a gosto dos participantes. Vamos dar um nome para esse grupo, vamos juntar dinheiro e construir uma cede aonde se faria uma bela churrasqueira. Isso é muito tri cara!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A idéia de igreja, pensa, fizemos aquele esquema de criar uma igreja por lei, dai compramos o primeiro terreno para churrasqueira em nome da igreja. Depois vamos começar a pagar nosso dízimo, que nada mais será que cobrir os gastos de um organizador (vulgo padre) que se encarregará de tocar o rebanho (o gado para o matadouro), ele vai carnear, comprar carvão, todo o resto, verificar certinho quem tem comparecido a igreja e incomodar quem não aparece, assim transformamos um encontro divertido em tradição, para que depois de algum tempo se torne sagrado e nossas mulheres já façam a maionese e tortas de bolacha sem reclamar, cada um teria uma pequena rotina sagrada a qual não se deveria quebrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe, começo a gostar da igreja, da minha ali. A igreja é aquele futebol de quarta, o bar da quinta ou ainda os churrascos mensais. Só deveria ser levado mais a sério, mais... como se deve dizer... não sei... deveríamos ser mais fanáticos por esses encontros. Quem sabe até se juntar em dois sábados do mês para jogar age, ou ainda, tib... é talvez só churrasco já esteja bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só precisamos de um nome, já conheço alguns adeptos...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/666077865120475043-4282304664285961844?l=cafecomqueijo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/feeds/4282304664285961844/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=666077865120475043&amp;postID=4282304664285961844&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/4282304664285961844'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/4282304664285961844'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/2010/04/igreja.html' title='A igreja'/><author><name>Schiavoni</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06624238257551420638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-666077865120475043.post-8965396575433577666</id><published>2010-04-08T00:01:00.001-03:00</published><updated>2010-04-09T13:22:33.495-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto contado'/><title type='text'>monark 10</title><content type='html'>ahhh nostalgia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou com meio quarto no chão, uma bagunça organizada, quer dizer, ali está o monte de roupa limpa, ali o de roupa suja, ali no canto são coisas pra guardar, ali no outro, é lixo. Esse ali no meio, perai, também é lixo.&lt;br /&gt;No meio disso tudo achei que seria interessante rotular os cds e dvds que ainda não estavam rotulados... alguns foram fora, outros não, alguns eu abri pra olhar.... bom, num desses encontrei... nome do cd é coisas da familia, o nome de cada um, imagens, fotos....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abri e me deparo com o passado. Pastas e mais pastas de fotos da nossa primeira e velha camera, além de coisas que não eram tiradas com nossa camera, mas que apareciam por que era mais comum tirar fotos e compartilha-las por msn.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É estranho, mas foi justo hoje a noite que dei uma bela volta de bicicleta com a monark 10 emprestada do irmão da re. Jóia de bicicleta, velha, meio enferrujada também doi a bunda, mas é tri. Voltando da volta até o centro sinto aquele cheiro... não sei nem como explicar, é uma temperatura certa, um batimento cardíaco certo, suor na medida o cheiro de... como eu já chamei, "wind of changes".&lt;br /&gt;Agora, depois de ver a inauguração do rock ali na frente do kchurrasco, depois de ver fotos do outro país, fotos de quando fui mais magro, de quando fui mais gordo ainda, de quando tinha muito pouco cabelo e um monde deles, de quando usava sempre all star vermelho... poxa, faz algum tempo... é como uma... uma onda... no ar, por dentro das veias... encontrei até... heheh, que coisa... isso não é de minha autoria, eu colaborei, mas não foi sozinho, não mesmo. Aos que se recordam... precisamos de mais inspiração...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;I was alone lying on my bed&lt;br /&gt;It was Saturday night and I didn't want to stand in home&lt;br /&gt;So I take the phone and call to my friends&lt;br /&gt;I invite them to rock around, and they did* understand&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I took the car and speed fast&lt;br /&gt;I pick up my friends and we came to this land&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;It's cold and dark, have freezing wind that I like&lt;br /&gt;Let's rock, let's roll&lt;br /&gt;This night sounds cool&lt;br /&gt;We didn't get a destination&lt;br /&gt;We drunk a jug of wine&lt;br /&gt;But every thing was well&lt;br /&gt;Cause every street ends in hell&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Esta, segundo o nome do txt, foi chamada de Every street ends in hell...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/666077865120475043-8965396575433577666?l=cafecomqueijo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/feeds/8965396575433577666/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=666077865120475043&amp;postID=8965396575433577666&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/8965396575433577666'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/8965396575433577666'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/2010/04/monark-10.html' title='monark 10'/><author><name>Schiavoni</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06624238257551420638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-666077865120475043.post-7053044776776798770</id><published>2010-03-22T22:07:00.001-03:00</published><updated>2010-03-22T22:11:42.497-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto contado'/><title type='text'>segundo</title><content type='html'>Voltei ao treino hoje, aquela coisa de começar uma mudança na segunda, sabe como é...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, negócio é bem simples, falamos bastante do elevador do prédio em que a empresa se mudou, ele é meio rápido e até que bonitinho por dentro, daí chego em casa depois do treino, meio cansado, tava até por ir pelas escadas, mas daí vi a vizinha gorda entrando, essa que mora no mesmo andar que eu, ela é grande... bom, pensei... se for de escada é quase falta de educação, afinal, acho que ela nem consegue ir até o quarto andar pelas escadas, resolvi ficar. Ah sim, eu sei que ela não gosta de mim, mas o momento confirmou tudo.&lt;br /&gt;- Oi.&lt;br /&gt;Ela respondeu com um breve, realmente breve, aceno de cabeça. Entrei no elevador e apertei o botão quatro mais e uma vez, permitindo que ela visse que sei que ela é minha vizinha, praticamente fazendo assim: uma vez eu aperto para mim e a outra para ela.&lt;br /&gt;Bueno. Ela entrou e se posicionou perfeitamente no meio do elevador, ocupando muito espaço (bola), eu me espremi para um canto, confesso que me espantei por ela não saber do padrão de comportamento humano em elevadores. Um, no meio, dois, meio a meio, três um triangulo, quatro um quadrado e assim por diante, mantendo sempre uma distância boa entre cada pessoa a fim de deixar todos confortáveis com seus espaços.&lt;br /&gt;Depois de me espremer, ela parecia que resmungava alguma coisa, qualquer coisa, e levantou a mão para apertar o botão do elevador, que eu já tinha apertado. Apertou o quatro. Resmungou mais alguma coisa de maneira instantânea e apertou o dois.&lt;br /&gt;Gorda.&lt;br /&gt;Gorda gorda gorda balofa baleia saco de areia bola lua balofa fofa fofuxa gordaça bola de banha gorda gorda. Nossa, elevador para ir até o segundo andar sem carregar nada nas mãos. Mas tem mais é que morrer pela boca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo parei e pensei: Que estupidez, o elevador deixou ela ir até o segundo e nós estamos no primeiro!&lt;br /&gt;Quanto será que poderíamos economizar, se isso fosse meio que proibido? Quer dizer, nunca ir dois andares acima ou abaixo do andar atual, isso faria as pessoas caminharem um pouco mais, economizaria energia... nossa, pra mim naquele momento era quase uma salvação mundial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabou ela demorando mais ou menos trinta segundos a mais apenas para desembarcar o poço de banha no segundo andar. Triste... gorda.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/666077865120475043-7053044776776798770?l=cafecomqueijo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/feeds/7053044776776798770/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=666077865120475043&amp;postID=7053044776776798770&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/7053044776776798770'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/7053044776776798770'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/2010/03/segundo.html' title='segundo'/><author><name>Schiavoni</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06624238257551420638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-666077865120475043.post-96450332308524005</id><published>2010-02-22T13:43:00.004-03:00</published><updated>2010-02-22T14:01:19.706-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='entediantes'/><title type='text'>o rebanho</title><content type='html'>Daí eu entrei na igreja, mais uma vez após seis anos de abstinência. Bueno, tudo parece ruim, até que piorou. O não tão velho lá da frente vestido de brando com uma espécie de cachecol roxo bem longo e fino falava no microfone.&lt;br /&gt;Falava coisas como, como devemos ser, como devemos agir e pensar. Nos dizia de uma maneira não tão direta o que fazer.&lt;br /&gt;Me senti um bosta. Parece que nunca será possível chegar ao que se deseja ser. Ou que se espera. Sempre somos pecadores, nunca merecemos nada, mas com sorte, digo, com jesus no coração, talvez quando chegar a hora H ele tenha piedade (por que nos arrependemos de tudo de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;errado&lt;/span&gt; que fizemos durante a vida) e nos deixe viver eternamente e em paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não entendo como esse tipo de pensamento pode facilitar a vida das pessoas, sempre inferiores, sempre devendo a deus, sempre temendo e dando a bundinha. Vi os velhos depositando mais de cinco pila na caixa que passou e da uma certa pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não bastasse o discurso decadente e depressivo, também tem o gestual, humilhante. Ajoelhar, ficar de pé, sentar, ficar de pé, ajoelhar. Mas vai tomar no *(não é uma censura, é uma expressão gráfica da palavra)! Ajoelhar daquela maneira é como uma penitencia ou súplica por qualquer coisa que nunca devi na vida!!&lt;br /&gt;Principalmente agora com a dívida externa paga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os casamentos até são quase bons discursos e não se levanta tanto, mas de toda forma, só o fato de entrar numa igreja, já está me fazendo mal. Bate uma depressão de ver tanta gente precisando de uma história de contos de fadas para viver, como crianças que nunca amadurecem e precisam sempre de um lindo conto de ninar para que durmam em paz e, encontrem consolo numa maravilha absurda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de sair, vejo todas as pessoas da igreja como ovelhas. Burras. Um rebanho de deus, onde os caras lá da frente, tanto o posando de quadro quanto o bem vestidinho e vivo são os pastores, os que mandam as ovelhas caminharem, comerem, se agruparem. Os mesmos que futuramente irão tosquealas e quem sabe botão sobre o fogo de chão para um bom churras.&lt;br /&gt;Bom, pobres ovelhas... sem opinião própria sem motivação própria... tão ovelhas que são burras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ó senhor! por que tanta gente burrrrA?!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/666077865120475043-96450332308524005?l=cafecomqueijo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/feeds/96450332308524005/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=666077865120475043&amp;postID=96450332308524005&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/96450332308524005'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/96450332308524005'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/2010/02/o-rebanho.html' title='o rebanho'/><author><name>Schiavoni</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06624238257551420638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-666077865120475043.post-7113065080558135085</id><published>2010-02-19T02:12:00.003-02:00</published><updated>2010-02-19T02:25:16.739-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='loucuras em 3 minutos'/><title type='text'>as árvores somos nóses</title><content type='html'>Inicialmente tive a impressão de que parecia mais uma conversa chata e mesquinha sobre temas que já havia resolvido em minha cabeça, contudo, entre uma vírgula e um ponto, vi que se tratavam daquelas pessoas que merecem ouvidos, os meus amigos. Sempre um surge com um ponto que eu não havia identificado ou não por aquele ângulo e que acaba me chamando atenção, sempre novidades e pensamentos distintos embora todos perfeitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava eu em minha ditadura perfeita, onde todos viviam com o mínimo e se contentavam com isso, pois era formada uma sólida ideia de grupo, onde todos trabalham para todos, pois todos teriam ideia que caso o lixeiro deixasse de fazer seu trabalho, o banqueiro iria sentir o problema.&lt;br /&gt;Eis que me derruba do palanque de discursos o seguinte:&lt;br /&gt;-Tu não acredita em evolução?&lt;br /&gt;Touchet.&lt;br /&gt;Minha ideia se baseava no grupo, no social de um formigueiro que vive como um órgão, todos com o mesmo valor. Contudo, nós, mamíferos vorazes, não temos a semente de comodidade plantada em nossas entranhas, temos inveja, temos orgulho. Pronto, meu mundo perfeito acaba de desmoronar para dar vez ao melhor de todos os sistemas, a natureza.&lt;br /&gt;A mesma lei que rege aqui e em qualquer outro lugar, o mais forte vence. sobrevive. o mais eficaz, o mais astuto, o melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa ideia de natureza me fez pensar que sendo assim, mesmo que tenhamos destruído a mata, que acabem os estoques de minérios disso e daquilo, que a temperatura suba etc etc, a natureza irá sobreviver, afinal, todo ser vivo apto a seguir vivendo, viverá, nos resta perguntar-nos. E nós? Conseguiremos?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/666077865120475043-7113065080558135085?l=cafecomqueijo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/feeds/7113065080558135085/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=666077865120475043&amp;postID=7113065080558135085&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/7113065080558135085'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/7113065080558135085'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/2010/02/as-arvores-somos-noses.html' title='as árvores somos nóses'/><author><name>Schiavoni</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06624238257551420638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-666077865120475043.post-302380269125640058</id><published>2010-01-17T21:36:00.004-02:00</published><updated>2010-01-17T22:14:45.683-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='só explodindo'/><title type='text'>doze</title><content type='html'>Dai eu chego em casa e vou tomar banho. Termino de me lavar e vou lavar roupa, tiro do varal o que tinha de roupa de sexta e vou começar meu trabalho, ligo a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;tv&lt;/span&gt;, minha &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;companhia&lt;/span&gt; da solidão divertida.&lt;br /&gt;Certa altura da noite, mais uma vez, Haiti. Me entulharam de pena durante a semana toda... e...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ó céus! por que senhor!??! &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;óóóó&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;porqueeee&lt;/span&gt;!?!?&lt;br /&gt;mas meu &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;deus&lt;/span&gt; do céu por que diabos fazes isto com este pobre povo preto?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, daí agora isso tudo é culpa do homem. Não por que o homem isso o homem aquilo... ah, mas vai tomar no meio do rabo do seu &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;cú&lt;/span&gt; meu senhor! Todo mundo desesperado e tem gente botando dedo pra fazer culpa. Tem gente pedindo a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;deus&lt;/span&gt; ajuda!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Por que ó senhor fazes pessoas tão burras a ponto de acreditarem em ti tão &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;cegamente&lt;/span&gt; que não fazem nada para mudar o mundo além de culparem uns aos outros!?&lt;br /&gt;-Senhor, dai me forças e pelo amor de teu filho, dai me &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;paciência&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;tolerância&lt;/span&gt; para que não mate ninguém, para que não deixe a razão mandar em minha mão e apagar do mundo as pessoas inúteis e burras. Ó &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;deus&lt;/span&gt;, custava fazer um teste antes de soltar o homem, custava ter certeza que não ia ser um completo estúpido?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem que o mundo acaba em dois mil e doze, que o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;messias&lt;/span&gt; virá, que já existe um anti &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;cristo&lt;/span&gt; e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;nanseiq&lt;/span&gt;... olha, não vejo a hora de por minhas mãos no desgraçado imbecil que fez tamanha estupidez, cria, fica brincando de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;deus&lt;/span&gt;, ai ui eu sei de tudo e vocês não são de nada, se faz de mocinha, é todo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;viadinho&lt;/span&gt; e banca o enciumado que precisa que provem amor, sendo que nunca ninguém comeu o rabo do desgraçado, que venha dois mil e doze, que caia tudo por cima, farei o possível para estar de pé com um&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chega, vamos dormir, mais perto de dois mil e dez, e rezando pelo povo preto do Haiti.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/666077865120475043-302380269125640058?l=cafecomqueijo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/feeds/302380269125640058/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=666077865120475043&amp;postID=302380269125640058&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/302380269125640058'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/302380269125640058'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/2010/01/doze.html' title='doze'/><author><name>Schiavoni</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06624238257551420638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-666077865120475043.post-3740823900921630206</id><published>2009-12-28T21:30:00.003-02:00</published><updated>2009-12-28T22:01:02.744-02:00</updated><title type='text'>coisas 2009</title><content type='html'>De novo eu me espreguiçava sozinho em cima de umas rochas a beira mar. Lembro-me como se fosse ontem quando foi a última vez que o fiz, em outro oceano, a algumas leguas daqui. Curioso que também lembro da penúltima, e de outra antes dessa. É como se esses pequenos momentos que passei sozinho ficassem cravados na memórias. As paisagens se foram, são todas iguais e sem graça, inspiradoras, mas sem efeito no mundo não direto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os detalhes de como cheguei até ali são bastante simples, pedra sobre pedra, passo atrás de passo, acabei pulando umas que outras e finalmente cheguei ali, tranquilo, sóbrio, sozinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em todos esses momentos desejei uma cerveja, pombas, nunca lembrei de levar uma, com sorte na próxima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parando agora para pensar, me lembrei de um momento semelhante ao das pedras em tramanda beach, onde os gigantes se levantavam ao fundo e a cerveja corria garganta a dentro.&lt;br /&gt;Aquele tempo foi perfeito, o único arrependimento que carrego desse tempo, foi o atraso que nos levou a algumas horas em pé no ônibus. Fora isso, não tenho nada, tudo foi a vida que eu sempre quis ter tido e felizmente, tive.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os tempos já são outros e estou em outro mar, em outra areia. Estou com as melhores cervejas, numa das melhores camas, e mais de uma vez, penso em como seria bom estar no chão duro e cru de qualquer camping ou montanha. A cada novo passo penso em não errar, em fazer a escolha certa, o almoço, o lanche, o ponto na praia, tudo me parece quase um teste, cada vez que devo escolher, ou simplesmente ocupar um determinado lugar, tento parar e me esforçar para não errar. Isto, errar, é como se qualquer coisa que eu esqueça ou faça mal ou não faça desconte pontos de uma prova. Uma prova simples, de sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tenho aquele maldito problema social. Antisocial.&lt;br /&gt;Vejo aquelas famílias, aqueles casais sentados na praia e penso que todos estão de bem com a vida, ou estão ao menos, pensando em nada, apenas vivos e ali sentandos. Curioso que imagino os cachorros que os acompanham olhando para eles e pensando mais que os donos. É uma merda só, não descanso, apenas os vejo e imagino tudo o que posso sobre o passado e presente de cada indivíduo que passa pela minha frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquela gordinha certamente foi gostosa um dia. O velho é medianamente rico, possui um corolla e parece se cuidar um pouco, quer dizer, sua barriga não permite aquilibrar uma latinha.&lt;br /&gt;O velho já esquece de trepar com a gorda, afinal é gorda, pelanca anca e banha para qualquer lado. Uma amante, talvez a empregada. Não a gorda não deixaria ter uma &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;boa&lt;/span&gt; empregada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquelas duas ali, solteiras e provavemente nos seus trinta e poucos. Comeria-as, com toda certeza, sempre gostei de experiencia, ainda mais com óleo e um belo bronseado. Duas vacas. São mulheres já vividas de mais, é necessário um homem muito bem sucessedido e que as deixasse tremendamente excitadas para elas tomassem jeito. Que vem a ser tomar jeito? Deixar de se mostrar, quem sabe destatuar aquele dragão das costas, coisas assim. Uma delas parece ser mais nova, provavelmente vinte e oito. Colega de trabalho, de faculdade, no máximo. Não possuem lá muito dinheiro, mas são bem sucessedidas. A mais nova parece que ainda vive na casa da mãe. Não existe nada que a mesma faça sem que a outra mais velha de alguma opinião ou tenha feito antes.&lt;br /&gt;Frangas na chapa. Trinta minutos, virar. Trinta minutos repassar banhar no corpo. Isso sempre a mais velha "puxa", a mais nova vai atrás e pega as manhas de como se uma velha &lt;span style="font-style: italic;"&gt;interessante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Acabei num maldito hotel de ricos. Não ricos ricos, mas gente que paga quase trezentos reais a diária. Claro, estou pagando também, estou pagando muito caro para pensar, para tomar minha cerveja tranquilo e confortavel. Todo dia acordo arrependido, triste com meu bolso, infeliz de não ser um bom maluco sociavel, sabe aqueles sociais? Políticos, vendedores, gerentes. Aquele pessoal com o dom da palavra, a qual infelizmente não pertenso. Por que não pertenso? Ó senhor, por que? Eu penso de mais. Paro penso, raciocino e digo, besteiras ou não, sou direto e nada sedutor, sou preciso no que desejo o que me faz um belo inútil na manipulação de pessoas. Talvez por isso estou aqui, tentando me socializar com um pessoal de cacife maior, maior mesmo. Cacife de pagar quase quatro por uma lata de skol e sequer comentar que é caro, apenas compra, bebe. Calado e sem dor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A bohemia está acabando de novo e penso seriamente e terminar com todas elas aqui mesmo, escrevendo até vomitar por cima de tudo ou cair para o lado de sono ou o que for. Não vou fazer isso por respeito e amor a minha querida parceira, mas confesso, certos momentos me fazem querer sumir, pegar as amigas bohemias levalas para um longe lugar, sentar e beber, beber por que faz bem, por que me deixa tranquilo e sem stress, me livra da bosta toda que é esse mundo.&lt;br /&gt;É, é isso aí, mais uma vez, aquela vontade de explodir tudo, de esquecer de tudo, largar de mão, deixar a natureza mandar em tudo, deixar as coisas... deixar... deixar levar... deixar acabar, construir, criar, deixar que queime.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou convidá-la para tomar um banho na piscina.&lt;br /&gt;Não foi muito com a idéia.&lt;br /&gt;Queria fazer um mínimo para agradar, para estar comigo, mas não a piscina. Lá é muito.&lt;br /&gt;Pena. Não faz diferença, mas é curioso...&lt;br /&gt;Incrível como é bom ter alguém assim por perto quando um pensamento mortífero base a porta da cachola. Como é bom ter alguém assim por perto, mesmo que fora da piscina.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/666077865120475043-3740823900921630206?l=cafecomqueijo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/feeds/3740823900921630206/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=666077865120475043&amp;postID=3740823900921630206&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/3740823900921630206'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/3740823900921630206'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/2009/12/coisas-2009.html' title='coisas 2009'/><author><name>Schiavoni</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06624238257551420638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-666077865120475043.post-1481814418066912465</id><published>2009-11-15T16:34:00.002-02:00</published><updated>2009-11-15T16:54:16.750-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='só explodindo'/><title type='text'>rio, lixo e refri</title><content type='html'>Parei de frente para o rio. Era uma ponte de duas mãos para pedestres e mão única para carros.&lt;br /&gt;Havia visto essa mesma ponte na sexta, enquanto caminhava com as bagagens depois de descer do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;ônibus&lt;/span&gt;. Lembro que estava feliz por estar ali, sozinho.&lt;br /&gt;Caminhei até o outro lado e desci pela calçada de madeira logo na margem do rio. Via-se sem nenhuma dificuldade galhos podres, e muito lixo acumulado pelos cantinhos e todo e qualquer lugar que pudesse parar porcaria. Desci as escadas e no ultimo degrau escutei um barulho rápido e rasteiro no canteiro ao lado de meus pés, um lagarto me olha meio assustado, provavelmente pensou: "que diabos esse maluco esta fazendo por aqui em pleno domingo no meio dia?".&lt;br /&gt;Ah, eu estava só caminhando mesmo, olhando um pouco pra fora, nada de mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parei, olhei aquele lixo todo... lembrei daquele &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;documentário&lt;/span&gt; sobre a ilha do lixo, no meio do mar e tal... incrível... parei e pensei naquela velha história do lixo, sabe aquela coisa de por o lixo no lixo e tal? Começo a pensar que isso não adianta merda alguma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensa só. No começo não se juntava o lixo de todo mundo e o lixo ficava na rua, nos arredores das casas, das ruas. Daí claro, pra não deixar feio, resolveram juntar tudo e botar longe dos nossos olhos, mas na real na real, não se faz nada, só se troca de lugar.&lt;br /&gt;Pensei que seria interessante se as &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;coletas&lt;/span&gt; de lixo parassem de funcionar e cada um tivesse que dar um destino ao seu próprio lixo. Seria no mínimo, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;fédido&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Aqui na casa dos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Fattori&lt;/span&gt; muito, ou quase tudo do que resta de &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;orgânico&lt;/span&gt;, vai para a roça. Volta para o solo e no fim acaba ajudando próximas colheitas. Claro, esse tipo de lixo é o único lixo que tem como se reaproveitar facilmente, mas não interessa. Pense que cada terreno ganhe um pequeno pedaço de terra para despejar seu próprio lixo, tipo um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;puxadinho&lt;/span&gt; de terra ao lado de cada casa, nos fundos, sei lá, nos apartamentos, um quartinho do lixo. Imagina só que &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;tri&lt;/span&gt;, conviver com nosso lixo, dia a dia, aquele fedor horrível e cada vez mais lixo... com o tempo se chega a brilhante conclusão que é melhor comprar um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;terrenão&lt;/span&gt; só pra por lixo... agora pense que todo mundo ia ter que ter um terreno pra isso...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passei pela segunda tempestade de verdade aqui em Três Coroas. O rio sobe de verdade, vem agua e barro na casa de todos os ribeirinhos e muita gente perde a casa em &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;deslizamentos&lt;/span&gt; de terra. Incrível, segundo a Sra. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;Fattori&lt;/span&gt; isso não acontecia seguido assim a muitos anos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uns caras passaram e me pediram um crivo. Infelizmente não tinha, até, se tivesse estaria fumando uns tantos de uma vez. Do mesmo, olhei para o lado e vi várias &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;bitucas&lt;/span&gt; de cigarro a minha volta e duas ou três carteiras de cigarro já com musgo em cima...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levantei do banco, e fui comprar um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;refri&lt;/span&gt; de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;latinha&lt;/span&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/666077865120475043-1481814418066912465?l=cafecomqueijo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/feeds/1481814418066912465/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=666077865120475043&amp;postID=1481814418066912465&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/1481814418066912465'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/1481814418066912465'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/2009/11/rio-lixo-e-refri.html' title='rio, lixo e refri'/><author><name>Schiavoni</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06624238257551420638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-666077865120475043.post-5328641668308018684</id><published>2009-10-27T13:09:00.007-02:00</published><updated>2009-10-27T13:35:24.492-02:00</updated><title type='text'>canhoto</title><content type='html'>Certa vez eu acreditei na política.&lt;br /&gt;É sério, devia ter uns treze ou quinze anos de idade. Meus pais já tinham um pouco de política em casa, livros, jornais, conversavam a respeito disso as vezes, enfim. Vivi desde de pequeno vendo um pouco disso, de longe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro das conversas banhadas com cerveja entre meus tios e meu pai. Alguma história velha sobre alguma construção mal orçada, roubos, fraudes públicas, etc... era tão normal falar a respeito disso que acabei gostando da idéia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiz dezesseis e fui pegar minha carteira de habilitação para voto, o título. Confeço que foi a coisa mais besta que já fiz na vida, fora os erros de português que seguidamente posto aqui e uma ligação...&lt;br /&gt;Manhã de sábado, levei os documentos necessários e voltei com o dito cujo. Ia mudar tudo agora, afinal, faria a diferença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazem mais de quatro anos que tenho e uso esse tal título e nunca vi diferença alguma, só uma perda de tempo nos dias de eleição.&lt;br /&gt;Hoje eu desconfio de todos que dizem que me representam, tenho sempre um pé atrás quando vejo alguém com algum cabelo branco e vestido com terno.&lt;br /&gt;Me da repulsa em pensar que tem gente que ainda acredita nessa incrível baboseira populista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paro, e penso que número maior de votos apenas define uma quantidade maior de pessoas que foram persuadidas a votar em determinado condidato, simples assim.&lt;br /&gt;Tanto dinheiro com propaganda, muitos experts de marketing, muito dinheiro para papelzinho no chão, santinhos e até cestas básicas. Pra que? persuação, poder de marketing, a mesma idéia utilizada na venda é utilizada nas eleições, isso significa que quem vota, não vota por que pensa, vota por que foi persuadido, até me arrisco a dizer, iludido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tem diferença de candidato, muito menos de rótulo (partido), tudo não passa de balela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muita gente pensa que cara que sabe votar vai atrás do histórico dos candidatos, pesquisa a respeito do cara, do partido, etc. Contudo, quem vai fazer isso com todos dizendo ao mesmo tempo (nas épocas de eleição) todas as maravilhas que fizeram? Sempre cobrindo as pessoas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeira correção política. Fim a toda e qualquer propaganda, principalmente em época de eleição. Quem quer saber quem é o cara, que pesquise por conta e descubra. Google, que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;seje&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de todo o marketing, cheguei a me perguntar se eu realmente sabia votar, afinal, ajudei a fazer do Tarcízio Zimmerman prefeito de Novo Hamburgo (um grande parenteses: contudo... o desgraçado resolveu acabar com o plano de carreira dos professores municipais, o principal incentivo e garantia da classe, ele quer acabar. Não quero entrar nessa discussão, mas o detalhe é simples, ao invés de pensar numa solução, ele corta tudo e pronto para quem entrar, é mais rápido e prático).&lt;br /&gt;Não sei até hoje se sou capaz de identificar um bom candidato, significa que nem eu sei quem eu quero que me represente, talvez alguns amigos meus, os caras que sabem o que eu provavelmente faria, mas assim, um cara com quem nunca tomei cerveja provavelmente não sabe o que eu quero.&lt;br /&gt;Daí, pensando na atual proposta de eleger sempre um desconhecido, pensei que talvez fosse interessante uma prova de aptidão ao voto. Ou seja, tu precisaria ter um mínino de interesse em política e uma boa noção sobre todo o país para poder votar, um provão realizado regularmente para garantir que as pessoas que possuem título de eleitor realmente saibam escolher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Mas e a maioria? como fica?&lt;br /&gt;Pôs olha, a maioria que se foda, a maioria também poderá votar se for capaz de provar que sabe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Mas eles não vão ter instrução pra isso, não terão chance contra pessoas que tiveram oportunidades melhores.&lt;br /&gt;Exatamente é essa a idéia, não contaminar os eleitores com gente burra. Com todo o respeito, mas, fazer o que. Eles devem apenas confiar que as pessoas que pensam de verdade saibam escolher por elas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Mas isso é contra os direitos da maior parte da população!&lt;br /&gt;Negativo, é contra os direitos da população eleger ladrões e safados canastrões que furtam boa parte da grana, pagam viajens "muito importantes" para familiares. Isso é contra os direitos. Voto não é direito, voto é coisa séria pra sair distribuindo de qualquer maneira. Os direitos da população estão errados, estão esquerdos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/666077865120475043-5328641668308018684?l=cafecomqueijo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/feeds/5328641668308018684/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=666077865120475043&amp;postID=5328641668308018684&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/5328641668308018684'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/5328641668308018684'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/2009/10/canhoto.html' title='canhoto'/><author><name>Schiavoni</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06624238257551420638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-666077865120475043.post-6708088943447701366</id><published>2009-08-24T12:29:00.005-03:00</published><updated>2009-08-24T13:36:00.137-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='entediantes'/><title type='text'>sobre a burrice, parte 1</title><content type='html'>Descobri ontem, que a burrice começa na inteligência.&lt;br /&gt;Não me refiro a idéia de diferença e comparação, mas na própria burrice mesmo, quanto mais inteligente mais burro. Não, não me refiro a especialidade de cada um, da idéia de dominar mais um determinado seguimento e ser burro em todo o resto, não, não é essa a idéia. Idéia, aliás, agora sem troço ali. Ideia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A burrice começou sedo.&lt;br /&gt;Quando se começou a caçar e usar a pele dos animais para se aquecer e usar pedras ao invés dos dentes, ali começou a burrice.&lt;br /&gt;Com o passar do tempo, o ser humano foi se tornando cada vez mais perspicaz, dominante, sempre usufruindo de sua cabeça para obter o que suas unhas e dentes não lhe permitiam.&lt;br /&gt;Os animais seguiram os mesmos, um pouco menos tapados e já compreendiam o perigo que era um humano, uma minhoca de carne que conseguia se mover sem se arrastar.&lt;br /&gt;Tudo isso, se deve a incrível capacidade de raciocínio humano combinado com seu polegar que permite o movimento de uma pinça com os dedos. Isso fez com que se pudesse manusear praticamente todos os objetos de uma maneira minuciosa, logo, usando bem os objetos se poderia criar mais objetos úteis e assim por diante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis a burrice.&lt;br /&gt;A evolução deu cada vez mais ideias ao homem, este foi &lt;span style="font-style: italic;"&gt;evoluindo&lt;/span&gt;, caminhando mais ereto enfim, emburrecendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chamo de burrice, porque a arma humana, o polegar e o cérebro altamente desenvolvido, permitiu o homem dominar sem nenhuma restrição, permitiu que se &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;usasse&lt;/span&gt; tudo a sua volta ao seu favor. Tudo.&lt;br /&gt;Um animal completamente dominante, sem freios, sem nada que possa dete-lo.&lt;br /&gt;É como ter apenas um representante político e não ter direito a voto. Ele pode mandar e desmandar, fazer o que bem entender com a população inteira, definir suas leis e mandar em tudo e todos com quiser, afinal, ele pode. Por que não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro, faz sentido, não? Ficar tão forte que seu poder o cega e sua arrogância o torna mais capaz que todos os outros, isto faz de você o dominador. Burro e cego às necessidades de todos os outros, inclusive a falta de noção de sustentabilidade do seu reino eventualmente acabará implodindo-o.&lt;br /&gt;O negócio é simples, a inteligência humana é o seu próprio conceito de burrice.&lt;br /&gt;Enquanto animais não fazem determinadas coisas por instinto, o ser humano insiste em compreender aquele fato e buscar uma explicação. A informação lhe da mais poder, pois compreendendo o que significa cada coisa, é capaz de usá-las a seu favor, ou seja, ignorar o contexto e o sistema em que o fato se da.&lt;br /&gt;Um ótimo exemplo, o primeiro fogo feito a mão, com toda a certeza foi utilizado para queimar animais e plantas, foi o início da dominação. Nada era capaz de criar o fogo de maneira intencional e utiliza-lo para o que bem entendesse, logo, toda informação se transforma numa arma humana contra todo o resto.&lt;br /&gt;Mas onde está a burrice? Afinal, era uma maneira de se sobreviver, a burrice está na ignorância. No momento em que se garante a dominação e se toma conta do que bem entender, todo o resto começa a desabar lentamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;----&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquecimento global é burrice é resultado de burrice em massa.&lt;br /&gt;Aquecimento global nada mais é do que o mundo em poder dos humanos por muito tempo. Uma maneira de frear esse problema era simples. Matar humanos. Isso acontecia com frequência a muito tempo atrás, onde doenças reinavam, acabavam com bandos inteiros, a medicina não era avançada o suficiente fazendo com que um corte fosse suficiente para matar alguém. Animais que tinham a chance de matar um humano desarmado não perdiam a chance.&lt;br /&gt;As evoluções fizeram a proteção humana, fizeram os humanos dominar completamente e acabar com suas únicas fraquezas, as doenças, os inimigos invisíveis, as catástrofes naturais. Agora nos protegemos de furacões, terremotos e qualquer boa espingarda da conta de qualquer animal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resultado, dominação completa, sem excessão. Nenhum restringimento a não ser seu próprio raciocínio, sua razão, suas leis, seu egoísmo.&lt;br /&gt;A burrice disfarçada de evolução.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/666077865120475043-6708088943447701366?l=cafecomqueijo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/feeds/6708088943447701366/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=666077865120475043&amp;postID=6708088943447701366&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/6708088943447701366'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/6708088943447701366'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/2009/08/sobre-burrice-parte-1.html' title='sobre a burrice, parte 1'/><author><name>Schiavoni</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06624238257551420638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-666077865120475043.post-1933242452988409833</id><published>2009-08-23T13:24:00.000-03:00</published><updated>2009-08-24T13:24:33.988-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto contado'/><title type='text'>cateto</title><content type='html'>Estávamos conversando no meio de um cruzamento.&lt;br /&gt;Um corredor simples de faculdade. Largo num sentido como se fosse avenida e entradas perpendiculares de largura menor como simples ruelas que levam até as salas.&lt;br /&gt;Era uma rodinha de quatro pontos/malucos.&lt;br /&gt;Cada um num curso, mas com origens e temas em comum. Os temas faziam a roda girar, momentos clássicos que provavelmente nunca serão esquecidos. "O pessoal da facul", sabe como é... tem a gina, a bia, o juju, o zecão, o jotajota, o gui, a pri, enfim, todos aqueles apelidos clássicos de facul que na maioria das vezes não identifica suficientemente uma pessoa, identifica dentro de um grupo, mas apelido igual tem em cada turma.&lt;br /&gt;Eis que surge um amigo de apenas um de nós, saúda o cara da roda e segue em frente, apenas tangenciando nosso círculo de conversa. Em instantes me vi como um cateto oposto observando a tangente.&lt;br /&gt;Nem faço matemática...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/666077865120475043-1933242452988409833?l=cafecomqueijo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/feeds/1933242452988409833/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=666077865120475043&amp;postID=1933242452988409833&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/1933242452988409833'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/1933242452988409833'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/2009/08/cateto.html' title='cateto'/><author><name>Schiavoni</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06624238257551420638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-666077865120475043.post-3578178767685074899</id><published>2009-07-29T11:17:00.002-03:00</published><updated>2009-07-29T11:20:00.634-03:00</updated><title type='text'>porco</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_D74LCEI22Lg/SnBaX3Qwq9I/AAAAAAAAAFE/pRAEspobMD8/s1600-h/Gripe+su%C3%ADna.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 320px; height: 238px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_D74LCEI22Lg/SnBaX3Qwq9I/AAAAAAAAAFE/pRAEspobMD8/s320/Gripe+su%C3%ADna.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5363886522216000466" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;E a gripe nem tinha nada a ver com o porco...&lt;br /&gt;Bom, saúde!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/666077865120475043-3578178767685074899?l=cafecomqueijo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/feeds/3578178767685074899/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=666077865120475043&amp;postID=3578178767685074899&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/3578178767685074899'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/3578178767685074899'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/2009/07/porco.html' title='porco'/><author><name>Schiavoni</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06624238257551420638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_D74LCEI22Lg/SnBaX3Qwq9I/AAAAAAAAAFE/pRAEspobMD8/s72-c/Gripe+su%C3%ADna.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-666077865120475043.post-5103179023916993936</id><published>2009-07-09T20:39:00.003-03:00</published><updated>2009-07-09T21:15:33.546-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='entediantes'/><title type='text'>liberdade</title><content type='html'>Liberdade. Palavra grande, ampla... até diria um sonho impossível, já que sempre estamos presos a alguma coisa. A nossos corpos, a nossasidéias, nosso mundo, tudo, qualquer coisa, estou preso a estas vírgulas que saem da minha cabeça.&lt;br /&gt;Que dia irritante. Odeio ver as coisas serem feitas da maneira errada. Isso é como um tanto assim de ferro branco cravando peito a dentro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tive uma rejeição crua e ignorante hoje para um pedido simples de folga, perfeitamente negociável, mas importante para mim, claro, ninguém além de mim conhece essa importância, mais uma vez preso, e outra vez pela negação da folga de segunda que vem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que diabos faço com a minha vida. Eu ainda tenho aqueles vinte e poucos anos, mas já me sinto com quarenta, me vejo solto sem estabilidade com nada nemninguem. Minha mulher que me perdoe, mas em meus sonhos nem sempre eu estou ao lado dela, muitas vezes sozinho acordo semi-nu suando e pensando no que era aquilo que vi de olhos fechados. Meu futuro incerto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posso tomar as rédeas da minha vida, o que é traduzido em "me atirarei aos leões e com a areia do chão vou controlar sua visão fugindo para ondequizer.". Isto é igual a sorte, a agilidade de não ser pego antes do bote.&lt;br /&gt;Faço aquele projeto.&lt;br /&gt;Invento uma maneira mais fácil de ganhar a vida (dinheiro).&lt;br /&gt;Antes era tão fácil, simples cru.&lt;br /&gt;Bastava ir a aula, passar nos testes, tirar o mínimo. Agora, por conta própria, assisto a um programa no sbt onde homens com seus muitos anos buscam por mulheres, e incrivelmente, mais mulheres estão atrás de homens.&lt;br /&gt;Que patético. Eu sou um pateta, patetaço, mas assim também não.&lt;br /&gt;Contava a história de três caras bastante diferentes, atrás de algum amor promissor.&lt;br /&gt;Um deles, um italiano que mora no Brasil, contou os tantos e tantos lugares que foi e quando amava a liberdade.&lt;br /&gt;Conheço aquele tipo de cara, aliás, me reconheço quase como aquele maluco, um cara que pensa que viajar é tudo, e que isso fará sua vida maior, melhor, fara sua vida.&lt;br /&gt;Eu só acho uma pena que já não penso assim, que já acho que nunca estarei completo. Não sei se filhos farão a diferença, ou se um anél no dedo mudará tudo. Acredito na instabilidade e no equilíbrio. Os doissempre instavelmente equilibrados. Hora mais um, hora mais outro, mas na média, equilíbrio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mundinho de coincidências...&lt;br /&gt;Eu ia viajar o mundo, percorrer tudo e ter na cabeça uma lista incansável de aventuras vividas por todos os lados do mundo. Faria tudo. Um pato.&lt;br /&gt;Isto, um pato. Eu queria quase voar, quase correr e provar tudo, sempre pensei assim...&lt;br /&gt;Ahhh que caixinha de surpresas que é essa vida, parece um kinder ovo. Me apego a idéias que me fixam, a pessoas que me enraizam. Mas tudo, ao mesmo tempo, é tudo que eu sempre quiz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero viver o suficiente para me considerar um pato, e quando chegarem as invasões bárbaras, eu esteja pronto para infrentar os inimigos sem medo do meu calcanhar de aquiles ou do machado dos vikings.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/666077865120475043-5103179023916993936?l=cafecomqueijo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/feeds/5103179023916993936/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=666077865120475043&amp;postID=5103179023916993936&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/5103179023916993936'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/5103179023916993936'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/2009/07/liberdade.html' title='liberdade'/><author><name>Schiavoni</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06624238257551420638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-666077865120475043.post-4871924722688282394</id><published>2009-06-19T01:16:00.004-03:00</published><updated>2009-06-19T12:29:05.867-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='devaneios'/><title type='text'>final de semana</title><content type='html'>È, odeio muito mais a terça feira do que qualquer outro dia da semana.&lt;br /&gt;Certo, segunda, todos odeiam segunda. O começo das obrigações, o princípio da desgraça, a rotina de sempre... segunda é aquele dia que todos normalmente odeiam. Ai ui, eu sou diferente, eu odeio mais é terça...&lt;br /&gt;Ah, segunda é aquele dia de começar de novo. Tanto as desgraçadas rotinas chatas quanto qualquer outra novidade, quase sempre se faz numa segunda. As dietas, tão simples dietas, sempre começam, ou deveriam começar, na segunda. Segunda é mais aqueles dias de início de novo hábito, de lançar &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;ideias&lt;/span&gt;, é o dia que se pensa. Tá, vou fazer o trabalho amanhã, dai fico livre pro resto da semana. Segunda feira começa aquele feira de tecnologia, de calçado ou seja o que for. Segunda é o como o primeiro dia para qualquer novidade, o dia da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;impolgação&lt;/span&gt;, da animação por melhoras. Segunda sempre começa relativamente bem. Terça, piora.&lt;br /&gt;É um gráfico de animação pessoal, como um morro para se escalar durante a semana. Escalar parece &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;íngrime&lt;/span&gt;, digo, subir... Segunda, no pé do morro, todos com suas mochilas, prontos para começar, animados, pensando as fotos para tirar quando chegarem no topo, na bandeira que vão colocar lá etc... Segunda se começa a caminhada, pode começar bem, ou pode ser um gordinho reclamando que vai ter que subir tudo aquilo pra nada... Terça é a pior parte, se está no começo, se &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;ve&lt;/span&gt; o caminho todo pela frente, vem a frustração das coisas não serem tão fáceis quanto pensadas... enfim, é terça.&lt;br /&gt;Terminado terça, chega a quarta feira, a metade do caminho, agora só falta descer o morro todo novamente. Na quarta se pode cravar a bandeira no topo do morro, tirar fotos com gosto. É um bom dia para uma cerveja sozinho ou não, para descansar a cabeça... afinal de agora em diante, todos os santos ajudarão. É só ladeira...&lt;br /&gt;Quinta, o meu favorito. É o dia da maior velocidade de decida, que pode ser mais exaltada com um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;xis&lt;/span&gt; olhando um jogo com amigos, ou olhando um programa legal de televisão. Enfim, fazer algo que se gosta ajuda a chegar a sexta feira com mais velocidade e melhora a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;ideia&lt;/span&gt; de que a semana já está acabando.&lt;br /&gt;Sexta é como bater no chão e vir rolando, tu pegou tanto embalo na quinta com aquele &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;xis&lt;/span&gt; com batata frita e muita maionese que acabou tropeçando na ladeira e veio levantando poeira com o próprio corpo. Agora, sexta, pela manhã, é se limpar, juntar seus &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;trecos&lt;/span&gt; atirados pelo chão na beira do morro e conseguir um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;ônibus&lt;/span&gt; ou &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;carona&lt;/span&gt; pra voltar para casa e finalmente curtir o final de semana.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/666077865120475043-4871924722688282394?l=cafecomqueijo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/feeds/4871924722688282394/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=666077865120475043&amp;postID=4871924722688282394&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/4871924722688282394'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/4871924722688282394'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/2009/06/final-de-semana.html' title='final de semana'/><author><name>Schiavoni</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06624238257551420638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-666077865120475043.post-6070535412959211504</id><published>2009-05-29T13:04:00.002-03:00</published><updated>2009-05-29T13:18:13.366-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='loucuras em 3 minutos'/><title type='text'>banco</title><content type='html'>Saiu pela porta da frente e virou a esquerda. Próximo do barranco e ao mesmo tempo da porta, haviam dois bancos virados um para o outro. Sentou-se ali e fitou aquela cidade que não lhe pertencia, era nada no ar frio daquele inverno novo.&lt;br /&gt;Céu azul sem dono, logo ali em cima, na reta de sua visão, um claro adornado de nuvens, um céu para todos. Haviam casas nas colinas abaixo, barracos, casas, castelos. Dois irmãos tocavam logo ali, depois da curva da estrada de pedra emaranhada. Mais para trás, num campo bom, se pode enchergar um mundo novo cheio de burgueses. Os de cá, num porto nada alegre rezavam para são leopoldo suplicando melhoras. São Leopoldo, este e o seus botões andavam sóbrios por cima da água. Canoas cheias de pobres almas flutuavam leves de carga e pesados de dor. Ivo tinha ouro, de todo tolo, acabou feio fedido e falido. Sua velha estância ficara abandonada, ilhada.&lt;br /&gt;Abrindo os olhos, olhando para o pé, se levantou rindo e voltou ao trabalho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/666077865120475043-6070535412959211504?l=cafecomqueijo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/feeds/6070535412959211504/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=666077865120475043&amp;postID=6070535412959211504&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/6070535412959211504'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/6070535412959211504'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/2009/05/banco.html' title='banco'/><author><name>Schiavoni</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06624238257551420638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-666077865120475043.post-5698195375311019878</id><published>2009-05-25T13:24:00.004-03:00</published><updated>2009-05-25T13:32:06.688-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='loucuras em 3 minutos'/><title type='text'>círculo</title><content type='html'>Estávamos conversando no meio de um cruzamento. Um corredor simples de faculdade. Largo num sentido como se fosse avenida e entradas perpendiculares de largura menor como simples ruelas que levam até as salas. Era uma rodinha de quatro pontos. Cada um num curso, mas com origens e temas em comum. Os temas faziam a roda girar, momentos clássicos que provavelmente nunca serão esquecidos. "O pessoal da facul", sabe como é... Eis que surge um amigo de apenas um de nós, saúda o cara da roda e segue em frente, apenas tangenciando nosso círculo de conversa. Em instantes me vi como um cateto oposto, sempre procurando o outro lado dos assuntos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/666077865120475043-5698195375311019878?l=cafecomqueijo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/feeds/5698195375311019878/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=666077865120475043&amp;postID=5698195375311019878&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/5698195375311019878'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/5698195375311019878'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/2009/05/circulo.html' title='círculo'/><author><name>Schiavoni</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06624238257551420638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-666077865120475043.post-5593375105646047063</id><published>2009-05-16T04:52:00.003-03:00</published><updated>2009-05-16T05:05:24.778-03:00</updated><title type='text'>palhaço</title><content type='html'>O negócio é simples. Chega uma hora na vida, aliás, chegam várias horas na vida em que as coisas mudam. Que se "evelui", se troca de um tipo de gostos, de um tipo de atitude para outro. Passei até agora, as cinco da madrugada, trabalhando na empresa. Trabalhando de verdade, não abri joguinhos, não entro no orkut, não uso msn nem gtalk. Trabalhando, fazendo o possível pra resolver os problemas que existem e criar as coisas em tempo do cliente ver, aprovar, pagar e todos sairem felizes.&lt;br /&gt;Chego em casa, e como era de se esperar, ninguém está esperando por mim. A vontade que tenho é pegar um martelo simples e matar alguém ou roubar um carro. Pra que o martelo? não sei exatamente, mas tenho que certeza que em momentos de necessidade ele me ajudaria muito, seja lá o que fosse fazer.&lt;br /&gt;Bom, de novo, os tempos mudam, e nós mudamos com o tempo com as merdas que fazemos, ou quem sabe, deixamos de fazer. Bueno, preciso sair daqui. Sair no sentido de comprar meu próprio teto. Cheguei em casa e minha irmã mais nova está dormindo na minha cama. Meu quarto uma desordem, nada certo, tudo esculhambado do jeito que eu não deixei.&lt;br /&gt;Vou até a cozinha e me escoro no arco da porta que não existe. Olha para o fundo da cosinha e entendo que nada, absolutamente nada daqui é definitvamente meu, nada além do meu próprio conhecimento.&lt;br /&gt;Hoje a noite aqui na selva, quem dorme é o leão...&lt;br /&gt;Hoje a noite aqui na selva, quem dorme é o leãããooo....&lt;br /&gt;aaaauuuuuu iiiiiiiiii iiiiiiiiiiiiiiiiiiiii ii i ii ii ii aum aum aumeeeee&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só hoje fui descobrir o quão palhaço sou.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/666077865120475043-5593375105646047063?l=cafecomqueijo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/feeds/5593375105646047063/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=666077865120475043&amp;postID=5593375105646047063&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/5593375105646047063'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/5593375105646047063'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/2009/05/palhaco.html' title='palhaço'/><author><name>Schiavoni</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06624238257551420638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-666077865120475043.post-457370176482230427</id><published>2009-04-27T12:40:00.007-03:00</published><updated>2009-04-27T13:38:02.802-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='outra vida'/><title type='text'>o tio de chapéu</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Era uma viagem comum.&lt;br /&gt;Ele não podia fumar ali dentro, mas seu vício o fazia pensar em quão bom seria. A estrada corria na escuridão do lado de fora do ônibus. A janela aberta e conjunto com a posição do seu braço fazia com que o vento adentrasse pela manga da jaqueta até seu peito, causando um ar de liberdade interna. Livre de tudo, enquanto fitava as moitas que passavam voando ao lado do ônibus.&lt;br /&gt;A noite cálida trazia para dentro daquele vagão auto-suficiente um passageiro a mais, de tempos em tempos.&lt;br /&gt;O click clack clássico do pisca laranja podia ser visto de longe, uma luz indicando uma parada. O motorista habilidoso fazia a porta parar bem de frente para o novo passageiro, este, entrava encarangado, mãos no bolso e certo alívio por ter conseguido um ônibus aquela altura da noite.&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;Passou-se meia hora. Uma velha gorda era a última a entrar, se sentou bem próximo a porta de entrada. Gorda como um saco de batatas atirado sobre a carroça, a velha se expandia por todo o espaço dos dois bancos que agora gemiam com o terreno quebradiço ao segurar as ancas da velha.&lt;br /&gt;O penúltimo cara a entrar parecia um claro roceiro, homem magro, forte e de pele maltratada por sol e enxadas. Sentou-se no meio no ônibus, calmo e sereno. Simpatizei com ele, parecia ter uma alma leve, de dever cumprido, de certo vinha da cidade e voltava para casa. Trazia com ele uma sacola daquelas feitas de saco de milho, não sei bem o nome daquela espécie de sacola, mas é algo simples, duas alças de corda e o saco. Parecia cheio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andando durante a noite, notei o quanto gostava daquilo ali, da breve solidão, da solidão temporária e certa. Viajar sozinho, à noite e estranhos no caminho, vento as luzes longe... Romântico ou brega, eu me encaixava bem naqueles termos. Só um latino americano sem dinheiro no bolso nem parentes importantes. No caso, indo para o interior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;Dado um período plácido, mais uma freada pensada e a porta para diante de outro novo passageiro. Este sobe tranquilamente o ônibus e quando se vira para o corredor, visualiza-o com calma e procurando algo.&lt;br /&gt;Ainda em pé, o motorista arranca o ônibus, o cobrador se aproxima dele, e pede por que bandas ele irá passar. Segurando-se com a mão esquerda num dos ferros da estrutura, usa a outra mão para sacar um trinta e oito preto da parte de trás da calça.&lt;br /&gt;-Fica quieto e continua dirigindo. Afirmou apontando o cano para o motorista que lógico, quase perdeu o controle ao se deparar com tamanha audácia.&lt;br /&gt;-Calma aí moço! O cobrador se escorava com as mãos meio pra cima meio pra frente, não sabia se tentava algo ousado ou ficava quieto.&lt;br /&gt;-Passa a grana dos teus bolsos pra cá. Anda logo!&lt;br /&gt;O cobrador trêmulo com as sacudidas do ônibus e de medo por ver uma arma apontada para ele tirava aos poucos notas de troco do bolso e as atirava em direção do meliante.&lt;br /&gt;-Anda logo porra! Um tiro voou pela janela aberta ao lado do rapaz.&lt;br /&gt;Agora todos se puseram quase de pé e prestavam atenção. Alguns bateram suas cabeças na janela no susto do tiro, e todos entendiam o que estava acontece quando olharam com caras de gato para frente do ônibus onde tudo acontecia.&lt;br /&gt;-Atenção todos aqui! Quero que sentem cada um no canto de sua poltrona, eu já vi que não existem crianças, por tanto todos na poltrona do canto ou vou começar a usar meu brinquedo!&lt;br /&gt;-Tu, seu babaca, pro fundo do ônibus. Disse ao cobrador e com a ponta do revolver indicou a ele para deixar no chão o bloco de passagens.&lt;br /&gt;Com os nervos a flor da pele, todos no ônibus fizeram o que ele havia pedido. Até mesmo o simpático tio da roça, olhava para o homem com um desprezo nos olhos, mas fez o que lhe pediu. A velha gorda, engraçado, não tinha como sentar no canto, pois o canto era o meio, o lado e o outro lado tudo junto.&lt;br /&gt;Quando o homem começou a andar por dentro do ônibus, todos se puseram como estátuas, cada um no seu canto. O homem foi um a um pedindo carteira, que dissessem o nome e celular.&lt;br /&gt;Peculiar a pedida de do nome, talvez fosse para achar alguém conhecido, ou quem sabe apenas curiosidade.&lt;br /&gt;A velha gorda, aparentemente se mijou. Não sei se era vômito ou o que, pois não consegui a ver vomitando, mas vi a poça de algum liquido no chão do ônibus, na altura dos bancos onde ela sentava.&lt;br /&gt;Ao chegar próximo do tio da roça, o homem mandou com grosseria que ele tirasse o chapéu imediatamente. Eu me sentava próximo ao velho, duas poltronas atrás, e tinha o sangue fervendo de raiva por não estar armado para dar um fim aquele maldito.&lt;br /&gt;Ele não tirou o chapéu, ficou imóvel. O homem armado e agora suando, ficou nervoso e atirou mais uma vez, agora, quebrando o vidro fechado, fazendo algumas mulheres darem pequenos choros de medo e meus ouvidos doerem.&lt;br /&gt;O velho ia levantando um lado da bunda para alcançar o bolso da calça com uma mão quando de súbito atacou o homem armado. Este disparou instantaneamente acertando o tio no pescoço e fazendo-o voar para trás. O homem ficara atordoado com a surpresa e um pouco instável.&lt;br /&gt;Num golpe de sorte, me levantei do banco e empurrei o homem com a planta do pé para frente, o motorista freou bruscamente e o homem disparou mais uma vez para o teto do ônibus e caiu rolando no meio de outros passageiros.&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;Expliquei o que pude para a polícia, que de alguma forma resolveu não fazer nada contra nenhum passageiro dizendo que foi por defesa pessoal de cada um. O velho armado morreu espancado e também com um tiro no peito.&lt;br /&gt;O velho que estava de chapéu deixou três filhos para trás. Era viúvo, e por relativa sorte, dois de seus três filhos já eram quase casados. Pessoas do campo, viviam bem nos arredores de Sander.&lt;br /&gt;Fiquei pensando o que passava na cabeça daquele senhor. Se fosse eu, o que teria feito. Foi uma morte honrada, talvez burra. Mas o que alguém que já teve mulher e filhos pode querer da vida? Sempre existe mais para viver, mas isso depende do nível de vontade de cada um.&lt;br /&gt;A velha gorda havia se mijado mesmo. Eu, bom, vomitei depois, quando vi o homem armado desfigurado banhado no sangue no meio do ônibus. Incrível o que a raiva e a união podem fazer.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/666077865120475043-457370176482230427?l=cafecomqueijo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/feeds/457370176482230427/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=666077865120475043&amp;postID=457370176482230427&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/457370176482230427'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/457370176482230427'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/2009/04/o-tio-de-chapeu.html' title='o tio de chapéu'/><author><name>Schiavoni</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06624238257551420638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-666077865120475043.post-2932095018585952976</id><published>2009-03-19T00:11:00.000-03:00</published><updated>2009-03-19T00:12:34.310-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto contado'/><title type='text'>café médio</title><content type='html'>Eu saí da mesa de trabalho e me encaminhei para a escada que me levaria a máquina de café. No meio da ida, barulhos e resmungos um pouco mais altos que o normal vinham do enorme buraco que existia entre o primeiro e o segundo andar na parte interna do prédio.&lt;br /&gt;Parei por um instante e saquei o celular do bolso, para caso alguém me fitasse lá de baixo, imaginasse que eu estivesse com a atenção presa ao celular, enquanto meus ouvidos se aguçavam para escutar tudo e qualquer ruído que pudesse vir lá de baixo.&lt;br /&gt;Era um homem gordo e de voz rabugenta. De terno. Ele resmungava coisas e junto a outros dois homens, não vestidos com o casaco do terno, resmungavam junto contra um quarto homem que com uma prancheta na mão, anotava coisas.&lt;br /&gt;O gordo resmungava:&lt;br /&gt;“isto não estava de acordo com o projeto!”&lt;br /&gt;“quero que isso seja feito assim, como foi combinado.”&lt;br /&gt;“vamos resolver com meu advogado caso não saia como o planejado!”&lt;br /&gt;Ele subia o tom e diminuía conforme fosse necessário até fazer o homem da prancheta concordar e fazer mais anotações.&lt;br /&gt;Um cliente. Pensei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois que me desinteressei da conversa deles, segui em direção à máquina de café de graça. Coloquei um copo dos de água, e apertei a opção dois. Café Fraco. Logo em seguida, apertei a opção três. Café Forte. Assim saía de lá com meu café médio num copo um pouco maior que o que se deveria usar e pensando...&lt;br /&gt;“Mas aquele gordo não tinha nada de terno... a não ser o terno!”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/666077865120475043-2932095018585952976?l=cafecomqueijo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/feeds/2932095018585952976/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=666077865120475043&amp;postID=2932095018585952976&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/2932095018585952976'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/2932095018585952976'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/2009/03/cafe-medio.html' title='café médio'/><author><name>Schiavoni</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06624238257551420638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-666077865120475043.post-528351330930625494</id><published>2009-03-09T00:14:00.002-03:00</published><updated>2009-03-09T00:32:33.877-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto contado'/><title type='text'>O gosto</title><content type='html'>(de janeiro de 2009)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Novamente o copo estava cheio. Em cima do bidê, a carteira dele, e logo ao lado, os óculos dela. Os velhos óculos dela, de armação pouco rosa, simples. O canto da parede unido a dois travesseiros e uma coberta toda revirada fazia daquele L na parede o trono do rei para ele.&lt;br /&gt;O dia estava mais ameno, a noite era plácida e fresca, algumas poucas gotas de chuva davam o embalo que ela precisava para adormecer no seu colo, entre suas pernas e escorada em seu corpo.&lt;br /&gt;Ele fitava a hélice do ventilador girando devagar. A ordem dos seus pertences em cima do balcão. A televisão ligada no canto oposto a eles. Os detalhes daquele momento foram tatuados em sua mente. Sentir os cabelos lisos e macios em seus dedos, a posição de seu corpo se encaixando perfeitamente com o dele. Suas delicadas mãos, repousando sobre o corpo dele. Cada detalhe lhe fazia sorrir.&lt;br /&gt;Sentiu uma lágrima vindo junto com um bocejo. Pensou consigo mesmo e concluiu sem dificuldades que era felicidade pura transbordando por seus olhos. O filme que passava não interessava-lhe para nada. O que interessava era apenas reparar nos detalhes magníficos que aquele momento lhe dava de bandeja, bem de baixo do seu nariz. Seu sol. Brilhante e belo, o astro que indica o caminho, a luz do fim do túnel, ou mesmo a luz de todas as manhãs.&lt;br /&gt;Renascida, ela olhou para ele com os olhos cansados e sonolentos. Do seu ponto de vista, riu. O rosto dela tinha um ar jovial, como uma criança que era despertada do berço e perguntava com os olhos quem vinha lhe perturbar o sono.&lt;br /&gt;Ele deu mais alguns goles do líquido dourado e beijou-lhe a testa. Ela acordou, ávida e ofereceu a boca.&lt;br /&gt;Aquele beijo simples e sincero cravou em seu peito O gosto pela vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/666077865120475043-528351330930625494?l=cafecomqueijo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/feeds/528351330930625494/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=666077865120475043&amp;postID=528351330930625494&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/528351330930625494'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/528351330930625494'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/2009/03/o-gosto.html' title='O gosto'/><author><name>Schiavoni</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06624238257551420638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-666077865120475043.post-7994807586098871925</id><published>2009-02-20T01:07:00.001-03:00</published><updated>2009-03-09T00:34:46.552-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='loucuras em 3 minutos'/><title type='text'>amor</title><content type='html'>Ahhh o amor...&lt;br /&gt;tantas musicas por todo o mundo falando dele,&lt;br /&gt;tantas pessoas que paradas na esquina ou correndo,&lt;br /&gt;comentam sobre ele,&lt;br /&gt;tantos livros que contam a historia do amor,&lt;br /&gt;tantos loucos que tentam entende-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tantos anos de humanidade e ainda segue o amor,&lt;br /&gt;o amor incondicional por um deus.&lt;br /&gt;o amor pelo próximo,&lt;br /&gt;pelo de antes,&lt;br /&gt;pelo agora.&lt;br /&gt;amor é uma loucura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;amor de doença,&lt;br /&gt;amor de criança ou de velho,&lt;br /&gt;amor de cuidar, de querer bem,&lt;br /&gt;amor de gosto infinito,&lt;br /&gt;amor de tesao,&lt;br /&gt;de luxuria e sexo carnal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;amor.&lt;br /&gt;amor, que loucura.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/666077865120475043-7994807586098871925?l=cafecomqueijo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/feeds/7994807586098871925/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=666077865120475043&amp;postID=7994807586098871925&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/7994807586098871925'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/7994807586098871925'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/2009/02/amor.html' title='amor'/><author><name>Schiavoni</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06624238257551420638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-666077865120475043.post-3443204278150864740</id><published>2009-02-14T00:33:00.003-02:00</published><updated>2009-02-14T00:57:32.963-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='devaneios'/><title type='text'>Texo</title><content type='html'>Exatamente. Após mais de meio ano com um relacionamento real, firme, adorável. Já tenho minhas queixas a respeito da relação. A literal relação, a sexual mesmo.&lt;br /&gt;O sexo desde sempre é extremamente machista e não temos como moderniza-lo sem tirar as mulheres para vadias. Pois é. Acontece que logo isso me preocupa. Quer dizer, agora nós somos viris, fortes, cheios de muitos fluídos que terminam em "terona" e nos dão tudo o que precisamos para fazer uma mulher feliz em qualquer cama. E até mesmo em mesas, tapetes, paredes, bancos, sofás, bidês, gramados, praças, elevadores, corredores, escadas, carros, postos, cassinos, praias, florestas, montanhas, chuveiros, banheiras, armários, cozinhas, salas, cantos entra muitos outros. Bom, o negócio é que me preocupo em relação as relações. No começo a coisa é mais um demonstrativo do que ela poderá ter, uma degustação do melhor prato. Como um vendedor dando a melhor dose de sua droga ao viciado, que deve ficar loucão com ela e delirar para depois voltar implorando por mais e receber uma dose misturada com qualquer coisa apenas para manter o vício.&lt;br /&gt;Não, não quero depreciar meu sexo ao longo de uma relação, mas como tenho o maldito costume de sempre que possível começar uma boa relação, acho uma merda as vezes ter que manter o nível mesmo já estando sem vontade alguma. Quer dizer, eu sou homem, eu gosto de pegar, apalpar, amassar, morder etc. Não quer dizer que só pode fazer um pouco disso eu queira começar algo que deva terminar em grandes doses de gritos loucos, arranhões, e muito suor. As vezes é um carinho safado e nada mais, mas como explicar isso sem parecer que estou querendo deixá-la louca? Sem parecer que estou "judiando" dela? Quer dizer, sou homem, e como homem, o sexo, e bem, o homem e sexo e pá... não, tira a pá fora, põe o pinto, né? Está quase implícito na mente delas que somos sexo. Isso, nós SOMOS o sexo. Não podemos falhar, não podemos cometer erros na cama. Essa é a nossa saga. a missão do homem. Afinal, elas contam para as amigas, tudo, tenho certeza que contam. Não sei, nunca fiquei sabendo por outras, mas é de se supor. Mulheres são tão chegadas quanto os homens com amigos mais íntimos, se eu conto todas as asneiras possíveis, por que elas não contariam? A diferença é que elas fofocam muito mais, e isso da uma boa diferença, uma conta pra outra, que conta para a prima, para a cunhada, para a tia e bla bla bla... foi a reputação de um bom homem que naquele dia não estava disposto a se consentrar no "trabalho" que tinha pela frente (ou por trás, não sei... hehehhe).&lt;br /&gt;Não, eu ainda não fui esse homem, estou escrevendo justamente por que tenho essa certa pressão em cima de mim (ui). Imagino que sim, ela, seja ela quem for (falo pro todos [suponho]), conte para suas amigas as coisas íntimas e algumas maldições que eventualmente podem nos ocorrer.&lt;br /&gt;Tá, o negócio de contarem não é o ponto... eu tava viajando agora nas formas... essa coisa toda de sexo... sexo já é uma palavra machista. Acho que nenhuma palavra veio do latim, mas do mandarim. Mandarim, no começo, os simbolos era um desenho mais rápido e abstrado das coisas que eles representavam. Então por exemplo. Peito, temos o P que lembra claramente o busto de uma mulher normal visto de perfil. Bunda, de uma vista superior poderíamos supor que é o belíssimo traseiro de uma (olha que engraçado) Brasileira (sacou? haha!). Por tanto, sexo provavelmente é uma palavra inventada por um homem, que lembrou no S as curvas de uma mulher. Ao menos pra mim, o S foi ensinado sempre tendo a curva de cima pouco menor que a debaixo, lembraria bem a silhueta de uma mulher. Clari, se as curvas forem de tamanhos iguais, não sei se os peitos que são enormes ou os quadris minúsculos.&lt;br /&gt;Se o sexo já tivesse sido pensado pelas mulheres, provávelmente seria Texo. O T como uma espada pronta para ser cravada. A rigidez implícita das curvas infinitas fazem do T um sinônimo de masculinidade, de virilidade e literalmente, dureza. Que mulher quer mais que isso?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/666077865120475043-3443204278150864740?l=cafecomqueijo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/feeds/3443204278150864740/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=666077865120475043&amp;postID=3443204278150864740&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/3443204278150864740'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/3443204278150864740'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/2009/02/texo.html' title='Texo'/><author><name>Schiavoni</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06624238257551420638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-666077865120475043.post-6096795227041214109</id><published>2008-12-16T02:35:00.002-02:00</published><updated>2008-12-16T02:58:34.260-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='só explodindo'/><title type='text'>fotos</title><content type='html'>Estava olhando fotos essa noite... Tive saudade daquela que ultimamente me da equilíbrio e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;mantem&lt;/span&gt; minha cabeça e peito no lugar e comecei a olhar fotos. Buscando uma leve &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;distração&lt;/span&gt; da inevitável aperto que começava a coçar por dentro.&lt;br /&gt;Funcionou na medida do possível. Até mesmo agora, que escrevo e deveria estar focado em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;idéias&lt;/span&gt; a serem vomitadas pelos meus dedos, continuo com aquele &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;apertinho&lt;/span&gt; num canto do peito que me diz que saudade também é preocupação.&lt;br /&gt;Uma das fotos eu estou com cabelo no seu maior volume já registrado por &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;cameras&lt;/span&gt; fotográficas. Analógicas, daquela com filme de 36 poses onde sempre uma ou outra saía errado.&lt;br /&gt;Está a praia no fundo, belíssima, de azul desde &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;calcinha&lt;/span&gt; até o marinho. Próximo as pedras, meu corpo coberto com uma leve camiseta verde e preta, logo em cima, uma cabeleira de dar inveja em qualquer calvo ou careca. Acredito, dois quilos de pura massa capilar. O vento sopra contra ela e deixa mais despenteada e feia do que já era, o cabelo tem certa vida quando tocado pelo vento.&lt;br /&gt;Lembro como se fosse agora, o vento, a pose, as pessoas pedindo pra parar de saltar sobre os rochedos e deixar que tirem uma foto. Finalmente concordando, parei, resvalei um pouco em minhas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;hawaianas&lt;/span&gt; que já estavam imundas e quase soltando as tiras do buraco central. Olhei mais acima da encosta, aonde a família caminhava e parei por um instante. Fixei o olhar para próximo deles, num ponto atrás, de modo que ficasse com a cabeça para aquele lado, mas ao mesmo tempo, voando em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;idéias&lt;/span&gt; minhas sobre os rochedos e os mares.&lt;br /&gt;A outra foto eu tenho um bonito cabelo mediano. Não é curto, arrepiado, é um cabelo que me agradava. Na ocasião, estava explodindo de alegria e cerveja. Casa do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;Gian&lt;/span&gt;, a felicidade toda, a combinação das coisas que mais adorava naquele instante, a sempre loira, cerveja, que devo admitir, começo a me preocupar com tal emoção, e os velhos e sábios companheiros de guerra. Estava &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;ótimo&lt;/span&gt;... na foto eu não consigo traduzir toda a alegria que lembro ter.&lt;br /&gt;Uma outra, mais sombria, me lembrou muito o tempo negro que todos temos. Um vulto no meio da multidão, aquela solidão que vem te puxar os pés na hora de dormir. O tempo em que uma brasa de cigarro era a única companheira de viagem. Seja sob esse céu ou a dois mil &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;quilômetros&lt;/span&gt; daqui. A solidão era idêntica. Em meio aos sorrisos, as &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;bobagens&lt;/span&gt;, as brincadeiras de bom e mau gosto, ao meio dia, durante todo o dia, desde cedo até entardecer, sempre. A solidão era a mesma. Lembro que era como... como...pular de um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;trapiche&lt;/span&gt; para a água não tão rasa. Tu sabe que pode ser muito fundo, mas sabe que pode ser muito raso. Não vê o fundo, apesar de saber que existe e vai &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;tateando&lt;/span&gt; com o pé até o fundo, assim consegue uma base para voltar a subir. A única coisa é que nunca se sabe se o chão estará ou não ali no momento em que tu precisar.&lt;br /&gt;Eu não procurei mais fotos. Achei que a última, tamanha lembrança, aquele cheiro de lembrança, me fez um pouco bem. Assim, posso lembrar também, o quão bom é, não se sentir mais só. Ver a graça besta de uma criança e conseguir rir sozinho. Cuidar como o passarinho pula ao invés de caminhar e rir da cara do palhaço. Olhar desenho sem ficar sério.&lt;br /&gt;Tinha esquecido que igualmente com o corpo, as memórias são importantes para os sentimentos. Assim como adoro lembrar todo o dia o quão bom é não estar com nenhuma parte do corpo machucado ou incapacitado, é bom pensar da mesma maneira com o peito, com o que alguns chamam de alma, eu chamaria de... claro. Chama.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/666077865120475043-6096795227041214109?l=cafecomqueijo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/feeds/6096795227041214109/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=666077865120475043&amp;postID=6096795227041214109&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/6096795227041214109'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/6096795227041214109'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/2008/12/fotos.html' title='fotos'/><author><name>Schiavoni</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06624238257551420638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-666077865120475043.post-3176471137507013834</id><published>2008-11-20T18:00:00.003-02:00</published><updated>2008-12-02T16:32:10.889-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='só explodindo'/><title type='text'>Olá</title><content type='html'>-Óhhh!&lt;br /&gt;-Ôuhhh!&lt;br /&gt;Foi só mais uma entrada no apartamento, mas eu me diverti muito com aquilo ali. Eram praticamente vogais atiradas no ar e esticadas com usando o h apenas pra não ficarem muito simples. Uma saudação acompanhada, ou não, com um movimento sublime de cabeça e tronco que levemente se inclinam como os orientais devem fazer.&lt;br /&gt;Bonito ver um par de velhos se saudando na rua, um passa rapidamente pelo outro, as vezes, para um, é uma surpresa.&lt;br /&gt;-Opa!&lt;br /&gt;-Êêhh!&lt;br /&gt;Nada de especial, apenas aquele leve sorriso, uma saudação rápida e cada um segue sua vida. Cada um só avisa que ainda está vivo, como os animais, um pequeno rosnado, rugido ou seja lá o que for, qualquer tipo de som. É como se a praticidade de ser homem (e eu não me refiro somente ao pinto) fosse sempre exaltada, nada além do necessário. Se uma vogal basta. Seja uma vogal.&lt;br /&gt;Legal é ver as mulheres se comprimentando. Sempre tem uma pergunta ou afirmação, nunca passe só com um som qualquer como os homens... tem uma tia aqui no primeiro andar, o primeiro andar é como a primeira fila de um estádio de futebol, se vê todo mundo de perto e inclusive se pode opinar muito mais contra ou a favor as ações do técnico.&lt;br /&gt;-Oi vizinha! Tudo bom?&lt;br /&gt;-Oi re! Tudo bem?&lt;br /&gt;Olha que tri, elas nem se respondem, é meio que uma pergunta por cima da outra e passa reto pela resposta. Afinal de contas, a resposta nem é tão interessante, negócio é que essas saudações são como uma pergunta subliminar...&lt;br /&gt;-Oi! Como vai?&lt;br /&gt;traduzindo: "Vem cá, tem alguma novidade?", ou em termos mais chulos e crus: "se tu souber de uma fofoca nova, me conta!"&lt;br /&gt;Divertido mesmo é quando param ali na Rejane e contam tudo. O primeiro andar ecoa por todos os apartamentos como a redação de um noticiário trabalhando ao vivo em primeira mão pra todo mundo.&lt;br /&gt;Estava caminhando em direção a parada de ônibus numa dessas últimas vezes que fui ao trabalho e vi uma senhora saindo do mercado com sacolas de compras bastante cheias. Chegando perto da parada um mulher do segundo andar de uma casa do outro lado da rua gritou:&lt;br /&gt;-Como vai cúmadre!!!?&lt;br /&gt;-Oii!!! Vou indo pra casa!!!&lt;br /&gt;-Mas pra que essa pressa, entra que já te sirvo um chima!!!&lt;br /&gt;-Eu não sei! Acho que era melhor ir andando!!&lt;br /&gt;-Da um pulo aqui e já te deixo ir embora!!&lt;br /&gt;-Então tá!! To indo!!&lt;br /&gt;Ela cuidou a rua e foi indo pra casa da outra que gritava que ia descendo. Aliás, tudo que elas disseram foi aos berros de um lado da rua ao outro. Elas tinham em torno de cinquenta anos, acredito. Mas daquele jeito, gritando indo tomar chima. Que saudação hein! Fosse um homem teria chingado alguma coisa da mãe ou de futebol, ou se mais velho, comentado alguma coisa em comum com o amigo/conhecido. Em último caso, o velho: "Como vai essa força?"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/666077865120475043-3176471137507013834?l=cafecomqueijo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/feeds/3176471137507013834/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=666077865120475043&amp;postID=3176471137507013834&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/3176471137507013834'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/3176471137507013834'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/2008/11/ol.html' title='Olá'/><author><name>Schiavoni</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06624238257551420638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-666077865120475043.post-807396658862270289</id><published>2008-11-19T03:08:00.002-02:00</published><updated>2008-11-19T03:29:23.473-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='loucuras em 3 minutos'/><title type='text'>Vento</title><content type='html'>Eu sou o velho nada&lt;br /&gt;isso não muda com tempo&lt;br /&gt;Eu corro até a saída&lt;br /&gt;zunindo sem um corpo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu já vi todas as calcinhas&lt;br /&gt;as azuis, as verdes até as dentais&lt;br /&gt;Invadi todos os salões&lt;br /&gt;As vezes passo reto, débil mentais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sou tudo por onde veja&lt;br /&gt;o estrondo do raio&lt;br /&gt;o barulho do que quer que seja&lt;br /&gt;das montanhas eu caio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não vejo nada, não aprecio a luz&lt;br /&gt;Sou o motor dos veleiros&lt;br /&gt;Que os mestres piratas seduz&lt;br /&gt;As sereias nuas nos rochedos&lt;br /&gt;Com seus cachos pendurados na cruz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sou o da mudança, cheiro de esperança&lt;br /&gt;Eu sou o rio invisível, indistinguível&lt;br /&gt;Já vim do norte, vou para o leste&lt;br /&gt;Não me interesse mais aqui&lt;br /&gt;Vou para um lugar que preste&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O companheiro dos desertos&lt;br /&gt;Aquele que levanta todos os grãos&lt;br /&gt;Escrevendo de novo, nunca ficando certo&lt;br /&gt;Igual de forte, seja alto ou anão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preste atenção meu amigo&lt;br /&gt;Eu posso mostrar o caminho&lt;br /&gt;Eu não sou seu inimigo&lt;br /&gt;Siga por ali, acompanhado, sozinho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu indico seu caminho&lt;br /&gt;Sinta o nada batendo na cara&lt;br /&gt;Perceba tudo direitinho&lt;br /&gt;Não importa por onde, tudo nunca para&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/666077865120475043-807396658862270289?l=cafecomqueijo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/feeds/807396658862270289/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=666077865120475043&amp;postID=807396658862270289&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/807396658862270289'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/807396658862270289'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/2008/11/vento.html' title='Vento'/><author><name>Schiavoni</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06624238257551420638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-666077865120475043.post-8632435320958881957</id><published>2008-11-16T21:23:00.005-02:00</published><updated>2008-11-26T21:52:35.433-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto contado'/><title type='text'>putaria</title><content type='html'>-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Ei&lt;/span&gt;, vocês gostariam de ganhar um presente?&lt;br /&gt;Ele olhou pro cara atrás do balcão e já tachou um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;carimbaço&lt;/span&gt; de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;marketeiro&lt;/span&gt; na testa do gordinho bem vestido que olhava na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;direção&lt;/span&gt; do casal.&lt;br /&gt;-Que foi?&lt;br /&gt;-Ele perguntou se nós queremos ganhar um presente...&lt;br /&gt;-O que?&lt;br /&gt;Ele &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;puxou&lt;/span&gt; ela pra junto dele enquanto se dirigiam ao gordinho...&lt;br /&gt;Depois tudo ficou bem claro. Clientes de Visa e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Mastercard&lt;/span&gt; bastavam apresentar seus cartões ali que ganhavam &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;direto&lt;/span&gt; uma revista velha da Época com um furo de fora a fora meio que em cima, acho que pra marcar que era velha e não devia ser posta a venda.&lt;br /&gt;Bom, o negócio era &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;bacana&lt;/span&gt;, os bancos estavam fazendo um programa de &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;incentivo&lt;/span&gt; a leitura no país. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;Feita&lt;/span&gt; uma lei parece que em 2002 mandando os bancos retornarem 4% do dinheiro que ganham das taxas cobradas sempre em alguma forma de cultura. Logo, em parceria com a prestigiada editora Globo, criaram lá um programa de &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;incentivo&lt;/span&gt; a leitura. Você ganha umas quatro revistas por 15 meses de graça. Isso mesmo, assinatura de revista grátis! É uma revista semanal e três mensais! Uma barbada!&lt;br /&gt;Pois bem... ele foi falando, mostrando as revistas que se podia escolher, que ainda concorria a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;prêmios&lt;/span&gt; (aqueles que nunca ouvi dizer que um primo de um amigo de um &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;vizinho&lt;/span&gt; de um conhecido meu ganhou, ou seja, nunca ninguém ganhou. nunca... é sempre a mesma coisa...)! &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;Uau&lt;/span&gt;! &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;prêmios&lt;/span&gt;!&lt;br /&gt;Tem como melhorar? &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;Incrível&lt;/span&gt;, ele estava desconfiado, via que estava tudo muito fácil, achou melhor não comentar nada e deixar ela se empolgar com a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;idéia&lt;/span&gt;, já havia escolhido revista pra todos os gostos até que o gordinho soltou os últimos detalhes.&lt;br /&gt;Depois de pegar a caneta, fazer aquelas anotações de vendedor, listar as coisas boas de maneira bem grande, sublinhar várias &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;vezes&lt;/span&gt; os números a respeito da escolaridade nacional, circular as opções de revista num encarte... em fim, fez todos os gestos que um bom vendedor faria. Até que finalmente largou a verdade.&lt;br /&gt;-Isso tudo apenas com o custo de entrega de cada uma das revistas. Da um total de 24,90 mensal para entrega de todas as revistas.&lt;br /&gt;Pronto! "O sonho acabou!" &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;Pluft&lt;/span&gt;! Já era! Danou-se! &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;Zéfini&lt;/span&gt;! Depois de todo aquele sexo oral, tenta preliminar, todo o cuidado com carinhos e palavras bonitas ele me faz isso. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;Faz&lt;/span&gt; uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;putaria&lt;/span&gt; dessas... que falta de vergonha...&lt;br /&gt;É engraçado que isso seja igual sempre que tem esse tipo de promoções. Curioso não? Devia ser um programa de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;insentivo&lt;/span&gt; a leitura, ao invés de dar tudo de graça, que seja só uma revista mensal, mas de graça, não, tem que pagar uma fortuna pra ter umas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;revistinhas&lt;/span&gt; cheias de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;propagandas&lt;/span&gt; de mais coisas que raramente alguém que está nesse tipo de programa de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;insentivo&lt;/span&gt; a leitura vai conseguir pagar...&lt;br /&gt;Quer ler vai ler bula de remédio pro reumatismo da tua mãe!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/666077865120475043-8632435320958881957?l=cafecomqueijo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/feeds/8632435320958881957/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=666077865120475043&amp;postID=8632435320958881957&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/8632435320958881957'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/8632435320958881957'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/2008/11/putaria.html' title='putaria'/><author><name>Schiavoni</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06624238257551420638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-666077865120475043.post-3198447925328311001</id><published>2008-11-07T22:41:00.001-02:00</published><updated>2008-11-17T00:23:45.179-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='entediantes'/><title type='text'>torre de pisa</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pedrinho havia aprontado mais uma... fizera de uma simples meia de seda uma belíssima cobra, assustadora para qualquer mocinha do bairro. No escuro, no frio, entre as moitas do canto do portão quebrado ele espreitava. A linha esticada até o meio da rua enquanto Dona Arlinda vinha toda pomposa do desfile de sete de setembro.&lt;br /&gt;Desfilava pela rua pobre com um vestidinho cafona, mas de qualquer maneira lindo, verde com detalhes feito de rendinhas pré-fabricadas... observava o chão quando notou uma cobra indo sorrateiramente em sua direção. O grito foi alto o suficiente para chegar aos ouvidos do padre que dormia no centro da cidade embaixo de sua árvore favorita. O povo logo chegou pra socorrer a mulher que gritava incessantemente.&lt;br /&gt;-Socorro! Acudam-me! Socorro! Uma cobra enorme!&lt;br /&gt;O barulho seria quase sexual não fosse pelo tom de verdadeiro horror que saia daquela boca feminina num agudo estridente.&lt;br /&gt;Pedrinho correu pra dentro, viu as coisas sujarem pro seu lado, entre a emoção de ter feito a brincadeira direito e o medo de ser pego, saiu em disparada para os fundos. Trepou no mais alto galho do flamboyant e ficou esperando a poeira baixar.&lt;br /&gt;Erra como uma caça as bruxas, sem as bruxas. Pedrinho, o moleque arteiro fora encontrado, sovado com vassoura pela mãe e xingado pelos visinhos indignados e preocupadíssimos com o estado de saúde de Dona Arlinda. Depois da emoção do momento... o castigo. Foi pro canto pensar. Uma cadeira sem escoro nos fundos da casa perto do tanque de lavar e um pequeno varal enjambrado.&lt;br /&gt;"Ai minha bunda... saco isso... eu tinha que ter lembrado de levar a cobra junto comigo... nunca teriam me pego se não fosse a prova do crime....&lt;br /&gt;Nossa foi ótimo ver aquela velha pular de susto! hahahahah...&lt;br /&gt;Será que vou ter que ficar aqui por muito tempo? To começando a ficar com fome...&lt;br /&gt;Saco, eu devia ter feito algo melhor, me escondido melhor, talvez...&lt;br /&gt;Legal, castigo, cantinho pra pensar... pensar o que? Eles nunca falam o que era pra pensar...&lt;br /&gt;Que tédio...&lt;br /&gt;Ahhhhhh saco! Eu vou embora."&lt;br /&gt;-Te senta aí piá! Vou te dar umas chineladas na bunda pra tu aprender a não ser besta e mal educado com os outros... agora te vira pra parede e pensa no que tu fez!&lt;br /&gt;Entre os resmungos pedrinho ficou lá durante mais umas horas...&lt;br /&gt;"Que diabos eu tinha que aprontar também... mas é que deu uma vontade... uma vontade...&lt;br /&gt;será que o pessoal tá jogando bafo na casa do zé de novo?&lt;br /&gt;até que entendeu... se fizer mau alguma brincadeira e for pego, ele vai apanhar e passar algum tempo pensando em como fazer suas coisas melhores. As vezes ele achava que era o diabo que colocava aquelas idéias malucas na cabeça dele, mas ele só queria provar as reações dos outros, testar as coisas. Não que fosse mau, ele apenas não sabia raciocinar e se controlar como os adultos sabiam fazer. Pense bem, quem nunca quis colocar flores nas tomadas de casa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ahhhh o paraíso da cadeia. Estupre todas as criancinhas que vocês quiserem seus padres imbecis... agora vão para o canto pensar. Que tal? Tá, apelei contra a religião, mas que seja. Algo pior que um estupro. Um estupro comunitário. Eleja-se prefeito, roube tudo com obras super faturadas, pronto, um estupro em todos os pagantes de impostos que tiveram sua bundinha arrombada por um prefeito safado.&lt;br /&gt;Roube todo o dinheiro da população, a cada bala comprada, roube um bocadinho, acumule milhões nas ilhas caimã. Agora vá para o canto pensar. Ah, tu não quer? Não tem problema, sempre tem um amigo/juiz que te entende e pode te tirar do cantinho, mas tu ainda vai ter que vestir o chapéu de burro, pode brincar e sorrir a vontade, mas vestindo o chapéu. Viu?&lt;br /&gt;Não seria melhor mandar todo mundo que tenta fazer as coisas na linha pra cadeia? Na cadeia se faz de tudo, quase tantas coisas como aqui fora da cadeia, a diferença é que lá eles são pagos pra pensar. Muita gente nas cadeias, muito dinheiro pra tanta gente ficar pensando, no que fizeram.&lt;br /&gt;Certo que é pra servir como uma forma de tortura, mas nunca é uma tortura quando se está no meio de outras pessoas, sempre existe a possibilidade de novos contatos/amizades... Inclusive, acho que no filme de... de... Ogliver twist! Isso! Um dos seus amigos delinqüentes finalmente é pego e levado para a cadeia. Ele não fica esperneando ele vai feliz dizendo que estava indo para a faculdade. Ainda que seja um clássico da disney, é de se pensar... querendo ou não, se aprende.&lt;br /&gt;Eu queria ir pra cadeia... "Não diga besteira!", me diriam... mas pense um pouco... refeições diárias no horário, algumas tem até academia, serviço telefônico, fora que o teto é de graça. Mesmo dividindo a cela com mais um monte de macacos e baratas, quem se importa? Quando não se tem nada a perder, é o paraíso.&lt;br /&gt;Já pensaram na utilidade, das cadeias?&lt;br /&gt;Certo, com a criatividade das leis atuais só sobraria penas de morte por todos os lados.&lt;br /&gt;Antigamente no olho por olho dente por dente as coisas funcionavam. Tu rouba, te cortam a mão, te roubam uma parte útil do corpo. E agora magrão?&lt;br /&gt;Acontecem injustiças? É claro, mas não vejo justiça nenhuma em deixar todos os de fora pagando pra todos os de dentro. Eles não contribuem pra nada em sua maioria, mesmo nas cadeias com cursos de reabilitação, a quantidade de presos que volta a ter uma vida normal é ridícula. Fora da desconfiança eterna. Afinal, quem pode garantir que alguém, depois de velho, pode mudar? Depois de velho somos pedras, só sabemos fazer o que fizemos até ali.&lt;br /&gt;Todo mundo merece reabilitação?&lt;br /&gt;Não! Porque se todo mundo tivesse, seria muito mais dinheiro dos de fora pra tratar dos de dentro. Que inclusive, roubaram dos de fora. Não está na hora de se ser mais objetivo? As pessoas de dentro das cadeias são necessárias para o sistema global?&lt;br /&gt;Estamos numa era de preocupações sistemáticas e em massa, isso engole todos nós para dentro de problemas nunca antes pensados. Começa no já clássico aquecimento global, depois temos o fato de que a economia pode destruir países. Temos o interesse dos mais fortes que brigam por mais dinheiro para conseguir mais coisas. Isso implica diretamente na corrida da tecnologia. Tudo agora é global. Porque não pensar que os presos podem ser ignorados? Eles perderiam o seu direito de gente quando fossem para a cadeia. Poderiam passar uma semana pra pensar a respeito do que fizeram e tentar fugir. Depois, alguma espécie de morte, ou se poderia aproveitá-los pra fazer lingüiça e vender como alimento para animais. Porque não? Algo forte talvez colocasse uma dúvida antes de muita gente chegar na cadeia. Ah sim, o sistema está errado, não funciona, os caras não tem culpa, tiveram uma vida difícil. Pode até ser, mas... azar do goleiro. Os meios não justificam os fins, nem o inverso. Se as regras se aplicam pra todos dentro do conceito que todos temos os mesmos direitos, eles também não mereceriam pena.&lt;br /&gt;Acho que primeiro temos que afundar com as ações que afundam todos juntos no barco. Cadeias são inúteis atualmente porque todo o resto está uma verdadeira bosta, uma merda, nem isso, algo completamente confuso e sem noção, seria engraçado se não fosse trágico.&lt;br /&gt;Certo, certo, certo... Teríamos de mudar todo o sistema começar do zero já com meio prédio construído igual o estado atual da torre de pisa. Endireitar é complicado, mas continuar construindo torto é pior. Temos a certeza que vai cair quando se constrói torto, tentar deixar reto deixa uma chance de arrumar tudo pra seguir construindo.&lt;br /&gt;Ah, que bosta eu to falando, isso aqui não vai mudar nada, sou somente mais um dos que ainda estão de fora da cadeia e sustenta os de dentro com cada produto que compra. Pena, porque eu preferiria juntar esse dinheiro pra coisas que julgo realmente necessárias.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/666077865120475043-3198447925328311001?l=cafecomqueijo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/feeds/3198447925328311001/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=666077865120475043&amp;postID=3198447925328311001&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/3198447925328311001'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/3198447925328311001'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/2008/11/torre-de-pisa.html' title='torre de pisa'/><author><name>Schiavoni</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06624238257551420638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-666077865120475043.post-4938319468613634920</id><published>2008-10-24T17:52:00.001-02:00</published><updated>2008-10-24T17:54:29.976-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='muito engraçado'/><title type='text'>Sobre a crise...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;font-size:100%;"  &gt;Comentário de Marc Faber, Analista de Investimentos e empresário, que&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;font-size:100%;"  &gt; encerrou seu boletim Mensal (junho de 2008) com o seguinte comentário&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;font-size:100%;"  &gt; sobre o projeto americano de ajuda à economia, naquela ocasião ainda em&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;font-size:100%;"  &gt; estudos:&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;"O Governo Federal está concedendo a cada um de nós uma bolsa de&lt;br /&gt;US$600,00. Se gastarmos esse dinheiro no supermercado Wal-Mart, esse&lt;br /&gt;dinheiro vai para a China. Se gastarmos com gasolina, vai para os&lt;br /&gt;árabes. Se comprarmos um computador, vai para a Índia. Se comprarmos&lt;br /&gt;frutas e vegetais, irá para o México, Honduras e Guatemala. Se&lt;br /&gt;comprarmos um bom carro, irá para a Alemanha. Se comprarmos bugigangas,&lt;br /&gt;irá para Taiwan e nenhum centavo desse dinheiro ajudará a economia&lt;br /&gt;americana. O único meio de manter esse dinheiro na América é gastá-lo&lt;br /&gt;com prostitutas e cerveja, considerando que são os únicos bens ainda&lt;br /&gt;produzidos por aqui. Estou fazendo a minha parte."&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/666077865120475043-4938319468613634920?l=cafecomqueijo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/feeds/4938319468613634920/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=666077865120475043&amp;postID=4938319468613634920&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/4938319468613634920'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/4938319468613634920'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/2008/10/sobre-crise.html' title='Sobre a crise...'/><author><name>Schiavoni</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06624238257551420638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-666077865120475043.post-20247132592719280</id><published>2008-10-20T00:43:00.004-02:00</published><updated>2008-10-20T02:44:07.772-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='só explodindo'/><title type='text'>inverno/off/verão</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Faz alguns dias que a primavera chegou oficialmente... Contudo, foi só hoje (29/09/08) que a chave do chuveiro trocou de inverno pra verão.&lt;br /&gt;É legal isso. Nos chuveiros só temos duas estações, claro, podemos desligá-lo, mas isso não conta quando podemos pagar pra ter uma estação definida no banheiro. Pense bem, eu queria ter uma dessas no meu quarto, ou pelo menos na minha janela e na minha cama. Na cama seria definido por padrões de quente ou frio igual ao chuveiro, mas a janela seria perfeito para aqueles dias que se está por baixo ou aqueles que por mais que tenha um vendaval lá fora, se pudesse ver um lindo sol brilhando intensamente... Que viagem ridícula...&lt;br /&gt;Devia ter outono e primavera também. Mais agora que o outono está cada vez mais frio e a primavera cada vez mais quente... é como se todas as estações estivessem se adiantando em algumas semanas. Um horário de verão só que de estações... logo tudo vai ser verão...&lt;br /&gt;--&lt;br /&gt;Desde o aquece de ontem o calor me persegue. A manhã de hoje foi uma maravilha, queria poder ter uma manhã como essa todos os dias. Sem problemas com preguiça, ninguém atasanando a vida, tudo de bom no sanduíche entre lençois e a cama redonda. Com ou sem malícias, igualmente luxuoso qualquer selinho poderia parecer um convite bastando uma pequena olhada...&lt;br /&gt;Acho que só hoje que ficou quente mesmo. Entrei no box do chuveiro e abri bastante a água. Fervia na minha pele, dava pra sentir nas juntas ardendo intensamente, o calor, era suor psicológico misturado a água quente do chuveiro que fazia barulho. Olhei pra cima e brabo, vi que tinham mudado de novo a chave do chuveiro... Rapidamente troquei denovo.&lt;br /&gt;Verão.&lt;br /&gt;Aquela água fresca descia como os córregos d'água que vi durante a viagem com ela hoje. O dia quente, lindo. Paisagem, música de verdade, companhia perfeita e o vento das montanhas para bagunçar o cabelo dela e eu adorar ver aquela carinha de "que saco, meu cabelo denovo". Simples, mas... &lt;span style="font-style: italic;"&gt;quente&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;A última vez que fui para as montanhas do templo fazia um frio do inferno que se não fosse o chima e o calor humano, não teria porque estar lá naquele fim de mundo esquecido entre paisagens. Tá bom... teria sim, no meu caso, teria.&lt;br /&gt;--&lt;br /&gt;Antes parece tudo tão lógico, então só quando acontece (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;aguéin&lt;/span&gt;) com a gente as coisas ficam longe dos pés. Tu não sente mais o chão do mesmo jeito, ou tu usa a cabeça pra sentir o chão (batendo mesmo) ou tu inventa um chão novo abaixo dos pés para dar sentido a todas as novas aspirações que vem surgindo. Agora o tempo das desculpas para atitudes sem sentido e desnecessárias... mas fazer o que? Devo ignorar minhas vontades mais claras e lutar com minha cabeça crua e lógica para não fazer o que de verdade o peito ferve por fazer? Me desculpem mas eu preciso do curry. Mesmo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/666077865120475043-20247132592719280?l=cafecomqueijo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/feeds/20247132592719280/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=666077865120475043&amp;postID=20247132592719280&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/20247132592719280'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/20247132592719280'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/2008/10/invernooffvero.html' title='inverno/off/verão'/><author><name>Schiavoni</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06624238257551420638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-666077865120475043.post-4949811153431332361</id><published>2008-10-14T22:48:00.004-03:00</published><updated>2008-10-14T23:24:44.158-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='devaneios'/><title type='text'>kilometros inúteis</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acho que já tinha trocado duas vezes o cd do rádio, eu estava só andando por andar... as rodas do carro giravam lentamento, se arrastando por curvas que poderiam ser feitas a 100km/h enquanto eu abusava da raiva alheia dos carros que passavam zunindo enquanto enlouquecido pelas ondas do rádio cantava alto e faceiro naquela liberdade da tarde. Incrível como um pouco de vento e música não faz com os sentidos.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Meu rumo era qualquer um, estava só gastando meu dinheiro sem propósito concreto se não apenas minha vontade de fingir um livre arbítrio gastando minhas economias para o bem de minha saúde mental. Antes que digam que eu não estava prestando atenção na estrada e sou louco por dirigir como uma velha enquanto canto no carro, em minha defesa eu tive até mesmo um ouvinte, felizmente feminina, que bozinou de dentro do seu "grande" fox e após chegar ao lado, baixou o vidro e cantou dois trechos da música do Ira onde nós envelheciamos na cidade. A guria era interessante só de olhar, loira, olhos aparentemente claros e um sorrizão enquanto cantava. Acho que era gorda também... mas em fim...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois de cansar de ouvir aquele cd, parei num posto perto de Campo Bom. Eu já estava pensando em trocar de rumo e acabar numa cidadezinha do interior para fazer uma surpresa para Aquela morenaça quando passava perto de um postinho de beira de estrada. Não tive dúvidas, parei e fui beber. Sozinho. Sim, fui beber sozinho, e de carro. Tomei três latinhas de bohemia e fiquei mais uma meia hora olhando a paisagem enquanto escurecia. Comprei um café só pra disfarçar o hálito caso fosse parado e fui pra estrada denovo. Creedence animou minha solitária volta pra casa enquanto eu pensava no que ia fazer da minha vida assim que as rodas parassem.&lt;br /&gt;As coisas são fundamentalmente simples mas praticamente complexas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/666077865120475043-4949811153431332361?l=cafecomqueijo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/feeds/4949811153431332361/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=666077865120475043&amp;postID=4949811153431332361&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/4949811153431332361'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/4949811153431332361'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/2008/10/kilometros-inteis.html' title='kilometros inúteis'/><author><name>Schiavoni</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06624238257551420638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-666077865120475043.post-6457602547430625338</id><published>2008-10-07T23:04:00.010-03:00</published><updated>2008-10-23T17:14:50.066-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='devaneios'/><title type='text'>A.A.</title><content type='html'>Minha primeira reunião no AA foi meio inusitada... era aquela coisa de não ter certeza se devia estar fazendo aquilo, uma dúvida de se está certo se achar um "A". Dizem que o primeiro passo é admitir e tentar se ajudar, é como começar denovo, do zero, vivendo cada dia como se fosse o último.&lt;br /&gt;Entrei na sala depois de ter falado com um amigo de um hospital que me indicou o lugar. Era no centro da cidade, nada de mais, parecia mais é uma sala qualquer de aula (tinha um quadro branco no fundo) com as cadeiras desorganizadas, ou organizadas de maneira criativa...&lt;br /&gt;Um tal de Hélio foi o primeiro a falar. Se apresentou, fez todas aquelas lorotas de patati patata, e falou quanto tempo estava "limpo". Em torno de duas horas segundo o que ele lembraava. Seus olhos ainda brilhando do "plim", contudo, corado de vergonha pois a instrutora do grupo o fitava com sobrancelhas cerradas e claro ar de reprovação.&lt;br /&gt;Sua vida fora sempre ao redor dessa droga, vivia sempre pensando em como fazer pra ter mais disso e quanto mais conseguia, mais piorava a situação em casa. Conta que certa vez chegou em casa pela noite e tirou todos os quadros da parede, depois, utilizando urina reformulou suas paisagens. No dia seguinte sua mulher o internou e agora ele precisava frequentar o grupo ou além de dormir sempre no sofá, talvez tivesse que voltar ao internato. A parte mais engraçada da história dele era o fato de que mesmo no internato sua esposa mandava trocar sua cama por um sofá. Consequencia desse "chá de sofá" foi que ele desenvolveu trauma por sofá e via em todos os lugares possíveis de se sentar, um sofá.&lt;br /&gt;Apontaram pra mim depois desse cara. Eu estava um pouco louco ainda e achei melhor ignorar a ordem inicial e levantar, mudar minha cadeira de lugar para outro ponto da roda para que pudesse ser um dos últimos. Isso supondo o ritmo anti-horário que havia sido proposto.&lt;br /&gt;Seu nome era Débie. Sim, Débie. Imaginei com grandes gargalhadas internas (que me fizeram perder quase toda a sua história) todas as piadas possíveis de alguém que se chama Débie. Pense nas crianças brincando e apontando pra Débieloide (mais clássica), Débiodesnaturada (algum nerd), Débomba (piromaniaco), Débochada (a professora xingando os alunos para não Débocharem dela), Déborracha  (só alguém errando o nome dela quando pedisse a borracha emprestada), Débombeta (sempre tem um lunático), Déboina (o da modinha), Débimbada (só os que já rodaram duas vezes e futuros mecânicos/pedreiros/caminhoneiros fariam essa [sem ofensas a nenhuma classe, é claro]), Déborô (utilizado como gíria alternativa de "demorô"), Dúbia (na minha opinião o melhor nesse caso, o aspirante a poeta)! Em fim... eu ri de verdade só que sem mostrar nenhum som. Obviamente o fato de correr em círculos fez o pessoal prestar um pouco mais de atenção em mim do que nela. Mas ninguém me culpou porque quase todo mundo fazia isso quando escutava ela falando...&lt;br /&gt;Dérbinando, eu não prestei atenção em nada, apenas que ela sim conseguia se manter livre do vício e raramente perdia o controle. Mesmo quando exposta a condições de risco para tais viciados, ela se acalmava e pensava nas reuniões do AA com todas as pessoas falando e contando suas "horriveis" histórias.&lt;br /&gt;Tiago. Ele falou seu nome assim, sem mais nem menos antes de dizer um "eu sou", "me chamo", ou qualquer tipo de introdução (ui) adequada (ai ui). A história do rapaz era comoventemente de filme. Seus pais tinham muito dinheiro, portanto, ele tinha muitas coisas, menos atenção. Era filho único (era porque faz pouco que ganhou um irmão bastardo por parte das bebedeiras do seu pai), o que piora muito sua condição desde os tempos de criação. Ele cresceu dentro das melhores escolas, teve tudo que quis e pra isso tudo não fez o menor esforço. Em meados de seu segundo grau, hoje chamado Ensino Médio, ganhou um violão autografado pelo rei Carlos (não o dos tempos feudais), Roberto Carlos. Nada de mais, um presentinho que seu pai pensou que lhe agradaria mesmo ele não sabendo tocar nada.&lt;br /&gt;A propósito, pode parecer estranho o monte de histórias loucas que se lê aqui, mas pense bem... por mais difícil que seja, pessoas numa reunião dessas realmente são capazes dessas coisas... O pai do Tiago era promotor de eventos, bebia como um maluco sempre que possível e é claro, conhecia os artistas pessoalmente. A história não é sobre o pai dele, mas ele fez questão de detalhar tanto tudo que deu nojo. Finalmente entendemos o problema dele. Detalhes ao quadrado. Havia dias que saia pra ir no bar com os amigos e não conseguia parar de falar nunca, ele entrava nos detalhes de cada coisa que conhecia, desde como se explica a cor das coisas e porque normalmente olhamos mais de uma vez para os dois lados da rua antes de atravessá-la. Ele tinha esse problema em específico. E isso ele sabia ser muito bem.&lt;br /&gt;Havia mais uns cinco doidos antes de mim, mas eu estou tentando parar de resumir e começar a resumir de verdade. Então vamos ao que começou me incomodando. Todos ali tinham obrigatoriamente se identificar, falar idade, de onde era, como e quando começou com o vício, explicar porque havia começado a frequentar o grupo e que se fosse mesmo por obrigação tribunal deviam ser sempre sinceros. Eu não fui diferente, falei o nome, a idade e onde morava. A parte para explicar como comecei... foi meio... difícil. Eu não sabia bem como contar isso. Agora que já montei a idéia de como comecei vou tentar resumir pra vocês:&lt;br /&gt;Eu não era nenhum bebado, nem vivia drogado. Não tive muita atenção dos pais, era mais criado pelos amigos, professores, eletrodomésticos e livros que encontrava pelo caminho. Passar as tardes sozinho fez com que o vício despertasse. Tenho certeza de que já tinha uma pré disposição genética para isso, senão não seria desde pequeno tão mais sozinho que os outros. Minha mãe havia dito que eu conseguia me divertir sozinho. Não sei o que ela colocava na mamadeira, mas ela não me parece desnaturada... só trabalha muito mesmo e desde sempre não teve muito tempo pra me cuidar como uma mãe "normal". Certo, talvez um bom erro, talvez o gatilho para o vício, foi ter sido criado por alemães. Vocês sabem muito bem o que isso pode significar num vício desse gênero. Alemães fizeram história por todo o mundo, não é necessário muita explicação.&lt;br /&gt;Bom, o pior aconteceu no final do primeiro grau. Cheguei em casa, morto de sede, louco do sol. Me vi sozinho em casa e visitei a geladeira. Foi inevitável. Em instantes eu estava cortando uma de minhas camisetas velhas para usar de velas no meu barco no grande e fresco mar que me esperava. Pois é, foi assim, de uma hora pra outra, eu me vi dentro do delírio.&lt;br /&gt;Argumentei com o pessoal que eu não queria mais isso, que dentro da sociedade atual, essas coisas nos prejudicam, geram descrédito... É muito difícil conviver com um mundo que pensa diferente de ti, tudo se torna mais difícil do que deveria ser e a vida começa a se tornar um caos. Não se vive mais o que se é, mais um conto inventado onde nunca se pode dizer a verdade, o que se passa pela cabeça nessas horas pode parecer uma loucura tão grande que me internariam. A realidade se distorce facilmente.&lt;br /&gt;Acredito que tenha sido em uma quarta-feira de noite que depois de sair do bar, eu cheguei em casa e botei tudo pra fora. Olhei o resultado flutuando... triste. Na quinta pela manhã me obriguei a faltar o trabalho por uma causa maior. Fui ver um enfermeiro que conhecia pra saber se ele não me poderia indicar algum grupo de apoio ou algo do gênero. Pronto, consegui chegar até aqui (no caso a sala de reuniões) mas de qualquer maneira menti no trabalho alegando sonolência e cansaço.&lt;br /&gt;Depois de tudo explicado, me perguntaram qual, afinal, ou melhor, pra começar, qual das opções era o meu vício, especificamente em que eu era viciado. Admiti de cara. Eu preciso escrever. O tempo todo, eu quero escrever e contar a todos as minhas idéias e pensamentos mais diversos. Nem sempre isso acontece com a escrita, as vezes é vontade de montar coisas com as própias mãos. Nem que seja de lego ou algo facilmente moldável, eu prefiro fazer eu mesmo que comprar pronto. Mas o pior é a escrita. Antigamente eu escrevia mais de uma vez no mesmo papel utilizando lapis e principalmente borracha. Não importava que ninguém, nem mesmo eu, lesse. O que eu preciso é despejar a criatividade, expulsar esse mal de mim. Atualmente qualquer idéia que me parece tão simples, crua, nua, normal e razoável, é de completa repugnância para qualquer pessoa... me perdoem mas... eu não resisti e tive que escrever em letras miúdas na porta de entrada. Alcóolatras Anônimos, afinal quem no mundo pensaria que isso pode ser um grupo de Artistas Anônimos?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/666077865120475043-6457602547430625338?l=cafecomqueijo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/feeds/6457602547430625338/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=666077865120475043&amp;postID=6457602547430625338&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/6457602547430625338'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/6457602547430625338'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/2008/10/aa.html' title='A.A.'/><author><name>Schiavoni</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06624238257551420638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-666077865120475043.post-1375197960716212357</id><published>2008-10-05T11:48:00.000-03:00</published><updated>2008-10-05T17:34:20.323-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='outra vida'/><title type='text'>Recall</title><content type='html'>&lt;div&gt;Estava pensando num certo número de telefone que uma certa vez recebeu de um amigo, o número era de uma pequena morena, a princípio, simpática apenas, ele não conversou muito com ela, alguns ois e acredito que sequer um tchau.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ele anotou num pedaço de papel e começou a revira-lo entre seus dedos como se fosse uma moeda ou ficha de ônibus enquanto matutava com seus botões, e zippers, e cadarços e mais botões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Mas o que eu digo? Nem lembro o nome da guria, como diabos vou chegar assim do nada?&lt;/div&gt;-Mas afinal, o que tu quer? o que pretende, ou o que espera dessa ligação?&lt;br /&gt;&lt;div&gt;-Ah, eu pensei em... em uns amassos sem compromisso, ou quem sabe, um compromisso... vai que ela... neh?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Não. Não mesmo, tu sequer lembra o nome dela e espera algo como um compromisso?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Por que não?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Deixa de ser estúpido, se considerasse ela o mínimo possível ia no mínimo lembrar o nome, sem falar que talvez decorasse o número dela em apenas uma avistada.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Não quer dizer... vai que foi apenas um acaso de não ter dado muita atenção e no final as coisas ficam um pouco mais importantes e/ou profundas?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Pode até ser, mas essas coisas são meio raras, principalmente contigo, te conheço bem.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Certo... mas afinal, ligo ou não?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Olha, eu não ligaria, não ligaria por varias razões, a começar pela conversa que tiveste com ela.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Qual o problema da nossa conversa?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Foi balela.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Tá mas sempre se começa com essas coisinhas assim pra se conhecer, não?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Eu sei que tu quer algo maior que um casinho, uns pegas; tu quer um compromisso e não te faz de louco que já vi tudo que tu "aprovou" nela.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Ahhh, não seje&lt;em&gt; &lt;/em&gt;assim... Igual, o que eu tenho a perder?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Nada, digo, no máximo, tempo. Mas de qualquer maneira, qual o sentido disso? Quero dizer, ela é uma espécie diferente da que tu espera pra ti, muito diferente da imagem que tu tinha.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Vou te bater.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Ãh?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Vou sim, tu &lt;em&gt;vaix&lt;/em&gt; queimar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Liga então, quero ver. Liga, se tu for capaz.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Vou! Vou ligar! Só tenho que ver o nome dela antes... só pra né... não chamar ela de "ô", ou pior, "cara". Não sei qual é pior... Bom, então tá. Vou ligar sim, seu maluco.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Ótimo, talvez as coisas mudem... boa sorte desgraçado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ele amassou o papel dentro do bolso da calça jeans e foi pegar um chimarrão, sabia que era muito mais provável que não desse em nada, que sequer lembrasse dele talvez, ou coisas do gênero, de qualquer maneira, não custava tentar, mesmo que esse fosse o primeiro passo para o fracasso, também era o do sucesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Alô Cíntia?&lt;br /&gt;- Sim? Quem é?&lt;br /&gt;- Ruffles, tudo bem?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;- Ahhh oi ruffles, tudo bom sim.&lt;br /&gt;- Vai fazer alguma coisa essa noite?&lt;br /&gt;- Bahh.. olha, tenho que estudar. Terça tem prova e acho que vou ir mal se não fizer nada...&lt;br /&gt;- Hummm... ah bom...&lt;br /&gt;- Pois é...&lt;br /&gt;- Então tá, bom estudo hoje...&lt;br /&gt;- Mas por que tu quer saber?&lt;br /&gt;- Não nada de mais, queria te convidar pra beber umas hoje, mas deixa, melhor tu estudar mesmo...&lt;br /&gt;- Tá me chamando de burra?&lt;br /&gt;- O que!? Não! Não! Claro que não, eu só fiz uma escolha infeliz das palavras...&lt;br /&gt;- Sei...&lt;br /&gt;- Bom, vou deixar tu estudar&lt;br /&gt;- Certo, beijo, tchau&lt;br /&gt;- Tchau, beijo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;--&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Eu sabia que tu não devia ter ligado. Mas não! tu não me ouve! Tu nunnnca me ouve, nunca! Ah não seje assim, tu sabe que era melhor tentar... é sim, agora tu fica com uma cara de taxo e ainda por cima chamou ela de burra, ótima tentativa garanhão. Ah mas que bosta, tu também fica olhando tudo pelo lado negativo... E tem lado positivo aqui!? imbecil, estragou tudo, e olha que ela era bem bacana além de bonitinha... sim um certo beicinho, mas é toleravel... além do que deve ser bom de beijar. É... Se tu não tivesse estragado tudo... Mas eu não estraguei! Porra! Ui ele se irritou... Tom** no c* filho da pu** miserável. Ooolha os nomes! Daqui a pouco o único nome que tu vai ver vai ser meu punho nos teus olhos! Uhahahhahaha! Hahhahahahahha!&lt;br /&gt;Depois de toda aquela balbúrdia de discussão a respeito do maldito telefonema, foi só mais uma segunda normal até chegar em casa. Claro, não pude deixar de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;quase&lt;/span&gt; passar a parada na volta, dormir no ônibus é uma maravilha da segunda-feira, igual a chegar em casa e tomar litros de suco depois de um dia estressante e seco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já era tarde, mas ela ligou.&lt;br /&gt;- Alô?&lt;br /&gt;- Oi Ruffles, aqui é a Cíntia...&lt;br /&gt;- Oi... mas tu não devia estar estudando?&lt;br /&gt;- Já terminei e... ainda tá de pé aquela proposta de hoje detarde?&lt;br /&gt;- É quase meia noite Cíntia...&lt;br /&gt;- Mas eu tava com uma sede...&lt;br /&gt;- Hummm...&lt;br /&gt;- Ahhhh vem aqui, vamos lá tomar umas e conversar, não é o fim do mundo só porque é segunda...&lt;br /&gt;- Não sei...&lt;br /&gt;- Poxa Ruffles...&lt;br /&gt;- Tu me deve explicações pra essa mudança repentina, mas tudo bem. Vinte minutos.&lt;br /&gt;- Obaaa! Já to pronta, quando chegar da um toque.&lt;br /&gt;- Mas perai, eu nem sei onde tu mora!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/666077865120475043-1375197960716212357?l=cafecomqueijo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/feeds/1375197960716212357/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=666077865120475043&amp;postID=1375197960716212357&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/1375197960716212357'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/1375197960716212357'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/2008/06/recall.html' title='Recall'/><author><name>Schiavoni</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06624238257551420638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-666077865120475043.post-9125660555359822729</id><published>2008-09-21T14:07:00.005-03:00</published><updated>2008-09-21T20:30:26.543-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto contado'/><title type='text'>o que foi isso?</title><content type='html'>Fábio acordou no meio dos seus jornais logo que começou a movimentação na praça. Olhou pra baixo, leu as últimas notícias do dia de ontem e riu um pouco porque o dólar não mudava mais a sua condição miserável. Sabe, Fábio era um cara legal, meio rude e gostava de amarrar os tênis antes de calçá-los, mas era gente boa. Sua mulher estava deixando-o louco com a história de fazerem coisas juntos que ele nunca quis fazer. Certa vez inventou de fazer teatro de fantoches junto com o marido. Ahhh ela comprou quase uma loja inteira de meias e botões para fazer em casa seus próprios fantoches. Fábio, clínico geral bem sucedido, com poucas mortes na consciência foi obrigado a fazer parte do teatro de fantoches, primeiro contribuindo financeiramente com tudo, depois, fazendo os fantoches em si, mais ainda... Interpretando um fantoche durante dois aniversários infantis. Ele perguntava pra ela porque ele tinha de fazer aquele tipo de coisa, ela não sabia dizer a resposta que ele queria ouvir. "ah... porque é legal!" animada fazia os fantoches enquanto Fábio fazia o papel de um motoboy num acidente de moto "fantochiado". A moto era de plástico. Depois do segundo ato, ele xingou Sonia com toda a verdade que escondia no pescoço. "Eu odeio motoboys. Nunca mais vou fazer isso de novo." Sonia como que se assustou, pensou que perderia seu parceiro, seu amante, amado marido. Ligou pra sua mãe, pra sua melhor amiga, sua psicanalista e pro porteiro (esse último apenas porque ele sempre sabia de todas as fofocas do prédio). Chegou numa conclusão. Precisava apimentar seu casamento. Fábio teve alguma surpresa quando viu que era sua mulher nua chegando ao hospital já vestida de doente enquanto entrava de maca com muita gente fazendo trabalho ali ao redor. Ela havia sido atropelada e perdera parte do pé. Nua na maca, toda a paixão e desejo de Fábio foi despertada como um tapa na cara. Depois de resolver as complicações, de escolher a prótese para o pé direito de sua mulher, fez o melhor sexo de sua vida durante seu turno do meio dia, com todos gritando por atendimento e sua mulher por prazer dentro do quartinho do hospital. Pronto, dados nove meses era uma linda e saudável criança que nascia. Seus pais haviam se tornado gente, pararam de fazer loucuras, Fábio admitiu que motoboys talvez tivessem direito de viver afinal de contas enquanto Sonia colocava fogo em todas as meias de fantoches. Decidiram mudar, se tornarem normais e fazer coisas de gente normal. Tédio. Era o resumo de suas vidas quando não estavam se preocupando com Michele estavam cuidando dela. O começo foi lindo e romântico, chás disso, daquilo, tudo. Amigos vinham visitar o mais novo membro da família Frennes com presentinhos, mimos e sorrisos largos. Nada melhor que uma criança para fazer o entendimento entre um casal. Sim, Fábio realmente acordou hoje no meio de seus jornais. Não que antes não tivesse jornais, mas agora tinha jornais e apenas jornais. Eles eram tudo. Seu banheiro, sua roupa, seu quarto, suas coisas. Aos três anos de idade Michele já corria como uma louca dentro de casa. A casa era toda Michele, adorada Michele. Fazia da vida de seus pais a maior alegria do mundo, já havia começado a tentar ler, sua mãe mostrava os desenhos dos números, das palavras e dizia o que era. Ela já sabia "ler" seu nome e de seus pais. Fábio era apegado a ela como uma árvore é "apegada" a terra. Depois que ganhou sua motoca saia correndo pelo gramado de casa enquanto seus pais, de olhos brilhantes a admiravam enquanto faziam suas tarefas caseiras, ele lia o jornal, tomava uma limonada, Sonia fazia as limonadas e costurava ou ficava simplesmente ao lado do marido cuidando de sua filha. O pior dia de suas vidas começou com um belíssimo sol, sem suspeitas de tragédia. Mais um dia que iam ao parque brincar no gramado, seus pais agora se entendiam, a filha acalmava suas vidas, tinham um objetivo quando voltavam pra casa, isso os mantivera unidos até o momento que Michele correu atrás de uma bola que correu diante dela até a beira da rua. Ao se aproximar da bola um garoto que vinha voando em sua bicicleta esbarrou em cheio com a roda da frente em sua cabeça no momento em que ela se agachava para alcançar a bola. Seus pais não disseram nada, apenas acompanharam lentamente a cena de sua querida filha sendo atropelada por uma bicicleta enquanto se levantavam apuradamente para resgatá-la. Era tarde, os médicos fizeram todo o possível, mas quando o cirurgião voltou da sala olhando fixamente para o chão... Sonia desabou, Fábio sentia um buraco no meio do corpo que lhe corroia as entranhas. Se arrependimento matasse, teria sido uma família inteira naquele belo domingo. Suas culpas acabaram com suas vidas. Sonia via sempre um defeito nos atos de Fábio, que por mais que se esforçasse não chegava nem perto das novas exigências de Sonia. Ele morria todo dia enquanto dormia, sonhos/pesadelos vinham atormentá-lo sempre que fechava os olhos enquanto Sonia apenas ficava sentada no quarto de sua filha, segurando uma linda foto da menina se balançando no balanço com um sorriso lindo enquanto se embalava. Não durou tanto assim. O casal agora se autodestruía era como combater seus anticorpos viver sob o mesmo teto. Uma das únicas pessoas capazes de ajudarem era justamente a que exigia explicações. Sonia apontava a culpa para Fábio, porque se ele não tivesse dado aquela bola, ela não teria corrido atrás dela. Sonia era culpada por estar distraída enquanto sua filha corria para a morte. Fábio largou o emprego assim que pensou consigo mesmo: "Nada mais importa." Ele estava formalmente desistindo de viver. Sonia fez diferente. Sabia que a culpa era sua, fez questão de se internar num sanatório, o melhor lugar do mundo para qualquer pessoa que quer se manter louca. Funcionou. Fábio agora tinha amigos, eles tornavam tudo muito mais fácil. Obviamente um cachorro não iria culpá-lo, ao menos não com mais que olharem, além do que dividir um pouco de sua miséria o fazia sentir melhor, era uma penitência que ele se obrigava a passar. Até o dia em que passou a tentar se atirar na frente de bicicletas. Passou o resto de sua vida atormentado em seus sonhos, onde sua linda Michele desaparecia ao correr por uma colina verde. Os fatos nunca foram alterados, com todas as dores, com toda a culpa, não teve deus que escutou seus gritos de horror ao entenderem a realidade. A culpa não mudou os fatos, mesmo quando ele se atirou na frente de uma Scania, nada mudou no mundo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/666077865120475043-9125660555359822729?l=cafecomqueijo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/feeds/9125660555359822729/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=666077865120475043&amp;postID=9125660555359822729&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/9125660555359822729'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/9125660555359822729'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/2008/09/o-que-foi-isso.html' title='o que foi isso?'/><author><name>Schiavoni</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06624238257551420638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-666077865120475043.post-7673618184899444765</id><published>2008-09-19T22:46:00.004-03:00</published><updated>2008-10-17T00:16:08.642-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto contado'/><title type='text'>soprando denovo</title><content type='html'>&lt;div&gt;A 120 km/h aquelas quatro rodas giravam em direção a uma possibilidade. Passou por uns policiais, pensou escutar um assovio quando avistou aquele pássaro observando todos passarem. Com uns locomotores chegou ao destino, nada de novo nas redondezas, fora a expectativa.&lt;/div&gt;A chuva caia com força enquanto aquele corria até um clássico telefone público. Tirou-o do gancho e um som estranho emanou, algo como um gemido eletrônico. A luz do display piscou, deu um tempo querendo ligar até que finalmente apagou. Tornou a fazer isso nas outras tentativas. Depois de tentar em mais dois telefones, depois de mais chuva... Concluiu. "Preciso de um celular."&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Enquanto se xingava por não ter um, tomou mais um pouco de chuva na cara correndo pra outro telefone público. Finalmente funcionou. As saudações e instruções foram breves mas precisas.&lt;br /&gt;Depois de dobrar um par de esquinas, encontrou ela caminhando pela esquerda na rua com uma sombrinha. Tão belíssima imagem ver aquela garota flutuando sozinha na calçada em meio a chuva torrencial, olhasse sem conhecer diria sem destino, mas estava procurando-o, linda morena que o buscava com seus olhos castanhos. Fitou levemente o carro que acabara de passar sem nem mesmo notar a admiração que provocava no rapaz do carro preto. Numa olhada e manobra igualmente rápidas fez a volta e parou do lado dela. Da surpresa ao lindo sorriso até os calcanhares e ela entrou no carro.&lt;br /&gt;Primeiro as saudações calorosas dentro do carro, logo estavam rodando sem muita direção. Apenas rodando, conversando pouco, carinhos de mão e pequenos toques. Foram a um pequeno lugar, uma espécie de petiscaria que também incluia xises no cardápio. A noite se prolongou dentro daquele lugar enquanto eles conversavam e riam. Deu tempo de conhecer o banheiro duas vezes devido as garrafas da velha Bohemia amiga. Conheceu a amiga dona do bar/lancheria/petiscaria/coisa e foram-se para lugar nenhum.&lt;br /&gt;A noite foi ardente entre os labios dela e até mesmo os dentes dele.&lt;br /&gt;--&lt;br /&gt;A volta pra casa foi feita com um frio gelado, sozinho. As rodas giravam como deviam, sem pressa, apenas o levavam para casa enquanto ele sabia que novamente o vento aprontava mais uma. Aquela janela aberta e o cheiro subindo do asfalto lhe dizia o que fazer.&lt;br /&gt;The wind of changes blowing again...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/666077865120475043-7673618184899444765?l=cafecomqueijo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/feeds/7673618184899444765/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=666077865120475043&amp;postID=7673618184899444765&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/7673618184899444765'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/7673618184899444765'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/2008/09/soprando-denovo.html' title='soprando denovo'/><author><name>Schiavoni</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06624238257551420638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-666077865120475043.post-1548752232259219210</id><published>2008-09-19T00:16:00.005-03:00</published><updated>2008-09-19T00:46:12.613-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='loucuras em 3 minutos'/><title type='text'>eu não sei o que dizer</title><content type='html'>Fazia mais de uma semana que ele não se encontrava com ela, isso significa, sem toques, nada de beijos, nada de abraços, só palavras que voam pelos fios da cidade até a telinha de cada um, nem mesmo um dia durante toda uma longa semana foi escutado a voz daquela outra pessoa, longe, com quem ambos se importam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pare de sacudir a cabeça&lt;br /&gt;Você parece uma galinha no picadeiro&lt;br /&gt;Um palhaço no galinheiro ou um cego&lt;br /&gt;Depois de tanto dizer não, se esquece dos argumentos&lt;br /&gt;Me ajude, minha vida tem mudado de tantas maneiras&lt;br /&gt;Não importa quando se bata a cabeça, eu me sinto inseguro&lt;br /&gt;Eu sei que só preciso me acostumar com tudo que nunca fiz antes&lt;br /&gt;Me ajude a manter o equilíbrio, a não cair de costas&lt;br /&gt;Há tempos atrás eu era tão jovem e tão confiante, dono do mundo&lt;br /&gt;Sabia exatamente o que fazer o tempo todo,&lt;br /&gt;Dizer não para os legumes, trepar em árvores, jogar bola, bater bafo&lt;br /&gt;Sabia que a escola era onde eu podia perguntar a vontade,&lt;br /&gt;Aonde eu devia parecer melhor que um limite pré-definido&lt;br /&gt;Agora tudo se foi, a escola acabou, os pais não mandaram mais&lt;br /&gt;Tudo que eu tanto queria, inútil, estou perdido, sem ser mandado&lt;br /&gt;Sou agora um homem sem lugar, sem casa, um menino sem a asa dos pais&lt;br /&gt;Tudo foi tão fácil até aqui, e agora eu me pergunto: "e daí?!"&lt;br /&gt;Não tem Raul que responda a porrada de coisas que eu tenho que fazer&lt;br /&gt;Agora cada passo é meu, every step, every error, every love. Tudo agora é meu&lt;br /&gt;Oh sim! Aquela garota... Agora podemos voar atrás dela,&lt;br /&gt;Nada de urubus, apenas mais um garoto que perto de uma mulher é só um garoto&lt;br /&gt;Eu sei que tudo vai estar bem, é como dizem os romantico/bestas “Se tudo não está bem no final, é porque não é o final"&lt;br /&gt;Os problemas são tão idiotas agora, a viadagem faz de qualquer vinte anos&lt;br /&gt;Vinte inseguranças, vinte falta de escolhas e um bilhão e seiscentos sonhos pra se realizar&lt;br /&gt;Assim como abrir uma firma. Porque não?&lt;br /&gt;Não bastassem aqueles românticos macacos evoluídos, cada um com sua paixão&lt;br /&gt;Obsessão e loucura, caminhando lado a lado, querendo fazer do plano, quadrado&lt;br /&gt;Do quadrado círculo para finalmente com mais dois pontos o sol e a lua iriam brilhar&lt;br /&gt;O sol até amanhã, a lua hoje de noite. Com ou sem música, agora mamãe não vem mais dizer&lt;br /&gt;"deixe ser...". Os guerreiros estão muito rápidos lá fora, agoniando na sala do hospital&lt;br /&gt;A cabra que ninguém lembra qual governador deixou, está cagando de novo no corredor&lt;br /&gt;Pobre moleque sem pai nem a puta mãe que o deixou no lixo, agora vai limpar a bosta toda&lt;br /&gt;O tempo vai passar, e a bosta não vai mudar, senão de adubo para a mente daquele pretinho&lt;br /&gt;Tudo é preto, 50% dos pretos são verde. 50% são preto. E os outros 45%... Acabaram de pegar aids&lt;br /&gt;Tomara que morram, tomara que exploda a periferia toda.&lt;br /&gt;Ninguém vai lembrar-se de quem limpava a merda quando cada um tiver de limpar a sua&lt;br /&gt;Vidinha malemolente vai dando baques todo dia com os pés enquanto se afunda até o tornozelo&lt;br /&gt;Mesmo com a querida Lúcinha no céu, ninguém vai ver os diamantes, vão ver os pretos roubando&lt;br /&gt;Os brancos roubando os pretos e os pardos rezando.&lt;br /&gt;Falta amor, falta deus falta a tua vó. A balbúrdia começou cedo demais, eu devia escrever amanhã, não hoje enquanto todos morrem, só amanhã, sentado nos cadáveres. Vou rir até a morte, até da morte. Provavelmente ela se veste mal, e espero morrer num verão, assim ela virá suada e vou poder dizer com um sorriso largo.&lt;br /&gt;"Suei até a morte"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/666077865120475043-1548752232259219210?l=cafecomqueijo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/feeds/1548752232259219210/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=666077865120475043&amp;postID=1548752232259219210&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/1548752232259219210'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/1548752232259219210'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/2008/09/eu-no-sei-o-que-dizer.html' title='eu não sei o que dizer'/><author><name>Schiavoni</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06624238257551420638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-666077865120475043.post-6001908800496423520</id><published>2008-09-16T12:15:00.003-03:00</published><updated>2008-10-05T16:47:00.618-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='loucuras em 3 minutos'/><title type='text'>quartas são as melhores</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); line-height: 18px; border-collapse: collapse;"&gt;Embora hoje seja domingo, as quartas são as melhores. É o ponto entre o início e o fim da semana de trabalho, dos dias que ninguém faz nada além de falar mal, da maldita semana, corriqueira, cheinha de problemas... temos lá alguns adoradores da semana, aqueles que aparecem no trabalho com ressaca e acabam beijando a mesa no escritório, ou ainda vomitam em bolsas no caminho da ida e/ou no caminho da volta do trabalho.Porque não hoje, um dia qualquer em que as dores nas costas me fazem lembrar um velho mais velho que o mais sábio deles, mais dolorida que buda depois de todo aquele tempo paradinho em suas meditações, resolvi escrever.As quartas são aqueles dias que eu chego em casa cedo, no meio da semana, promoções no mercado e uma vontade de sair pra jogar boliche e tomar caipira. No meio da semana, como é proibido beber, o gostinho é cada vez melhor. Conversando com o pessoal já se imagina planos para o fim de semana, agora já está quase do lado, só mais dois dias, sendo que se escrevo pela noite, são dois dias mesmo, quarta já se foi.Ahhh as noites de quarta. Foi numa noite de quarta que as coisas começaram, a vontade de conhecer a experiência de alguém e cair na gandaia entre amassos e mais amassos num dia de semana, simples, sem expectativas. Numa dessas foi até o McDonald's e ela demorou pra comer, parecia que tinha algum problema, e tinha mesmo, entre embaraço e muita falta de habilidade em cada mordida, pingava maionese, que coisa linda numa hora dessas. Eu não conhecia ela, mas aquela quarta foi muito agradável, por mais estúpida que fosse quando se olhasse de longe, as bobagens davam mais gostinho pra quarta, que agora tinha alegria de feira.As quartas são ótimas, é uma entre a velocidade máxima e um pouco mais de força no motor, faz as ultrapassagens ficarem mais emocionantes, a rotação aumenta o coração permanece tranquilo enquanto os sentidos em fúria fazem a adrenalina fluir devagar pelas veias.Quarta é só mais um dia sem graça no meio da semana, desprezado na maioria dos programas entre casais e amigos, onde a raridade de se "fazer algo" chega a soar estranho quando se faz numa quarta. Quarta devia ser dia de chopp. Assim se deixaria a ceva e a caipira e o vinho para outros dias tão azedos e tão melhores que quarta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/666077865120475043-6001908800496423520?l=cafecomqueijo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/feeds/6001908800496423520/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=666077865120475043&amp;postID=6001908800496423520&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/6001908800496423520'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/6001908800496423520'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/2008/09/quartas-so-as-melhores.html' title='quartas são as melhores'/><author><name>Schiavoni</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06624238257551420638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-666077865120475043.post-4980912953120498465</id><published>2008-09-02T00:52:00.001-03:00</published><updated>2008-09-19T00:15:34.748-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='outra vida'/><title type='text'>briguem</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Suas costas doiam um pouco, já havia algum tempo que não descansava como queria, como um beberrão vagabundo que não era, mas gostava de acordar pelas tardes, torto, nú artístico.&lt;br /&gt;Pegou o último cigarro de cima do criado mudo, não achou fósforos, não achou o isqueiro preferido. Contorcionou-se na cama para apenas inclinar a cabeça pra olhar por de baixo da cama sem tirar o cigarro da boca. Achou a caixa de fósforos e acendeu o cigarro de cabeça para baixo mesmo tornando a por o fósforo na caixa e deixa-la de baixo da cama. Era sua "reserva".&lt;br /&gt;Já era a metade da tarde e ninguém havia deixado mensagem em lugar algum dos meios de comunicação que utilizava. Coçou o saco e foi fazer uma comida para si mesmo.&lt;br /&gt;Enquanto a água fervia ele escutava o som gostoso de uma lata de cerveja abrindo, mais uma bohemia, ou menos uma, era tempo de sua vida de trabalho se convertendo em tempo de gozo na vida.&lt;br /&gt;Estava saindo de casa quando lembrou dos dentes ao encontrar uma massinha num canto da boca. Escovou o melhor que podia depois de quase não escovar e, finalmente saiu de casa pra ir para aquela baladinha que o amigo porteiro maluco havia conseguido entradas grátis a muito tempo atrás.&lt;br /&gt;- Oi, tudo bom?&lt;br /&gt;- Tudo tudo.&lt;br /&gt;Beijou a loira que o esperava na frente do local combinado para aquele dia e logo foi a procura de Bob, o preto maluco. Magali (se pronuncia Magáli) estava relativamente animada com o convite de ir no Bazooka, era terça e mesmo tendo de voltar mais cedo pra casa queria tomar umas e jogar um papo fora junto com aquele rapaz.&lt;br /&gt;- E ai maluco! Beleza?&lt;br /&gt;- Podcrê! Veio sozinho mano?&lt;br /&gt;- Não não, trouxe a Magali comigo. Será que eh boa a coisa aí?&lt;br /&gt;- Levei a Valéria na estreia comigo, eu não precisava trampar muito, ela curtiu pacas, o troço é confirmado.&lt;br /&gt;- Báááá magrão!&lt;br /&gt;- Hehe.&lt;br /&gt;Arranjou as coisas com o amigo e logo estavam lá dentro, de pé, fitando um grande "arraiau" com espelhos no teto que dava uma sensação louca ao se olhar pra cima e se deparar com o universo virado com raios laser verdes e vermelhos passando por todos os lados. A chuva de luzes acabou fazendo ela pedir umas danças antes de mais nada. Ele topou. Sabia que as coisas eram um pouco diferentes quando não estava só.&lt;br /&gt;Agarrou-a e ao som do tunts tunts foi re-conquistando aos amassos safados, com indiretas diretas que a "dança" quase o obrigava a fazer. Os movimentos foram esquentando junto com seu corpo que aquecia o dela naquele inverno caliente, sem nenhuma alusão a momentos calientes posteriores, ele gostava de falar-lhe ao ouvido com uma voz mais baixa, mas sensual e com o detalhe de aproveitar que ela também entendia español. Aquilo dava uma pitada castellana muito gostosa às conversas que, em determinados casos, poderia ficar até mesmo constrangedora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Era alemoa aquela belíssima raridade natural. Advogada, poderia mandá-lo para a cadeia sob diversas acusações contra o pudor, contudo, iria junto. A dança os levou ao calor, o calor, ao suor, o suor a mais suor e uma vontade imensa de puro sexo no meio da pista. Ambos se contiveram, mesmo que se provocando por cima das roupas, se contiveram. Ele saiu para o banheiro, estava louco; "Água fria! Muita água fria!". Lavou o rosto, fitou seus próprios olhos no espelho e se perguntou o que estava fazendo naquele lugar com aquela garota. Sem respostas, achou melhor ir perguntar pra ela. Fechou o zipper e no primeiro beijo ela sugeriu ir ao bar, tinha sede.&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Com cervejas baratas, graças ao bruxo do lugar, o bar virou um local agradável pra se conversar, tocar pernas pro ar e beber até cansar. Ficaram rindo de algumas pessoas estranhas, bolando apelidos alheios. Criticaram o governo atual e ela ameaçou-o processa-lo por imoralidade e algo relacionando a chantagismo, ele só devolveria as chaves do carro com algumas condições, que envolviam o próprio carro dela, piruetas e algumas cervejas mais.&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Acabaram os cigarros dele, e ela finalmente confessou o alívio de não ter mais fumaça por ali. Os papos de cigarro vieram e eles brigaram.&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Foi simples, ela não gostava do cigarro, ele não dava a mínima importância de fumar ou não, mas gostava de fazê-lo quando sentia vontade. Tinha controle, "tudo" sob controle. A briga veio quando ele pediu pra ela falar a verdade quando os assuntos fossem triviais, ela riu argumentando que o vício dele não era trivial, era quase uma doença, uma loucura sã. Dentre as risadas e pequenos sarcasmos ambos se encheram, estava claro que não deveriam nem se ver mais.&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;A briga mandou cada um para uma ponta do bar, depois mandou ela para a pista, onde foi cobiçada instantaneamente por alguns rapazes. Ele ficou no bar, obviamente, fumando. Terminado outro cigarro, foi ao banheiro. Enxaguou a boca e foi busca-la na pista.&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Aos beijos ela estava com um magrão mais alto e mais forte que ele. Tinha uma camiseta vermelha da lost. Ele gostava de usar vermelho quando saia com ela, não sabe porque, mas gostava. "Irônico." Pensou. Quando ela viu ele novamente, deixou de beijar o rapaz, e mais uma música deu um jeito de se livrar do magrão. Voltou para ele entre sinceras desculpas e perdões.&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;A risada de ironia ecoou pelo peito dela sentindo o fogo da crueldade, finalmente depois de mais algumas conversas, ficou estabelecido. Eles não tinham expectativa um com o outro, isso já estava claro, agora só ficou claro que não precisando manter nenhuma fidelidade de ambos os lados, ao menos falassem a verdade sempre para não se depararem com surpresas desgostosas.&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;...&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Mais um dia com dores nas costas. Acordou meio torto e não conseguiu descansar de noite. Mechou no criado mudo que não existia do lado da cama, olhou em baixo dela e no chão e ao invés de cigarro e caixa de fósforos, achou sapatos e uma pantufa de ursinho. A casa dela era aconchegante, e sua relação não podia ser melhor nem pior.&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Dois amigos, nús, sem nada de artista no meio e com a fidelidade da verdade, crua e nua, como gostavam de dizer. Podia doer dizer que ele estava ficando gordo, ou que o cabelo dela ficou pior com aquele corte bagaceiro, mas estava tudo perfeito, cada um no seu lado da cama, de costas mas sempre falando de frente, a coisa funcionava como deveria ser, mesmo que não devesse durar nada, eles se viam sempre que possível, eram seus próprios confissionários, sua religião, sua religião nua.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/666077865120475043-4980912953120498465?l=cafecomqueijo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/feeds/4980912953120498465/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=666077865120475043&amp;postID=4980912953120498465&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/4980912953120498465'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/4980912953120498465'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/2008/06/briguem.html' title='briguem'/><author><name>Schiavoni</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06624238257551420638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-666077865120475043.post-6409428175558803687</id><published>2008-07-26T17:45:00.004-03:00</published><updated>2008-08-02T14:58:23.074-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='loucuras em 3 minutos'/><title type='text'>pingüins</title><content type='html'>Criole...&lt;br /&gt;A mulher estava ali sacudindo, sacudindo com tudo que podia&lt;br /&gt;era um folego monstro que sacudia o predio junto com a toalha que sacudia&lt;br /&gt;eu só escrevia, feliz pela segurança de um cinto,&lt;br /&gt;burro por um corte feito por uma caipira (ou oito)&lt;br /&gt;o cara se aproxima do microfone e diz que é hora de ir&lt;br /&gt;boa noite ele diz que hora de ir pra casa e faz isso rapido com mais um detalhe&lt;br /&gt;nós somos os bruxos! meu amigo, seu louco.&lt;br /&gt;dois de nós estavam olhando pra cima&lt;br /&gt;businavam como malucos, enquanto alguém apenas ria&lt;br /&gt;enquanto alguém dos dois apenas corria para lá e para cá em suas maldições&lt;br /&gt;tudo ficará bem. Não podia ser pior.&lt;br /&gt;batman foi loucamente caliente enquanto projetos de gente&lt;br /&gt;dos três aos mais de trinta, claramente mandavam indiretas diretas&lt;br /&gt;o melhor do filme caiu de fora, enquanto a apreenção movia aqueles dois de nós&lt;br /&gt;uma armônica não tão armonioza suspirava notas que ele não sabia pelo ar&lt;br /&gt;tons de lás e rés vinham da viola enquanto a gaita, nua, crua e burra&lt;br /&gt;soava como elefantes no meio dos pingüins,&lt;br /&gt;e dos pingüins provavelmente não sairia,&lt;br /&gt;gostava dali era ali que ele era o maior.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/666077865120475043-6409428175558803687?l=cafecomqueijo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/feeds/6409428175558803687/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=666077865120475043&amp;postID=6409428175558803687&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/6409428175558803687'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/6409428175558803687'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/2008/07/pingins.html' title='pingüins'/><author><name>Schiavoni</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06624238257551420638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-666077865120475043.post-7190911630696805476</id><published>2008-07-23T21:59:00.005-03:00</published><updated>2008-08-02T15:25:01.416-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='entediantes'/><title type='text'>Nem um copo d'água</title><content type='html'>De novo a janela estava aberta em uma noite de inverno. Agora era outro ano, e a cabeça estava girando para outros lados, para outros rumos. Finalmente descobrira que seu pé era igual ao do pai. Doente de nascença. Problemas dermatológicos começaram a aparecer e agora ele coçava os pés sem parar enquanto olhava a janela de ponta cabeça.&lt;br /&gt;O vento estava uivando quando ele pensou sobre os detalhes do "pinóquio às avessas" de Rubem Alves. A questão era sobre o tipo de educação, sobre a progressão escolar de um indivíduo chamado Felipe, que desde de pequeno, gosta de pássaros e quando pequeno sonhava ser especialista em pássaros. Não, nada de veterinário, não de cuidar, mas de SABER de pássaros.&lt;br /&gt;Felipe desde pequeno não entende direito o que é a escola, e como toda criança sadia, tem coceira na cabeça, coçando curiosidade ele pergunta tudo o que pode para seus pais, que como todo bom pai, nos tempos de hoje, responde como pode, inventa algumas coisinhas engraçadinhas para crianças e também contam que as coisas são assim porque assim são. Aquela resposta de sim, porque sim.&lt;br /&gt;A promessa de sua vida começa na escola, quando ele deve começar a frequentê-la e estudar como todos. Segundo seus pais, suas professoras e professores saberão responder as perguntas que eles não conseguem. Ao se deparar com perguntas &lt;span style="font-style: italic;"&gt;simples&lt;/span&gt; sobre filosofia, tais como: "Por que eu sou eu e a borboleta é a borboleta?", os professores se vêem no mesmo problema que os pais dele, de modo que ou fojem do assunto (afinal é apenas uma criança bobinha fazendo perguntas de crianças) ou dão uma resposta inventada na hora normalmente absurda.&lt;br /&gt;Aqui vou cortar o resto do livro e meter meus próprios comentários a respeito das coisas que ocorrem hoje em dia...&lt;br /&gt;Se pararmos para pensar adequadamente, a escola é como uma prisão, mas muito pior que uma prisão comum, ela aprisiona idéias, aprisiona desejos. Pense bem. Temos de aprender, logo depois de ler e escrever, do básico de matemática, a respeito de história, geografia, ciências, matemática um pouco mais aprofundada, regras de linguagem, etc... Tudo conforme alguém um dia ordenou, ou julgou, que eram necessárias para o crescimento de toda pessoa dentro deste país. Muito bom, temos um mínimo a aprender definido, onde tudo que consta no programa de estudos deverá ser o conhecimento básico de toda a população.&lt;br /&gt;Agora pense de verdade. Você lembra das regras de português? dos nomes de todo mundo de história? dos detalhes do solo de cada região? de como é o formato de Butão?&lt;br /&gt;Lembra como se trata uma fração com raiz no dividendo? E quando houver mais de uma? Diferentes radicandos, o que tu fazes?&lt;br /&gt;Certamente não lembramos de tudo, lembramos do que gostávamos e também do que mais usamos nos dias atuais. Agora, se simplesmente não utilizamos aquele conhecimento de anos de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;estudo&lt;/span&gt;, para que aprendê-lo? Curiosidade? Mas não foi essa a razão que nos levou a aprender aquilo tudo, foi a &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;obrigação&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Dentro da escola, nós devemos aprender aquilo que nos ensinam, e normalmente não se deve &lt;span style="font-style: italic;"&gt;desperdiçar&lt;/span&gt; tempo em outros temas. Certo que um professor sempre gosta de um assunto diferente para comentar, uma notícia que comoveu o pessoal ou algo do gênero, mas quando que se utiliza um semestre inteiro para aprender sobre um tema que é de curiosidade de um aluno?&lt;br /&gt;A sociedade exige isso. Como passar em provas classificatórias de ensino médio sem saber essas coisas? Como avaliar as pessoas se não temos um planejamento completamente estruturado, com ponto de início e fim precisamente decididos, com carga horária de cada tema abordado e notas distribuidas uniformemente para cada professor avaliar seus alunos? Como avaliar? Como dizer que determinado guri sabe (ou não) o mínimo de tudo e está apto a realizar determinado tipo de tarefa?&lt;br /&gt;Eis o problema: A avaliação. Tudo fica fácil sem ela, afinal, sem ela, tudo é como é, cada um sabe o que sabe e acabou, mas as notas, elas definem o quão bom alguém é. Não interessa nada além delas. Quem sabe é porque essa nota representa tanto que é por isso que sabemos das coisas enquanto estudamos. Quando saímos da escola, tudo o que passou, passou. Não efetivamente &lt;span style="font-style: italic;"&gt;sabemos&lt;/span&gt; tudo que estudamos, nem mesmo aquilo que representa a nota. Sabemos o que nos interessa, ou o que por ventura nos marcou.&lt;br /&gt;Certo, certo... agora... porque diabos é necessário apontar os aptos a determinadas tarefas? Porque dentro da cidade, dentro da sociedade que existe por volta de nós. Nascemos no meio dela, não temos como mudá-la, acabamos acatando as exigências dela para fins de sobrevivência. Uma das necessidades da sociedade atual, é antes de mais nada, dinheiro. Precisamos trabalhar (isso exige no mínimo conhecimento). Além disso. As pessoas que ganham mais dinheiro (nossos chefes) precisam de pessoas que saibam fazer as coisas (mais conhecimento) que outras pessoas (chefes deles, ou clientes deles) vão comprar. Assim circula o dinheiro... Assim o mundo tem girado e feito alguns milionários... outros apenas sobrevivem. Mas é, assim que tem que ser, né? A sociedade &lt;span style="font-style: italic;"&gt;evolui&lt;/span&gt; e as coisas precisam ser dessa maneira. Não quero nem pensar em como mudar isso, só vou torcer pra me tornar um dos milionários.&lt;br /&gt;Antes de prosseguir, preciso salientar que essas coisas só se tornaram necessárias em massa, ou seja, conhecimento em massa, ou padrão mínimo de não burrice, porque as coisas começaram a ser necessárias em massa, vindo da insdustrialização dos protudos, depois a massividade de comunicação, os tempos começaram a andar mais rápido...&lt;br /&gt;Bom, tirando essa parte fora, agora já sabemos porque precisamos dar nota.&lt;br /&gt;Pois bem. Voltemos. Antes de precisar disso, antes das escolas, antes, bem antes... eu quero o período que mais me agrada em relação a educação. O período feudal. Nada de dragões, nada de reis, nada de espadas. Apenas folhas mais grossas normalmente fora de padrão de cortes e algo como tinta e um graveto ou pena para desenhar sobre elas. O período feudal (ou talvez, antes do período feudal, pode ser que eu esteja falando bobagem, mas é apenas porque não lembro de tudo que aprendi na escola a respeito desse período histórico) não possuia escolas. Os mais bem afortunados eram os que tinham a habilidade de ler e escrever, de somar, dividir. Era um período que as pessoas não tinham obrigação de saber para poder viver, elas apenas precisavam carregar coisas e saber se alimentar todos os dias. Saber no sentido de dar um jeito de arrumar comida. Suas preocupações provavelmente não iam muito além do mínimo para sobreviver, literalmente, o mínimo.&lt;br /&gt;Alguém poderia começar a fazer botas, bastaria conhecer algum fazedor de botas, ou tentar inventar seus próprios métodos de fazer uma bota. Outros alfaiates, outros pintores, outros pastores, outros poetas, outros outros outros... Tudo que era necessário para a existência das pessoas estava numa pequena comunidade, onde normalmente as tarefas eram passadas de geração em geração. O que provavelmente não impede de se aprender coisas diferentes, buscar sábios de montanhas, buscar mestres consagrados pelos sete mares, em fim, as pessoas que sabiam fazer bem o que faziam eram conhecidas, eram requisitadas por suas habilidades, e normalmente, delas, se sustentavam. Como cada um poderia começar a trabalhar? Certamente podemos pensar em lindas histórias para isso.&lt;br /&gt;Um jovem garoto abandonado que encontra um velho que sabe fazer cerveja vai aos poucos descobrindo com a ajuda dele, os mínimos detalhes de uma boa cerveja. Um bom carpinteiro sabe como começar a serrar a madeira, com o tempo tem a noção de tamanho das coisas, a noção de força suportada por cada tipo de madeira, em fim, cada um vai aos poucos aprendendo na pratica, na vida dura onde a condição física é mais importante, pois sem corpo para trabalhar, o mundo não girava.&lt;br /&gt;Este tempo que tentei citar acima, é o tempo perfeito para crianças. É o tempo das crianças, eu diria. Morriam de fome, morriam por partos mal feitos, por doenças de todos os tipos, por animais selvagens ou mesmo ordens de algum superior local. Mas todas as suas curiosidades poderiam ser respondidas bastando a criança se aventurar em busca de suas respostas. É insano, é sim, mas olhe pela janela, e pense um pouco além... também não é insano? Vamos todos morrer, melhor morrer descobrindo o que se quer descobrir que decorando o que nos dizem para decorar.&lt;br /&gt;Não, não se trata de que hoje não se possa aventurar em busca das nossas respostas, mas o fato é que hoje, não temos de aprender coisas, obrigatoriamente, temos de aprender dentro de um limite de tempo, não importa se para alguns seja desperdício de tempo, ou se para outros seja quase impossível, o fato é que não temos a liberdade vinda de casa a respeito do conhecimento, não temos mais o livre arbítrio do pensamento no começo da composição cerebral, nós temos que ir a escola e passar na escola. Nós temos que aprender isso isso e aquilo, ponto final. O resto é curiosidade, é algo que não valhe nada, nem um copo d'água.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/666077865120475043-7190911630696805476?l=cafecomqueijo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/feeds/7190911630696805476/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=666077865120475043&amp;postID=7190911630696805476&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/7190911630696805476'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/7190911630696805476'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/2008/07/nem-um-copo-dgua.html' title='Nem um copo d&apos;água'/><author><name>Schiavoni</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06624238257551420638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-666077865120475043.post-9187026224347941136</id><published>2008-07-15T21:01:00.005-03:00</published><updated>2008-12-10T05:07:57.543-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='loucuras em 3 minutos'/><title type='text'>bolinha</title><content type='html'>Sobre o que escrever se não sobre as escritas?&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;As vezes é necessário um empurrão do destino diário para que algo seja cuspido pra fora e acabar nessas letrinhas miúdas. No começo apenas se escreve, não se planeja nada, vai dedilhando o teclado fazendo uma música sem tons, só de letras. Com o tempo o ritmo. O gosto. Com o tempo, as criticas, e a partir das criticas, as criticas e as criticas é o que mais começa a interessar.&lt;br /&gt;Comecei a ler um livro a respeito de uma ladra ontem. O livro começa de maneira genial, mas me pergunto o quão expressivo é o livro. Dotado de palavras um pouco mais pomposas, poemado, com brincadeirinhas semelhante as que leio e as que gosto de fazer.&lt;br /&gt;Noto, é claro, que são escritores, vendendores de arte, que querem a fama por fazer algo com maestria, com o dom de contar histórias de maneira apropriada. As coisas são assim afinal, as histórias boas, não necessariamente sejam apenas as que são por si só fatos dentro de um cronograma que montam uma boa história, mas a maneira de contar pode fazer de uma simples história, uma boa história. Mais ou menos como o que tento fazer aqui dentro de uma tese junta de uma experiência própria.&lt;br /&gt;A critica de arte não existe. Sendo arte, a idéia de expressar suas idéias, emoções, loucuras, aflições, ou etc e tal, não tem como ela ser criticada. Pois ela apenas é e acabou. É como fazer perguntas de "na sua opinião" dentro de uma prova. Na minha opinião, uma pergunta de "na sua opinião" não vale nada, pois a opinião não tem como ser criticada, mensurada, comparada, adequadamente. Sendo a arte, a pura expressão, a idéia da necessidade que alguém pode ter por fazer obras, por fazer quadros, esculturas, musicas, versos, textos, danças ou seja lá a espécie de loucura utilizada, a coisa em si não foi feita para ser vista, ser elogiada ou render dinheiro. Foi feita pela necessidade do criador de cria-la. Toda obra feita assim, não existe, não tem preço, e jamais poderá ser repetida.&lt;br /&gt;Talvez seja como um bocejo. A necessidade absurda, &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;incontrolável&lt;/span&gt;, sem consciência, sem razão lógica, nos faz bocejar, e pode vir a fazer outros, mais próximos também bocejarem. Como lobos enclausurados pedindo por ver a lua e finalmente uivar como sempre quiseram.&lt;br /&gt;Difere um pouco da idéia de bocejarmos para fazer graça, para fazermos os outros bocejarem também.&lt;br /&gt;Talvez a única coisa que seja considerada arte e precise de crítica, seja a arte da cozinha. Não das brincadeiras de criança, mas toda a gula, todo o mundo de poções mágicas, de ingredientes secretos e toques de amor e carinho que se da a uma boa comida. Essa arte, necessariamente é gerada para se gerar boas criticas. Pessoas morrendo de tesão pela comida, comendo quietas apreciando cada pedaço de seja lá o que se tenha feito. Doces, salgados, amargos, azedinhos, texturas ásperas, lisas, misturas nojentas, belas, malucas, e por que não, geniais, tudo que se deseja é agradar a todos com sua &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;arte&lt;/span&gt;. A única arte que deve ser feita com segundas intenções.&lt;br /&gt;Os sons, as músicas que foram feitas para serem músicas derivam de uma vontade própria dos músicos de comporem, provavelmente de se expressarem. E mesmo que precisem de ajustes na maioria das vezes, são músicas de verdade quando são inicialmente escritas por necessidade.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_D74LCEI22Lg/SH1AjmVAEOI/AAAAAAAAADw/jLkdfoqd3TU/s1600-h/bola-de-papel.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5223402123147874530" style="FLOAT: right; MARGIN: 0pt 0pt 10px 10px; CURSOR: pointer" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_D74LCEI22Lg/SH1AjmVAEOI/AAAAAAAAADw/jLkdfoqd3TU/s200/bola-de-papel.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Um papel amassado pode ser arte hoje em dia. Basta olhar para ele com seu criador do lado, e o mesmo pode explicar que ele tentou expressar a opressão da sociedade perante uma cabeça sem riscos de uma criança. Pode dizer que mostra o mundo e portanto, suas possibilidades entranhadas nas rugas formadas pela deformação do papel amassado. Tudo não passa de lixo. As idéias não são arte, são só idéias.&lt;br /&gt;Essa foto, foi retirada do primeiro resultado que veio da pesquisa de imagens do google. Veio precisamente, &lt;a href="http://sodacausticaeguarana.blogspot.com/"&gt;deste blog&lt;/a&gt;. Gostei do primeiro post, mas não é arte. Não se chama arte pois arte de verdade não procura por público, não fala com os outros com a real intenção de falar com eles, fala dizendo vocês, outros, como algo que nunca lerá, algo que nunca será visto por outras pessoas. As coisas que são feitas e ficam quietas, morrem quietas. São as que realmente tiveram a necessidade de serem criadas apenas para existir por aquele instante e deu. O resto todo é loucura.&lt;br /&gt;Pense no futuro do mundo, chamo mundo, tudo que hoje existe. Abra a janela, e pense o quão significante é para tudo fazer a diferença com a loucura de perder meu tempo me divertindo ao escrever, e vocês, lendo isto, não exatamente se divertindo, talvez apenas passando o tempo, olhando porque não tinha mais nada pra fazer, ou apenas pelo costume de entrar em determinados locais. Que dirá os que estão apenas clicando em resultados do google e encontrando este início/fim de mundo. Nada é realmente necessário, mas a &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;diversão&lt;/span&gt; de fazer "&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;arte&lt;/span&gt;", é que realmente é uma arte.&lt;br /&gt;Eu ia terminar com a frase de cima, o que me daria um ótimo chavão &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;chave de ouro&lt;/span&gt;. Mas... mas, me arrependo de não ter deixado como estava. E agora que já cometi o erro de seguir escrevendo, dou por encerrado meus erros aqui. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/666077865120475043-9187026224347941136?l=cafecomqueijo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/feeds/9187026224347941136/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=666077865120475043&amp;postID=9187026224347941136&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/9187026224347941136'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/9187026224347941136'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/2008/07/bolinha.html' title='bolinha'/><author><name>Schiavoni</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06624238257551420638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_D74LCEI22Lg/SH1AjmVAEOI/AAAAAAAAADw/jLkdfoqd3TU/s72-c/bola-de-papel.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-666077865120475043.post-4524418850155039086</id><published>2008-07-08T13:23:00.002-03:00</published><updated>2008-07-12T16:30:48.008-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='muito engraçado'/><title type='text'>sim sim sim sim</title><content type='html'>Triiii&lt;br /&gt;Alô?&lt;br /&gt;Alô! Ahhh alô! O Doutor Zurita está?&lt;br /&gt;Aqui não.&lt;br /&gt;Mas como não?! Por favor! Não diga mentiras, é urgente!&lt;br /&gt;Espere um momento... Escuta...&lt;br /&gt;Hã?&lt;br /&gt;Tem outro cara procurando o Doutor Zurita.&lt;br /&gt;Ah é?... Pois mande-o para o inferno! Porque eu to na frente a muito tempo tá bom? Alô.&lt;br /&gt;Alô!&lt;br /&gt;Pronto.&lt;br /&gt;Olha, desculpe mas tem uma pessoa querendo falar com o Doutor Zurita antes do senhor.&lt;br /&gt;Ah meu deus... Já tem outro, agora são três!...Escuta eu não quero nem saber se já tem outra pessoa aí! Você pode dizer que eu quero falar com o Doutor Zurita, e se ele não atender eu quebro a sua cara tá bom?&lt;br /&gt;O quê?! Um momentinho... Olha. O cara tá me ameaçando.&lt;br /&gt;Mande-o para o inferno, Ora.&lt;br /&gt;Ah sim... Alô?&lt;br /&gt;Pronto.&lt;br /&gt;Porque não vai pro inferno hein?&lt;br /&gt;Ahhh éééé assim? Um momentinho. Chapolin, ele também tá me insultando.&lt;br /&gt;Ah é? Então insulte-o também.&lt;br /&gt;Ah tá. Alô?&lt;br /&gt;Sim?&lt;br /&gt;Permita-me dizer que você tem cara de idiota.&lt;br /&gt;Mrhh hhnnhm espere um minutinho.&lt;br /&gt;Espere o quanto quizer!&lt;br /&gt;Você sabe um insulto mais forte que idiota?&lt;br /&gt;Sim sim sim sim, diga que ele é um tranquera!&lt;br /&gt;Escute, fique sabendo que você é um tranquera!&lt;br /&gt;Ah!&lt;br /&gt;Acho que o surpreendeu, porque ele ficou calado... E além de ser um tranquera, você é um topera e um cabeça de bagre, tá bom?&lt;br /&gt;Topera...&lt;br /&gt;Cê também.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/666077865120475043-4524418850155039086?l=cafecomqueijo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/feeds/4524418850155039086/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=666077865120475043&amp;postID=4524418850155039086&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/4524418850155039086'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/4524418850155039086'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/2008/07/sim-sim-sim-sim.html' title='sim sim sim sim'/><author><name>Schiavoni</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06624238257551420638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-666077865120475043.post-3940138041155023470</id><published>2008-07-07T19:20:00.004-03:00</published><updated>2008-07-07T19:32:24.879-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='só explodindo'/><title type='text'>Sem imaginação</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje o dia começou mal. Dores no pé, o corpo pedindo mais um tempinho de sono e a parte cotidiana da vida mandando andar logo, se arrumar porque terminar o estégio é o que vem primeiro.&lt;br /&gt;Dei ouvidos a desgraçada que me fez me arrumar prontamente. Logo estava saindo e pagando a passagem para a cobradora. Pensamentos chatos e sem continuação dominaram a viagem, e o onibus, sem poltronas reclináveis me irritou desde o ponto de embarque até o desembarque. Não pude dormir, fiquei fechando os olhos, abrindo-os em momento inapropriado e me irritando quando batia sol direto no olho. Eu queria descer e dormir ali do lado da estrada.&lt;br /&gt;O dia de trabalho foi bom, a comida estava boa, simples, bem temperada e até um pouco apimentada. Pesei que depois daquele arroz e carne o dia melhoraria, pois até então não havia conseguido progresso na parte do trabalho. Pois bem, eis que consegui mesmo. A tarde foi simples e sem graça, quase dormir, tive um ou dois momentos que perdi o controle das pálpebras e do pescoço caindo completamente pra frente e logo voltando, como um soco inesperado e a reação automática.&lt;br /&gt;Me deparo com uma mensagem de extrema ofensa ao chegar em casa. E como se já não soubesse, de tudo, tive de ouvir os bla bla blas denovo. Quase explodindo, quase batendo nas paredes, espumando de nojo e raiva por escutar milhões de vezes o que já sei, exatamente como previ. O nojo subiu a cabeça mas consegui me controlar. Não contei nem nada, fiquei estático pensando até que consegui consumir toda a raiva para algum lugar do corpo que um dia acabará explodindo de verdade.&lt;br /&gt;A maravilhosa notícia de que minha irmã voltou a namorar me deixou mais brabo. Não é machismo, não é niilismo de querer as coisas no seu devido tempo, é simplesmente não dar chance a ela, porque já conheço suas atitudes, sua cabeça e tenho completa noção de onde isso vai parar, ou vai bater. Deixo um tempo para pensar e o vento está fresco, sem muita humidade, não muito frio, nem quente. Está bom.&lt;br /&gt;Queria pegar uma bicicleta e ir até um cantinho isolado nessas horas. Sair do mundo, dar um tempo para consumir minhas idéias e emoções. É engraçado saber que tipo de pessoa se é e não conseguir mudar. Faz parte da natureza própria, que mesmo quando é omitida, nunca é negada.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/666077865120475043-3940138041155023470?l=cafecomqueijo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/feeds/3940138041155023470/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=666077865120475043&amp;postID=3940138041155023470&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/3940138041155023470'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/3940138041155023470'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/2008/07/sem-imaginao.html' title='Sem imaginação'/><author><name>Schiavoni</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06624238257551420638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-666077865120475043.post-6499549729753653844</id><published>2008-07-05T22:15:00.002-03:00</published><updated>2008-07-10T12:31:39.463-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='devaneios'/><title type='text'>pássaros</title><content type='html'>Sabe... Devem ter razão.&lt;br /&gt;As coisas normalmente não passam de coisas. Comprei roupas hoje, boas roupas, gostei de me ver nelas, e fiz questão de utilizar de olhares para incomodar uma garçonete morena bem bonitinha. Não era lá essas coisas de novela, mas era bonita. Levemente torneada, com cabelo preso, pele clara e cabelo castanho. Bonita.&lt;br /&gt;Pensei em inúmeras coisas que ela fazia da vida enquanto conversava com o velho. O velho contou um pouco das suas, o que foi bom, mas igual eu conseguiu pensar e dar atenção a ele normalmente. O tempo passou, o dinheiro se transformava em urina depois de longos chopps naquela cidade satélite.&lt;br /&gt;Formulei teorias, nada mais que isso. Mesmo que muitas tenham a coincidência de estarem certas (eventualmente), não significa que as próximas estarão, não significa nem mesmo que as anteriores estavam, apenas significa que dentro daqueles parâmetros de experiência, de escalas, a teoria funcionava.&lt;br /&gt;Um dos dez ratos de laboratório talvez não reaja da mesma maneira que os outros 999 mil, logo, mesmo tendo uma maioria, a teoria da coisa não passa de uma generalização imaginária em que muitas, ou a maioria das vezes, funciona. O que demonstra que ela não funciona por não funcionar sempre.&lt;br /&gt;Talvez as pessoas não tenham o direito de pensar. De tentar mudar as coisas, de achar que raciocinam. As coisas são só coisas, e o máximo que podem fazer é te machucar ou te divertir. Normalmente você quem escolhe o que elas farão. Contudo, as coisas que ocorrem vistos de uma maneira diferente, podem se tornar uma teoria, não necessariamente 99% correta, talvez nem 1% correta, mas uma nova teoria, uma nova maneira insana que alguém tirou do nada para explicar o nada.&lt;br /&gt;Nada passou como era esperado, nem como era desejado por mim. As coisas apenas passaram, como os pássaros que passam voando em seus passos largos rasantes no meio do parque.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/666077865120475043-6499549729753653844?l=cafecomqueijo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/feeds/6499549729753653844/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=666077865120475043&amp;postID=6499549729753653844&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/6499549729753653844'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/6499549729753653844'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/2008/07/pssaros.html' title='pássaros'/><author><name>Schiavoni</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06624238257551420638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-666077865120475043.post-8156626626553611393</id><published>2008-06-30T12:42:00.009-03:00</published><updated>2008-07-10T12:31:39.464-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='devaneios'/><title type='text'>arroz e feijão</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Por muito acaso me sentei hoje, ao sol com um potinho de marmita recheado de feijão e arroz feitos com carinho pela mãe e me pus a pensar na razoavidade das pessoas assim que vi uma borboleta voando, próxima de uma árvore, amarela, simples, idiota.&lt;br /&gt;Li num dos livros proibidos que existem dois tipos de humanos, quando se trata de sua relação com o mundo.&lt;i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;blockquote&gt;"Existem dois tipos de homens. Os homens razoáveis tentam se adaptar ao mundo ao seu redor, enquanto os não razoáveis tentam adaptar o mundo a eles mesmos."&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O dia estava bastante claro naquele momento. A cada garfada eu ficava procurando um cantinho de mundo que parecia esquecido por todo o resto dele. A sombra de um limoeiro, os buracos de insetos na grama muito bem camuflados, a planta ao estilo trepadeira que de leve ia subindo pelo muro... Eram tantas coisinhas sem muita graça apenas vivendo que deu um pouco de nojo de mim mesmo, ali parado, sentindo o gosto da comida, fitando as coisas em suas pseudo-formas... Os pensamentos dos vagabundos tendiam a me iluminar, ou a me amedrontar. Tudo aquilo ali, não passaria de nada, se eu fosse um claro vegetal, ou seja, se eu não sentisse gostos, se não sentisse o toque do vento, se não vice as cores, as formas, se não escutasse o barulho da grama crescendo ou o cheiro do sol batendo na terra.&lt;br /&gt;Tudo aquilo ali de onde eu vinha, não passava de nada, não era nada razoável, tudo, principalmente as coisas com que eu trabalhava, me dei por conta, eram completamente fora deste mundo, era sempre uma tentativa de mudar o mundo, torná-lo simples para nossa vida humana, facilitá-lo para nós, e unicamente para nós. Eu parei de dar garfadas e percebi que o mundo havia perdido a noção das coisas e lembrei diretamente dos índios.&lt;br /&gt;Criaturas que não sabemos o nome que elas davam a elas mesmas, afinal índios foi apenas por uma confusão com os caras que viviam na Índia. Nós temos uma cultura formada, uma maneira de viver (hoje, insustentável a longo prazo), temos maneira de educar as próximas gerações, criamos meios de comunicação, temores, gozos sociais, pré-conceitos e novas ciências, temos tudo, assim como aqueles caras tinham. Pensei logo que por alguma maldição, os índios, ou povos, ou seja lá o que for, dos caras que viviam na parte da europa, ásia, em fim, oriente, oriente médio, por alguma razão, eles "evoluíram" mais rápido, foram "adiante" e inventaram coisas, ferramentas, mudaram pouco a pouco o mundo ao seu redor para que pudessem usá-lo, literalmente, usá-lo. Dai me veio direto a pergunta de que se os povos que aqui viviam fossem deixados em paz, será que eles não chegariam a esse ponto uma hora? Não iriam começar a descobrir coisas novas para inventar, teorias a formular? As vezes acho que o deus que todos queriam eram os deuses dos povos indígenas, afinal, como explicar o fato de que as tribos não se espalharam e dominaram o continente? Haviam muitos índios aqui, sim, mas não tantos quanto brancos na região da europa. Quero dizer, porque os habitantes dessa imensa ilha não dentou adentrar a todas as matas e povoá-las com suas gerações, com seus descendentes?&lt;br /&gt;A sombra das árvores se mexiam, enquanto eu me incomodava com o fato de ser humano, e pensava que ser um indígena era a melhor coisa do mundo, a melhor mesmo. Era como viver de verdade, a preocupação é com a comida de cada dia, com a saúde e nada mais, no máximo, com as regras da tribo, mas não tem importância, todo o tempo fora do necessário para cuidar da família ou de alimentos ou coisas do gênero seria um tempo próprio, em que cada um poderia fazer o que bem entendesse, e melhor ainda! NU!&lt;br /&gt;Eu realmente delirei naquele início de tarde. Parei de comer a marmita e viajei peladão. Queria pensar que todo mundo poderia a partir daquela hora, deixar tudo, e fazer como Raul dizia, parar a terra, num dia, e ir de tanga (no máximo) pra casa. Fazer um sexo com a mulher, caçar com os amigos, ou para os não adeptos a carnes, plantar ou colher com os amigos. Depois treinar algum esporte ou atividade física normalmente necessária para a sobrevivência, como pesca, caça, pular em árvores, brincar com crianças que ainda não sabiam fazer os movimentos de guerra de um integrante da tribo. Realmente achei genial a idéia. Não é aquela coisa de índios são o máximo como no tempo dos romances clássicos, mas coisa de ser um animal de novo, voltar a viver como se deve viver no mundo, no sistema completo. O sistema tão como foi alterado, não funciona.&lt;br /&gt;Queria ter ido lavar um pote de barro no rio. Coçar o saco e molhar as pernas até o joelho esperando o pote de barro secar em cima de uma pedra enquanto pegava sol. O que aconteceu foi que guardei ele na mochila, e fui ver a cotação da bolsa no computador. Mas ao menos, fui nu.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/666077865120475043-8156626626553611393?l=cafecomqueijo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/feeds/8156626626553611393/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=666077865120475043&amp;postID=8156626626553611393&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/8156626626553611393'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/8156626626553611393'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/2008/06/arroz-e-feijo.html' title='arroz e feijão'/><author><name>Schiavoni</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06624238257551420638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-666077865120475043.post-1910101685040778344</id><published>2008-06-29T22:17:00.003-03:00</published><updated>2008-07-01T00:15:12.268-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='loucuras em 3 minutos'/><title type='text'>Meios termos</title><content type='html'>Um limão meio limão,&lt;br /&gt;junto com os dois patinhos&lt;br /&gt;eles flutuavam na lagoa&lt;br /&gt;no céu que sou&lt;br /&gt;Como uma pedra no caminho&lt;br /&gt;como aquela pedra que tinha no meio do caminho&lt;br /&gt;uma cascata de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;idéias&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;pentelhas&lt;/span&gt;,&lt;br /&gt;flores na tomada&lt;br /&gt;Vamos fugir, correndo daqui&lt;br /&gt;como loucos do sertão fugindo de um leão&lt;br /&gt;igual ao maluco russo que atirou o &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Daniel&lt;/span&gt; lá&lt;br /&gt;no meio da cova do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;magrão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;I &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;want&lt;/span&gt;, muito mal, a gaita &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;zunia&lt;/span&gt; toda doida&lt;br /&gt;mas &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;não&lt;/span&gt; queria nada, nem ninguém, só o som das gotas&lt;br /&gt;um céu azul roxo verde com &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;amarelo&lt;/span&gt; púrpura,&lt;br /&gt;tudo em tons de preto iluminados pelo vinho&lt;br /&gt;Sabe pessoal, adoro colchão de mola.&lt;br /&gt;Não saberia como dizer que os dentes dela são feios&lt;br /&gt;ou como fica &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;nojento&lt;/span&gt; ver uma testa com manchas suando&lt;br /&gt;Era uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;moreninha&lt;/span&gt; linda.&lt;br /&gt;De longe.&lt;br /&gt;Mais longe. Talvez &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;de noite&lt;/span&gt;. De olhos fechados. Sendo cego.&lt;br /&gt;Os pares de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;tenis&lt;/span&gt; vermelhos podiam correr&lt;br /&gt;mas sozinhos ele não correriam nus, como um artista&lt;br /&gt;Tudo em nome do amor, em nome de deuses de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;alás&lt;/span&gt; de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;acás&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Nenhum deles é homem, ou que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;seje&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; ao menos meio homem&lt;br /&gt;Bando de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;viadinho&lt;/span&gt;, pintam o céu de rosa, e com &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;thompsons&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;pintam, bordam e alguns tricotam, as dores &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;marrons&lt;/span&gt; e pretas de outros&lt;br /&gt;Meias laranjas, meios &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;limões&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/666077865120475043-1910101685040778344?l=cafecomqueijo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/feeds/1910101685040778344/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=666077865120475043&amp;postID=1910101685040778344&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/1910101685040778344'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/1910101685040778344'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/2008/06/meios-termos.html' title='Meios termos'/><author><name>Schiavoni</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06624238257551420638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-666077865120475043.post-645899543579253382</id><published>2008-06-19T23:13:00.003-03:00</published><updated>2008-07-26T17:45:02.663-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='entediantes'/><title type='text'>ruim</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cheguei em casa cansado do treino. Não foi por ter apanhado que nem cachorro, nem por exercicios abdominais, eu realmente estava cansado, pra baixo, down, um lixo interno se revirando e remoendo sem sentir algum propósito em casa passo que dava. Primeiro comi uma boa pizza, que não me animou, só desceu bem, como uma gota caindo na água, cai se mistura e tu nunca mais sabe &lt;span style="font-style: italic;"&gt;daquela&lt;/span&gt; gota, em específico.&lt;br /&gt;Depois do banho, tive de me olhar no espelho pra ver se a vergonha interna do fracasso esportivo estava aparendo em alguma parte do meu rosto. Nada, nada doía, mesmo depois de estar frio, voltar ao estado normal, nenhuma dor, nenhum vermelho, nada. Lembrei que o único soco que senti foi um na boca do estômago que me pegou desprevinido mesmo e não tive tempo de enrigecer aquela região.&lt;br /&gt;Estava me aprontando pra ir para a aula de direção e fiquei um momento olhando televisão. Propaganda política, as mais &lt;span style="font-style: italic;"&gt;engraçadas&lt;/span&gt; possíveis. PMDB, um partido de pessoas simples e claras. Tudo ia a mesma ladainha de sempre, até que depois do Fernando Henrique Cardoso falar muitas coisas do seu querido partido, uma propaganda começou a rolar, re-afirmando com tenacidade todas as glórias que as pessoas do partido já haviam feito. Eu estava tranquilo, até que um carinha qualquer falou:&lt;br /&gt;-No começo, telefone era coisa de quem podia, ninguém tinha dinheiro para ter linha telefônica. Era coisa de luxo!&lt;br /&gt;Logo depois, o narrador fala, e junto segue a legenda.&lt;br /&gt;-Mas o PMDB mudou isso. Com as privatizações, inovou tecnologicamente o país e distribui tecnologia para todos.&lt;br /&gt;Foi nesse momento que eu perdi a noção da raiva, e definitivamente me doeu por dentro ler aquilo. Sim, quero sair dessa merda, ir para uma bosta menos pior, um lugar que eu julgue melhor que aqui, e sim, quero que se foda o país, que se arrebente, seja dominado por quem tem grana e acabou. Contudo... sempre existe uma infeliz esperança de que algo grande aconteça, de que uma revolução democrática ou não, provoque algum rebuliço nas estruturas e faça algo melhor. Quando li aquilo ali na tela, eu não sabia mais se chorava ou se morria rindo. Naturalmente eu riria até a morte, mas eu já não estava bem, lembrei de cara de uma grande discussão que tive a respeito de privatizações com um cara mais velho e supostamente, melhor informado em questão política. Sou um zero a esquerda bem moldado em relação a política, mas de qualquer maneira, existem coisas que não se baseiam em direita e esquerda, mas em pura lógica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Privatizações. Vou ficar devendo o material a respeito da CEEE, que o Britto privatizou, e também as companias ciderurgicas entre outras estatais do Brasil mais antigo. Quero ir para os telefones, de uma vez, e tentar resumir minha visão a respeito do tema de privatizar serviços públicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As visões:&lt;br /&gt;-Privatizar, significa deixar de se preocupar com um setor de serviço o qual o estado não tem porque manter atenção, ou seja, um peso a menos para o governo.&lt;br /&gt;-Ao se privatizar, se põe a leilão uma compania estatal, tendo como intenção um maior lucro para o estado na hora da venda.&lt;br /&gt;-Privatizar significa inovar a tecnologia do país e trazer novos produtos para dentro do mesmo.&lt;br /&gt;-Privatizar gera empregos diretos e indiretos, pois a compania já se encontra em território nacional.&lt;br /&gt;-Privatizar é uma conversão de uma compania que não gera lucro, para uma que pagará impostos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa de cima, foi uma. Agora, a minha, ou apenas, outra visão:&lt;br /&gt;-Privatizar é garantir que o serviço que deve ser prestado com cuidado (em todos os sentidos, principalmente os direitos do consumidor) seja comandado por quem tem uma visão clara de que o público é dinheiro correndo.&lt;br /&gt;-Ao se privatizar, se põe a leilão uma compania estatal, tendo como intenção um maior lucro para quem for o político vendedor da vez, fazendo escandalos de vender companias a preço de banana, como um mercado livre ou deal extreme. Caso não seja a preço de banana, sempre existe um apoio do governo para a nova administração se &lt;span style="font-style: italic;"&gt;instalar&lt;/span&gt; na região.&lt;br /&gt;-Privatizar significa ignorar a capacidade de geração de tecnologia do país e garantir que o que vier de fora é o que dominará a nação em questão tecnologica. Significa escravizar a tecnologia interna em uma determinada área além de garantir que a tecnologia vinda de fora será a que os trabalhadores daqui terão de aprender, ou seja, seremos todos pagadores de pau para os caras que fizeram as coisas acontecerem.&lt;br /&gt;-Privatizar garante que os empregos de chefia, os empregos que futuramente poderiam gerar mais empregos de verdade para o pessoal do país, serão oupados por pessoas não ligadas ao estado, apenas ao próprio lucro. Fora que lembrando da tecnologia, os empregos gerados para gerar tecnologia são muitos, além de abrir uma nova rede de possibilidades empregativas.&lt;br /&gt;-Privatizar é uma conversão de uma compania que não gera lucro, para uma que levará o dinheiro para a matriz normalmente localizada em outro país, garantindo que o dinheiro não seja investido completamente dentro do país de onde veio. (Neste aqui, um detalhe. Como manter uma compania que não gera lucro? Utilizando dos impostos que são pagos pela população, afinal, se a compania serve para prestar serviços a papulação, não pode gerar lucros, pois significaria ganhar dinheiro da nação para um serviço prestado pela nação para a nação, o que não faz o minimo sentido.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom. Chegou a noite e estou ainda escrevendo. O fato é que sou um daqueles imbecis que são da oposição eterna, ou seja, sempre oposição, não interessa qume governe. O que procuro fazer, é votar pelo menos pior possível. Agora, finalizando, minha visão sobre privatização é simples:&lt;br /&gt;Privatizar é não bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/666077865120475043-645899543579253382?l=cafecomqueijo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/feeds/645899543579253382/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=666077865120475043&amp;postID=645899543579253382&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/645899543579253382'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/645899543579253382'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/2008/06/ruim.html' title='ruim'/><author><name>Schiavoni</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06624238257551420638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-666077865120475043.post-4278623407701754228</id><published>2008-06-12T23:05:00.004-03:00</published><updated>2008-06-16T00:21:13.342-03:00</updated><title type='text'>O carlos tá morrendo! gente, façam alguma coisa!</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O dia não foi dos ruins nem nada, foi mais um dia de trabalho com relativa tranqüilidade devido as exigências pouco exigentes por parte dos superiores. A viajem de ônibus foi boa, considerando que ele não conseguiu dormir como desejava, passou o tempo todo pensando a respeito de nada, a respeito de como nada levava a nada e por fim tudo não importava porra nenhuma perante nada, e contudo, no final da viajem, ou seja, no final das contas, todo esse nada, podia ser um nada muito divertido enquanto se &lt;i&gt;nadasse&lt;/i&gt; na terra.&lt;br /&gt;-Muay.&lt;br /&gt;Saiu do treino sentindo-se fedorento, sentindo-se um porco completo sem escrúpulos, sem noção de mínimo apresentável publicamente. Correu para casa sozinho enquanto pensava sobre as técnicas recém re-aprendidas, corrigidas e aprimoradas, como fazer as coisas que a princípio se pensa que é muito simples de fazer, quando de repente se dá conta que movimentar-se requer noção, prática e muita inteligência motora. Em fim, foi dando socos no ar e pensando em casos que poderiam ocorrer num encontro não muito feliz entre ele e uma pessoa que soubesse menos que ele desse tipo de luta e outra em que ele seria o que sabe menos e tem menos prática. Em ambos os casos, ele concluiu finalmente que ia apanhar como um rato.&lt;br /&gt;Deu de ombros com seus pensamentos e seus botões e foi direto para o banho. O melhor banho do mundo, uma limpeza psicológica que o fazia voltar a sentir um cheiro gostoso de limpo, de asseio. Se arrumou e passou um pouco de tempo conversando com a gordinha. Era bonito ver aqueles olhos clamando por palavras conselheiras a respeito de temas da idade dela, foi meio que enrolando e o tempo passou enquanto ele dava uns apertos naquelas bochechas fofinhas.&lt;br /&gt;Não demorou e já estava de pé entrando no estacionamento para mais uma aulinha de direção. Uma boa melhorada, considerando que fazia mais de quatro anos que ele não praticava e que a última aula, de cinqüenta minutos, não valia nada de muita experiência. Foi repreendido algumas vezes por botar um pouco mais do que um iniciante deveria botar no carro. Sabia do erro, mas adorava-o.&lt;br /&gt;Desceu do carro próximo de casa, apenas a umas três ou quatro quadras enquanto ia andando, pensando nas técnicas que não havia feito adequadamente, a maneira de virar, como e quando trocar marchas, coisas que com o tempo se pega e se deixa de ser um pirralho babaca no volante. Foi andando e cuidando as esquinas, pra verificar preferências e rir um pouco do nada. Chegou num cruzamento com semáforos e parou na esquina, olhou um painel de propagando com relógio e termômetro e constatou: 9ºC. Olhou para o lado que vinham carros e viu um Honda prateado vindo a toda com toda sua potência, logo atrás vinha um veículo auto-motor, um uno vermelho, que logo o lembrou de "Inácio máquinas", ele ficou cuidando para ver se não era, e quando de repente o vidro do caroneiro desceu e de dentro uma morena muito bonita gritou para fora:&lt;br /&gt;-Uuuuhhhh!!! Gostosôôô!&lt;br /&gt;Deu lhe um frio instantâneo na barriga, pois ele esperava Inácio máquinas, não um grito desses. Recobrou a consciência em instantes e quando o carro passava já para o outro lado da esquina, gritou com força a única coisa maluca que lhe passou pela cabeça:&lt;br /&gt;-Vem provar!&lt;br /&gt;E não é que o carro andou por um pouco mais e parou? Parou mesmo e aquela morena veio vindo, numa jaqueta revestida de veludo, com uma bota de salto fina e uma calça jeans em sua direção já atravessando a rua. Ele não acreditou muito naquilo, e via de dúvida, virou pro lado como um bom macho, um pavão, de peito inflado e um olhar simples com um leve sorriso na cara. A garota se aproximou e disse um oi que logo foi calado por um beijo selvagem e absurdo, como se já o tivesse feito várias vezes, acariciou-a com carinho ali naquela esquina mesmo, até mesmo deu umas breves apalpadelas nas curvas da garota. Terminado o beijo, um cara já havia saído do carro e gritava para que ela voltasse. Ela disse tchau e se despediu com um beijinho simples nos lábios. Ela nem falou mais nada, nem ele quis saber de mais nada. Viu o carro saindo tranqüilamente em direção ao frio da noite e com um sorriso na nuca caminhou até em casa rindo sozinho, olhando para os lados pra ver se não era com outra pessoa. Cheirou as mãos para verificar se não havia ficado nenhum cheiro de perfume de mulher ou algo do gênero, mas não, nada, foi apenas aquilo, rápido, simples, cru e muito divertido. Agora vai dormir rindo de novo, mas do Brasil, rumo ao Hexa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/666077865120475043-4278623407701754228?l=cafecomqueijo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/feeds/4278623407701754228/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=666077865120475043&amp;postID=4278623407701754228&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/4278623407701754228'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/4278623407701754228'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/2008/06/o-carlos-t-morrendo-gente-faam-alguma.html' title='O carlos tá morrendo! gente, façam alguma coisa!'/><author><name>Schiavoni</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06624238257551420638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-666077865120475043.post-593945153891957129</id><published>2008-06-02T07:38:00.004-03:00</published><updated>2008-06-02T07:55:53.529-03:00</updated><title type='text'>Devaneios</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Por alguma razão ele havia encontrado, finalmente, o que tanto buscava, havia encontrado Mônica, mas não Mônica Mônica, senão que A Mônica. Aquela mulher que ele tanto havia desejado, era como finalmente poder dormir tranqüilo, sabendo que era verdade que ela existia, que não era apenas um sonho simples e sem fundamento, ele agora podia dizer pra si mesmo: "eu sabia, eu sempre soube.", coisas que sempre se diz quando não se sabe de porra nenhuma e está como uma criança rezando para papai do céu que tudo corra bem (Detalhe importante, pensando nessa criança como uma clássica, que foi ensinada quando mais pequena &lt;i&gt;o que&lt;/i&gt; era deus, e agora sabia, deus é aquele que se pede sempre quando ninguém mais pode fazer nada, e nunca ninguém sequer cumprimentou ele ou tem uma foto duma churrascada de agradecimento pelos &lt;i&gt;feitos&lt;/i&gt; dele).&lt;br /&gt;Não se sabia por que, mas depois de um final de semana na casa dos pais dele, eles estavam cada um de moto, brincando de fazer trilhas pelas ruas daquela pequena cidade do interior a qual costumeiramente se visitava sempre que todos podiam, para reunir amigos, familiares e pessoas que se dão bem. Ele ainda era novo, recém havia tirado a habilitação para andar de moto mas se sentia como se tivesse nascido de moto, havia saído dentre as pernas da mãe empinando e gritando "ihaaa!!". Ela gostava do vento assim como ele, e faziam pequenas corridas entre eles. A parte boa, é que não era normal que um só vencesse, conforme o terreno, um ou outro vencia, e depois vinham os beijos como prêmio para o vencedor, e prêmio de consolação para o perdedor.&lt;br /&gt;Estavam parados no gramado cada um empurrando sua moto para por no carro, ambas já estavam lavadas da trilha. Ela colocou a dela no porta-malas, e ele deu um jeito de enfiar a dele atrás do banco de trás do carro. Em pouco tempo o avião partia, e ele podia abraçar ela com felicidade enquanto viajavam para não sei onde.&lt;br /&gt;--&lt;br /&gt;-Acordado essa hora?&lt;br /&gt;-É...&lt;br /&gt;Colocou a mão na cabeça, sorriu sozinho e começou a rir. Como diabos ia conseguir por uma moto no banco de trás de um carro?! Era muita loucura para um sonho só, a começar pela parte das coisas boas que aconteciam. Tranqüilamente ele deitou em sua cama e não voltou a se cobrir, deixou as cobertas como estavam e começou a pensar a respeito de sua imaginação, de seu desejo de alguém tão absurdamente como ele quer, que talvez fosse estupidez desejar alguém assim, pois tudo seria tão entediantemente perfeito que não teria mais graça.&lt;br /&gt;Achou melhor dar uns tapas na mente e tentar dormir de novo, esperar para descobrir como seria andar de moto de verdade, como realmente vai ser a mulher que ele quer. Provavelmente vai ser alguém que ele nunca sonhou que seria, e agora ia dormir ansioso para descobrir quem quer que fosse. O sonho havia sido ótimo, ele não nega, mas sonhos são sonhos e estragam os dentes, melhor ir comer um folhado.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/666077865120475043-593945153891957129?l=cafecomqueijo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/feeds/593945153891957129/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=666077865120475043&amp;postID=593945153891957129&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/593945153891957129'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/593945153891957129'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/2008/06/devaneios.html' title='Devaneios'/><author><name>Schiavoni</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06624238257551420638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-666077865120475043.post-6395692281621615857</id><published>2008-05-27T04:05:00.003-03:00</published><updated>2008-12-10T05:07:57.987-02:00</updated><title type='text'>quem não tirar é a mulher do padre</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fazia um certo tempo que não respirava com tanta vontade. Hoje, saindo do treino, o ultimo cumprimento foi uma coisa meio bizarra, que no sábado eu não tinha entendido direito, foi fechar os olhos sentado em cima dos pés, e respirar um pouco com um pouco mais de vontade. Foi genial. Fazia tanto tempo que não respirava de verdade que nem notei o quão bom era isso, sentir a energia queimando nas veias, aquele ar de inverno vindo sorrateiramente pela janelinha entre-aberta da parede da frente, a distancia a todas as coisas que me rodiavam, o silencio de fechar os olhos, sentir alívio de finalmente sentar-se depois de um tempo de esforço físico, em fim, tudo ajudou muito, acho que foi a melhor parte desse treino. Devia treinar mais o treino.&lt;br /&gt;O fato, é que por trás de todo esse romance e drama viadinho, vem a parte boa da coisa, hoje vi uma foto daquela morena, de tempos atrás, de outro país, no msn e estava lá com o mesmo cara que eu havia comprimentado quando fui a última vez aquele país louco. Estava ela dando um beijo no pescoço dele, e tinha na cara dele uma cara clara de felicidade que se replicavam nos olhos semi-cerrados dela, eu adorei ver a foto! De verdade! Foi como pensar que finalmente as coisas haviam tomado o rumo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;correto&lt;/span&gt;, o rumo final da história que não construimos mais juntos. Um alívio, foi como respirar denovo por ver que ela também já sabe respirar.&lt;br /&gt;Hoje olhei televisão. Fazia tempos que não olhava, e deu um filmeco de sessão da tarde na tela-quente. A filha do presidente. No original, First Daughter. Pois bem, o filme não era nada de mais, uma coisinha classica sem graça com muitas coisas previsiveis. Mas eu adorei. Não cheguei a olhar inteiro, apenas olhei e olhei enquanto esperava meu computador ser desocupado pela minha irmã. Sem stress o tempo passou e eu me diverti um bocado com aquele filme sem graça, foi como deixar a ignorancia tomar conta. Antes de voltar ao computador, fiz questão de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;aprender a fazer café&lt;/span&gt;, exatamente. Fazer café naquelas máquinas malucas, muito velhas até, eu não sabia, ou melhor, não exatamente não sabia, senão que não sabia a medida que se usava na que temos em casa. Fiz duas xícaras de café com leite pra mim, o melhor café do mundo. Sentei sozinho na cozinha pra tomar o café segurando a xícara com as duas mãos pra aquecer. Olhei pro teto enquanto bebia e foi de imediato que me veio a visão de dois anos atrás, em que eu olhei pro teto, com determinação pensando que ia ir pro chile. E fui.&lt;br /&gt;Fiquei rindo um pouco sozinho com xícara na mão e colher cutucando o nariz, não sabia o que exatamente ia fazer agora, quando me dei por conta, notei que denovo eu descobri o que ia fazer, sem planos exatos, sem um etinerário ou roteiro, senão que aquela simples vontade de fazer XIS coisa.&lt;br /&gt;Parei um pouco com o joguinho no computador e fui ler os emails de mensagem e correntes que normalmente se recebe de amigas que estão mais pra pombo correio que qualquer coisa. Um deles falava sobre mulheres, outro sobre mulheres virgens. Foi ótimo! Um melhor que o outro, me dei o prazer de ler duas mensagens que foram boas, ao menos para a moral interior. Tava pensando ontem, enquanto olhava a cara marcada de velhas espinhas e barba comprida, que talvez seja só questão de pasciencia e noção. Falo de mulheres, tanto virgens como qualquer outro signo.&lt;br /&gt;Cortei a barba, cortei não, deixei ralinha, como eu gosto de ver. Não um bebesão, mas também não um comunista. Pentiei o cabelo e fiquei brincando com o pente, pra lá, pra cá, voando, girando, trocando de mãos, e lalala. Foi ótimo fazer umas coisas estúpidas na frente do espelho.&lt;br /&gt;Um bruxo me emprestou um cd que contagiou o pessoal da casa, incrível como pegou bem aquela seleção de músicas. Uns romances de cotovelo entre outras melosas classicas animadas. Estava sem vontade de ir dormir e resolvi vir aqui, colocar dentro do tempo as idéias de hoje, pra que caso eu fique, eventualmente, gripado e não consiga respirar direito denovo, eu consiga lembrar disso antes que seja tarde de mais. Não quero ninguém comendo ninguém na ponta da faca né?&lt;br /&gt;Legal, agora tenho que revizar isso aqui antes de publicar e deu. Quem sabe dar uma re lida? Não, nada disso, hoje não. Vai ficar como foi vomitado e deu, com todos os milhos boiando, e sim é nojento mesmo, imagina soh, aqueles caras amarelinhos flutuando como pequenos navios cheios de pessoas nuas.&lt;br /&gt;Afinal de contas, tudo acaba com um maluco num megafone mandando todo mundo tirar a roupa e olhar pela janela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_D74LCEI22Lg/SDu5UgoQCxI/AAAAAAAAAC0/fqgxSsbdrYw/s1600-h/nus3_ap_600.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_D74LCEI22Lg/SDu5UgoQCxI/AAAAAAAAAC0/fqgxSsbdrYw/s400/nus3_ap_600.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5204957556364020498" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/666077865120475043-6395692281621615857?l=cafecomqueijo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/feeds/6395692281621615857/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=666077865120475043&amp;postID=6395692281621615857&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/6395692281621615857'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/6395692281621615857'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/2008/05/quem-no-tirar-mulher-do-padre.html' title='quem não tirar é a mulher do padre'/><author><name>Schiavoni</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06624238257551420638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_D74LCEI22Lg/SDu5UgoQCxI/AAAAAAAAAC0/fqgxSsbdrYw/s72-c/nus3_ap_600.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-666077865120475043.post-270401870361761955</id><published>2008-05-25T04:33:00.003-03:00</published><updated>2008-05-25T04:38:02.805-03:00</updated><title type='text'>todos, o tempo todo, toda hora, ontem e hoje e depois e além</title><content type='html'>Ele queria tirar a roupa e ir dormir tranquilamente, mas não havia roupa naquele corpo. Todos estavam nus. Denovo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/666077865120475043-270401870361761955?l=cafecomqueijo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/feeds/270401870361761955/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=666077865120475043&amp;postID=270401870361761955&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/270401870361761955'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/270401870361761955'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/2008/05/todos-o-tempo-todo-toda-hora-ontem-e.html' title='todos, o tempo todo, toda hora, ontem e hoje e depois e além'/><author><name>Schiavoni</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06624238257551420638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-666077865120475043.post-6233255500455845118</id><published>2008-05-24T03:59:00.004-03:00</published><updated>2008-05-24T04:23:47.505-03:00</updated><title type='text'>when the winds of changes shift</title><content type='html'>O que aconteceu foi estranho, ele já havia escutado aquele som, ele já havia sentido aquele cheiro. É verdade estava gripado a mais de semana, contudo, assim como sentiu o cheiro pútrido do banheiro daquele bar clássico, sentiu o cheiro do vento, das flores e das árvores.&lt;br /&gt;Ele realmente sorriu, sorriu com tudo que tinha direito de sorrir, ele estava com toda e qualquer força espirita, não natural ou natural, toda as forças de sua natureza, todo o seu ser estava sorrindo, mesmo os mais carrancudos dentro de si, sorriam com grande vontade, mostrando os dentes.&lt;br /&gt;Era o vento. O vento daqueles tempos, ele sentiu o vento novamente, como a tempos atrás uma vez sentira, sentiu o toque em sua face, olhou pra cima e relembrou o gingado dos galhos das árvores que faziam um movimento lindo acompanhados pela brisa suave que elevava a aura de todos os seres que tocava.&lt;br /&gt;O dia foi um real disperdício de tempo, apenas um tempo anônimo dentro do mundo, sem participar e coisas senão que um simples teatro online que fazia papel de bobo e ganhava prêmios com isso. A noite começou boa, com boas conversas e lembranças simples e lindas do tempo de infância &lt;span style="font-style: italic;"&gt;real&lt;/span&gt; dos já adultos da família, do tempo que se brincava se quebrando, se machucando, experimentando os prazeres de sentir na pele, mesmo a dor, era um prazer naquele tempo em que um "duvido tu fazer!" fazia com que qualquer criança matasse dragões. Ele não fora diferente, por sorte, acho que talvez a ultima geração que matou dragões, e viu os touros do entretenimento virtual crescendo e tomando conta. Aquela noite, ele estava feliz, ele sorria pra si mesmo, e qualquer coisa era um motivo de alegria, o desencontro inicial com seus amigos fez com que ele pensasse consigo o quão bom era poder caminhar &lt;span style="font-style: italic;"&gt;livremente&lt;/span&gt; por entre as ruas de sua pequena cidade e sentir a noite caindo, ver as pessoas de mãos dadas, ver cachorros latindo com uma presença estranha. Ele gostava daquilo, dos sentimentos, das sensações puras que se sentia ao por os pés no chão.&lt;br /&gt;A noite passou rápido, e quando viu, estava ainda rindo em casa, sozinho, ou quase sozinho, com o cão olhando-o com aprovação de tudo, o cão sábio o olhava de baixo pra cima, e seus pelos traziam a sabedoria de anos caninos a fio, e tudo que lhe dizia era: "Você está certo, o mundo é pra rir." E com um sorriso de canto de boca, o cão finalizava seu olhar, com sua secreta sabedoria escondida entre os beiços.&lt;br /&gt;Antes de entrar no apartamento, e ver o cachorro lhe lambendo de felicidade, de saudade ou puro mimo, ele sentiu o ar do tempo, o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;winds of changes&lt;/span&gt;, ele sentiu o vento &lt;span style="font-style: italic;"&gt;shifting&lt;/span&gt;, ele olhou pra cima como fizera antes de sair e aspirou o ar com força. Eram os mesmo tempos se repetindo, e mais uma vez ele teve a segurança de estar fazendo tudo perfeitamente bem, tudo conforme o planejado de deus, tudo conforme o que todos lhe planejavam, tudo exatamente como deveria ser para que todos os envolvidos daquele meio entendessem que o vento conversava com eles de tempos em tempos para lhe contar novidades a respeito das coisas que já foram vividas. Ele sorriu para o companheiro que estava no carro esperando o portão fechar e logo depois o sorriso se alargou, para o vento, para ele mesmo, que agora sentia o peito preenchido, sentia que era divertido viver, e unicamente divertido, não havia nada melhor na vida senão que as companhias, os tempos passados com as pessoas que lhe faziam bem de forma geral, passar o tempo com aqueles animais irracionais, fazia um bem a sua vida, a sua aura a seu corpo interno a sua vida em si.&lt;br /&gt;Com o sorriso até a nuca, ele entrou em casa e começou tentar escrever sobre a felicidade que não tinha sentido, mas que fazia sentido, não exatamente sentido para os outros senão que fazia e faz ele sentir o prazer de viver a cada instante que passa com as pessoas tão loucas, tão loucas que chegam a compreender-lo. Não foi nada além de mais um dia, sem muitas histórias marcantes, mas foi mais um dia cheio de maravilhas, de momentos inesquecíveis dentro da vida sofrida das pessoas, foram momentos simples, curtos e secos, mas foram com aquelas pessoas. As sombras na área. Os mágicos, feiticeiros... os bruxos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Forever young&lt;br /&gt;Bob Dylan&lt;br /&gt;&lt;p&gt; May your wishes all come true,&lt;br /&gt;May you always do for others&lt;br /&gt;And let others do for you.&lt;br /&gt;May you build a ladder to the stars&lt;br /&gt;And climb on every rung,&lt;br /&gt;May you stay forever young,&lt;br /&gt;Forever young, forever young,&lt;br /&gt;May you stay forever young.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;May you grow up to be righteous,&lt;br /&gt;May you grow up to be true,&lt;br /&gt;May you always know the truth&lt;br /&gt;And see the lights surrounding you.&lt;br /&gt;May you always be courageous,&lt;br /&gt;Stand upright and be strong,&lt;br /&gt;May you stay forever young,&lt;br /&gt;Forever young, forever young,&lt;br /&gt;May you stay forever young.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;May your hands always be busy,&lt;br /&gt;May your feet always be swift,&lt;br /&gt;May you have a strong foundation&lt;br /&gt;When the winds of changes shift.&lt;br /&gt;May your heart always be joyful,&lt;br /&gt;May your song always be sung,&lt;br /&gt;May you stay forever young,&lt;br /&gt;Forever young, forever young,&lt;br /&gt;May you stay forever young. &lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/666077865120475043-6233255500455845118?l=cafecomqueijo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/feeds/6233255500455845118/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=666077865120475043&amp;postID=6233255500455845118&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/6233255500455845118'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/6233255500455845118'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/2008/05/when-winds-of-changes-shift.html' title='when the winds of changes shift'/><author><name>Schiavoni</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06624238257551420638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-666077865120475043.post-572220422891086353</id><published>2008-05-22T04:06:00.003-03:00</published><updated>2008-05-22T05:13:48.843-03:00</updated><title type='text'>Smack</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ele agradeceu as moedas, e cantou uma música, que era, mais ou menos, assim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A música tocou forte naquele jukebox enquanto ele e o pessoal do trabalho jogava sinuca. Não era bom de bola, nem tinha nenhuma preocupação a respeito disso, o mínimo ele fazia, não errava em bola, ao menos não sempre.&lt;br /&gt;Mônica havia lhe telefonado naquela manhã, que por ocasião havia acordado justamente a tempo de atender o telefone, o que era bastante raro já que naqueles dias ele não sabia mais que parte do dia se encontrava, senão que apenas perambulava pelo tempo diário.&lt;br /&gt;-Alô?&lt;br /&gt;-Oi Ruffles! Tudo?&lt;br /&gt;-Oi Mônica, tudo muito doido por aqui, e tu, como é que tá?&lt;br /&gt;-Bem, mas pode melhorar se tu vier me ajudar numas coisas sábado. Digo, hoje, logo logo.&lt;br /&gt;-Coisas?&lt;br /&gt;-É... coisas mesmo, quero re-mobilhar meu quarto e queria uma opinião tua, eu sei que é coisa de mulher, mas vamos lá em porto catar uns lugares de móveis antigos! Vai ser legal, depois tomamos umchopp, o que tu acha?&lt;br /&gt;-Nossa, eu não tava, amm, er... tá!!! é!!! vamos! vamos mesmo! Que horas na rodoviária?&lt;br /&gt;-Depois do meio dia. Ta bom pra ti?&lt;br /&gt;-Pode ser... mas... que horas, precisamente, sai o ônibus?&lt;br /&gt;-Acho que a uma, ou uma e quinze. Tanto faz.&lt;br /&gt;-Então, tá, umas quinze pra uma eu estarei na rodoviária.&lt;br /&gt;-Beleza então, beijo! Até logo!&lt;br /&gt;-Beijo, tchau!&lt;br /&gt;Desligou o telefone e foi pro banheiro "dar um trato". Logo cantou aquela música, quando se depara no espelho, e vê aqueles pelos todos identificando o tempo, ou até arrisca supor, a experiência passada.&lt;br /&gt;-Tu tá um caco. Tu também.&lt;br /&gt;Olhando para seus olhos verdes no espelho começou a fazer toda a "aparação" de barba, enxaguar o rosto, se aprumar mesmo. Em meia hora estava tudo pronto e já organizado no lugar onde as coisas estavam. Vestiu-se e ficou pronto. Aquela altura do campeonato a casa já estava com mais habitantes vivos por ali, a mãe fazia um bom almoço de arroz com massa e carne, seu favorito pela simplicidade. A irmã olhava televisão junto com o cachorro no colo. O velho não estava, sabe se lá onde foi, ou se não está dormindo ainda. Com paciência foi ao quarto e olhou a bagunça toda. Aproveitou o ânimo que só aqueles dias com uma linda manhã proporcionam para arrumar o quarto, dobrar as roupas não sujas e guardar, ajeitar tudinho, só se recusa a tirar o pó. Não tem paciência pra tirar pó dos móveis.&lt;br /&gt;Ao som de músicas antigas, e finalizando com "Sultans of swing" finalizou o quarto e estava apenas lendo o livro antes do almoço ficar pronto.&lt;br /&gt;Terminou de escovar os dentes e logo se foi, de calça com a mão no bolso até a rodoviária. Já era meio dia e cinqüenta e sete e ela não havia aparecido. Ele começou a pensar porque não estava ali ainda. Mais dez minutos de sufoco até que a desgraçada apareceu.&lt;br /&gt;Primeiro ele olhou feio pra ela numa clara desaprovação ao horário. Ela sabia com quem estava lidando, e com maestria retrucou com palavras.&lt;br /&gt;-Tu faz pior.&lt;br /&gt;-Bléééhhh!! que pior o que! Vem aqui!&lt;br /&gt;Logo se entenderam, com beijo de desculpa e oi, nada longo nem romântico, só um selo momentâneo simples e cru.&lt;br /&gt;-Bom, perdemos o ônibus.&lt;br /&gt;-Ótimo, vamos tomar um café!&lt;br /&gt;-ãhn?&lt;br /&gt;-Vem!&lt;br /&gt;Puxou ele pela mão, e antes que pudesse questionar qualquer preço daquele café de rodoviária, já havia sido servido e adoçado. Ele acabou acatando com a idéia por espontânea pressão, já que não tinha como dizer não aquela morena linda. O papo estava bom, ela contou que ia se mudar para um apartamento próximo a um bar que ambos gostavam de freqüentar (ele gostava mais, bem mais), agora ia ter menos coisas para se preocupar e parece que a vizinhança nova não seria um problema, senão que várias pessoas mais novas e não carrancudas cercavam sua nova habitação.&lt;br /&gt;Comentou como queria fazer o quarto, com cama antiga, daquelas com a parte que vai em baixo do colchão feita de molas, uma gradezinha de molas, com uma armação pesada de madeira claramente velha.&lt;br /&gt;Ele teve que rir, afinal, ele também gostava e velhas, só que bem ao contrário das portas, velhas pensantes. Não explicou porque ria, senão que apenas deu lhe um beijo na mão que estava posta sobre a mesa e com carícia fez ela esquecer o tema da risada.&lt;br /&gt;Pegaram o outro ônibus que saiu uma hora depois do ultimo que perderam, no ônibus, acabou dormindo, dormindo de verdade, ele despencou no sono em menos de 10 minutos de estrada, dormiu e acordou, como se o tempo tivesse passado em menos de um segundo, ela não estava numa pose romântica nem nada, senão que apenas lhe cutucou o braço e se levantou pedindo pra ele andar logo.&lt;br /&gt;Mal abriu os olhos e ja foi quase empurrado por ela, desceu do ônibus agradecendo o condutor por ainda estar vivo e bocejou com vontade assim que pos os dois pés no chão.&lt;br /&gt;-Bocaberta.&lt;br /&gt;Ele sorriu e abraçou ela, gostava dessas coisinhas que ela fazia. Ignorou e foram encontrar a tal rua de coisas velhas. Aquela tarde estava boa com um clima típico de um verdadeiro inverno, no sol era quente e gostoso de ficar, enquanto na sombra, tudo parecia frio. Foram caminhando trocando idéias a respeito da posição da mobília nova e sobre o que ela procurava.&lt;br /&gt;-Queria pra começar, um candelabro, não, um lustre, isso, um lustre antigo.&lt;br /&gt;-Meu tio reformou o apartamento dele a recém e colocou uns moveis legais lá, ficou jóia. E falando no lustre, ele comprou um antigaço por uma pechincha de uma parente dele que não sabia o que fazer com o maldito lustre.&lt;br /&gt;-Que coisa... e era bonito?&lt;br /&gt;-Sim lindíssimo, parece aqueles de salão de teatro ou algo assim, cheio de frescuradas para os lados e nos cantos dele as luzes. - Fazia gestos para demonstrar como era, gestos que ela nem olhava enquanto caminhavam.&lt;br /&gt;Perambularam por aquela velha rua de coisas velhas e acharam mais livros que qualquer outra coisa, depois ele ficou fascinado com os relógios antigos daqueles de se por em cima de lareira, ela adorou as cadeiras de balanço, e ele não teve muitos modos na hora de experimentar o balanço dessas cadeiras. O dia passou enquanto eles comentavam e olhavam moveis, mas não compraram exatamente alguma coisa, senão que marcaram endereços, preços etc a respeito de quase tudo que lhes interessou em cada loja.&lt;br /&gt;De súbito ele olhou pro lado e sorriu. Sentiu-se como um namorado, um parceiro, o cara. O cara, para ela. Sim, ele adorou pensar nessa possibilidade, adorou, se encantou com a idéia e ficou realmente feliz num instante. Logo atrapalhou a consulta que ela fazia em uma das ultimas lojas e beijou ela com vontade na frente dum senhor que lhe ditava as informações sobre um bidê.&lt;br /&gt;-nham, ahhh, foi bom isso... desculpe senhor, só um momento. Mas pra que isso?&lt;br /&gt;-Nada nada, continua, não queria atrapalhar, só deu vontade.&lt;br /&gt;Ela sorriu pra ele e voltou a falar com o senhor que logo retrucou.&lt;br /&gt;-Vocês são casados? Digo, namorados?&lt;br /&gt;Ele ouviu e sorriu para si de novo enquanto fuçava num aquário velho mais no canto da loja, escutou a resposta dela com certa surpresa.&lt;br /&gt;-Não, ao menos não ainda. E tu aceita cartão? cheque?&lt;br /&gt;Logo viu que não tinha como pagar no cartão ali, não era um lugar grande, só um senhor de idade que reciclava os antigos objetos de seu tempo. Cansaram de olhar móveis, até que ele reclamou que tinha sede. Sede de chopp. Foram em mais uma loja, aquela clássica "ahhhh só mais uma!", e finalmente se encaminharam para um barzinho na Borges, onde ele conhecia, ao menos, o chopp. Ficaram por lá e ela organizava suas anotações. Muitos cartõezinhos e bilhetes, uns papeis de enrolar bife entre outros. Aquelas lojinhas não mantinham um padrão, o que deixava cada uma com um ar diferente, um ar de outros tempos.&lt;br /&gt;-É... vai sair mais caro que eu esperava.&lt;br /&gt;-Deixa ver... hmmmm... o que tu mais gostou?&lt;br /&gt;-A cama daquela ultima loja, não penúltima! Era perfeita! Tenho certeza que tem até as medidas certas, adorei aquela decoração rústica na cabeceira, madeira talhadinha e tudo, muito bonita, nossa.&lt;br /&gt;-Hmmmm... tu tem como pagar?&lt;br /&gt;-Não, não se quiser montar o resto do quarto também.&lt;br /&gt;-Então eu te ajudo!&lt;br /&gt;-Hahahhaha, tu nem tá mais trabalhando guri!&lt;br /&gt;-Detalhes, detalhes eu ainda tenho meus trocadinhos, tenho certeza que posso cooperar com uma parte razoável. Afinal, a cama também é de meu interesse... ehhehehe&lt;br /&gt;-Hahhahahah, engraçadinho. Mas não, não quero que tu pague.&lt;br /&gt;-Certo, agora, não estranhe se a cama aparecer no teu apartamento segunda-feira.&lt;br /&gt;-Ah não! tu não faria isso!&lt;br /&gt;(pausa)&lt;br /&gt;-Faria sim! Droga, tu faria! Desgraçado!&lt;br /&gt;-Não incomoda, vamos mobiliar teu quarto, vai ficar legal, agora só não me pede pra fazer o trabalho de peão e subir escadas levando os moveis que se for isso eu fico em casa.&lt;br /&gt;-Tá bom... tá bom então. Vamos lá depois e já vemos isso, pode ser?&lt;br /&gt;-Claro, só espera eu terminar meu chopp.&lt;br /&gt;-Pinguço.&lt;br /&gt;Ele não falou nada a respeito desse ultimo comentário, só se aproximou da cara dela deu lhe um beijo, que soou bonito, como nos quadrinhos.&lt;br /&gt;"Smack!"&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/666077865120475043-572220422891086353?l=cafecomqueijo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/feeds/572220422891086353/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=666077865120475043&amp;postID=572220422891086353&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/572220422891086353'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/572220422891086353'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/2008/05/smack.html' title='Smack'/><author><name>Schiavoni</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06624238257551420638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-666077865120475043.post-3136980810678635638</id><published>2008-05-22T03:11:00.000-03:00</published><updated>2008-05-22T05:14:38.017-03:00</updated><title type='text'>Vômito</title><content type='html'>Os dedos desataram a escrever apenas por exercício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquela manhã soava como um presságio de dia bom.&lt;br /&gt;Foi de cantos de passaros ao radio relogio, sol na janela&lt;br /&gt;os passos se foram pondo um apos o outro em direção ao nada&lt;br /&gt;viajou de trem, foi voando&lt;br /&gt;"eu sabia que ia me atrasar", resmunguei&lt;br /&gt;nao passava de um pobre menino brincando nos vagoes&lt;br /&gt;sua sorte era pouca, mas pior era ver aquele outro pedindo ajuda&lt;br /&gt;seu sagrado tesouro, sua historia seu conhecimento&lt;br /&gt;nao mais que 15 anos...pobre garoto.&lt;br /&gt;pelas ruas procurando emprego, nao mais que salario minimo&lt;br /&gt;nao mais que o desgraçado, soh mais um pirralho pelas ruas&lt;br /&gt;ouviu bossa nova de graça perto do teatro&lt;br /&gt;começava a chover no parque pela meia hora&lt;br /&gt;se sentia bem enquanto escutava a batida, o ritmo&lt;br /&gt;ele entrou mas nao conhecia ninguem&lt;br /&gt;o tom da musica baixou, e junto se curvava por um pedaço de pão&lt;br /&gt;para o fundo do poço, estava escorregando o tobogã&lt;br /&gt;sem para-quedas sabia que hora outra acabaria de cara no chão&lt;br /&gt;quando alguem acendeu a luz e perguntou quem era&lt;br /&gt;"eu não me importo, estou bem assim"&lt;br /&gt;o cavalheiro saiu da varanda com um saco de comida na mão&lt;br /&gt;seu orgulho burro e feio lhe dava socos de fome no estomago&lt;br /&gt;nao era mais o que nunca foi, nem conseguiu sonhar aquilo que queria ser&lt;br /&gt;talvez um sultão, talvez um crioulo&lt;br /&gt;no trem, ele voltava pra casa, depois da vida que levara,&lt;br /&gt;depois da historia que tinha pra contar&lt;br /&gt;soh batucava aquela batida do teatro, nao cantava&lt;br /&gt;"boa noite meu principe!"&lt;br /&gt;com o beijo selava a estupidez de sua brincadeira de gente grande&lt;br /&gt;sentia o sintilar dos solos daquela guitarra que parecia jazz&lt;br /&gt;no peito, ofegante, sentia sua alma querendo sair, explodir o mundo, domina-lo&lt;br /&gt;"estou aqui pra voce", "acalme-se, o sol ja vai nascer"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/666077865120475043-3136980810678635638?l=cafecomqueijo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/feeds/3136980810678635638/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=666077865120475043&amp;postID=3136980810678635638&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/3136980810678635638'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/3136980810678635638'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/2008/05/vmito.html' title='Vômito'/><author><name>Schiavoni</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06624238257551420638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-666077865120475043.post-5732797754408716845</id><published>2008-05-14T03:24:00.007-03:00</published><updated>2008-05-18T21:25:07.215-03:00</updated><title type='text'>Ameno</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;preciso aprender a tocar violão.&lt;br /&gt;porque faz pouco tempo que também me convenci que tudo não passa de nada, e agora, claro, tudo faz sentido, e sendo assim, mereço aproveitar mais esses dias cinzas, amarelos e azulados. Falta um vermelho de vez em quando pra animar o fogo fluindo no sangue. Vi um vídeo que me provocou danos mentais temporais. São dois caras malucos, me pergunto o que estariam eles conversando. Se sobre o jogo com os bruxos do sábado passado, ou o que fazer sexta que vem?&lt;br /&gt;Eu começaria com uma piada para quebrar o gelo, não estão num funeral, só num cemitério.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="" width="100%"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/CA7sq7ors8Y&amp;amp;hl=en&amp;amp;rel=0&amp;amp;color1=0xe1600f&amp;amp;color2=0xfebd01"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/CA7sq7ors8Y&amp;amp;hl=en&amp;amp;rel=0&amp;amp;color1=0xe1600f&amp;amp;color2=0xfebd01" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" height="355" width="425"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Logo vou andar nos cemitérios, no ponto final das pessoas nas virgulas do tempo em geral. Engraçado que começo a me preocupar com isso, de maneira tão natural, sem medo, sem muita tristeza de pensar que as coisas morrem, parece que faz parte mesmo, e faz bem morrer. Logo as pegadas vão ser apagadas pelo vendo, e ninguém se lembrará de muita coisa, todos acordarão perdidos em uma floresta qualquer de um lugar qualquer sem propósito algum, sem objetivo senão o de voltar a dormir. Notei que havia parado de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;criar&lt;/span&gt; como antes fazia, era quase comum sair por ai escrevendo como um doido, embalado em luckys e sentido vento gelado na cara, normalmente fazia de tudo, até as mais obscuras poesias, até peças teatro, filmes, musicas, novas raças, culturas. Criava tudo, criava deuses e novos seres. Era tudo denoite, antes de dormir vinha o rascunho, durante o sono, as coisas se tornavam realidade, e podia ver os fogos de artificio de um novo mundo feliz por estar vivo, estar podendo sentir a vida.&lt;br /&gt;Tomara que demore muito, tenho desejos ainda que são grandes, maior que de gravidas, mesmo que não vá nascer ninguém com a cabeça conforme meu desejo, eu tenho que satisfaze-lo para garantir que não vá para meu próprio inferno, para o arrependimento, ou pior, para as desculpas do não deu tempo. hoje é o ontem de amanhã, e ontem, foi todo o mundo.&lt;br /&gt;Amanhã vai fazer sol, acho que vai estar ameno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;My Back Pages&lt;br /&gt;Bob Dylan&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Crimson flames tied through my ears&lt;br /&gt;Rollin' high and mighty traps&lt;br /&gt;Pounced with fire on flaming roads&lt;br /&gt;Using ideas as my maps&lt;br /&gt;"We'll meet on edges, soon," said I&lt;br /&gt;Proud 'neath heated brow.&lt;br /&gt;Ah, but I was so much older then,&lt;br /&gt;I'm younger than that now.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Half-wracked prejudice leaped forth&lt;br /&gt;"Rip down all hate," I screamed&lt;br /&gt;Lies that life is black and white&lt;br /&gt;Spoke from my skull. I dreamed&lt;br /&gt;Romantic facts of musketeers&lt;br /&gt;Foundationed deep, somehow.&lt;br /&gt;Ah, but I was so much older then,&lt;br /&gt;I'm younger than that now.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Girls' faces formed the forward path&lt;br /&gt;From phony jealousy&lt;br /&gt;To memorizing politics&lt;br /&gt;Of ancient history&lt;br /&gt;Flung down by corpse evangelists&lt;br /&gt;Unthought of, though, somehow.&lt;br /&gt;Ah, but I was so much older then,&lt;br /&gt;I'm younger than that now.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A self-ordained professor's tongue&lt;br /&gt;Too serious to fool&lt;br /&gt;Spouted out that liberty&lt;br /&gt;Is just equality in school&lt;br /&gt;"Equality," I spoke the word&lt;br /&gt;As if a wedding vow.&lt;br /&gt;Ah, but I was so much older then,&lt;br /&gt;I'm younger than that now.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;In a soldier's stance, I aimed my hand&lt;br /&gt;At the mongrel dogs who teach&lt;br /&gt;Fearing not that I'd become my enemy&lt;br /&gt;In the instant that I preach&lt;br /&gt;My pathway led by confusion boats&lt;br /&gt;Mutiny from stern to bow.&lt;br /&gt;Ah, but I was so much older then,&lt;br /&gt;I'm younger than that now.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Yes, my guard stood hard when abstract threats&lt;br /&gt;Too noble to neglect&lt;br /&gt;Deceived me into thinking&lt;br /&gt;I had something to protect&lt;br /&gt;Good and bad, I define these terms&lt;br /&gt;Quite clear, no doubt, somehow.&lt;br /&gt;Ah, but I was so much older then,&lt;br /&gt;I'm younger than that now&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/666077865120475043-5732797754408716845?l=cafecomqueijo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://en.wikipedia.org/wiki/Jack_Kerouac' title='Ameno'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/feeds/5732797754408716845/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=666077865120475043&amp;postID=5732797754408716845&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/5732797754408716845'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/5732797754408716845'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/2008/05/ameno.html' title='Ameno'/><author><name>Schiavoni</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06624238257551420638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-666077865120475043.post-7937825302170017648</id><published>2008-05-12T03:39:00.005-03:00</published><updated>2008-05-12T04:34:57.094-03:00</updated><title type='text'>Aqui no cartoon network</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele ainda sentia suas pernas naquela noite. O céu estava bem estrelado, e tudo indicava que dia de amanhã seria muito bonito, ao menos, o céu faria sua parte. Saiu de casa com uma enorme vontade de se divertir, estava "a ponto de bala", estava louco por diversão, queria aproveitar a noite de uma maneira que ele realmente havia aprendido a fazer, de uma maneira espontânea, natural, uma maneira &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;hilária&lt;/span&gt;, louca e contagiante, queria deixar de lado aqueles problemas todos e cantar alto as músicas que tocassem, não queria soltar a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;franga&lt;/span&gt;, queria pegar uma &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;franga&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; pra dançar (e não entendam mal), queria viver mais uma noite com mais intensidade em excesso.&lt;br /&gt;Maldita hora foi a que ele olhou pela janela antes de sair. Ele viu &lt;span style="font-style: italic;"&gt;aquelas árvores&lt;/span&gt;. Eram as árvores da ilusão, as árvores que lhe faziam pensar, quase como fantasmas que vinham para assombrar seus sonhos, seus sonhos sonhados acordado para aquela noite. Não tardou a ver-se em constante auto-contra, perguntando a respeito de tudo que estava indo fazer, se auto-questionando sobre as razões das coisas. Ele já havia &lt;span style="font-style: italic;"&gt;combinado&lt;/span&gt; numa razão para tudo, já havia feito um pacto, um pacto com o seu &lt;span style="font-style: italic;"&gt;lobo&lt;/span&gt; e resolvido as coisas. Parece que o lobo voltava a atacar, descumprindo o pacto e deixando-o doente, doente da cabeça, novamente.&lt;br /&gt;O início foi interessante, talvez um pouco sério demais, mas a noite estava começando de maneira boa, mesmo que ele mantivesse, internamente, pensamentos muito analíticos, ele conseguia se &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;distrair&lt;/span&gt; e descontrair com tudo. Não tardou, e logo viu &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Mônica&lt;/span&gt; sentada numa cadeira ao lado. Ela não estava lá, não era tão chegada assim aquele tipo de bar, o melhor bar do mundo, para ela, era apenas mais um bar com apenas umas melhorias. Era sua imaginação voltando a brincar com ele. O lobo fazia fantoches quase reais ao seu lado, brincando com seus sentimentos, a tanto tempo quietos. Ele sabia, ele queria apenas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Mônica&lt;/span&gt;, sentia mais saudade dela do que tudo na vida, queria novamente abraça-la e beija-la com carinho, queria fazer amor com ela, e depois um sexo, para descontrair. Terminaria comendo torradas sem presunto na cama, ou olhando televisão em baixo das cobertas num dia de inverno tão agradável (ao menos seria para ele, já que ela, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;friolenta&lt;/span&gt; que era, não tinha como gostar do inverso se não fosse por seu corpo sendo aquecido pelo dele).&lt;br /&gt;A coisa desandou muito rápido, viu sua imaginação brincar com ele, viu sonhos acontecendo enquanto os amigos (e ele também, riam), ele viu que estava decaindo, e se &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;esforçou&lt;/span&gt; para não estragar a noite de ninguém, mas estava difícil, o clima, o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;blues&lt;/span&gt; do céu estava baixo demais.&lt;br /&gt;A festinha tinha de tudo, ao menos, ele esperava que tivesse. Viu coisas lindas, viu pessoas que ao menos de longe e de boca fechada pareciam boas pessoas. Estava reparando em como uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;loirinha&lt;/span&gt; dançava quando de repente lhe veio a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;idéia&lt;/span&gt; simples e que talvez ela estivesse por ali. Deu uma volta por dentro da pista depois de tirar uma água do joelho, estava um tumulto, viu muita gente que ele, apenas de olhar, odiava (o estilo lhe fazia ter vontade de matar). Ficou terrivelmente decepcionado ao apenas imaginar que ela poderia estar ali, agora, pensando com um pouco mais de calma, diante de letras... pensou que, se ele estava lá, porque ela, não estaria? E se estivesse procurando por ele naquela festa, se estivesse irritada também, jogada num canto bebendo e/ou fumando? Não estava, pois ele lembra de ter procurado-a, ao menos de olho.&lt;br /&gt;Restou-lhe contar as moedas e ir para o calmante de alcatrão, ocupar as mãos, e com sorte, parar de pensar. A fumaça que sorvia vinda de fora, lhe penetrava nos pensamentos e passava a fazer parte das miragens que ele via, estava completamente sozinho enquanto pensava nela, naquela desgraçada que ousava desaparecer sem precedência alguma. Ele já havia aprendido durante a viajem aquele belo país comprido, entendia que ele não era alguém de festas o tempo todo, era do tipo bar o tempo todo e com sorte, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;naqueles dias&lt;/span&gt;, uma boa festa. Aquele dia, não era um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;daqueles&lt;/span&gt;.  Estava muito pensativo e a noite não rendeu nada além de mais sonhos para cumprir. Isso é bom, visto por um lado, contudo, já estava com uma boa pilha de sonhos para por em prática, e mesmo não sendo algo muito grande, tinha de cumpri-los. "Enquanto sonhar, viver", pensou, e colocou bem bonito em letras grandes e vermelhas em sua cabeça, enquanto as luzes piscavam, e ele, como um garoto perdido na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;estrada&lt;/span&gt;, via aquele letreiro no meio da noite, e aproveitava sua luz para guiar o caminho para o clarão ao lado da estrada e fazer sua barraca.&lt;br /&gt;---&lt;br /&gt;As pessoas estavam despreocupadas, estavam largadas ali, &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;mexendo&lt;/span&gt;, ignorando a &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;estupidez&lt;/span&gt; de seus movimentos do que alguns chamam de dança. Estavam todos ali delirando com a batida sem notas progressivas, sem instrumentos de corda e apenas bits eram convertidos na &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;saída&lt;/span&gt; de caixas de som, fazendo com que todos tirassem um tipo de etiqueta para fazer charme para outras pessoas, se &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;entrosavam&lt;/span&gt;, alguns queriam apenas "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;trosar"&lt;/span&gt; mesmo, enquanto outros ficavam mais de canto, de pose com suas bebidas em mão e peito estufado olhando para mais uma &lt;span style="font-style: italic;"&gt;gatinha&lt;/span&gt; que passava. Existiam &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;putas&lt;/span&gt; lá, existiam &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;putos&lt;/span&gt; e também ficou impressionado ao ver um fogão a lenha, não &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;exatamente&lt;/span&gt; um fogão, senão que um aquecedor mesmo. Sentia como se apenas aquele &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;babaca&lt;/span&gt;, era o único que não conseguia descer do pilar normal da sociedade para se divertir junto com eles. Ele analisava, que deveria parar de analisar, deveria se soltar mais, deixar os instintos mandarem e fazer as coisas mais &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;estúpidas&lt;/span&gt; que só ele faria na vida, mas não, ele tinha um bloqueio próprio para ser chato, ele sabia ser frio e distante de tudo, e mesmo na multidão, ele estava sozinho, estava feliz e infeliz por isso, gostava de se sentir superior em sua cabeça estúpida e pensar "Tolos imbecis, não sabem que são apenas ondas sonoras? Não entendem nem isso?! Movimentos inúteis e patéticos". Ele pensava junto disso que ele era mais tolo e mais imbecil que os outros, mas de alguma maneira, ele gostava disso, seu lobo queria ser do-contra novamente, queria ser o que todos não eram, ser o X no meio dos Y. &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;Estúpido&lt;/span&gt; sozinho, pensava, agora sobre &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;psicologia&lt;/span&gt;, que talvez isso fosse apenas porque ele sabia, que nunca fora um dos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;pop&lt;/span&gt; quando mais jovem, era apenas mais um, e normalmente não era por extenso, senão que "+1", simples e discreto. Ele queria chamar atenção dos pais, amigos, familiares e até desconhecidos, queria mostrar-se, estava &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;complexado&lt;/span&gt; de tanto tempo ser discreto.&lt;br /&gt;Discreto, porque ele gostava disso? Gostava, ele já sabia, do elemento surpresa. Quando todos esperavam que não fosse nada de mais, mostrar que é algo mais, algo um pouquinho além das &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;expectativas&lt;/span&gt;, além da sua &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;expectativa&lt;/span&gt;. Era isso, ele queria ser &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;superior&lt;/span&gt;, queria passar os outros, e isso estava destruindo-o, pois não conseguia pensar em como ser superior a eles, a todos eles, todas as pessoas do mundo, todo o conhecimento do mundo, todos os lugares que precisava conhecer e entender sua história, todos os acontecimentos que deviam acontecer, tudo, ele queria abraçar tudo, ser muito maior que aquilo que via, que sentia. Esse era seu problema.&lt;br /&gt;Era por ela. Talvez isso fosse o pior, ele sabia que tudo que fazia, não era para ele, senão que para encontra-la e ter toda a certeza de que ela desejaria a ele, e &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;única&lt;/span&gt; e somente a ele. Precisava crescer, estava ficando maior, mas não estava crescendo. Perdeu o compasso do auto-crescimento e estava se perdendo no ritmo, enquanto o lobo atacava para proporcionar-lhe &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;agoniantes&lt;/span&gt; pensamentos ou sem saída, ou com tantas que valem o mesmo que nenhuma. Era no peito que estava o problema, ele queria te-lo preenchido novamente, queria que alguém colocasse algo lá novamente, um significado, uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;idéia&lt;/span&gt;, talvez até, um caminho.&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;Suas pernas já &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;doíam&lt;/span&gt; quando acordou, foi lentamente até o banheiro passar uma água fria na cara, contudo, sabia que aquele dia, não tiraria o pijama. Não tirou, já era noite, quando lembrou que existia uma feira relativamente interessante para visitar junto com amigo(s), talvez por causa do "relativamente" ele não tivesse lembrado automaticamente durante a tarde. Pois bem, jantou com gosto uma comida &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;gostosa&lt;/span&gt; que a mãe fez e foi passar o tempo na frente do computador. Não adiantou tanto assim. Ele pensava nela, e parece que até ele voltar a cair em seus braços, ele seguiria pensando. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;Mônica&lt;/span&gt; maluca, onde diabos você está?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/666077865120475043-7937825302170017648?l=cafecomqueijo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=2488533' title='Aqui no cartoon network'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/feeds/7937825302170017648/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=666077865120475043&amp;postID=7937825302170017648&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/7937825302170017648'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/7937825302170017648'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/2008/05/aqui-no-cartoon-network.html' title='Aqui no cartoon network'/><author><name>Schiavoni</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06624238257551420638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-666077865120475043.post-8277206522770524543</id><published>2008-05-05T00:53:00.005-03:00</published><updated>2008-05-05T01:46:42.478-03:00</updated><title type='text'>odiosas</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Não lembro bem em que livro eu li: &lt;i&gt;"Comparações são odiosas"&lt;/i&gt;, Mas sempre que algo é comparado em algum tema, sempre que qualquer coisa se relaciona com outra, mostrando altos e baixos, eu repito pra mim mesmo que comparações são odiosas. É a respeito de comparar mesmo, nada, nada é comparável. É como tentar fazer o mesmo navio de guerra duas vezes, se pode tentar fazer o mesmo modelo, o mesmo design... mas quando, quando que duas árvores crescem do mesmo jeito, para que se possa usar a mesma madeira duas vezes em navios diferentes?&lt;br /&gt;A coisa toda começa numa estatística. Se mostra um preço de gasolina no outro país.&lt;br /&gt;-Uau! Muito barato!&lt;br /&gt;Não é possível ter noção alguma de qualquer coisa, fazendo comparações. O barato, só existe dentro das condições de &lt;i&gt;caro&lt;/i&gt; que cada um conhece para si mesmo, conforme sua família, conforme seu trabalho e sua infra-estrutura. Queria eu comprar uma moto, uma simples twister, para sentir o vento por aí quando bem entendesse. Começa bem porque não tenho nem carteira de motorista, nem pra moto, nem pra carro, devido as prioridades que coloquei na minha frente. Atualmente, uma moto custaria mais de 50 anos de espera arrecadando dinheiro, centavo a centavo, até conseguir comprar uma moto no preço atual.&lt;br /&gt;Atravesso a rua, e conheço amigos de mesma idade com um carro &lt;i&gt;próprio&lt;/i&gt; na garagem da casa dos pais. Aquele foi o presente de natal, seguido do de aniversário que foi uma viajem para Austrália. Ótimo, isso não é inveja alguma, agora, como diabos comparar o preço da gasolina entre nós? Pra mim a gasolina daqui e dos estados unidos é uma mais cara que a outra, enquanto para aquele amigo, talvez lá fosse uma mina de ouro de tão barato que é a seus olhos.&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Comparações são odiosas&lt;/i&gt;, como comparar uma implantação de uma legalização das drogas, entre Brasil e Inglaterra? Ah, porque se tu pegar os códigos penais, a quantidade de gente que morre em função do tráfico de cada país, se verificar a quantidade de clinicas, a tecnologia e métodos atuais de tratamento de viciados, se verificar tudo isso junto... será inútil. Não existe maneira de comparar tal coisa, as coisas são sempre diferentes, principalmente tentando comparar pessoas, ou ações das pessoas. Cada povo nasceu, cresceu, e ainda se desenvolve dentro de uma estrutura diferente, dentro de religiões, dentro de problemas, soluções, dentro de terras e ares completamente diferentes.&lt;br /&gt;O que você faria com um milhão de reais se ganhasse agora?&lt;br /&gt;--&lt;br /&gt;Eu compraria um carro muito foda.&lt;br /&gt;Eu ia juntar mais ou por no banco pra viver dos fundos desse dinheiro o resto da vida.&lt;br /&gt;Ia pra Las Vegas e faria uma aposta comigo mesmo pra ver em quanto tempo torraria tudo.&lt;br /&gt;Faria todas as viagens que sempre quis fazer.&lt;br /&gt;Distribuiria entre os amigos e familiares que precisam.&lt;br /&gt;Doaria tudo a igreja, aleluia!&lt;br /&gt;Gastava tudo em doce.&lt;br /&gt;Montaria uma empresa.&lt;br /&gt;Montaria a casa dos meus sonhos.&lt;br /&gt;Compraria uma chácara.&lt;br /&gt;Investia em fundos de risco para faturar mais.&lt;br /&gt;--&lt;br /&gt;Mas eu, eu mesmo... acho que ia começar com os sonhos que antes iriam demorar. Ia fazer de tudo um pouco, com algumas exceções. Não ia montar uma empresa, não ia doar a instituição alguma. Provavelmente daria uma boa parcela aos familiares que tenho noção que eles tem noção de como gastar o dinheiro, também deixaria um pouco na mão dos amigos mais chegados, porque tenho certeza que mesmo que se forem gastar tudo em cerveja, eles vão me convidar. Ia fazer as viagens, comprar a moto, comprar um casebre muito pequeno em outro país e me regularizar lá.&lt;br /&gt;Logo ia acabar o dinheiro, logo as coisas se consumiriam, ou melhor, o tempo ia consumir contudo. Mas o que você faria se ganhasse tanto dinheiro?&lt;br /&gt;Para a maioria das pessoas, isso é realmente muito dinheiro, agora para outras, não passa de mais um mês, ou um ano de trabalho. Comparar o estilo de vida, ou desejos que se realizaria é simplesmente impossível dentro da conjuntura atual de experiência social. Ninguém viveu as mesmas coisas que as outras pessoas, portanto, cabe cada um apenas entender o que viveu, ou o que chega próximo a sua vivência. É como tentar impedir alguém que nunca teve nada na vida, um real pobre, de gastar tudo em carro foda e um casarão. Ele provavelmente ficaria drogado de tanto dinheiro, não, não compraria drogas, quero dizer, que a possibilidade de ter, o dominaria e ele não pensaria nem duas nem uma vez antes de comprar as coisas que sempre quis ter. Por tanto, comparações são odiosas.&lt;br /&gt;Não apenas com dinheiro, mas com sentimentos. Pessoas que não tiveram um bom relacionamento familiar, pessoas que não criaram o hábito de comer na mesa junto com a família toda e manter uma discussão todos os dias a respeito de cada coisa que cada um fez, é impossível comprar as reações e ações de cada indivíduo dentro de experiências traumatizantes, dentro de acontecimentos que podem marcar vidas. Eu vi as duas torres caindo pela televisão, acho que apenas alguns minutos de atraso ao tempo real, como um maníaco, eu ri muito pensando que aquilo lá vai mostrar que nenhuma fortaleza é impenetrável, mas muitas pessoas chorarem, morreram de medo, algumas talvez desmaiassem por te algum parente trabalhando lá. Eu não dou a mínima, não tenho a mínima noção do que é estar num desabamento, do que é ver sequer uma casa sendo demolida, não tenho noção do medo que provoca nas pessoas tamanho poder de destruição. Desculpem pela risada naquele dia, mas o que eu deveria fazer? Eu nunca vivenciei tal fato, nunca vi nada igual, e sabendo que era real, minha única reação foi rir.&lt;br /&gt;Portanto, não me culpem se eu contar piada ao ver alguém morrendo. Comparações são odiosas, entendam a diferença entre as diferenças, e levem esse tipo de coisa em consideração, quando se for tentar comparar novamente, porque mesmo que inútil dentro dessa analise, essa ilusão nos faz tomar decisões.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/666077865120475043-8277206522770524543?l=cafecomqueijo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/feeds/8277206522770524543/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=666077865120475043&amp;postID=8277206522770524543&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/8277206522770524543'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/8277206522770524543'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/2008/05/odiosas.html' title='odiosas'/><author><name>Schiavoni</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06624238257551420638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-666077865120475043.post-5866988293220228842</id><published>2008-05-02T00:00:00.002-03:00</published><updated>2008-05-02T01:04:46.925-03:00</updated><title type='text'>tá, só não conta.</title><content type='html'>-Se tu pedir pra ela não contar, ela vai contar?&lt;br /&gt;-Não confio em nenhuma mulher pra guardar segredo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós nascemos com um pré conceito a respeito das fofocas delas, da linguaruda (no mal sentido), da bocuda (tambem no mal sentido) e as suas amiguinhas que não fecham a matraca tanto para pequenos temas quanto assuntos delicados.&lt;br /&gt;É quase um racismo nosso?&lt;br /&gt;É! É sim! E com todos os argumentos possiveis, cabiveis! todas as provas, de todas as idades dentro de um período de vida tão curto que só por isso se tem uma média de 100% sem nenhuma dúvida.&lt;br /&gt;Já vivenciei a bola fora de contar para alguém que, ao menos, pensava eu, não tinha nada a ver com a vida de um casal de amigos, mas não, essa querida, incrivel mulher (não é sarcasmo, ela realmente é incrivel), (mas é uma mulher, logo...) não aguentou, ela achou que ela (sua conhecida, nem amiga era) precisava saber daquele segredinho, achou que estava fazendo um bem para eles ao contar a verdade na cara. Custava mentir porra?! Mentir não é ruim, é simplesmente natural, esse tema já está é gasto, e gasta, a esposa do gasto, sabe de tudo e conta sempre pra todo mundo.&lt;br /&gt;Mulheres tem uma pré disposição a contar as coisas, elas precisam se abrir (aqui fica um duplo sentido irônico machista que não era planejado, mas ta valendo) sempre, é algo da natureza delas (ou seja, não é culpa delas), simplesmente não conseguem por isso pra dentro e deixar lá (sempre tem que sair! droga, não era pra ter tanto duplo sentido isso aqui), engolir as coisas e digerí-las sozinha. Não importa qual, não falo de uma em especial, isso é quase uma guerra contra todas as mulheres do mundo. Afinal, todas, e até hoje, todas que conheço contaram tudo que lhes foi pedido para não contarem, não para todo mundo como um placar imenso de marketing não pago, mas para um amigo íntimo, para aquela pessoa que elas confiam, seu marido, pai, tio, ou pior, para uma amiga que elas confiam que não vá contar, o que é o pior erro. Já que se contaram pra ela, disseram pra não contar, então porque diabos ela se ilude pensando que a amiga vai ser capaz de guardar segredo enquanto que ela não foi? Absurdo! Ignorancia!&lt;br /&gt;Isso tudo, é triste, é um machismo imenso? Tambem, mas por favor... mulheres sempre tem uma amiga pra se juntar e por o papo em dia, contar tudo, desabafar, levar o lixo pra fora, papear, blablabla blablabla. Qual mulher não tem uma melhor amiga do coração que sabe de praticamente tudo? Até as melhores posições no sexo daquela noite de farra com o garanhão do seu tempo? Não, claro, não é sempre assim... muitas vezes não se conta as coisas, se deixa pra contar anos depois, quando a poeira ja baixou, mas não adianta, sempre contam. Suas ultimas frases de vida sao os ultimos ocorridos da vida dos outros! (hahahaha, a que ponto meu machismo chegou hoje!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor então mentir? Tu está sugerindo que se minta o tempo todo? Que se oculte as coisas da vida dos outros?&lt;br /&gt;Sim, to mesmo, e com toda a segurança de que isso nos levará a um mundo melhor.&lt;br /&gt;As mentiras amenizam o mundo adulto, deixam as coisas mais suaves, são como molas dos carros sociais, a mentira tem perna curta neh? antes curta que não ter! Maluco!&lt;br /&gt;Agora, sendo pontual, direto em cada casa extremo. Primeiro, sempre tem o casinho de alguém1 sabe da relação a 2 de alguém2.&lt;br /&gt;alguém2 é casado com alguém3, e mantem escondido alguém4. alguém1 acha que a mulher (3), deve saber disso, para tomar um rumo na sua vida, para mostrar-lhe a verdade, porque a verdade, meus queridos, valem mais do que tudo! Besteira!&lt;br /&gt;O marido sabe mentir, ele volta pra casa sempre sem nenhuma pista, sempre sem marcas, ele se cuida direitinho e mantém sua vida normalmente com sua esposa, a diferença eh que relaxa nos braços de uma outra mulher as vezes. Neste caso, o alguém1 nao deve contar porra nenhuma, isso é assunto deles, da vida deles, ele nem devia saber disso pra garantir um mundo feliz. No caso dele contar a mulher, ela vai brigar, espernear, vai terminar com o marido. O marido talvez se arrependa, talvez nao, junte suas coisas e vá embora e pronto, o alguém1 não vai trazer outra coisa senão uma desgraça pra vida da mulher, que descobre que o homem que amava a traáa com uma vagabunda (na visão dela, é claro), ela vai ficar triste, e com orgulho vai dizer que foi melhor assim, enquanto seu coração gostaria de ser cego a tudo isso e voltar no tempo para nunca saber disso. Outra hipotese, eh do marido ser cruél, ruim em casa, nao dar atenção a mulher dele e tambem ter uma amante, nesse caso quando ficasse sabendo, só aceleraria um processo de destruição criativa, que na realidade provavelmente faria bem aos dois, mas não segue o curso natural, ou o homem deveria ter vergonha na cara e admitir que nao a quer mais, ou a mulher deveria gostar tanto do homem dela a ponto de ou ignorar a amante, ou descobrir tudo sozinha, porque se ela quer saber disso, se ela desconfia, ela iria correr atras do que quer.&lt;br /&gt;Nesses casos ali, podem trocar os personagens o quando quiser, pode pôr amor, pode pôr ódio no meio, pode pôr brigas entre familias, não interessa, mentir ou dizer que não sabe de nada é necessário para que aquele casal se resolva sozinho, a vida é deles, porque diabos alguém1 tem que se meter no meio e achar que deve definir o destino deles? por um ponto de interrogação na relação que ele não faz parte? Isso é quase inveja.&lt;br /&gt;Outro caso, são aquelas coisas que são importantes de contar. alguém1 sabe que alguém2 vai viajar na proxima semana, contudo, alguém2 nao contou pra ninguem a não ser alguém1, não queria que ninguem ficasse sabendo só pra fazer uma surpresa, ou pra deixar alguem de boca aberta tanto pela partida quanto pela chegada em outro lugar. Algo simples, pequeno... mas não, tinha que contar pra alguns porque eh uma fofoquinha interessante afinal de contas, eh como se estivesse numa fila de espera e nao tivesse nada pra fazer com as mãos, dai tu fuma pra se ocupar, no caso ali, quer puxar papo mas nao tem assuntos próprios ou apenas quer comentar algo assim. Não, não interessa porra nenhuma se vai fazer diferença ou não. Era só o pedido de alguém1, pôxa vida, ele só queria que ninguem soubesse a não ser alguem2, é tão dificil respeitar essa opinião para manter a vontade dele? Ninguem precisa saber disso, nao vai influenciar na vida de ninguem, e mesmo que influencie, não é alguem2, que é apenas um espectador do fato (ou nem isso, só ficou sabendo de longe) , que deve contar para os outros, quem tem esse direito é quem faz parte dos acontecimentos. É quase como olhar um filme e ver o ladrão se esconder, depois tu conta pro mocinho nao entrar lá porque lá está o ladrão, isso tira a graça do filme, tira a graça da vida, faz o esforço de se esconder do ladrão ser completamente inútil e ainda desgraça a vida dele chamando os policiais.&lt;br /&gt;Segredo, é segredo, se não fosse, se lançaria livros com esse nome por ai!&lt;br /&gt;Então não se deve contar a ninguem? Não exatamente, ao menos no meu caso, eu posso dizer, confiante e com orgulho que existe um grupo de amigos X, que posso contar a eles e pedir que não conte até mesmo para os outros do grupo e eles não contarão, esperarão que o que tem direito de contar, o que começou o segredo, defina quando eles devem saber. Muito por acaso, não tem nenhuma mulher nesse grupo de amigos. E como que eu posso garantir isso?! Em todos esses anos nessa industria vital... NUNCA me ocorreu nada que tenha ocorrido varias vezes em casos com mulheres, e quando digo esse nunca, não é em muito tempo, é nunca mesmo, até hoje, jamais ocorrera um evento tal em que se perde a confiança. Acredito conhecer bem essas pessoas, confio no meu julgamento, e quando ousei confiar nele para mulheres... me dei mal, e não só eu, eu vi muitos no mesmo saco...&lt;br /&gt;Finalizando, isso não é machismo, é o que acontece desde sempre, mas elas não tem culpa, isso é culpa, pra começar, nossa, que desde sempre mandamos no mundo, portanto elas só podiam fofocar dentro de casa com outras pessoas pra ficar sabendo das coisas que aconteciam lá fora. Depois, temos a midia divulgando todas as coisas com tanto glamour que qualquer um se sentiria muito mal em ser o último a ficar sabendo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/666077865120475043-5866988293220228842?l=cafecomqueijo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/feeds/5866988293220228842/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=666077865120475043&amp;postID=5866988293220228842&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/5866988293220228842'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/5866988293220228842'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/2008/05/t-s-no-conta.html' title='tá, só não conta.'/><author><name>Schiavoni</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06624238257551420638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-666077865120475043.post-832283319273532570</id><published>2008-04-30T04:12:00.002-03:00</published><updated>2008-04-30T05:05:49.302-03:00</updated><title type='text'>agora entende</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele abriu a janela para sentir o frescor gelado entrando e passando desde seu quarto até a janela do outro lado do apartamento. Sentia-se perfeitamente feliz apenas lendo, sozinho, no frio. Olhou para o cão e notou uma cara de "quero atenção" naquela fuça, normalmente não o faria, o cão não era dele, foi até divertido correr um pouco com o frio nas canelas junto daquele ser não tão burro assim. Chegaram cansados em casa e ele, antes de voltar para o livro, fez sanduiches para sí mesmo e eu comida para o quadrípede. Pão, corta, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;mayo&lt;/span&gt;, queijo, beijo e presunto. Queijo e beijo. Notou o silêncio que era naquele lugar, poupar energia, ser cuidadoso, manter as coisas em ordem mínima. Se sentia bem com o mínimo de ordem, contudo, sabia que fazia falta o simples barulho que a televisão fazia ligada na sala, sem ninguém olhando. Comeu mais que rapidamente os sanduiches e se arrependeu de não ter te-los transformado em torradas.&lt;br /&gt;Com o cobertor viu filmes que não sabia que existia. Sentiu falta dela. Não, não era mais dela em sí, não era mais um rosto que ele conhecia que lhe fazia falta, era um rosto desconhecido, era uma imagem de algo sem imagem, apenas uma pessoa que lhe faltava, uma amiga maluca, o projeto de garota que talvez ele houvesse montado em sua cabeça.&lt;br /&gt;-É uma pena hein cão, se um dia tu ver ela por ai, segura e me chama. Senão te deixo sozinho tambem por tempo indeterminado.&lt;br /&gt;O cachorro olhou e virou um pouco o pescoço. Ele entendeu de cara o que aquilo significava, era uma resposta clara e objetiva dizendo: "Pode deixar bruxo!".&lt;br /&gt;-O pior não é a solidão, eu gosto dela, não é pelo costume, só sou egoísta o suficiente para gostar de ficar sozinho... agora não assim, tão indeterminadamente. Tu entende né?&lt;br /&gt;Olhou de novo para o lado e o cão praticamente falou que sim, quando soltou ar com mais força pelas narinas.&lt;br /&gt;-Sabia que tu ia entender sua gorda preta!&lt;br /&gt;Afagou a cabeça do cão e fez um bom carinho, daqueles atrás da orelha, como ele sabia que o bicho gostava. Não lavou a loça que sujou nem estendeu a cama, foi ver um filme e levou cobertores. Agora buscava por algo doce para comer quando o telefone soou e instantaneamente o cachorro ficou perto dele claramente pedindo que atendesse e parasse com aquele barulho maldito.&lt;br /&gt;-Alô?&lt;br /&gt;-Oi, o Ruffles?&lt;br /&gt;-Sou eu, quem é?&lt;br /&gt;-Oi Ruffles!!! Tudo? Aqui é a Su, lembra de mim?&lt;br /&gt;-er, em, ahhhhh! é tu Su! Quanto tempo! Tudo bom sim, tudo muito doido.&lt;br /&gt;-Doido? Bom, tu nunca foi muito padrão mesmo, mas e aí, o que vai fazer hoje?&lt;br /&gt;-Perai, perai, te conheço, ao menos conhecia, de onde tirou meu telefone?&lt;br /&gt;-Falei com o Bob e ele me deu o número ué, algum problema?&lt;br /&gt;-não, não, sem problemas. Olha, eu não ia fazer nada agora, na realidade ia achar algum filme pra ver embaixo das cobertas, ehhehe.&lt;br /&gt;-Ah, mas então tu já tinha algo pra fazer... igual, o que tu acha de irmos tomar um vinho ali no Taverna do Dragão?&lt;br /&gt;-Mas bah! Feito, que horas? as oito, pode ser?&lt;br /&gt;-Bom... por mim podia ser mais ou menos agora, to aqui perto num orelhão e já vai acabar o crédito do cartão...&lt;br /&gt;-Ahhhh não, então, tá. Vou por uma roupa e to indo aí.&lt;br /&gt;-Certo! Beijo, até depois.&lt;br /&gt;-Até! Tchau.&lt;br /&gt;Saiu correndo pro quarto e vasculhou tudo. Su tinha um rosto lindo, ele lembrou instantaneamente dos seus deliciosos lábios que uma vez havia provado, fazia questão de ir bem aprumado, uma roupa de domingo ou algo assim. Pos uma das calças que mais gostava e uma camisa normal, uma cor, simples, no tamanho correto, sem apertar ou ficar larga, cobriu isso com um blusão grafite de gola alta que sabia que lhe caia bem. Faceiro, se aprovou no espelho como gostava de fazer e o cão ficou triste quando ouviu a porta bater.&lt;br /&gt;Não se perguntou porque apareceu ali, sem sentido algum, apenas gostou da idéia.&lt;br /&gt;--&lt;br /&gt;-Com licença moça.&lt;br /&gt;-Oi!&lt;br /&gt;Trocaram beijos na face como antigos amigos e deram início ao papo. A coisa foi longe, ela estava sozinha pela cidade, havia conseguido trabalho em florianópolis como modelo, sim, modelo, agora Su estava com a bola toda, era uma garota linda, de rosto angelical perfeito, relativamente alta e esbelta. Lembrou dos amigos dali enquanto visitava os pais e resolveu ir atrás dos mais chegados. Por pura coincidência, encontrou-se com bob e ja arrancou-lhe novas informações, assim chegou até ele e lhe convidou para fugir da rotina de grama alimentar que ela tinha de passar. Comeram um xis cada um, ela de salada, com baccon, só pra não ficar sempre na salada, e ele de coração de galinha. Ela ainda saber comer um xis, não fez muita sujeira e só se sujou com katchup uma vez no rosto, quando ele imediatamente limpou e deixou claro suas sub-intenções em relação a ela.&lt;br /&gt;A vida estava levando os velhos amigos longe, cada um agora fazia algo diferente e não havia sempre uma compania certa para todo o dia. Su agora, orgulhosa, falava ingles. Ele a detonou quando conversou com ela tranquilamente em ingles e ainda arriscou espanhol quando viu que não era correspondido. Ela tinha dinheiro, fez cursinho e levou a sério, sabia muito e tinha uma viajem planejada para o final do ano, ficou espantada ao saber que ele não havia feito curso algum e tinha a carga das viajens para contar. Foi uma garrafa de vinho entre os dois e pra finalizar, uma porção de batatas frita a fez lembrar que agora deveria passar um mês só comento capim.&lt;br /&gt;-São os ossos do ofício.&lt;br /&gt;-Cuida hein, senão ficam só os ossos mesmo!&lt;br /&gt;Uma boa gargalhada foi o que restou antes de um beijo amigo tocar a boca do outro. Ele estava pulando de alegria por dentro enquanto abraçados olhavam aquele filme na casa dele em baixo dos cobertores quentinhos. Não queria sexo, não queria amor, só a compania estava imensamente agradavel e não poderia ter vindo em melhor hora.&lt;br /&gt;Ao final do filme, ela se despediu e disse que amanhã já estava voltando para seu emprego, longe dali, deram um beijo longe e romantico e antes de deixa-la, abraçou-a com força e susurrou no seu ouvido com ternura: "adorei te ver."&lt;br /&gt;Ela entendeu errado e saiu do apartamento com uma idéia de que ele queria mais que nenhum compromisso, pareceu um final com chave de merda para um filme legal. Tudo bem, pensando melhor, ele não devia ter dito nada mesmo, olhando de fora de sua cabeça, aquilo realmente passaria uma idéia errada em relação a real intenção... "Pasciência. Haverão outros filmes." ele queria acreditar nisso, mas era a vontade de ter algo para se preocupar, ter algo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;garantido&lt;/span&gt; todo dia que estava lhe pinicando o estomago.&lt;br /&gt;Deixou o dia passar sem mais atrativos, resolvou começar o trabalho de procurar Fred, fazia tempo que aquelas pequenas visões apareciam na sua cabeça. Escovou os dentes depois de uma massa rápida quando seu nariz voltou a escorrer sangue. Era normal no verão, mas agora estava acontecendo vezes de mais num curto período e tempo. Estancou o sangue, terminou de escovar os dentes e trocou denovo a rolha de papel higienico que havia posto na narina que escoria. Começou a noite com apenas música, enquanto olhava as estrelas deitado em sua cama, desligou tudo que podia para não haver nenhuma luz dentro do quarto e lembrou do imenso lustre estelar que uma vez lhe cobriu o teto negro céu na noite gelada das montanhas aridas. Era isso. Queria agora, alguém que ele pudesse contar para acompanhar em suas aventuras malucas. Torceu e quase inventou um deus para rezar que isso acondecesse. Engraçado que sabia que Su não era alguém para isso, apesar de ter cido uma perfeita compania naquele dia, ela não o acompanharia tão longe... riu sozinho quando pensou que ela entendeu errado, e ele, agora entendia certo. Dormiu sorrindo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/666077865120475043-832283319273532570?l=cafecomqueijo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/feeds/832283319273532570/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=666077865120475043&amp;postID=832283319273532570&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/832283319273532570'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/832283319273532570'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/2008/04/agora-entende.html' title='agora entende'/><author><name>Schiavoni</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06624238257551420638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-666077865120475043.post-8434187595415994107</id><published>2008-04-21T02:58:00.004-03:00</published><updated>2008-04-28T03:32:24.018-03:00</updated><title type='text'>um dia qualquer</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    Havia saído mais tarde que o inicialmente planejado da casa de Mônica, ela estava agora só, na janela de sua própria casa observando suas costas enquanto ia embora. Ainda gritou:&lt;br /&gt;-Volta hein! To preocupada contigo mocinho!&lt;br /&gt;   Num movimento breve, bradou de não muito longe&lt;br /&gt;-Hehh não se preocupe. E voltar, eu sempre volto.&lt;br /&gt;   Ela não lhe deu mais respostas porque sabia que ele falava a verdade de seu peito e cabeça, não esperando mais tempo ali, entrou sem mais delongas, ela teria de arrumar a bagunça que os dois fizeram. Pensou consigo, no machismo clássico, rindo e debochando de seus próprios pensamentos: "coisa de mulher!". Não era verdade, ele sabia disso, mas era engraçado que ocorrera justo com Mônica, a mulher com quem podia debater sobre quase absolutamente tudo, inclusive o machismo atual da sociedade moderna. Ela não era feminista, ela gostava de ser bajulada, de não ter que pagar, mas por outros pontos não queria sempre isso, queria uma coisa mais moderada, uma coisa que ele certa vez lhe afirmara ser impossível. Queria igualdade.&lt;br /&gt;   Pelas ruas caminhava sozinho com as mãos nos bolsos da calça jeans. Um isqueiro bonito, caro, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;barato&lt;/span&gt; e útil, um punhado de moedas, sua carteira de velho que seu avô havia feito (couro legítimo) e a chave de casa. Vasculhou seus bolsos e ainda encontrou uns papeis amassados, aquele bolo de papel clássico que vira quando se lava uma calça tendo esquecido um pequeno pedaço de papel no bolso, como notas de passagens ou qualquer coisa do gênero. Útil. Por alguma razão ele sabia que o isqueiro poderia saber de algo, poderia indicar, talvez, uma pista pequena que lhe enviasse ao casual Fred novamente.&lt;br /&gt;   Sacou o isqueiro do bolso e com habilidade acendeu sua chama amarelada num estalar de metal. Parou por um instante no canto da calçada, na penumbra que as árvores formavam naquele bairro deslocado da cidade sob as luzes amareladas de uns velhos postes e observou o isqueiro.&lt;br /&gt;-Tu estava lá. Tenho certeza...&lt;br /&gt;   Era como encarar um livro para tirar seu conteúdo, seu conhecimento e naquele momento, precisamente, sua vivência, por onde passou, o que ocorreu a sua volta. A noite estava caindo de leve e o frio da estação que mais lhe encanta começava a tentar penetrar em sua pele morena. Não se esfriava, ele era &lt;span style="font-style: italic;"&gt;quente&lt;/span&gt;, o suor poderia escorrer em sua face apenas por um pensamento mais cansativo, logo, vagou tranquilo pela penumbra apenas iluminado pela chama de mais um lucky que inalava o câncer dentro da lei.&lt;br /&gt;--&lt;br /&gt;Buscou aconchego num bom livro de vagabundos quando chegou em casa. Aproveitou que todo o pessoal não se encontrava mais ali e acendeu um cigarro dentro de casa, como sempre fora proibido. As páginas do livro foram passando e passando, os cigarros iam na mesma proporção enquanto sentado na sua poltrona favorita, fitava de vez em vez o céu escuro com seus pontinhos ao longe. Assim poderia, começar uma boa noite de sono, distraindo sua mente com os problemas propostos pelo brilhante livro espontâneo.&lt;br /&gt;-Barba por fazer hein Ruffles.&lt;br /&gt;Alisava sua barba de 3 milímetros com a mão recordando o quão bom era receber esse carinho das mulheres que alguma vez na vida lhe deram o prazer da presença.&lt;br /&gt;Finalizou deixando seu corte 1 milímetro e escovando os dentes. Apagou a luz e se foi para sua querida cama.&lt;br /&gt;O sol já estava ofuscando seus olhos quando o telefone começou a tocar.&lt;br /&gt;-aaarrghh.... saco.&lt;br /&gt;-Triiiiiimmmm!&lt;br /&gt;-Triiiiiimmmm!&lt;br /&gt;-Triiiiiimmmm!&lt;br /&gt;Ignorante a realidade gritava do quarto com a cabeça em baixo do travesseiro.&lt;br /&gt;-Já vou! já vou!&lt;br /&gt;-Triiiiiimmmm!!!!&lt;br /&gt;-Triiiiiimmmm!!!!&lt;br /&gt;-trii.&lt;br /&gt;Ficou aliviado quando o maldito telefone parou de tocar. Deixou pra lá a curiosidade e ainda amaldiçoou o desgraçado que inventou o telefone. Aparelho maldito que fazia as pessoas pulsarem de pressa, de curiosidade. Antes de levantar definitivamente e arrumar seu cabelo em frente ao espelho, foi até a janela da frente e vislumbrou o dia. Não era um lindo bosque, ou mesmo vista para o mar, apenas algumas árvores em meio a uma floresta de prédios das mais diversas espécies e um cheiro agradável a suas narinas. Puxou o ar com força para senti-lo com prazer quando sentiu uma dor no nariz e o sangue jorrou para fora quase como água. Correu imediatamente para o banheiro para tentar estancar a ferida ou seja lá o que fosse. No banheiro sujou tudo que foi possível, encharcou muitos pedaços de papel higiênico até que finalmente parou.&lt;br /&gt;-Que diabos?!&lt;br /&gt;Sem compreender o que acontecia, limpou a sujeira da caminhada entre a janela e o banheiro e tomou um banho para aliviar-se. Arrumou-se ao som de escorpiões, enquanto gritava as suas canções favoritas percebera, finalmente que não estava tão quente assim e o dia merecia uma manga mais longa. Colocou sua camisa preta com pequenos detalhes de camursa vermelho no peito e aprovou-se diante do espelho antes de sair de casa.&lt;br /&gt;O restaurante de comida chinesa lhe agradou, até mesmo comeu vegetais e peixe, coisa rara no seu cotidiano.&lt;br /&gt;-São doze com sessenta.&lt;br /&gt;-Mais este halls. - Deixou uma nota de vinte no balcão junto ao halls preto.&lt;br /&gt;-Certo. Fechando... treze com quarenta. Obrigado.&lt;br /&gt;-Obrigado. - Com um franco sorriso de satisfação deixou o estabelecimento enquanto tentava disfarçar o hálido de comida com halls.&lt;br /&gt;"Obrigado. Obrigado", sua mente riu sozinho por um tempo pensando no final daquela simples conversa. Ambos agradeceram, e pelo rosto que vira, ambos realmente agradeceram. Isso sim era um bom negócio, era bom para ambas as partes, um estava satisfeito e de acordo com o preço da comida, enquanto o outro estava feliz de ter satisfeito seu cliente sem qualquer problema e recebendo seu dinheiro com tranquilidade sem nenhuma encheção de saco.&lt;br /&gt;Se encontrou Bob na praça muito por acaso. Perguntou como ia a vida, o trabalho, namorada e a família em geral, tudo muito bem, nada de alarmante e as coisas iam bem de verdade, ele agora trabalhava como segurança numa boate conhecida de uma cidade próxima. Na realidade era segurança, apenas um negrão gordo e alto com uma cara de mau que caia bem com o terno preto da empresa. Fazia esse serviço para quem a empresa contratasse o serviço, agora que estava pela boate e conseguiria entrada livre para ele e quem o acompanhasse sem qualquer problema, além do que ja havia feito amizades com alguns funcionários e dependendo do dia, poderia conseguir umas cervejas e drinks por preço de custo.&lt;br /&gt;-Combinado! Nessa terça dou um pulo por lá pra conhecer, nunca fui na Bazooka.&lt;br /&gt;-To ligado que não é bem o que tu saca, mas é show de bola, pode crer. Tem também um barzinho irado nos fundos, parece até que não faz parte da baia, mas se pá te agrada.&lt;br /&gt;-Só tem um jeito de saber.&lt;br /&gt;-Feito então véio, vou lá que to na correria por causa de documentos do trampo. Falou cara. Se cuida!&lt;br /&gt;-Falou! até lá.&lt;br /&gt;-Pode crê.&lt;br /&gt;Bob não era exatamente o estilo de amigo que lhe gostava em síntese, mas sabia que não era qualquer um. Não era um babaca qualquer, um preto ignorante sem noção de nada, senão que era apenas um rapaz com um estilo e gosto terríveis. No fundo, era também como ele, com seus problemas casuais e cotidianos, a única diferença era a trilha sonora (se é que se pode chamar aquelas coisas de música ou mesmo som).&lt;br /&gt;Resolveu falar com Mônica novamente. Queria dormir com ela essa noite, se sentia como uma criança só. Esqueceram de mim. Mais ou menos isso, apenas sem os ladrões, ao menos, até agora.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/666077865120475043-8434187595415994107?l=cafecomqueijo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/feeds/8434187595415994107/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=666077865120475043&amp;postID=8434187595415994107&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/8434187595415994107'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/8434187595415994107'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/2008/04/um-dia-qualquer.html' title='um dia qualquer'/><author><name>Schiavoni</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06624238257551420638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-666077865120475043.post-8914103026165147288</id><published>2008-04-17T04:59:00.003-03:00</published><updated>2008-04-21T02:58:22.642-03:00</updated><title type='text'>janela aberta</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;    Ele crescera por essas bandas. Suas memórias vinham delas, das árvores, dos vizinhos, dos amigos de tempo de infância feliz e ingênua para todos os problemas que automaticamente se criariam posteriormente. Mais um daqueles dias em que ficava na janela de braços cruzados, observando lá me baixo, o gramado e a sombra dos flamboyants que a essa hora já era feita não pelo sol, mas por lâmpadas amareladas da rua.&lt;br /&gt;   O vento bateu sua cara novamente, como ele sempre gostou que fizesse. Tinha um cheiro de grama, de pasto molhado, cheiro de terra mesmo, com seus aromas clássicos desse começo de inverno. O frio tangeu-lhe a memória e relembrou instantaneamente milhões de coisas que haviam ocorrido, milhões de brincadeiras divertidas que teve naquele gramado, com aquele vento, aquele aroma magnífico que o fazia sentir um aperto no peito de saudade dos velhos -nem tão velhos- tempos.&lt;br /&gt;   Agora ia se dirigir novamente a sua -com orgulho, depois de tudo- escola do ensino médio. Teria de ver &lt;i&gt;os papeis&lt;/i&gt; com a supervisão de estágio ou seja lá como se chame e via as coisas passando. Por um instante pensou que agora sua vida estava realmente mudando. Já havia adquirido experiência em uma boa empresa na área de TI e lembrou de divertidos momentos com os colegas de trabalho. Lembrou do dia que viu a hora no relógio do computador da empresa, satisfeito consigo mesmo de ter terminado seu trabalho, e eram quase três da manhã. Lembrou dos almoços das conversas e piadinhas que se fazia, da gurizada toda que dizia com orgulho:&lt;br /&gt;-Agente ganha pouco! Mas.... putaqueopariu como é pouco!&lt;br /&gt;Lembrou das mulheres, é claro. Lembrava do charme de algumas e de específicos dias que fora elogiado pela morenaça que era uma das secretárias - que T de mulher.&lt;br /&gt;   Parou um pouco... Tentou lembrar de seu trabalho, afinal, está em seu currículo, ele deve saber fazer o que diz que sabe fazer. Finalmente lembrou. Foi aí que parou e se deu conta do nada que é trabalhar com essas máquinas. Como se lembra das coisas? Na máquina se escreve, se lê, se forma pensamentos e tudo, mas no final das contas, não tem uma coisa que tange a memória. Não é algo real, não é algo degustativo ou oufativo, os computadores não tem cheiro, nem gosto, dois dos principais gatilhos que sempre lhe ativaram a memória como aquele vento que veio por acaso.&lt;br /&gt;   Computadores são nada. Ele trabalhava com nada e era bom nisso, o que se encaixava perfeitamente numa pessoa que vê &lt;i&gt;nada&lt;/i&gt; em muitas coisas e até mesmo em muitas pessoas. Irônico até. Pois bem, agora pensara em livros. Não. Ele sempre gostou de livros, principalmente os livros velhos, fedorentos carcomidos de traças e pelo tempo, degustados por várias cabeças pensantes e que tenham adornado inúmeras estantes. Mesmo a casa dele, recordava, tinha aromas distintos conforme a época de sua vida. Conforme a época novos produtos de limpeza eram comprados, testados, usados, enfim.&lt;br /&gt;   Engraçado como informação, tão valiosa informação, pode estar ali, no nada.&lt;br /&gt;   Agora pensava no novo trabalho que ia ter de enfrentar. Novos colegas, novos restaurantes para almoçar e uma capital inteira para descobrir. Estava excitado e assustado, mais do primeiro que do último. Ia deitar a orelha e ainda sentia o saboroso cheiro de memória que vinha pela janela, degustando suas vivências sentiu o sono bater e sorria e ria sozinho pelas lembranças tangíveis pela entrada da estação que ele mais gostava. O frio dos infernos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/666077865120475043-8914103026165147288?l=cafecomqueijo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/feeds/8914103026165147288/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=666077865120475043&amp;postID=8914103026165147288&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/8914103026165147288'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/8914103026165147288'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/2008/04/janela-aberta.html' title='janela aberta'/><author><name>Schiavoni</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06624238257551420638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-666077865120475043.post-8498445440357351578</id><published>2008-04-11T02:35:00.005-03:00</published><updated>2008-04-28T03:35:05.148-03:00</updated><title type='text'>dores e cigarros</title><content type='html'>Pensou que estava embaixo daquela árvores&lt;br /&gt;  Precisava dar uns tiros nele, tocar tudo no lixo, carregar pra fora dentro do saco e ainda dar umas pasadas na cabeça pra garantir que o defundo não ia assustar ninguém.&lt;br /&gt;  Fred, o coquinho, andava com medo no meio daquela sexta-feira quase treze. Já passava das duas e ainda não tinham terminado de tapar nem a metade daquele maluco desgraçado.&lt;br /&gt;Ruffles deu as ultimas afofadas no terreno e atirou um fósforo que acendera seu Lucky em cima da terra, era a despedida.&lt;br /&gt;  Estava feito, agora ninguém iria reclamar. Nem mesmo o assougueiro de Porto Alegre pensaria naquela, que idéia brilhante.&lt;br /&gt;--&lt;br /&gt;Começou a amanhecer e uma dor de cabeça lhe tomou a cabeça, como naquela última semana ocorre muito, um sonho estranho, uma dor em alguma parte do corpo nada sério.&lt;br /&gt;Levantou-se.&lt;br /&gt;Caiu-se.&lt;br /&gt;Suas pernas doiam como nunca, ele estava surpreso. Resolveu levar o cão para dar uma volta e aproveitar para tomar um ar fresco pela manhã. Calçou seus tênis vermelhos e notou rosetas nos cadarços... um pouco de lama seca num lado... olhou em baixo. Lama nos tênis. Riu e tomou o ar acompanhado do LouCão que correu feliz pelo gramado.&lt;br /&gt;Depois do almoço, do livro dos vagabundos:&lt;br /&gt;-Vou deitar novamente...&lt;br /&gt;   Não queria saber de buscas, não queria nem saber de música, estava intrigado com suas memórias. Levantou da cama e suas pernas estremeceram de dor, nas coxas e na batata da perna. Vestiu-se e foi averiguar.&lt;br /&gt;--&lt;br /&gt;-Sim sim, tu estava com ele ontem porque aqui... acho que já eram umas três da madrugada ou mais quando pediram a conta e sairam rindo. Por? Aconteceu alguma coisa?&lt;br /&gt;-Não... Não... Nada. Obrigado.&lt;br /&gt;Entregou o dinheiro da cerveja e saiu do Inferno.&lt;br /&gt;  "Será possível?" Pensou consigo. Já passara das seis e meia e estava distante do treino. Resolveu não se esforçar por aquele dia louco e deixar passar. Receberia &lt;span style="font-style: italic;"&gt;a cordinha&lt;/span&gt; de graduação naquele dia... Raios. O &lt;span style="font-style: italic;"&gt;agravante&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;  Não tinha certeza da cor que receberia, mas sabia que uma sentença seria agravada, quando o juri, juiz, delegado ou seja lá quem fosse dessa vez ficasse sabendo de seus treinos bem intencionados. Acendeu um cigarro e caminhou pelos morros acima do Inferno, pensou em até visitar uma amiga. Talvez ela soubesse de algo, pudesse lhe dar uma resposta.&lt;br /&gt;--&lt;br /&gt;-Ruffles! Oi! Entra! Que saudade!&lt;br /&gt;-Er... Oi, desculpa, te atrapalho em algo?&lt;br /&gt;Com educação se apresentara mas não tardou a passar mais um final de tarde com sua &lt;span style="font-style: italic;"&gt;amiga&lt;/span&gt;. Ele confiava nela. Sentia-se tranquilo por ali, não um rei, não um escravo, senão que alguém no mundo feliz pela existência e sem nada para responder como responsável.&lt;br /&gt;Se desvinculou um pouco dos lençóis e destaparam a cara, cada um para um lado por um instante, e logo ela acariciava seu peito com carinho pousando sua linda face no ombro dele.&lt;br /&gt;-Que maravilha. Eu te digo, tu é um animal guri!&lt;br /&gt;-Tu diz isso porque eu sou visita. Mas mudando um pouco de assunto querida, por acaso me viste ontem?&lt;br /&gt;-Hahaha! Que pergunta boba, tu bebeu tanto assim?&lt;br /&gt;-Ãnh?&lt;br /&gt;-Ai ai... como teu pai dizia, teus neurônios vão sendo queimados com esse álcool todo. Vou buscar uma coisa pra tomar, quer alguma coisa?&lt;br /&gt;-Não... quer dizer... tem...&lt;br /&gt;-Serramalte?&lt;br /&gt;-Hehe... não, eu quero suco mesmo.&lt;br /&gt;-Que surpresa, tenho laranjas por ali, posso fazer um pra ti.&lt;br /&gt;-Por favor.&lt;br /&gt;-Num minutinho.&lt;br /&gt;  Beijou-lhe novamente com clara ternura e carinho. Aquele homem que aparecia de vez em quando, apenas por aparecer, passar um tempo ali sem compromisso de voltar ou fidelidade alguma.&lt;br /&gt;   Ele não aguentou. Mais um Lucky se consumia entre seus dedos enquanto esparramado na cama de casal ele fitava o teto e pensando nas rachaduras e pequenos detalhes mal acabados pensou em sua memória. O que parece que fizera estava feito e... fora interrompido com uma fala mais alta da cozinha.&lt;br /&gt;-Mas então, tu realmente esqueceu de ontem?&lt;br /&gt;-Errr... é. Parece.&lt;br /&gt;-Mas que pena, estava muito divertido ontem, ao menos o tempo que tu passou por aqui. Agora não trabalha mais né vagabundo! Diz e promete pra si mesmo que vai buscar e achar o quanto antes, mas eu te conheço melhor que tu mesmo...&lt;br /&gt;-Que nada... sua, sua... morena cuia!&lt;br /&gt;-O que?!&lt;br /&gt;  Fez uma espécie de som com a língua como se faz para brincar com crianças.&lt;br /&gt;-Vou por veneno para ratos no seu suco!&lt;br /&gt;   Um clarão lhe veio na cabeça... veneno para rato... Ele viu Fred rindo enquanto trazia o pacote do Bourbon e lhe entregava.&lt;br /&gt;   Quase desmaiou e jorrou sangue de seu nariz. A voz da cosinha, doce como sempre lhe despertava de suas angustias mais íntimas e lhe trazia para o mundo novamente como uma luz no fim do túnel.&lt;br /&gt;-Ruffles! Tu tá sangrando!&lt;br /&gt;-Ahhh minha cabeça. - Ia levando a mão na cabeça quando Mônica se aproximou com a bandeja com seu suco, uma cerveja e uma água com gás, quase como no bar onde trabalhava. Agarrou o suco antes que ela largasse a bandeja para lhe analisar a face.&lt;br /&gt;Tomou em três goles longos e saborosos como se fosse o último copo suco de laranja no mundo.&lt;br /&gt;-Ruffles! Tá, chega, larga esse copo. Deixa eu ver aqui.&lt;br /&gt;-Ai! Não me machuca mulher!&lt;br /&gt;-Deixa de ser mocinha e para quieto, vou lavar essa ferida, teu nariz tem um corte por dentro, ao menos parece que tem. Estranho que não tenha aberto por fora.&lt;br /&gt;   Pensou um pouco e já que era sempre assim com Mônica, achou melhor aproveitar e deixar o dia rolar... ela era uma verdadeira mulher, poucos a conheciam tanto quanto ele. Fechou os olhos e se preparou para que assim que terminasse de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;arrumar&lt;/span&gt; seu nariz voltaria para seus braços para mais uma longa diversão luxuosa e sincera.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/666077865120475043-8498445440357351578?l=cafecomqueijo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/feeds/8498445440357351578/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=666077865120475043&amp;postID=8498445440357351578&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/8498445440357351578'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/8498445440357351578'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/2008/04/dores-e-cigarros.html' title='dores e cigarros'/><author><name>Schiavoni</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06624238257551420638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-666077865120475043.post-6398812974237455793</id><published>2008-04-11T01:29:00.004-03:00</published><updated>2008-12-10T05:07:58.251-02:00</updated><title type='text'>Auto-piada</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    Chegou em casa ainda suando. Escorria pelos cotovelos, é verdade. Irritado com seu própio corpo foi logo até o banheiro e melhorou o humor com um banho gelado. Saiu tranquilo e foi pro quarto se vestir. Logo viu a irmã, a gorda, reparou bem no que fazia e abriu o armário procurando as roupas mais comodas para se vestir.&lt;br /&gt;-Tu faz só isso quando está no computador?&lt;br /&gt;-É.&lt;br /&gt;-Hummm...&lt;br /&gt;    Ela estava numa rede de comunicação, numa rede social, online. As coisas voam. Yogurt, o nome da palhaçada. Os tempos mudaram. Agora, quando alguém dá uns amaços em outra pessoa, não se pergunta pelo nome, onde trabalha, ou seja lá o que for, se pergunta por um link, um perfil que a própria pessoa montou que diz respeito a ela e a mostra para o mundo todo com uma facilidade incrível.&lt;br /&gt;    Lembrou que comentou de um imbecil ex-ex-colega que frequentava a mesma academia que ele para a Suelen. (Um parenteses: Sua irmã frequenta academia. Tem treze anos e um corpo normal, o apelido de gorda é maldade dele mesmo.) Ela pediu imediatamente o perfil dele (esta Suelen com 16 anos). Não perguntou nome, não perguntou de quem era amigo nem conhecido ou primo, apenas o perfil. As coisas agora são interessantes até. Não se pratica mais o ato de ser social, ou seja, sociavel, sair por ai, mostrar emoções, se arrumar, ficar bonitinho ou se aprumar todo para uma pelada entre amigos na terça. Triste isso. A nova onda agora não é mais nem &lt;span style="font-style: italic;"&gt;namorar pelado&lt;/span&gt;, como dizia uma música chula do seu tempo, a onda é namorar de longe, por bits mesmo.&lt;br /&gt;    Que absurdo tudo isso, que estupidez imensa! Pensou bem a respeito, conheceu mais gente que só faz isso, aliás, é dificil conhecer alguém que não faça isso. Marketing pessoal de graça na internet. Lugar se fazer amigos. Viu uma amiga fazer até um namorado disso ai, o relacionamento era com base em emotions, rostinhos amarelos que podem ser copiados e colados por qualquer um, ou seja, sem originalidade da pessoa mesmo, mesmo as palavras, estão estampadas num fundo branco, as vezes com cores rosadas e usando pontuação para se demonstrar expressão, tamanha é a necessidade de expressão que se sente mas não se encontra para se expressar. Até onde pensou, os adjetivos e toda a baboseira de portugues e todas as linguas, deveriam ser suficientes para se expressar, e provavelmente são. O que acontece, que pessoas que ixcrevi axim, ou MeLhOr AiNdA, AsSiM, não tem o mínimo conhecemento para se expressar de uma maneira mais culta (culta o caralho! Não passa do minimo dentro de uma sociedade que se diz alfabetizada), e sua saída foi, obrigatóriamente um emotion, um deseinho, igual equeles livretinhos para alfabezar crianças.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;table style="text-align: left; margin-left: 0px; margin-right: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_D74LCEI22Lg/R_7uSZPcxnI/AAAAAAAAACs/N0muVAju9yc/s1600-h/porco.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_D74LCEI22Lg/R_7uSZPcxnI/AAAAAAAAACs/N0muVAju9yc/s200/porco.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5187845820558132850" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style="vertical-align: top;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;P&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;de&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;PORCO,&lt;br /&gt;de Porco Feliz.&lt;br /&gt;:D&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;br /&gt;&lt;/tr&gt;&lt;br /&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;    Isso mesmo, cartilhas de alfabetização. Sorrizo - :D, sorrizo mais feliz - =D, e sempre tem um que se aparece com um skatista:  o\-&lt;|:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Podemos ir longe com a estupidez que é isso tudo que parte unicamente pelo fato das pessoas não ligarem mais para se comunicarem, porque não se toca mais pedrinha na janela pra chamar aquela guria, se deixa um recado no mural e pronto. Um lindo depoimento ao invéz de uma declaração com direito a violinistas e rosa na boca. A magia toda se perdeu no tempo, poucos aqueles que ainda lembram dela para se comunicar.&lt;br /&gt;    Ele falava falava, discutia, quando de repente se deu conta de seu passado... e nem tão distante assim... concluindo então, deu o título desde texto aqui.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/666077865120475043-6398812974237455793?l=cafecomqueijo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/feeds/6398812974237455793/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=666077865120475043&amp;postID=6398812974237455793&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/6398812974237455793'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/6398812974237455793'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/2008/04/auto-piada.html' title='Auto-piada'/><author><name>Schiavoni</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06624238257551420638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_D74LCEI22Lg/R_7uSZPcxnI/AAAAAAAAACs/N0muVAju9yc/s72-c/porco.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-666077865120475043.post-5667200672196594709</id><published>2008-04-06T18:01:00.005-03:00</published><updated>2008-04-11T02:21:49.812-03:00</updated><title type='text'>A Coisa toda</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;    Certa vez resolvi comentar a respeito de como as coisas saem da minha cabeça, como brotam, ou explodem mesmo. As vezes acontece rápido, as vezes demora, preciso de tempos para pensar e pensar. A pior coisa, a mais terrível de todas, é não encontrar explicações para as dúvidas que tenho noção que são respondíveis. Não me refiro a origens, a propósitos sociais nem nada tão grande, senão que detalhes pequenos que todavia não entendo e anseio por entender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Entraram na casa do velho com ânimo, tudo dizia que as coisas seriam boas ali, que a viajem, a espera e o sorvete anterior foram um começo agradável da companhia que teríamos mais tarde. Entrou ele, o primo a namorada ele e um casal de amigos conhecidos. Erik apresentou seu avô com claro orgulho, sorriso aberto e cordialidade muito bem polida. O velinho gordo, minto, estupendamente gordo, parecia saudável e muito bem com a vida. Fizeram sala para nós enquanto a velha senhora nós oferecia algo para beber ou comer. Algo típico, poder-se-ia dizer, uma limonada e bolachas caseiras praticamente. Recusou educadamente e conversaram um pouco sobre parentes enquanto nós atentos dávamos breves opiniões. O velho não tardou a perguntar quem seria o primeiro.&lt;br /&gt;    "Acho que eu, certo?" Fitou os amigos, e concordaram que sim.&lt;br /&gt;    Levantou e se pos a andar em direção do quartinho que o velho indicava. Sentiu-se um pouco incomodo e ainda riu por dentro ao imaginar aquele velho, primeiro, de saia, somente pela expressão e depois com umas cintas de couro vestido de sado-masoquista. Seria engraçado, não adianta.&lt;br /&gt;    Seguiu o velho e entrou porta a dentro. O quarto era com pouco iluminação, o que lhe agradou muito, nunca gostara de muita luz, mesmo para ler, preferia uma luz fraca suficiente para deixar seu olhos verdes relaxados e em paz com a iluminação. Fitou ao redor e fez um &lt;i&gt;scan&lt;/i&gt; do quarto.&lt;br /&gt;    Livros, muitos livros em uma prateleira grande, disposta na frente de uma maca ao fundo do quarto onde uma janela fechada (provavelmente por ser noite) ficava escondida atrás de longas cortinas brancas (pode-se dizer cinzas, de sujas ou velhas... talvez apenas, gastas). Mais a frente da estante, em direção a porta de entrada, existia uma escrivaninha, cheia de apetrechos como se fosse realmente um médico caseiro. Papeis, anotações, mais livros atirados, alguns daqueles brinquedinhos de bolinhas que ficam se batendo por inércia, um relógio velho ao estilo de madeira. A parede ao lado da escrivaninha era forrada de quadros, mais variados tipos, e logo de cara um quadro lhe chamou atenção. Era o famoso jesus, o resto dele esculpido em madeira com coroa de espinhos, de lado como que saindo do quadro. Realmente uma obra digna de se parar para observar. Instantaneamente pensou que o médico tinha deus por perto... e não tardaria para confirmar. Ainda na parede, agora do outro lado, no lado onde ficava escorada a maca, nos pés desta, um pouco para trás havia um espelho comum, retangular e um pouco alto, provavelmente se veria o reflexo da cintura a cabeça sem problemas.&lt;br /&gt;    Ele entrou e ficou um pouco imóvel paralisado pela ânsia e curiosidade do que viria a seguir. O velho provavelmente notou, ou mesmo &lt;i&gt;ouviu&lt;/i&gt; isso e logo disse com gentileza.&lt;br /&gt;    "Deite-se na maca olhando para a porta."&lt;br /&gt;    Sem nem assentir, pos se em posição. Hesitou em pouco e perguntou:&lt;br /&gt;    "Tiro os tênis?"&lt;br /&gt;    "Não tem problema, pode ficar com eles. Agora olhe nos meus olhos."&lt;br /&gt;    Ele achou aquilo meio estranho. Sentia-se desconfortável, apesar de estar tranqüilo, sabia que não era receptivo a truques baratos de ilusão ou algo do tipo, e sendo cético, sempre pensava um pouco antes de responder ou perguntar qualquer coisa.&lt;br /&gt;    "Eu trabalho com ele." O velho apontou um quadro que estava a direita da porta por onde entraram, abaixo dele havia um banquinho pequeno, como um de praça, muito simpático por sinal e acima dele um quadro de jesus pintado, bonitão, olhos azuis barba no tamanho certo e cabelos melhores que qualquer produto da Seda ou da Dove deixaria. Pensou consigo.&lt;br /&gt;    "mmmmmm" (resmungo)&lt;br /&gt;    Entendeu perfeitamente que o velho era de deus e de carteirinha. Ali tivera a completa certeza,     Mal desviou o olhar da imagem na parede voltando a fitar o velho e este bradou:&lt;br /&gt;    "tu acredita em deus???"&lt;br /&gt;    Disse numa maneira quase impositora, sentiu até mesmo uma faca no pescoço naquele momento, aquele velho de saia fora direto e cru. Não perderia a compostura diante de uma inquisição dessas. Sem pensar bradou igualmente alto.&lt;br /&gt;    "Não."&lt;br /&gt;    Aqui, o velho resmungou, talvez já até mesmo tivesse previsto apenas por notar a análise que seu &lt;i&gt;cliente &lt;/i&gt;havia feito ao entrar em seu consultório.&lt;br /&gt;    Ele por dentro sorria, mas por fora manteve o controle de suas expressões e ficou normalmente sério, sem baixar as sobrancelhas, senão que apenas olhando o velho nos olhos tranqüilamente.&lt;br /&gt;    Ele notou que a vontade e polidez do velho começara a desandar quando ele pronunciou as palavras:&lt;br /&gt;    "Aqui, eu trabalho com &lt;i&gt;ele&lt;/i&gt;, portanto, não tenho como trabalhar se não permitir que o espírito, a energia dele, entre no seu corpo. Mas tudo bem, vamos ver o que consigo." Cerrou os olhos. E como que ficou tendo tiques propositais. Ele Cerrava forte os olhos, marcando bem sua face com a expressão, e movia o rosto para a sua esquerda, como se estivesse inalando com força uma fumaça imaginária, quando chagava a um limite de dobra do pescoço ele abria os olhos, alivia os músculos e fazia de novo, fitava reto... repetia o processo. Resmungou alguma coisa, apenas uns "hmmms" ou algo assim, parecendo se concentrar. Ele também tentou se concentrar. Sua análise corria solta, ele fitava cada detalhe com tanta vontade de descobrir de analisar, de estudar as coisas que ali aconteciam que foi difícil dar-se um tapa na cara, internamente e olhar para o teto para esquecer a análise. Ele pensou sozinho no maca.&lt;br /&gt;    "Deixe ele entrar... isso... deixe ele entrar....&lt;br /&gt;    oooohhhhh que que é isso! entrar é o escambau!&lt;br /&gt;    uhahahhaha. Ta sem brincadeirinhas... Tente parar de pensar Ruffles, tente ignorar as coisas, apenas virar um breve espectador participativo sem muita coisa na cabeça. Ta agora chega de conversa, quiete-se. E fixe no que o velho diz. Ele é velho. Deve saber alguma coisa a mais que tu ainda não descobriu. Ta. Agora..."&lt;br /&gt;    Fixou-se no velho e realmente encarou com seriedade as coisas. O velho prosseguiu mais um tempo. Ele pensou que ia sentir algum calafrio, mas não, acabou pensando no fundo que isso seria uma reação natural diante daquela situação não muito comum.&lt;br /&gt;    "Não entrou."&lt;br /&gt;    Morreu rindo por dentro. Não conseguiu não rir. Como diabos ele queria que se levasse isso a sério assim, ele sabe que somos jovens, que brincamos com essas piadinhas clássicas. Ele também deve ter sido novo um dia, talvez uns dois dias.&lt;br /&gt;    "Bom, certo. Você deve deixar ele entrar com tranqüilidade, não se preocupe, estas em boas mãos. Agora vou tentar novamente."&lt;br /&gt;    O velho refez o ritual. Ele se punha aos pés da cama de hospital, agarrava a gradezinha aos pés e repetia o processo. Houve falha mais algumas vezes para que aquilo funcionasse direito. O velho parou uma hora e disse que ficava difícil trabalhar assim e perguntou quem deveria chamar. Ele respondeu a garota. Sabia que seu primo queria que ela fosse ver o velho, e pensou que ele se retiraria dali com todas as curiosidades ainda no bolso. Não foi isso que aconteceu. Ela entrou e o velho explicou a ela o que estava acontecendo. Emburrado falara que ele não acreditava e portanto não conseguia fazer muita coisa. Mais uma tentativa e comentou que havia alguma secreção que lhe escorria do nariz, descia pela garganta e afetava-lhe o estomago. Isso renderia uma gastrite futura. Depois perguntou se havia algo de errado com seus testículos. Sim. Ele foi direto e diria até, profissional. Ele respondeu que não corando, afinal, era namorada de seu primo. Por que raios ela ficou ali? Era para o primo dele estar ali, pensou que ela ia ser a próxima! pois bem que seja.&lt;br /&gt;    "Não!"&lt;br /&gt;    Aquele não saiu quase como um "nunca" dito firmemente. Nunca lhe reclamaram de nada referente a sexo, nunca nem mesmo ele se queixara com seu &lt;i&gt;aparelho&lt;/i&gt; sexual, normalmente uma primeira vez levava a uma segunda e com sorte a uma décima sem muita dificuldade, não havia porque ter algo errado ali. Ele lembrou dos tomates. Preveniam o câncer de próstata. "Que diabos é próstata?" perguntou-se e respondeu-se que não interessava. Ia comer mais tomate, ao menos um por ano que fosse. Não interessa como, estava tentando mudar um pouco a ele mesmo. O velho continuou observando seu corpo e parando as vezes em alguns pontos. Perguntou se ele sentia dores no coração. Sentia. E de dois tipos diferentes que todos que vivem de verdade conhecem. Falou sobre as &lt;i&gt;pontadas&lt;/i&gt; que vinham as vezes atazanar-lhe o peito.&lt;br /&gt;    A garota que agora assistia a tua estava sentada naquela cadeira abaixo do quadro de jesus bonitão. Ficou um pouco impressionada quando o velho lhe explicou que ele tinha ataques cardíacos quando sentia as pontadas, era como um tic tac do relógio que perdia o compasso por alguns instantes provocando espasmos no coração e bombeando o sangue com muita intensidade. Era como se o coração desse uma tossida no meio de uma ópera sendo ele o tenor.&lt;br /&gt;    A noite passou, fora a vez da garota, ele ficou fitando os detalhes, e as vezes saia daquele mundo pensando na sua resposta direta e quase maldosa.&lt;br /&gt;    "Não."&lt;br /&gt;    Era tão importante assim? Agora estava curioso. Não era mais fácil dizer que sim e ver o que ocorreria? Afinal, ele não era um cara sem crenças, ele acreditava em tudo. Como assim tudo, parou um pouco para lembrar. Lembrou-se da visão sistemática, lembrou da física, lembrou da comunicação entre tudo e todos e reafirmou seus pés novamente com alívio interno. Em tudo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O final da noite fora interessante, as pessoas olharam diferente para ele pois ele respondera que não e todos ficaram sabendo. Sentiu-se um judeu em terra de nazista, pensou se não fariam piadas sobre fornos e judeus caso o convidassem para comer ou algo do gênero. Pois bem, voltavam agora de carro, no carro da namorada do primo a alta velocidade em direção a Santiago. O primo havia entrado depois e passado um longo tempo na sala com o velho, agora falavam a respeito de como havia sido para cada um. Deram risadas daquelas piadinhas de vou entrar no seu corpo, e coisas do gênero e mais ainda quando o velho havia dito para seu primo que ia entrar no seu pênis. Ele confessou que ficou meio &lt;i&gt;assim&lt;/i&gt; com a declaração do velhinho, mas foi tranqüilo, tivera diagnósticos e todos os que responderam que sim estavam curados. O velho lhes tocara e vira as luzes dos corpos, vira a energia negativa saindo e fizera cirurgias internas sem tocar internamente. Não tardou estavam numa discussão a respeito da pergunta.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;-Viu só? Custava acreditar? Não é muito melhor? Assim tu tem até assistência médica de graça! hahaha!&lt;br /&gt;-Não é bem assim... eu não posso simplesmente ignorar o que penso, o que fundamenta a minha vida de uma hora para outra só por benefícios. Isso é como renegar a minha história, ignorar tudo que já havia mentalizado e tocar tudo fora.&lt;br /&gt;-Ta, claro... mas é que tu não acredita em nada! Como é que tu quer fazer alguma coisa? Sinceramente não te entendo nesse aspecto, tu é inteligente, gosta de ler e pensar bastante, mas pensa só, todos tem uma religião, porque tu quer ser assim tão rebelde?&lt;br /&gt;-Ahhh o papo e rebelde... A princípio até eu pensei que fosse isso mesmo. "Quero ser diferente e pronto.". Mas não, não é isso, é apenas que eu não concordo com essa personificação, nesse ídolo nesse foco de idéia tão generalizado. Sabe uma crença é uma crença, não podem pedir que eu acredite no que os outros acreditam de tal maneira, não sou um índio para ser catequizado forçosamente ou mesmo pecador por pensar diferente. Raios. É uma coisa simples, cada um com seus amuletos, correto?&lt;br /&gt;-Ta certo, mas agora, no que tu acredita? Tu disse que respondeu pro velho. "Em mim, nas pessoas e suas ações.", isso não é muito né... não vejo nisso uma grande resposta. E falando em acreditar em deus, jesus e todos os outros, eu não falo da igreja católica, eu odeio ela, ela é uma profanação praticamente, muito dinheiro em tudo, é completamente estúpida e tem regimento como se fosse uma nação, colocando cargos e subcargos.&lt;br /&gt;-Sim... é claro, a igreja é uma multinacional, todos nós já sabemos, o que acontece é que muitos, muitos mesmo, ainda vão aos domingos prestar alguma coisa. As pessoas se iludem com uma facilidade incrível, isso me deixa muito triste as vezes. Com podem acreditar nessas coisas tão facilmente? Eu posso inventar um história legal também a respeito da morte, das salvação, da vida eterna, um conto de fadas tão lindo quanto, e quem sabe até por uma pitada do oriente a respeito de virgens ou arem para cada um. Sabe, gosto de falar mal da igreja católica e tenho pena dos desgraçados que precisam de igrejas assim, tão decadentes fundadas na base da caridade.&lt;br /&gt;-É... também não gosto, no Brasil parece que a coisa é pior que aqui.&lt;br /&gt;-É mesmo. Todo lugar pobre tem uma quantidade absurda de igrejas. Acho que se compra um kit alá "faça sua igreja em apenas 7 dias!", ou algo do gênero. Ahhh a respeito da caridade... tu gosta da caridade?&lt;br /&gt;-Não. Nunca gostei. Conhece Machiavel?&lt;br /&gt;-Sim, também gosto desse maluco.&lt;br /&gt;-Então tu conhece um pouco dos pensamentos dele, a respeito de sacrifícios para um bem maior e coisas assim?&lt;br /&gt;-Claro claro, mas eu pensa um pouco diferente ainda, eu acho... É bom usar a idéia do oriente. Os caras desde sempre cultivam a força, quero dizer, não o poder, mas a força! A força de verdade, a virtuosidade de seus corpos o bem estar espiritual e corporal, eles não ignoram o corpo como nossa cultura fez e faz, o corpo e a mente são um só, nenhum vale mais ou menos que o outro, não temos uma ferramenta na mão com este corpo, senão que somos ele e sempre seremos, quero dizer... enquanto aqui o mais forte caça para o mais fraco, e ajuda dando lhe de comer, repartindo pão e multiplicando vinho, lá os caras prezam por orgulho, eles precisam ser fortes para sobreviver, uma lei da selva real, ou seja, não para matar, senão que ter a capacidade de se adaptar aos seu ambiente e poder viver com suas próprias pernas!&lt;br /&gt;-Hummm... entendo. Tu sempre foi desses mesmo, eu sei que tu não gosta de ajuda.&lt;br /&gt;-Não é que não goste... é que... ta, eu não gosto.&lt;br /&gt;-Isso não é bom primo. Não seja arrogante, ajuda também é boa, aquele esquema de aprender a pescar e tudo.&lt;br /&gt;-Eu sei eu sei, gosto de aprender, o que eu odeio mesmo, o que não gosto em mim, e &lt;i&gt;necessitar&lt;/i&gt; de certas ajudas, ou seja, eu por exemplo estou voltando para Santiago com vocês por dois motivos que não me deixam orgulhoso. Porque não tenho dinheiro nem para a locomoção nem para hospedagem, logo tenho que ir com vocês.&lt;br /&gt;-Mas tu é meu primo porra, não seja assim. Tu sabe que é bem vindo.&lt;br /&gt;-Sim, eu sei, sou grato e posso-lhe agradecer por muito tempo por todas as aventuras que consigo passar nesse país louco só porque tenho vocês para me ajudarem, o que não gosto, eu tenho que frizar, é que eu preciso da ajuda, eu não tenho opção entendeu? Minha opção seria o orgulho cru e ficar menos de uma semana com o pouco dinheiro que tenho, dai eu penso assim... como eu quero odiar a caridade e pensar na força que as pessoas tem que ter se eu sozinho não tenho nada? Capichi?&lt;br /&gt;-Ca.. entendi.&lt;br /&gt;-É capisco.&lt;br /&gt;-Io capisco.&lt;br /&gt;-Benne.&lt;br /&gt;-Pois bem, mas não pensa assim também, as pessoas precisam de um pouco mais que as próprias pernas... pense só na família!&lt;br /&gt;-Caralho! Tu acabou de detonar uma bomba na minha cabeça. Eu sempre pensei e me perguntei porque os orientais são tão respeitosos e submissos aos seus pais, aos seus costumes. Eu nunca gostei de um costume sem uma resposta plausível, agora tudo faz sentido! Eu não consegui o dinheiro daqui sozinho! Eu consegui graças aqueles velhos malucos lá de casa, que tiveram um &lt;i&gt;nene&lt;/i&gt; com 23 anos de idade sem tem nem casa pra morar ainda! Hahaha!!! Meu deus como sou burro! Ahhhahahhaha, e eu ainda grito meu deus! Ateu não praticante.&lt;br /&gt;-Hahhahahhaha.&lt;br /&gt;-Nossa, to feliz por ouvir isso. Feliz mesmo. Mais coisas a mudar. Ta vendo maluco! Ta vendo porque eu viajo literalmente? Eu preciso dessas coisas para aprender, porque normalmente aqui, as coisas acontecem com menos precedência, com uma naturalidade brutal e me fazem evoluir de uma maneira que me agrada muito além do que, a cerveja aqui é de litro.&lt;br /&gt;-Hahhahahah, tu gostou daquela pequenina lá na praia né?&lt;br /&gt;-Adorei, não lembro o nome, mas adorei.&lt;br /&gt;-Ah, e a... a... ah, não lembro, o nome é estranho.&lt;br /&gt;-Mas ta. Voltando a deus... tu acredita nessas coisa né? Não acredita? Lembro que naquelas noites na barraca lá pelo sul falamos a respeito disso, mas foi mais uma guerra pra fazer cada um acreditar no que o outro acreditava sem dar muita noção do que realmente era para si. Agora mudando um pouco as coisas... Como tu acredita nisso cara? Tu não é idiota, eu sei que não, como pode fechar o olhos pra tanta coisa assim?&lt;br /&gt;-Ah, não é bem assim... é que diferente de ti, eu tenho a necessidade de me agarrar a algo. Eu sei, isso é bem bichinha, como tu diz, coisa de &lt;i&gt;maricon&lt;/i&gt; mesmo mas é assim que sou, não adianta. Nesse ponto posso dizer que sou fraco por isso, porque tenho essa necessidade de mãe.&lt;br /&gt;-Viadinho.&lt;br /&gt;-Vai se catar! Deixa eu terminar. Então. Como já falei, eu tenho essa necessidade e focalizo meus pensamentos, minhas esperanças nessa imagem, nessa coisa, em um deus, assim... não sei bem como explicar, é que preciso desse foco, preciso do ídolo, da imagem de ter alguém sempre me ajudando, para quando tudo tá uma merda só eu poder contar com ele seja lá o que for, entende?&lt;br /&gt;-Viadinho. Hhahahahaha&lt;br /&gt;-Hahhahahah&lt;br /&gt;-Realmente acho isso uma baitolice. É como chamar a mãe quando as merdas acontecem. Eu sei, sou arrogante, tu descobriu, ou melhor, tu me mostrou isso justo hoje, bom saber que sou arrogante, mas acho muito melhor assim. Eu até penso nessas coisas as vezes... ter um ídolo, acreditar num amuleto, num ponto de referencia, como uma cueca da sorte ou algo assim, mas não adianta, não consigo acreditar nisso de verdade. Não funciona como eu acreditei que vinha pra cá da segunda. Nossa... aquele ano sim, eu tinha a absoluta certeza pra onde ia, não sabia como mas eu ia. Aquilo foi incrível, inacreditável, era uma sensação de confiança pura mesmo, eu ja sabia que ia pra onde queria e ponto final, os meios eram detalhes, meros detalhes.&lt;br /&gt;-Legal... mas e agora, pra onde tu vai?&lt;br /&gt;-Eu to fudido mesmo. Não sei! Não sei mais o que quero, é como poder desejar qualquer coisa, só que não quero nada atualmente, ou melhor, quero nada, ou seja, quero tantas coisas com pouca vontade que eu me dou o luxo de chamar de nada.&lt;br /&gt;-Que merda. Mas tu não queria vir estudar por aqui? Tu falou bastante nisso, eu lembro bem.&lt;br /&gt;-Olha, querer eu quero, mas não precisamente aqui, senão que fora do Brasil, e além disso, estudar o que? Nesse ponto eu empaco.&lt;br /&gt;-Ah, tu faz alguma coisa de informática, acho que tu tinha falado em analise, ou algo da tua área...&lt;br /&gt;-Sim, é eu pretendia fazer analise, mas... mas né?&lt;br /&gt;-O que?&lt;br /&gt;-huuuaahahahahhaha!!!&lt;br /&gt;-Uahahhahah!!!&lt;br /&gt;-Ai isso é tão legal...&lt;br /&gt;-Ta, mas voltando... estava tu, com teus botões sem precisar chamar a mãe, ou deus, ou seja lá o que tu chama isso... no que fica?&lt;br /&gt;-Ah, fica numa coisa.&lt;br /&gt;-Como coisa?&lt;br /&gt;-Coisa. Não sei bem explicar, eu chamaria de coisa mesmo, com C maiúsculo.&lt;br /&gt;-Ta, explica logo, mula.&lt;br /&gt;-Tua vó torta. Mas então... indo para a Coisa.... chamo de coisa porque eu não gosto da idéia de centralização de poder, sabe, deus é poder, poder puro. Desde sempre, desde a história, deus é um resumo de muito poder, pensa... se tu precisa chamar ele pra te ajudar, é porque ele é mais poderoso que tu e pode te ajudar, seja a merda que for. Depois peguemos a história como aconteceu, e não como foi contada. Em nome de deus se matou muita gente, afinal, deus manda porque deus sabe o que é certo. As linhas tortas pelas quais dizem que ele escreve são os cadáveres dos &lt;i&gt;bruxos&lt;/i&gt; queimados, além disso, toda a riqueza da igreja ainda nos dias de hoje... nossa, tudo que tem vinculo com o deus que se conhece no cotidiano tem vinculo com alguma espécie de poder. A igreja universal comprou um canal de tv e uma radio. Poder de telecomunicação, poder monetário.&lt;br /&gt;-Sim sim, mas não confunda as igrejas com deus, não tem nada a ver.&lt;br /&gt;-Igualmente cara, como eu falei antes, deus e poder é um sinônimo intrínseco. Mesmo o teu deus, ele representa o poder que tu não tem. Bom, o que vejo de ruim, é que tudo isso está concentrado nessa figura de deus. Eu penso que todo esse poder é parte do TUDO, e quando digo tudo, digo TUDO, tudo mesmo. Todas as coisas que não conhecemos que estão pelo espaço, todos os seres vivos e mesmo as coisas não vivas, eu acredito que cada Coisa, tenha uma vontade interna. É como pensar que a pedra na beira do penhasco não agüenta mais a ânsia de estar ali olhando para baixo e um dia ela se joga, ou ela, cai... alguns diriam que é porque o tempo passou, o vento, a chuva, sol em fim... todas as coisas que influenciam na pedra. Eu acho um pouco diferente, acho que todo o ar ao redor, tudo ao redor estava ajudando a pedra a realizar seu insano deseja de se atirar penhasco abaixo e deixar de viver na agonia de estar a beira de um precipício. Ta... parece meio ridículo, mas se tu abrir um pouco os olhos, é tão ridículo quanto tua idéia de deus.&lt;br /&gt;-Touchet.&lt;br /&gt;-Heheee. :D&lt;br /&gt;-É, vejo que tu não é desmiolado... não era como eu pensava. Agora... ainda assim... eu preciso da imagem, do ponto de foco para direcionar minhas vontades.&lt;br /&gt;-Ah, que se foda. Eeeee.... vamos pedir uma pizza quando chegar!&lt;br /&gt;-Jaira!&lt;br /&gt;:D&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Foi uma conversa longa que tiveram, podia ser muito maior, poderiam ir juntos novamente as montanhas e pensar a respeito de verdade, escalar o máximo, destruir seus corpos até chegar num ponto máximo e ali pensar a respeito em todos os sentidos. Mas aquilo realmente foi bom de por pra fora. Ambos terminaram com suas pizzas em casa aliviados, satisfeitos em duplo sentido, agora aqueles malucos conheciam um passo mais para dentro da cabeça de cada um. Dois malucos, cada um, louco de sua maneira igualmente imbecil.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/666077865120475043-5667200672196594709?l=cafecomqueijo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/feeds/5667200672196594709/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=666077865120475043&amp;postID=5667200672196594709&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/5667200672196594709'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/5667200672196594709'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/2008/04/coisa-toda.html' title='A Coisa toda'/><author><name>Schiavoni</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06624238257551420638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-666077865120475043.post-5505404737689692516</id><published>2008-03-25T21:55:00.004-03:00</published><updated>2008-03-25T23:24:49.136-03:00</updated><title type='text'>blam!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;( Primeiro. Cansei. Não da pra ficar escrevendo tanto apenas para narrar os fatos de um amigo, depois de ser contado e re contado... perde-se a afobação por escrita que mesmo com um teclado novinho pedindo para ser usado, pedindo que se toque com velocidade suas teclas novas e macias, não sai... não da vontade... é... não... preciso de um tempo pra parar de escrever a história das cordilheiras, é muito chato escrever por obrigação de seguir o curso da história, pense num final para ela e pronto. Exploda a imaginação caso não gostou de ter terminado a série pela metade. Reclame com a tua vó, talvez ela lhe conte um final bonito, daqueles para dormir que só nos tempos das vós se fazia.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Isto aqui, (sim, essa linha mesmo, mais precisamente essa parte toda em italico), foi escrita depois de terminar de escrever o que vem abaixo. Não é necessário ler, não se perde nada, as idéias não fazem sentido e agora sim, por fim eu vou e fecho a porta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passaram tantas idéias na cabeça com esse tempo sob pressão....&lt;br /&gt;que seja, seja dito algo sobre isso! Sobre a auto pressão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Interessante como notei a diferença entre pessoas e pessoas. Algumas conheci a fundo, e para não citar nomes, vi que estavam perdidas. Não. Nada de deus, ou perdida nos caminhos do bem e do mal, indo para o mundo das drogas, nada dessa bobagem, me refiro perdidas em suas vidas mesmo, pessoas que não sabem o que querem. Ta bom. Eu confeço, sou uma delas, mas não é bem assim, não posso tratar-me como um desconhecido sem planos futuros. Tenho planos, mas tenho planos demais! Quero fazer tudo de uma vez, e como sempre pensei, não tenho certeza se vai dar tempo... bom, voltando aos outros malucos que conheço, sobre a pressão, a auto pressão de cada um. Conheci pessoas por esse verão com vários tipos de planos pessoais, planos de carreira e planos de vida, um pessoal que se "abriu" e comentou suas idéias.&lt;br /&gt;Uns querem formar-se, serem doutores, serem advogados, odontologos, ou seja lá o que for. Um par destes pensou em começar a sua carreira apenas por dinheiro. Um caso específico... um maluco faz odontologia pelo dinheiro que deve dar. Penso que ele não será um bom profissional. Acredito que faça seu trabalho, e apenas isso. Não transmitirá uma paixão pela profissão aos seus clientes nem fará marcas na memórias deles, será um doutor que fez tal cirurgia, nada mais.&lt;br /&gt;Tenho um pouco de... não sei, algo me entristece de pensar nessas coisas. Eu tive uma dentista muito bacana quando era pequeno, não sei exatamente porque mas aquela mulher fazia aquelas broquinhas de barulho aterrorizante serem muito divertidas.&lt;br /&gt;Um pessoal gasta tanto, mas tanto dinheiro com cerveja, com drogas ilucitas e outras coisas inúteis, até comidas... sim, comidas, sempre tem um gordo ou gorda por ai comendo muito mais do que o necessário e do que o que devia. Dai para alguns pergunto porque, qual a razão daquilo. Ja virou rotina, não que sejam viciados, mas parece que só sabem fazer aquilo ali em seu tempo livre, precisam se ocupar, precisam consumir essas coisas, precisam gastar o tempo, faze-lo desaparecer para poder dormir bem denoite sem pensar em nada. Entrei num tema que não tinha intenção... o ócio. Bom. isso fica pra um outro dia maluco.&lt;br /&gt;Voltando. Esses dias sai com uma mulher, daqueles decente, daquelas firmes em opiniões com quem posso discutir, falar abertamente, sem medo sem restrições. Fiquei um pouco surpreso em saber que ela deixava alguns homens um tanto amedrontados segundo uma amiga dela. Essa amiga falou que eles tem medo dessa segurança, dessa atitude voraz que ela tem de perseguir as coisas que quer e saber exatamente o que quer, essa, essa... não sei, essa coisa. Parei um pouco... é verdade, temos medo sim, afinal é uma pessoa objetiva, talvez ela te mate quando o desejar. OK, não é pra tanto, mas alguém assim, sendo mulher (sim, somos machistas.) e sua companheira, tu fica meio broxa pensando que ela é decidida (isso! essa é a palavra!) quanto a sua vida e tu tá por ali, do lado, não querendo nada com nada. Bom, isso me amedrontaria se eu estivesse ali sem querer nada com nada, mas como era exatamente isso que eu queria, tava tudo perfeito, afinal, nada com nada é quase uma especialidade de alguém semi-inconsequente. Parei um pouco e pensei num pessoal amigo meu... os caras realmente tavam "de boa" por ai, com algumas gatinhas, uns já em faculdade, uns ainda na casa dos pais, outros morando na capital do país. É, eles realmente não sabiam exatamente o que queriam para si mesmos.&lt;br /&gt;A falta de objetivo. Meta (sem piadinhas para os que viram a deixa). São vezes que tu fica sem norte, tu sai da escola, e agora não precisa necessáriamente continuar numa escola, agora tu vai se especializar... agora tu vai ser tu, vai sair do meio dos iguais e tomar um rumo que deseja. Realmente, é nessa faze que me encontro, é nessa fase que vi uns amigos e umas amigas passarem e alguns ainda passagem junto comigo. Incrivel como um punhado de opiniões fazem as vezes algumas diferenças drásticas. Uns deles vagabundeiam por uns meses, a mãe incomoda, o pai chinga de vagabundo e o tempo passa devagar. A decadência toma conta de alguns que se deixam levar pela preguiça de maneira incrontrolavel. Não sabem mais nem se mover direito. É certo que outros são um exemplo de inconformidade, buscam afazeres, mesmo que sejam os de casa, esses inventam suas oportunidades para fazer alguma coisa útil, não necessariamente algo que lhes agrade, senão que algo para fazer apenas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para tudo. Merda. A coisa desandou. Comecei num assunto... rodei rodei, não sai muito do lugar e me toquei pra outro justamente no começo tambem. Eu preciso de férias, férias da minha auto pressão em escrever sobre a viajem maluca. Agora que consegui me desligar, que tinha bilhoes de ideias fluindo durante todo esse tempo, como não anotei nada, nem em notas mentais... pronto. Ambaralhei-me. Eu vou embora.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/666077865120475043-5505404737689692516?l=cafecomqueijo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/feeds/5505404737689692516/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=666077865120475043&amp;postID=5505404737689692516&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/5505404737689692516'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/5505404737689692516'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/2008/03/blam.html' title='blam!'/><author><name>Schiavoni</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06624238257551420638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-666077865120475043.post-4820442763260192443</id><published>2008-03-19T18:57:00.005-03:00</published><updated>2008-03-24T00:48:44.600-03:00</updated><title type='text'>Subindo...</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Levantou descruzado suas pernas sem usar as mãos, de cigarro na boca e mochilas em mãos. Viu o primo de longe começando a atravessar a rua e foi em direção a ele.&lt;br /&gt;-E ai primo!&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;-Hola, que tal?&lt;br /&gt;Saudaram-se como se fizessem anos que não se viam e logo teve um breve relatório do que acontecera. O primo maluco havia se metido em confusão na noite anterior numa boate. Dera uns murros num cara até o segurança tirar ele pra fora, e num instante que foi pego, o mal perdedor que apagou dele voltou para atacá-lo de costas. Covarde. Agora o resultado era uma breve dor de cabeça e alguma dor no pescoço. Não haviam marcas claras, senão apenas uma cara de cansado, ou de bêbado sem cachaça.&lt;br /&gt;Caminharam até a sombra de uma árvore logo perto da esquina e esperaram a mãe do primo chegar, ela receberia uns papeis para finalizar os últimos negócios para a matrícula dele na universidade.&lt;br /&gt;Assim que chegou deu o esperado. Ela incomodou-o suficiente que uma mãe normal faria até convencê-los a serem levados para casa para saudar os avós dele e se despedir do pessoal antes de irem para as montanhas. Lá foram.&lt;br /&gt;Um oi pra todos e logo viu que o tempo passava. Já eram as seis da tarde e eles estavam ainda dentro da cidade, dentro de casa, dentro dos quartos e cômodos da casa conversando e tentando se agilizar. Não deu muito resultado, mas conseguiram uma lanterna que certamente seria útil.&lt;br /&gt;Pois bem, depois de não comerem, de mentirem que ambos haviam comido algo, foram para o carro para serem levados até as montanhas. Andaram mais de meia hora de carro até adentrar bem as montanhas, numa parte já alta e mais fresca da região. Desceram do carro e uma espécie de furgão, um pouco mais moderno, estacionou próximo à brita ao lado do rio (Rio Claro). Eles precisavam comprar alguma coisinha pra comer agora e na tenda que tinha logo ali (no meio do nada) não havia ninguém morando, ao perguntar para o motorista do furgão uma surpresa.&lt;br /&gt;"Calma, calma, no hablo mucho español."&lt;br /&gt;Aproximou-se.&lt;br /&gt;"Inglish?"&lt;br /&gt;"Yes, and france."&lt;br /&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;"humm... usted, digo, you know if there is some kind of market?" &lt;/span&gt;Apontando para a estrada de onde veio o furgão.&lt;br /&gt;"What?"&lt;br /&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;"To that way, there is any place where we can buy food or something?"&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Sentia que seu inglês não era tão fluente como uma vez fora. Estava pensando em espanhol, falando em inglês. Seus miolos estavam fervendo por tão pouco diálogo. Estava destreinado.&lt;br /&gt;"I dont know, Iam not from here."&lt;br /&gt;Ele entendeu que ele não entendeu bem a pergunta, queria saber se tinha alguma barraquinha de vendas, um quiosque, algo do gênero, não um market, um mercado em si. Viu que a coisa não ia render muito e queria subir logo as montanhas. Sua curiosidade e ansiedade por elas eram muito maiores do que as de conhecer a família francesa que estava naquele monstro de carro. Despediu-se e foram de carro na direção de onde veio o furgão. Resolveram andar um pouco. Em instantes já estavam de volta com alguns salgadinhos, bebida e uns pães caseiros.&lt;br /&gt;Deram tchau para todos que estavam no carro e foram subindo a montanha.&lt;br /&gt;No instante que viu o carro indo embora seu corpo recebeu uma injeção de adrenalina, e sentia-se revigorado, pronto para kilometros de estrada e muito suor pela frente.&lt;br /&gt;Justamente isso encontrou. Logo a diante tinham de subir pela costa um tanto íngreme de uma primeira montanha. Cada um levava uma mochila. A do primo era maior, por isso ele ficou encarregado de levar a barraca. Pronto, estavam subindo e já sentia uma satisfação gigantesca no peito, já inalava os ares das montanhas estufando o peito e como se os tragasse, ficava uns segundos sem respirar para aproveitar o efeito que aquele ar lhe provocava. Subiram a primeira montanha com certa facilidade até que chegaram numa parte mais plana.&lt;br /&gt;Logo ao olhar pra frente se depararam com uma espécie de represa em miniatura, ou em miniatura comparado a idéia de represa que ele tinha na cabeça.&lt;br /&gt;Bom, logo o primo explicou. Era uma antiga represa para represar as águas que vinham das cordilheiras quando chovia muito por aquelas bandas. Agora estava desativada e tinha um fluxo continuo de água.&lt;br /&gt;Era um caminho de mais ou menos três metros de largura que se prolongava contornando a montanha ao seu lado esquerdo. Logo ao lado do caminho, a parte da barragem, com uns dois metros de altura e três de largura havia uma parte feita de cimento e pedras de rio que era uma vala. Eles estavam na altura da boca dessa grande vala e caminhavam em direção as montanhas mais ao fundo com as mochilas.&lt;br /&gt;A poeira subia com seus paços firmes na terra árida e prosseguiam. Não demorou viram almas vivas por ali. Uns amigos com sarrafos para pescar andavam na direção contraria a deles, e logo lembraram.&lt;br /&gt;"Esquecemos as coisas pra pescar."&lt;br /&gt;"Que se foda."&lt;br /&gt;Teve uma breve lembrança de uma vez que pescara... nunca foi de peixes, de mares, ou mesmo de água. Confessava que adorava nadar, mesmo não sabendo praticar essa atividade muito bem, se esforçava sempre que tinha a oportunidade para satisfazer seu corpo.&lt;br /&gt;Como leu num livro sobre um lobo a pouco tempo...&lt;br /&gt;"A maioria dos homens não quer nadar antes que o possa fazer."&lt;br /&gt;Ele gostava das coisas que não podia fazer e adorava a idéia de fazer todas que ainda não aprendera a fazer. Pode-se chamar de burro, ou ousado. Ainda arrisco. Cego.&lt;br /&gt;Bom, sem vara de pesca e com mochilas no lombo prosseguiam rumo a dentro das montanhas. Observava cada canto, cuidava dos mini lagardos que via passar pelos cantos. As arvores eram grandes por ali no seu lado direito, estavam numa parte relativamente plana das montanhas onde a vegetação não era tão escassa, via arvores grandes ao seu lado com poderosas sombras e algumas pedras em meio a um centro mais desmatado onde pelas latas de cerveja atiradas nos cantos se via os restos de algum resto de animal imbecil que passou por ali algum tempo atrás. Ficava brabo de ver esse tipo de restos. Latas que eram verdes já estavam rosadas e nem perto de decomporem-se... pensou na maneira de se estimar o tempo de decomposição dos materiais e pensou: "isso fica pra depois, por hora vamos nos focalizar com a redenção da paisagem..." e focalizando os morros altos ao longe que produziam um firmamento extremamente alto onde sua imaginação o colocava no topo das montanhas, como num filme, de braços abertos poderia gritar:}&lt;br /&gt;"Iam the king of the world!"&lt;br /&gt;Obviamente não falava sobre o rei que nascia em sua cabeça, mas pensava em todas as possibilidades das montanhas, na maneira que a fauna e a flora se encaixavam e permitiam que tudo vivesse ali... pensou em não voltar mais, em se perder do primo de propósito e com o que tinha de imaginação descobrir o que comer e quem sabe, excluir-se por completo do mundo que o fazia pensar dias a fio sem conseguir chegar perto de uma resolução, perto de uma resposta simples, perto de uma meta em defesa de algo que julgava maior... ele queria fugir. Sentiu isso, descobriu suas intenções. Não vai fugir. NUNCA! bradou internamente enquanto caminhavam, e por dentro chegou a rir... pensava simplesmente que os pés se colocariam um atrás do outro, e assim seguiria a corrente. Subiria a desejada montanha.&lt;br /&gt;Caminharam por mais de horas contornando a montanha e adentrando cada vez mais nas montanhas que se erguiam soberanas sobre suas cabeças. A paisagem não mudou, exceto pela altura. Notava-se agora uma enorme queda para a direita e uma morte certa caso alguém caísse. No chão viram marcas claras de que algum carro havia passado por ali recentemente. A estrada cabia perfeitamente para um carro passar, entre a mini represa que havia ao lado esquerdo e a queda-quase-livre da direita.&lt;br /&gt;Uma poeira se levantava mais longe na estrada onde a montanha fazia uma curva, não demorou e viram uma caminhonete vindo na direção deles em velocidade relativamente alta em relação as condições do terreno. Diminuiu um pouco e ambos se distanciaram, ele foi para a direita enfrentar o medo da queda e o primo para a esquerda, tranqüilo com a montanha ao seu lado. O carro passou e eles acenaram para o motorista e seu acompanhante. Se tratava de trabalhadores, provavelmente da empresa estatal do país de mineração ou algo do gênero. Ignoraram e foram em frente pela estrada.&lt;br /&gt;A barraca fazia algum peso carregando na mão. Resolveu usar a cabeça. Colocou-a sobre a mochila nas contas e a apoiou com a cabeça, com as alças dela apoiou na testa e pronto, estava revigorado de novo, o peso era menor quando carregado próximo ao tronco. Sentiu outra injeção de adrenalina nas veias e seu coração pulsou mais forte assim que viu uma espécie de caverna logo a frente. Estava como uma criança, louco para ir por dentro do túnel. Desacelerou sua batida ao ver mais trabalhadores ao redor da caverna. Não teria problema, provavelmente passariam por ali dando um oi e deu... Chegaram na boca caverna. O sol estava ficando escasso e a caverna parecia amedrontadora. Teriam de passar ou por dentro dela para chegar ao outro lado ou passar pela costa íngreme para prosseguir.&lt;br /&gt;"Vamos por dentro! ihul!" lançou-se em direção a caverna e logo o primo parou. Olhou para trás e se deparou com uma cena que não esperava. Um magrela auto abraçando-se com medo da caverna repetindo.&lt;br /&gt;"NO! hay murcielagos! hay murcielagos!"&lt;br /&gt;Pensou um pouco...&lt;br /&gt;"murcielagos... murcielagos... morcegos!"&lt;br /&gt;Internamente teve que dar uma pausa para rir do primo. Não esperava que o magrão que conhecia tão bem tivesse medo de morcegos, não que fosse medo, era pavor, ele viu nos olhos arregalados dele as suplicas para não entrarem. Por um instante tentou insistir mas deixou-se levar pelo primo que insistia que haviam morcegos ali dentro. Antes de sair da boca do túnel escuro algo saiu voando e ele via as asas perfeitas de um pássaro da região que já vira voar por ai durante a caminhada, mas o primo insistia.&lt;br /&gt;"Ellos provacan rabia! No, vuelve! no entre ahí! Ya listo, vamos por fuera, anda, sale!"&lt;br /&gt;Bom... ele não se importava com a raiva, e também tinha medo de descobrir algum bicho maldito logo ali no túnel, logo no começo das montanhas, mas tudo bem, se por infortúnio o primo estivesse certo, talvez um arranhão dos supostos morcegos fizessem a viajem acabar num hospital. Foi com ele, o projeto de advogado ganhou a causa. Fizeram a volta e começaram a ir pela costa do túnel. Era íngreme e com as mochilas a coisa ficava pior. Até pararam para tirar água do joelho naquelas alturas. Era linda, e não se pode comentar o fato sem descrever a maravilhosa sensação que lhe envolveu ao ver sua urina escorrer penhasco abaixo, com uma natureza incrivelmente maravilhosa ao seu redor e a brisa fazendo seu &lt;i&gt;cabelos &lt;/i&gt;balançarem um pouco... era a sensação de estar livre de tudo, a sensação de se encaixar na natureza.&lt;br /&gt;"Hola!"&lt;br /&gt;Logo um trabalhador se aproximou e cumprimentou-os. Avisou que por fora era complicado de ir a pé e manter um nível mínimo de segurança, sugeriu que fossem pelo túnel. Era só alegria. Sentiu o coração faceiro com a notícia e por dentro dizia pra si mesmo.&lt;br /&gt;"JAIRA!"&lt;br /&gt;Estavam voltando pela costa para entrar no túnel. O primo teve de sacar a lanterna como ultima arma contra seu medo. Nela se agarrou feito uma criancinha que agarra a perna da mãe quando está com medo e seguiu em frente com passos receosos. Ele andou mais na frente sem nada, sorrindo e feliz com a mini aventura de entrar em um lugar tão absurdamente escuro mesmo com alguma luz do dia. Era úmido e ouvia-se alguma coisa no teto, teto que o tempo todo era iluminado pela lanterna do primo que com uma cara de pavor caminhava mais rápido agora que entrou na mini caverna. Ele bradava palavras de emoção enquanto caminhava pelo terreno quebradiço daquele estranho lugar. Estavam no meio e ainda faltava algo para caminhar, não se via a luz do outro lado como nos filmes, e ao olhar para trás, também não se via a luz da entrada, o primo estava ofegante e caminhava cada vez mais depressa até que viram um resquício de luz. Ele fez um "aahhhhh" de desanimo interno porque queria ver mais daquilo, mas prosseguiu fitando as paredes ao redor e reparando na arquitetura marcada por escovadeiras humanas, eram pedras caindo pelos lados e no fim, saia numa parte mais lodosa, afinal ali era onde a água ficava quando descia as colinas ao seu lado, não é de se estranhar que seja tão úmido e lamacento. Pois bem, nos passos finais o primo deu uma corridinha como que correndo do bicho-papão ou do monstro do armário. Saíram e viram que seguir significaria acabar com os tênis e calças na lama. Ao seu lado direito, acima de uma parede de dois metros ficava novamente a parte mais plana por onde caminhavam antes.&lt;br /&gt;"Vamos subir!"&lt;br /&gt;Atiraram as mochilas e ele subiu primeiro, tinha mais base, seria mais fácil puxar o primo. Subiu quase sem dificuldade ajudado pelo primo fazendo apoio em baixo e logo estavam os dois se armando com as mochilas logo acima. Seguiram caminhada e não demorou muito encontraram mais um mini penhasco e viram o rio ao seu lado direito. Imagens imaginadas inundaram sua cabeça pensando porque as comportas eram necessárias a anos atrás. O riu ia ficar imenso em uma chuva forte, as corredeiras devastariam não só as arvores e as tocas de tudo o que vive a ribeirinha, mas também as casinhas e a ponte que vira logo antes de começar a subir as montanhas, as coisas ficariam feias e as famílias correriam desesperadas contra a força da natureza. Pois bem, arrumaram um jeito de pará-la. As milagrosas comportas.&lt;br /&gt;Seguiram viajem e chegaram a maior comporta, que infelizmente não satisfez sua imaginação. Era menor que o esperado e podia ser operada manualmente, significava que haviam varias roldanas por ela para subir e desses a chapa de metal que limitaria a correnteza. Era amarelada e alguns tons de azul e laranja em algumas partes, As correntes e a chapa já estava enferrujadas, mas as roldanas por segurança estava com enormes cadeados para que nenhum intruso alterasse o nível que havia sido estabelecido pelos últimos operadores. Viram as pedras do rio imensas atrás da comporta e notou que se podia caminhar por lá. A noite já estava caindo e eles ainda não começaram a subir a primeira montanha maior. Queria apressar-se, mas estava emocionado com as comportas. O primo sugeriu ficar ali mesmo, armar a barraca na parte de concreto plana da comporta e seguir viajem ao amanhecer. Ele não queria, de maneira nenhuma.&lt;br /&gt;A parte mais alta da comporta estava com uma escada aberta para o lado, ele fitou-a e num estalar de dedos entendeu o que significava. Fez um pouco de força para levantá-la e encaixou no pino a direita para que ela ficasse trancando a passagem, mas servindo de escada para a parte de cima da comporta. Começou a subir e viu muitos, muitos mosquitos em cima. Desceu já com a resposta na cabeça. Muniu-se de axe e um isqueiro e ao retornar para cima da escada aniquilou-os todos, deixando vários tostados no chão e alguns agonizando sem suas asas. Subiu ele e o primo e admiraram a vista ali de cima. Que lindo ver o rio adiante, calmo, na serenidade do cair do sol refletindo a lua em sua película de água plácida. Mirou as montanhas e notava o vento que devagar fazia todas as arvores gingar num mesmo ritmo leve e sereno como se tudo estivesse dizendo: "acalmem-se, o mundo nunca acabará". Ele sempre pensou que não, mas vendo aquilo, tinha a certeza mais certa de todo o mundo, sentia que aquilo era viver, aquilo, sentir na pele, ver com seus olhos, sentir o som do vento, sentir o cheiro das colinas, do rio, aquilo sim era viver de verdade.&lt;br /&gt;Desceram dali e logo decidiram. Se encontrassem uma trilha do outro lado da comporta, seguiriam. Ele estava certo de ter notado uma trilha lá de cima, não tinha como errar. Se latas de cerveja foram vistas logo na entrada da comporta, não havia porque pararem ali. Estavam no outro lado e com alguns saltos ele disse a má notícia ao primo.&lt;br /&gt;"Achei! Achei uma trilha! Hahá! te fudeu, vamos subir!"&lt;br /&gt;Em galopes ficou mais alguns metros mais acima e viu seu primo de cima com uma cara não muito feliz de ver aquela trilha. Ele sabia, havia uma trilha ali, mas esperava que com a noite, ele não fosse capaz de encontrar.&lt;br /&gt;Um mini riacho corria logo ao lado da entrada da trilha, era feito de concreto moldado como se fosse uma calha, provavelmente para fazer alguma parte da água que escoria descer atrás da comporta. Ignoraram a água e foram subindo...&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/666077865120475043-4820442763260192443?l=cafecomqueijo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/feeds/4820442763260192443/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=666077865120475043&amp;postID=4820442763260192443&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/4820442763260192443'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/4820442763260192443'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/2008/03/subindo.html' title='Subindo...'/><author><name>Schiavoni</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06624238257551420638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-666077865120475043.post-6996897250599984277</id><published>2008-03-15T19:12:00.008-03:00</published><updated>2008-03-19T18:56:37.694-03:00</updated><title type='text'>Uma missão, uma barraca.</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Não havia dormido muito bem apos todo aquele turbilhão de emoções e ações. Dormira pensando, dormira arrependido de suas ações.&lt;br /&gt;Foi engraçado acordar duplamente arrependido. Havia se arrependido de arrepender-se, reconstituiu-se &lt;i&gt;solo&lt;/i&gt; e se colocou de pé. O dia prometia, era um dia para as cordilheiras tão sonhadas. Pensou que fez o melhor, e mesmo se não fosse o melhor, não valia a pena ficar pensando e pensando se torturando com os piores pensamentos que sua mente maligna faziam. Cansou de pensar, afinal, os cigarros já estavam ficando escassos e teria de gastar mais neles.&lt;br /&gt;O dia passou e depois de montarem as mochilas, ele e seu primo se deram conta de que estavam sem uma barraca. Como diabos queriam passar umas noites nas cordilheiras sem uma misera barraca ou lona?¿&lt;br /&gt;Pois bem, adiou-se as cordilheiras por motivos de forca maior. Ligaram para deus e mundo e ninguém tinha uma barraca para emprestar-lhes. Saíram de Santiago, em direção a Rancagua foram a normais 120. Em uma hora e uns minutos já estavam cumprimentando os familiares e se instalando no quarto de duas camas com algum cheiro de mofo.&lt;br /&gt;O dia passou, mais alguns telefonemas e nada de encontrar uma maldita barraca.&lt;br /&gt;Claro, eles poderiam comprar MAIS UMA, mas já tinham uma, porque não usar? Estava a uns 900kms ao sul, junto com o pai da namorada do seu primo. É uma pena.&lt;br /&gt;Pois bem, que envie a maldita barraca e deu. Levaria uns três dias para chegar, mas igualmente foi enviada para ser levada a novas aventuras futuras no Uruguai.&lt;br /&gt;Voltaram a Santiago. Era segunda feira e seu primo precisava matricular-se na universidade. Mais um dia perdido que poderiam estar perdendo-se pela cordilheira louca e busca de aventuras para contar a seus netos.&lt;br /&gt;Era de noite e estavam se arrumando para ir beber na casa de um amigo, estava penteando os cabelos quase negros olhando para cada fio contra o espelho quando seu primo bateu a porta e abriu de leve.&lt;br /&gt;"É pra ti.&lt;br /&gt;Agarrou o telefone e escorou-o contra a orelha direita.&lt;br /&gt;"Alo?"&lt;br /&gt;"hola rafa..."&lt;br /&gt;Não acreditou no que ouvira. Uma voz suave e amável lhe dirigia a palavra, a morena ligara para dizer mais algumas coisas. Por um instante colocou a mão no bolso e teve certeza de suas lembranças quando tocou o pedaço de níquel de um real. Seguiu falando.&lt;br /&gt;Ligara para desculpar-se, para pedir perdão por seus atos impensados e queria voltar a vê-lo antes de ir, queria ter um tempo para conversar direito do jeito que naquela noite ele propusera ("Podemos conversar, mas não assim."). Aproveitou para adiantar as desculpas a respeito de seu comportamento cru e serio. Notara que ela estava um pouco bêbada naquela noite, talvez depois de telo cumprimentado resolvera resolver as coisas da maneira mais covarde, bebendo. Combinaram um encontro simples sem nenhum pretexto, o combinado seria ir terça feira buscá-la em sua escola e dai em diante seria decidido la mesmo. Afinal a barraca não havia chegado... e falando em barraca...&lt;br /&gt;"no sabe de nadie que tenga una carpa?"&lt;br /&gt;"si, claro, la Rebe tiene, es la que usamos"&lt;br /&gt;"uh! verdad!"&lt;br /&gt;pronto, rebeca, uma amiga em comum tinha uma barraca e provavelmente emprestaria.&lt;br /&gt;Fez a mochila e pela terça ao meio dia se foi a rancagua. Chegou lá meio tonto, mochila nas costas e um colégio para ir... Uma vez havia ido de carona, resolveu ir da maneira mais "correta" dessa vez apenas para variar. Pediu umas informações para um pessoal perto da parada e pronto, estava a caminha do dito colégio Coya. Chegou cedo, ela sairia as 17:30 e já eram por volta das 15 quando sentou-se no gramado a frente do colégio e pôs-se a ler seu livro maluco novamente. Leu e leu, o tempo passou e ele mal notou os carros que se enchiam de gente para ir para casa depois de um dia de escola. Seguia lendo quando de repente dois pares de pernas bem torneadas se mostraram a sua frente. A Rebe, e a morena.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;"Hola."&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;"Holaaaa!!!"&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;"oi!"&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;levantou-se e logo averiguou a respeito da barraca, sua missão, no fundo era conseguir a barraca, não era? Se perguntava mas sabia que não era apenas uma missão simples a fim de materiais, Rebe se foi mas garantiu o empréstimo, tinha certeza que a barraca do seu pai estava em casa, seria ir e buscar. O ultimo detalhe era o local onde ela morava... Outra cidade, Graneros, um mini povo, mais ou menos um quarto ou menos do tamanho de Rancagua, algo realmente pequeno. Contudo, longe.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Foi convidado a conhecer melhor o colégio Coya e se foi conversando com a morena, viu as salas onde ela estudara, viu os parquinhos de crianças que havia visto uma vez por fotos e deu algumas voltas pelos gramados que numa certa noite desejara poder pisar. Caminharam um pouco e ele carregou a bolsa dela, uma bolsa mais pesada que sua mochila, quadrada de tantos cadernos. Chegaram a uma espécie de parquinho de crianças... algo semelhante a isso conhecera com ela num tal de Club Ansco, ou algo assim, cerca da casas dela. Aquela fora uma linda tarde no club... voltou para si e se via cru conversando com ela, em cima de uma espécie de casinha de crianças conversaram a respeito do que passara no Estudio 3, e a respeito das conseqüências. Ele ficou surpreso ao saber que o real que havia recebido era um real que ela adquirira quando viajou para seu país mais não o viu. Ela criou seu amuleto e o entregara raivosa para ele naquela noite, contudo, agora com calma e mais suavidade e maturidade em suas palavras, conseguiam conversar naturalmente e se entender como nos &lt;em&gt;velhos&lt;/em&gt; &lt;em&gt;tempos&lt;/em&gt;. Entregara sua moeda de volta, e notou nos olhos dela o quão feliz ela ficava por isso, uma olhada no pequeno pedaço de níquel fez uma certa diferença para o dia dela.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Caminharam para fora da escola e ela pediu-lhe a mão. A principio relutou, sabia no que daria, mas acabou cedendo com carinho e acariciou novamente aquelas pequenas mãos morenas que uma vez lhe afagaram os cabelos nas noites de Viña.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Pegaram uma carona inesperada com uma professora dela que saia de carro para Rancagua. Antes de entrar, ela combinou sozinha uma coisa.&lt;br /&gt;"Cualquiera cosa, eres un amigo."&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Ele entendeu o que isso significava. Significava que ela não havia mudado, que não ia mudar tão cedo, ela não ia dizer quem exatamente ele era para as pessoas senão ia apenas fingir outros tipos de relações. Ninguém nunca podia saber, era uma vergonha. Ele passou por muitas e boas em seu pais com a cegueira de que a coisa talvez fosse mais pra frente, depois de tanto tempo entendera que não era a mesma coisa para os dois, não era recíproco. Via problemas que ela inventava ou gostava de ter e nunca mudava nada de sua vida. A mentira estava presente sempre que ele também estivesse presente. Como confiar em alguém assim? É tão difícil falar a verdade sem vergonha ou conseqüências que ela traga? Que se foda, ia pensar a respeito disso uma outra hora, não queria mais nem saber de discussões naquele momento.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Desceram do carro e discutiram a respeito de onde ir. Ela queria um local privado e seguro. Ele não queria ir a casa da família emprestada, encontrava o cumulo do abuso levar uma garota la sem mais nem menos sendo que ele nem havia os visto naquele dia. Final das contas, a mãe dela estava pela cidade e ela &lt;em&gt;morria de medo &lt;/em&gt;de encontrá-la por ai de mãos dadas com ele. Sua raiva subia por isso. Não podia ir a uma praça, não podia ir a casa dela, não podia ficar por ai tranqüilamente porque ela começaria suas manhas rotineiras que ele já conhecia. Era uma mimada, e provavelmente não mudaria tão fácil. Pensou um pouquinho mais e abriu as opções, pensou que ela simplesmente quisesse, ou desejasse um hotel ou motel ou hostal ou seja lá o que for para ter uma oportunidade de fazer amor com ele novamente. Via em seus olhos algum desejo químico. Os olhos verdes ainda a hipnotizavam como da primeira vez. Trocaram carinhos no ônibus e beijos românticos lembrando dos velhos tempos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Levantou-se da cadeira e foi pedir informação ao chofer sobre onde poderia encontrar um hotel ou motel para uma noite no Maximo. Começou a conversar, o cara gostou dele e simpatizou muito, contando suas aventuras e desventuras na profissão de motorista de ônibus. Viajava por todo o pais e ficava exaltado contando, começando a suar por suas lembranças e reviver algumas emoções enquanto conversava com ele. Ele, esquecera dela e já descobrira todos os hotéis possíveis em Rancagua, de repente ela grita.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;"Hey!!! vamos bajar ahy, vi un hostel ahy atras!"&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;"Watt?! mucho gusto señor, voy bajar aca, gracias! que te vaya bien!"&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;"igualmiente compadre! buena suerte!"&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;O chofer mirou pelo espelho e entendeu do que realmente se tratava. Soltou um sorriso safado para ele com uma piscadela de olho como que dizendo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;"vai firme!"&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Não no sentido literal mas sim no... bom, é compreensível. Desceram e voltaram menos de uma quadra caminhando. Uma senhora de uns cinqüenta anos mais ou menos os atendeu simpaticamente e ofereceu-lhes um quarto sem pedir identidades nem nada do gênero, apenas que se acomodassem e qualquer coisa estava por ali para servir-lhes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Sentaram na cama. Conversaram assim mesmo durante um bom tempo, e não tardou para deitarem-se e fitando uma televisão de lcd desligada acima da cama conversaram mais a respeito de tudo um pouco, trocaram carinhos e beijos na face, dos tempos que dormiam numa cama de solteiro. Ele a repousou de costas na cama e ficou frente a frente aquele rosto novamente. Era apaixonado por aqueles olhos café, aquela pele suave e linda. Fitou seu rosto durante o tempo que seu braços treinados agüentaram segurar seu peso sem tocá-la. Quando cansou, deixou seu peso guiá-lo e beijou-a como nunca.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Era uma pena.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Fora uma linda tarde juntos, com pequenas discussões e conclusões. Antes de saírem do quarto, conversaram por um tempo mais e vira aqueles olhos café não agüentarem novamente, lagrimas escorriam por seu rosto moreno, sabia o que ia acontecer, já sentia a perda dele, já sentia falta de seus abraços abraçando-lhe forte e acariciado seu corpo por toda sua extensão. Sabiam que aquilo era uma tortura para ambos, que eram masoquistas declarados. Não havia explicação, senão essa.&lt;br /&gt;Abriram a porta do quarto depois de se arrumarem e ele pegar umas dicas de como chegar na casa da amiga. Instantaneamente uma senhora que estava por ali veio correndo na direção da porta deles.&lt;br /&gt;"El reitor de tu cole esta aca tomando un té!"&lt;br /&gt;Sim, ele entendeu bem. O mais absurdo das coincidências passara. Eles fugiam da mãe dela no começo (ou essa era a desculpa do hostal), não ficaram nas ruas e não se enfiaram em qualquer lugar pagou caro pelo local (8 mil pesos chilenos, um detalhe aqui: ao reclamar do preço mesmo pagando ela soube que ele estava duro de &lt;i&gt;plata&lt;/i&gt; e não lhe restavam muito para toda a semana.) e andou bastante até encontrar um local não muito comum ou que pudesse ser conhecido. Pois é, justo o diretor da escola dela (lembrando que ela ainda estava de saia e camisa do colégio) estava logo ao lado e algo comunicaria a sua mãe, além de um longo interrogatório antes de partir em paz (com sorte) com um rapaz estrangeiro depois de algumas horas num quarto. Ele viu aquele eterno medo na cara dela. Isso lhe irritava. Sempre irritou, o mesmo problema de sempre. Ela tinha 17 anos e não podia contar a verdade nunca. Que seja.&lt;br /&gt;Saíram correndo pelos fundos onde havia uma porta de ferro que dava para uma praça escura e desconhecida. A velha mostrou o caminho e abriu com dificuldade a porta raramente utilizada.&lt;br /&gt;Saíram rindo e por instantes esqueceram do futuro que lhes esperava.&lt;br /&gt;Levou-a para sua aula de condução (Já com 17 se pode ter carteira, basta saber dirigir e ter noção de leis de trânsito).&lt;br /&gt;Despediu-se dela e ficou parado esperando para vê-la saindo de carro. Sorriu com alegria quando a viu sair perfeitamente sem problemas com o carro. Fumava um lucky clássico e sentia a distância aumentando com o tempo.&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;Caminhou em direção as linhas de trem. Sabia que pelas linhas, bastaria caminhar e caminhar até chegar na estação da cidade, uns 15 kms de distância caminhado a partir da estação de Rancagua segundo as informações que umas pessoas lhe deram pelo caminho. Conheceu uma morena linda no caminho e se não fosse pelo dinheiro teria convidado a comer ou tomar algo apenas para conversar mais com ela. Tinha na cabeça que esquecer com outra pessoa era mais fácil... lembrou do cara de mãos dadas a morena naquela noite. Realmente. Com outra pessoa, é mais fácil.&lt;br /&gt;Continuou a caminhar. Encontrou as linhas do trem e seguiu por elas de longe, pois uma grande não permitia entrada nelas. Sabia que sempre haviam passagens para pedestres ao longo da linha, seria questão de tempo até encontrar uma. Seguia pela noite, com uma mochila caminhando devagar muito tranqüilo, aproveitava a brisa da noite que o embebedava com cheiro de montanhas, com cheiro daquele país maluco.&lt;br /&gt;Certa hora desconfiou de sua localização, já que o Chile era um país de trens, talvez houvessem linhas diferentes. Perguntou a duas senhoras como chegar em Graneros.&lt;br /&gt;(já numa tradução mais direta)&lt;br /&gt;-Com licença senhoras, uma informação por favor...&lt;br /&gt;Elas o olharam meio desconfiadas e mas logo notaram sua boa índole.&lt;br /&gt;-Se eu seguir por esta linha de trem eu chego em Graneros?&lt;br /&gt;-Sim, mas a estação fica para o outro lado.&lt;br /&gt;-Não tem problema, a idéia e ir a pé mesmo, obrigado. E ao se virar foi interrompido de maneira inesperada.&lt;br /&gt;-Tu ta maluco?! tu não vai sair caminhando assim a essa hora!&lt;br /&gt;-Já pesou se acontece alguma coisa?! Tem gente má por aqui!!!&lt;br /&gt;-Não, tu não vai ir caminhando, pega um coletivo dobrando aquela esquina e pronto, não tem porque se arriscar.&lt;br /&gt;-Bom, não tem problema eu costumo andar por ai de noite e...&lt;br /&gt;-Não mesmo! Não vou deixar tu sair assim de noite! Quantos anos tu tem?&lt;br /&gt;-Mas não tem problema, nunca acontece nada!&lt;br /&gt;-Ta, mas quantos anos tu tem?&lt;br /&gt;-19.&lt;br /&gt;-Agora sim que tu não vai! A idade do meu filho, imagina a tua mãe se te acontece algo! Não mesmo!&lt;br /&gt;-Acontece que eu não tenho dinheiro, e não tem importância, não vai acontecer nada.&lt;br /&gt;-Não! Pode acontecer, tu não conhece por aqui, as pessoas matam gente por aqui, assaltam, aqui não é um bairro tranqüilo. Pega, toma esse dinheiro.&lt;br /&gt;Ela havia revisado sua carteira e lhe mostrava uma nota de mil pesos para ser recebida.&lt;br /&gt;-Não! Capaz! Não é necessário, eu vou caminhando senhora, não precisa se preocupar.&lt;br /&gt;Quase lhe dava as costas, não queria aceitar o dinheiro dela. Sabia que precisava, porque talvez até faltasse pra comer aquela semana, então queria poupar o Maximo indo a pé.&lt;br /&gt;A morena sabia disso e lhe deu todo o dinheiro que tinha, pouco mais de mil pesos, os quais ele recusou sem ela saber, a cada dinheiro recebido escondia dentro da mochila dela. No final pensou bem e achou melhor aceitar a ultima proposta, que pegaria emprestado da amiga o dinheiro para pagar a metade do valor no hostal que ficaram aquela tarde, mas agora as senhoras que nada tinham a ver, não deviam estar dando-lhe dinheiro.&lt;br /&gt;-Não, pega! toma isso aqui e não se preocupe que não me fará falta, deve ser suficiente para o coletivo e para que chegue em segurança até teu destino. Forçou que aceitasse o dinheiro segurando a sua mão e o colocando sobre os dedos. Ele pensou por um instante...&lt;br /&gt;Um dia ajudará um maluco qualquer com uma quantia semelhante.&lt;br /&gt;-Ta bom moça. Mas aonde pego o coletivo, e qual deles?&lt;br /&gt;Ela explicou o caminho e se foi. Se foi de coletivo naquela noite, e chegou até a casa da amiga muito tarde, próximo das onze da noite quando entrou pela porta da padaria deles e conheceu seu avô.&lt;br /&gt;Conversou até as duas da madrugada com o pai dela, e finalmente foram dormir.&lt;br /&gt;Leu um pouco antes de deitar a orelha no travesseiro e finalmente dormiu como uma pedra. Sabia que as sete deveria despertar para recolher suas coisas e a barraca e ir embora o quanto antes (ele odiava abusar de pessoas não exatamente próximas), esse era o plano.&lt;br /&gt;Acordou com o rosto lindo de Rebeca despertando-lhe numa manhã fria. Pensou rápido. Fez tudo rápido, tomou banho rapidamente, arrumou tudo que havia usado, ordenou suas coisas e estava pronto para partir quando sua amiga corre até o quarto.&lt;br /&gt;-Más noticias.&lt;br /&gt;-O que? Se não for com relação a dinheiro, não tem problema.&lt;br /&gt;-Não consegui a barraca ainda, está a casa de um amigo ao lado e ele ainda está trabalhando. Assim que chegar em casa ele te trás a barraca.&lt;br /&gt;-Certo, não tem problema.&lt;br /&gt;-Ta, mas como fazemos?&lt;br /&gt;O combinado era ir junto com ela para a escola.&lt;br /&gt;-Bom, vá para a escola, não quero incomodar, não tem porque faltar aula nem nada, eu espero aqui e assim que chegar eu vou embora.&lt;br /&gt;-Certo.&lt;br /&gt;Despediram-se amigavelmente e pronto, ela se foi e ele voltava a seu livro em cima da cama.&lt;br /&gt;Leu e leu até que seu olhos cansaram. Havia dormido pouco e resolveu voltar a dormir. Mesmo de roupa sentia frio, tapou-se e ferrou no sono. Foi despertado pela tia, mãe de sua amiga sorridente na porta, avisando que havia chegado a barraca.&lt;br /&gt;Alguma despedida, se arrumou de novo despediu-se do pai da Rebeca cordialmente e agradeceu por tudo de verdade (a barraca era dele), prometeu trazê-la de volta assim que terminasse de usar. O tio queria que ele ficasse para almoçar, havia simpatizado com ele e gostara das conversas, não teria problema em ficar mas ele sabia que teria que fazer inúmeras desfeitas para não vomitar alguma fruta ou comida estranha para seu corpo, logo, recusou e inventou que seu primo chegaria logo e deveria partir de imediato.&lt;br /&gt;Um par de tchaus e se foi de volta a rancagua.&lt;br /&gt;Não sabia quanto demoraria pelos trilhos, e de dia, suaria pelos cotovelos, achou melhor aproveitar o resto do dinheiro que a gentil senhora lhe dera na noite anterior para usar de uma maneira útil, investiu mais 100 pesos e voltou de coletivo até Rancagua, onde caminhou até uma praça e lá lia seu livro na companhia dos últimos luckys que lhe restavam.&lt;br /&gt;Estava muito bem lendo fascinado com a história toda quando de repente escuta uma freiada brusca de um carro, os pneus rangindo alto no asfalto.&lt;br /&gt;"rrrrrrrrrrr!!!"&lt;br /&gt;Como ele sempre fazia quandou ouvia isso, fez denovo. Disse em voz alta como se o carro fosse bater.&lt;br /&gt;"Craassshhh."&lt;br /&gt;E o carrou repetiu o som de sua boca com ironica.&lt;br /&gt;"rrrrr Craasshhh!!!"&lt;br /&gt;Ele nao acreditou, saiu do livro e olhou em volta. De longe avistou um carro que batera na traseira de outro. Instantaneamente riu imensamente até não aguentar mais. Seu estomago doia, ele tinha convulsões de riso sozinho na braça brangindo uma risada imensa com um livro louco na mão. Cansou de rir, e aos poucos conseguiu se acalmar... voltou ao livro.&lt;br /&gt;O livro distraíra sua atenção e pensamento até que acabou a história. Leu a capa, contra capa, tudo que tinha, até direitos de impressão. Não havia como escapar...&lt;br /&gt;Baforava e pensava na tarde anterior com a morena. Queria poder ignorar o que sabia... mas não era possível, ele sabia do futuro.&lt;br /&gt;Ele terminou seus cigarros e comprou mais luckys.&lt;br /&gt;Martelava sua cabeça com longos pensamentos encadeados enquanto esperava seu primo que chegaria umas cinco da tarde. Pesou, fumou um... dois... oito.&lt;br /&gt;Estava fumando quando um par de garotas passaram por ele flertando com os olhos e sorrindo. Ele sorriu de volta e uma delas riu enquanto a outra parou e atirou-lhe um beijo de longe e seguiu o caminho com sua amiga. Pensou logo depois: Lindas garotas.&lt;br /&gt;Tragou uma ultima vez antes de ver seu primo chegar ali perto e logo se levantava, eles iam em direção a cordilheira.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/666077865120475043-6996897250599984277?l=cafecomqueijo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/feeds/6996897250599984277/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=666077865120475043&amp;postID=6996897250599984277&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/6996897250599984277'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/6996897250599984277'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/2008/03/uma-misso-uma-barraca.html' title='Uma missão, uma barraca.'/><author><name>Schiavoni</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06624238257551420638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-666077865120475043.post-8398913257521565745</id><published>2008-03-10T04:23:00.005-03:00</published><updated>2008-03-15T19:07:26.540-03:00</updated><title type='text'>E3 - um real</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A pedidos e a necessidade de expressao...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aniversario de um amigo. Nada de mais, apenas umas bebidas chilenas e uns salgadinhos pela mesa do meio centralizando uma conversa na sala da casa do &lt;em&gt;seba&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Um oi pra cada pessoa da casa e entramos. Muitas risadas, umas discussoes politicas e um brasileiro soh bebendo cerveja pra completar a cena. Piscola, a bebida mais comum daqui, trata-se de pisco (uma especie de cachaca melhorada) com coca ou alguma outra coisa com gas; essa era a bebida da casa, todos bebendo, todos muito loucos, bebendo e conversando. Um bom comeco de noite rancaguina. Comemos amburguesas, nada mais que uns paes com amburguer num breve buffet de coisas a se servir. Estava otimo. Mais ao final das conversas sugeriu-se (pra variar, unica e exclusivamente para variar...) ir numa disco (Aqui, a fraqueza do nosso heroi, reguetón, o estilo e musica mais badalado do momento nao faz o seu genero musical, mesmo depois de muito tempo, ainda nao gosta tanto dessas coisas, nao eh a musica em si mas o ambiente, as coisas todas, igual que no pais e origem o faz um pouco infeliz em algumas boates, simplesmente nao lhe desse, assim como as frutas; verduras; legumes).&lt;br /&gt;La se foram, Estudio 3 o nome do lugar, estremamente lotado na entrada, tanto na free pass quanto para comprar ingressos. De um jeito ou de outro, depois de algumas muitas ligacoes, se entrou, todos entraram sem pagar, uma maravilha jah que ia sair uns vinte e tantos reais para cada um.&lt;br /&gt;Entrou, olhou para todos os lados e deu uma sacada no lugar para tentar entender todo o contexto. Local amplo, praticamente um salao enorme com efeitos luminosos bonitos. Ja encheu o saco, nao era um dia para festas, estava pensando na sua vida incerta, nas coisas que havia de fazer, nas coisas que fez quando falou com a morena e pensou um pouco nela ate. Talvez as coisas fossem bem diferentes se vivesse por ali, talvez todos fossem magros e se olhasse muito mais simpsons. Escorou-se na parede sozinho logo depois de sair de perto do primo e sua namorada. Acendeu um cigarro. Acendeu outro. Ja fumava o terceiro e parou para contar quantos luckys ainda lhe restavam. Seis. Nao. Cinco. E logo foram 4, logo acabaram e ele continuava ali, no mesmo canto parado, pensando na vida e vendo umas lindas morenas, e umas feias morenas passarem por sua frente as vezes notando-o, as vezes sem nem ver seu vulto na parede. As sombras passavam por seu rosto tapando o efeito de luzes tao bem planejado. Brincava com o isqueiro sem acende-lo e sem chamar atencao pensava nas vidas dos que passavam e imaginava como seria um uruguay com os bruxos (bohemios loucos pelas ruas desconhecidas?), pensava nas pessoas por conhecer, e porque diabos estava ali parado sozinho. Desescorou-se, por fim resolveu se comunicar com alguem.&lt;br /&gt;"Hola, aca vienden cigarros?"&lt;br /&gt;"Si, pero en la caja al lado."&lt;br /&gt;"donde?"&lt;br /&gt;"ahí"&lt;br /&gt;O seguranca apontou um lado e se moveu para aquela direcao sem nem mesmo pensar ou dizer gracias.&lt;br /&gt;Haviam luckys, apenas luckys e somente light (de bichinha): "que seja, melhor que chá." pigarreou para si mesmo. Pagou caro por aquele lixo (LIXO!) de cigarro, foram dois mil pesos chilenos. Acendeu um com orgulhosa habilidade e foi no banheiro tirar agua do joelho. Logo na volta, ja vendo por que canto iria parar para fumar, o impensavel (minto, o quase esperado e por pouco combinado) acontece. Ao dar apenas dois passos e se desenrolar de um par de pessoas, se da de cara com A morena.&lt;br /&gt;Sangue na cabeca, um pouco de nicotina o fez cambalear mareado para os lados. Abriu bem os olhos, viu aquele rosto parado diante do seu com igual surpresa. Engoliu seco seus sentimentos e pixou um rosto de sorrizo semi aberto ao ver um acompanhante logo atras dela. Nao. Nao tinha planos para com a mesma, mas o acompanhante ali o fez lembrar algumas coisas que pensara esquecidas. Comprimentou, pendiu que apresentasse o cavalheiro e com uma dose de controle cru comprimentou-o normalmente como se nao fosse quem ele realmente representava. Sua garganta cocava, clamava por gritos. Decidiu seguir e voltar a posicao anterior, agora teria mais coisas a pensar. Passou por eles e voltou a velha parede proxima a entrada principal. La ficou por alguns instantes de sossego apenas para respirar o que faltou de ar no momento anterior.&lt;br /&gt;Nao deram discanso, logo pararam proximos a ele, e a morena o fitando, como que dizendo alguma coisa. Uma conversa de olhares voava de um lado a outro sempre que as pessoas que caminhavam entre eles permitiam. O tempo passou por ali e levou a visao da morena para o meio do povo onde mesmo com seu olhar e percepcao de aguia nao conseguia mais distinguir as cabecas alvos.&lt;br /&gt;Moreno de pele clara, barba, mesma altura que a sua, talvez um pouco mais magro com moleton de la, calcas jeans azuis padrao, sapatos meio rotos e maos dadas com a morena. Essa foi a foto que lhe cravou na cabeca.&lt;br /&gt;Fumava e fumava, e pensava e pensava como se o fumo fosse lenha para sua locomotiva de pensamentos que disparava mais e mais rapido a cada nova tragada. Pensava consigo:&lt;br /&gt;por que diabos me coloquei tao ciumento? Tenho &lt;em&gt;direito&lt;/em&gt; disso? Nao, perai, eu lembro bem, a coisa ja havia passado, ja nao significava nada de mais, apenas boas lembrancas, certo? Nao sei, foi tu que comecou tudo isso, com uma historia de que era impossivel mas nem tanto... Que nada, a culpa tambem foi tua, tu poderia ter me freiado, porque nao o fez? Porque eu senti a mesma coisa. Droga. Maldito. A tua voh! tua tambem, imbecil. Ahhh que seja, mas e agora, vamo lah, conversar com ela? NAO! porque? porque vai piorar, lembra do que aconteceu? Eh verdade. Melhor nao vamos, fiquemos por aqui e se ela quizer, ela sabe como me procurar, afinal ja conseguimos nos controlar para nao ir no show maluco naquele sabado, fizemos o possivel para nao perder o controle e quando chega na hora H vamos perder? Negativo, nao permita que as coisas mudem como ocorreram na primeira vez. Nao permitirei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim foi. Pensava sozinho a respeito do passado, de como as coisas haviam se desenrolado e se enrolado e pensou no melhor possivel para o futuro dela. Melhor nao meter-se mais nos assuntos chilenos a mais de dois mil kilometros de distancia, havia feito mal de uma maneira que nem nos filmes havia visto tamanho estrago. Comparado a um furacao, para variar, de olhos verdes vindo do oeste, e outro de olhos cafe meio puxadinhos vindo do leste. Tratou de disviar seus pensamentos.&lt;br /&gt;Nao funcionou.&lt;br /&gt;Que seja, ficou por ali fumando em paz e se cravando pensamentos malditos a respeito dela, daquela moreninha.&lt;br /&gt;Passou-se menos de meia hora e a presenca daquela pele voltou a perseguilo. Passou uma vez, passou duas, passou varias vezes, ou foi o tonteio de cada passada que o fez contar errado, ou seus olhos ja lhe mentiam.&lt;br /&gt;Numa dessas, o agarrou pela mao, sozinha na sua frente lhe gritou ao meio da musica alta:&lt;br /&gt;"necessito hablar contigo!"&lt;br /&gt;meio tonto respondeu.&lt;br /&gt;"ya. ven."&lt;br /&gt;E apontando para um local proximo a entrada, onde o som nao era tao alto foram conversar.&lt;br /&gt;Quase instantaneamente perguntou lhe porque nao queria ir ao concerto de &lt;em&gt;sin bandera&lt;/em&gt; com ela. Tomou folego interno e tentando nao demonstrar nada respondeu que nao gostava, que nao queria ir, como uma crianca dizendo nao, porque nao. Viu que faltavam argumentos cabiveis, mas nao se aprofunou a explicarlos, ela replicou e argumentou dizendo que antes gostava, que antes ate cantava para ela, porque agora se tornora assim? porque sim, porque agora tudo mudara. Estava disposto e determinado a nao demonstrar nada interno para que ela o esquecera de vez e assim fosse mais facil para todo mundo. Ela teve um espasmo instantaneo, comecou a abracar lhe, a pedir um beijo com os labios proximos aos dele, perguntava porque nao, perguntava e balancava a cabeca, louca, queria uma explicacao decente mas ele nao podia dar, nao ainda, nao enquanto tudo pegava fogo com o resto da lenha. A maior dor foi ao escutar claramente em meio a muitos olhares de estranhos ao redor que ela o queria, que queria a ele e somente a ele, que era ele que precisava para conversar, que sentia sua falta. Essas palavras voaram de sua boca aos gritos e lagrimas quando lhe cravavam no peito laminas do alfabeto grego usadas de uma maneira castellana. Esitou por um instante e foi cruel como pode.&lt;br /&gt;"Podemos conversar, mas nao assim."&lt;br /&gt;Ela o mirou de baixo para cima ainda com os olhos brilhando e nao o reconheceu, olhou para ele com quase medo, tamanha mudanca havia ocorrido. Mal sabia ela que o seu interior lhe mentia e ainda havia um gritando internamente que era possivel, mas os outros o calavam com espadas e lanca chamas. Olhou o longe, para nao precisar mentir seu olhar na frente dela.&lt;br /&gt;Nao deu muito tempo, mais algumas perguntas, umas respostas frias e mais olhares tristes viram os olhos verdes crus como nunca, firmes como pedras de uma cordilheira sem exitar dizer "que nao" inumeras vezes ate a ultima gota brotar dos olhos cafe.&lt;br /&gt;Com irritacao, buscou sua carteira, e ele pensou que atiraria uma argola de prata sobre seu peito ou mesmo longe, quando ao encontrar um objeto pequeno ofereceu lhe na mao e saiu correndo para o outro lado, ele sentiu um pedaco de niquel em sua mao e fitou-o. Um real, uma moeda de um real, nem sabia de sua existencia, nao conhecia o amuleto que ela inventara e levava em sua carteira mesmo estando com outra pessoa. Foi lhe o fim, o que faltava para nao ter mais cantos sem um ferimento interno. Pensou consigo.&lt;br /&gt;"Preciso de um cigarro."&lt;br /&gt;Mais do que nunca, pos-se a pensar e mutatuva como deveria ter agido, o quao mal fizera ao esconder o que por dentro lhe comia as entranhas. Tinha algo que lhe dizer, mas agora era tarde, viu um ultimo olhar de odio escapar pelo canto mais afinado daqueles olhos cor de cafe. Afundou sozinho dentro da fumaca que soltava pelas narinas ardendo lhe as temporas, girava uma moeda nos dedos e nao podia parar de pensar, nao conseguia parar de pensar.&lt;br /&gt;Deu mais um tempo, viu novamente a morena, aos beijos com o cara de antes, ja esperava, mas parece que aquilo era ainda pior, agora a via sorrindo para ele, dancando e cantando as musicas no ouvido dele. Nao queria estar no lugar dele, queria estar no seu lugar, no lugar que uma vez fora seu, no lugar que julgava correto. Permaneceu mais algum tempo na parede de antes, agora conversava com uma morena magrinha e bonita ao seu lado, nao buscava nada, senao apenas alguem para conversar. Jovem interessante e amavel, a certa altura, ja nao havia mais o que lhe dizer, ela se despediu naturalmente beijou lhe a face e saiu em busca de suas amigas, jah que havia ficado para tras para conversar com ele. A viu partir, e pensou por um instante que as morenas gostavam de ser impossiveis para ele, mas logo lembrou que numa vez foram kilometros e agora, eram as lembrancas daqueles kilometros que impediam qualquer boaventura em suas tentativas. Cansou do ambiente, saiu soh da boate e resolveu esperar a fora, haviam muitos cigarros em seu lindo porta cigarros, assim que nao haveria problema sair aquela hora. Escorou-se num carro e fitou a porta de saida esperando muitas pessoas ao mesmo tempo, verificando se nao era um daqueles malucos da festa de aniversario, ou seu primo e sua namorada ou A morena.&lt;br /&gt;Acendeu muitos cigarros, olhos as estrelas e ficava girando a moeda na mao pensando e pensando. A certo ponto, uma caminhonete atravessou a sua frente nao permitindo que o vissem, ao mesmo tempo, a morena saia com sua compania pela porta da frente e ele riu sozinho da desgraca coincidencia de justamente nesse momento um carro tao estupendamente grande passar pela frente dele nao permitino que trocasse um ultimo olhar com a morena que tanto tempo esperava no frio da noite chilena. Pois bem, riu mais uma vez e acendeu outro cigarro. Reparou em cada detalhe quando se afastava, como pareciam felizes e se trocavam beijos, lembrou que com ela, ao menos em sua compania, era mais carinhosa e parecia mais alegre. Apos perde los de vista fitava a saida da boate ate que todos sairam. Para variar, apenas para variar, uma velha amiga de dois anos atras saiu tambem, lembrou me de outra morena, que lhe mordera os labios certa vez e deu lhe um trauma quase de crianca. Bom, vamos? Fomos.&lt;br /&gt;Seu primo havia bebido muito, e ainda dentro a boate queria bater em alguem, qualquer um, esbarrava em todos, atirava um pouco de bebida, mas ninguem estava afim e briga naquele dia, agora voltava junto com ele pelo lado de fora do carro, gritando estremamente alto com volume alto daquela musica dancavel e sentido o vento de 140 por hora na cara, por alguns instantes se esqueceu do real real que carregava no bolso.&lt;br /&gt;A noite nao conseguiu dormir, e depois de muito pensar e re pensar, chegava a conclusoes drasticas. Manteria sua moeda, como lembranca de suas escolhas, como uma cicatriz, para lembrarlhe que o passado nao foi um sonho, mas uma realidade tao crua quanto o quao REAL era sua moeda.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/666077865120475043-8398913257521565745?l=cafecomqueijo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/feeds/8398913257521565745/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=666077865120475043&amp;postID=8398913257521565745&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/8398913257521565745'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/8398913257521565745'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/2008/03/e3-um-real.html' title='E3 - um real'/><author><name>Schiavoni</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06624238257551420638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-666077865120475043.post-8402738324218022670</id><published>2008-03-07T21:19:00.002-03:00</published><updated>2008-03-07T22:36:18.569-03:00</updated><title type='text'>chuva</title><content type='html'>tah... as do rei ficarao para depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;denovo, por algum completo acaso, eis que chove hoje, perguntei para umas pessoas locais se isso é normal, ou ao menos perto de normal e nao. Nao é nem perto de normal.&lt;br /&gt;Segundo ano louco, e novamente chuva aqui, e coisa toda fica linda, combina com as cervejas de litro e um livro maluco. Umas saidas insanas e mais algumas historias pra contar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por acaso, aquele dia ele resolvei que ia ver uma amiga.&lt;br /&gt;"vou! vou sim!" repetiu pra ele mesmo na noite anterior. Faziam tres dias ou mais que dormia no chao e precisava de uma cama. Um resumo do dia anterior:&lt;br /&gt;Foi ate um shopping comum e sem muitos atrativos, ligou dali. Sinais de ausente do outro lado da linha. Mesmo com a mochila fazendo um belo peso naquele dia de sol rancaguino, encaminhou-se a pé até uma cabine telefonica. Algumas pessoas indicaram novos locais, inclusive uma morena, linda, mae, com algum problema ocular (seus oculos a deixavam com um ar de culta); estava encantado com seu estilo, com a maneira que o tratou, com as dicas boas e perguntas simples; Nao fosse a pressa, teria convidado para um café sem muito pretexto, apenas para disfrutar de sua encantadora compania; Essa havia conseguido ajuda-lo e por fim falou com a garota.&lt;br /&gt;Pediu um tempo para pedir permissao (incredulo, já que ela ja estava no 4 medio), depois, ali no shopping de antes (tinha ar condicionado, logo, voltou) ligava novamente com moedas de 100, foram 3, uma a uma... ja subia o nervosismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na descida da ultima escada rolante numa mesa proxima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por ali ficou, com um livro maluco e um nervosismo por ver o que havia acontecido, para ver como seria a chegada.&lt;br /&gt;Chegou.&lt;br /&gt;A conversa foi desenrolando, mas nao, nao mais.&lt;br /&gt;Acabou com um tchau em outro lugar da cidade, proximo a um mercado onde comprara um relogio, o primeiro relogio comprado com seu dinheiro em toda a sua vida, e era dos Simpsons.&lt;br /&gt;Dormiu numa praça ali perto quando o sol ja batia no seu olho por baixo das arvores e em umas horas depois acordava desesperado procurando por seu livro doido (seu confre altamente seguro e a prova de ladroes burros). Estava do lado. A mochila. O suco de laranja de litro.&lt;br /&gt;Leu mais, e se divertiu sozinho numa praça daquele pais a beira do pacifico.&lt;br /&gt;Em direçao a uma casa conhecida comprou as provisoes para o dia, e conforme caminhava pela cidade agora escura, se deu por conta que era melhor buscar a cama que dar uma de mochileiro vagabundo e correr o risco do assulto, do estupro, ou de conhecer novos amigos loucos.&lt;br /&gt;Depois de um longo banho se deitou na cama de molas velhas, a melhor cama do mundo. As costas, os braços, a cabeça, o ombro esquerdo e alguma parte do peito ainda doia.&lt;br /&gt;Deveria dormir até as 8 e meia da manha. Acordou as 15:46.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Almoço com a familia emprestada, um franco delicioso e um tanto de arroz. Fez desfeita (mas ja conhecida desfeita) e nao aceitou os legumes e verduras. Juntou a mochila e os dois novos tenis, ambos esquecidos no pais estrangeiro. Algum peso nas costas, igualmente caminhou ate um local para chamar a amiga.&lt;br /&gt;Combinado seria na frente da escola dela.&lt;br /&gt;Feito, lá, ja esperava ver mais gente, a garota do dia anterior, e uns velhos amigos do ano anterior. Que seja. Agora, maos a obra, onde diabos ficava aquela escola¿?¿? Nao fazia ideia, pois bem, pos-se em direçao ao local mais proximo que sua mente lhe dizia que deveria chegar e encontrou duas moças gentis, umas gordinha morena e uma loira magra de oculos de sol encantadora. Ambas prestativas e ativas em relaçao a descobrir que onibus tomar ou que coletivo indicar para seguir para o lugar, quase o levaram para outro canto da cidade, ja que descobriram que o onibus passava de hora em hora (a hora da saida do colegio ja se aproximava, e sentia que ia deixar alguem esperando), mas assim que se encaminharam para a sombra de uma parada proxima, saiu do nada o onibus esperado, perfeito. Uma despedida rapida, infelizmente nao conseguiu telefones nem nada para contato postumo.&lt;br /&gt;De pe no onibus quente a apertado pediu para que o parassem no colegio coya. Perguntou a um passageiro o quanto ficava e parece que faltava muito. Mais depois, perguntou a um outro e deu-se a merda. O anterior havia entendido apenas coya, A CIDADE coya, portanto estava a kilometros de distancia do colegio que ja havia passado a muito tempo. Parou ali mesmo com desespero, no meio da estrada com sol na cara e mochila nas costas.&lt;br /&gt;falou sozinho: "as coisas complicaram hein guri... num estante com umas queridas garotas desconhecidas e logo depois sozinho na estrada deserta... bom, nao virao onibus... o que pretende fazer? Pedir carona."&lt;br /&gt;e assim foi, esticou o braço e começou a caminhar pra tras, olhando os carros que passavam... caminhou um pouco, nao foram mais de tres gotas de suor ate que um caminhao parou mais a frente. Uma corridinha ate a porta e pronto, e caminho do colegio! Eram alguns poucos kilometros para o caminhao, mas para suas pernas fazia toda diferença, o senhor voltava do trabalho de transporte de minerios e algo lhe fez dar uma carona a um estrangeiro que falava mal sua lingua. Logo parou em frente a umas arvores, e para ter certeza que deixava o caroneiro no local correto avançou lentamente ate poder ver a frente da escola.&lt;br /&gt;"ai está rapaz. boa viajem!"&lt;br /&gt;"valeu moço!"&lt;br /&gt;Perguntou a hora para uma senhora de uma caminhonete proxima. Se viu adiantado! absurdamente adiantado, sinal que alguem nao havia lhe dito corretamente as horas numa outra vez que perguntava por elas. Sentou-se na grama e leu ate proxima a hora da saida. Alguns alunos mais jovens saiam para os carros de seus pais ricos; alguns entrvam nas vans amareladas com "colegio" escrito em cima e se mandavam para suas casas. Nao demorou muito e viu a garota do dia anterior saindo. Foi lah dar um oi. E foi bem isso, um oi, alguns olhares estranhos e soh isso. Logo chegava a amiga maluca correndo de braços abertos (lembrou de uma cena que vira no aeroporto no ano passado) uns abraços, uns beijos e uns queijos e ja estavamos indo devolta a cidade maluca no camburao dela. Sem pagar, claro.&lt;br /&gt;Um sorvete com a amiga e umas conversas esperadas... Bom foi assim aquele dia, com a conclusao clara de que tinha de voltar a santiago. Pegou o primeiro onibus que tinha e ainda conseguiu desconto e se mandou pra capital.&lt;br /&gt;No trem da maior cidade do pais achou uma linda morena conversando com uma amiga nao tao morena assim. Parou ao lado e trocaram papo, mas apenas papo mesmo, gostava de conversar com gente nova e ver no que da, nao com pretextos futuros apenas para conversar mesmo, inclusive nem pegou numeros de telefone nem nada, mesmo sendo possivel. Acabou dizendo que seus olhos eram lindos e saiu sem dizer mais palavra, ela ficara boquiaberta olhando-o partir com a mochila nas costas pela porta aberta do trem; seguiu-se de um tchau sorridente pelos vidros do trem, algo apenas para levantar o humor e sair sorrindo no meio de uma multidao de desconhecidos. Acabou andando pela cidade sem muito destino, ate que ligou para o primo para verificar se nao haviam "ocupantes" no apartamento.&lt;br /&gt;Perfeito, em pouco tempo, teve mais um dia dormindo numa cama macia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dias passam e as paginas do livro correm. As coisas vem vindo e como uma esponja absorve cada vez mais coisas, como se a esponja tomasse conhecimento no seu interior e o liquido conhecimento fosse tragado mais ferozmente que as doses de cerveja e vinhos. Raramente, uma pequena dose de juizo, lhe desse pela garganta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/666077865120475043-8402738324218022670?l=cafecomqueijo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/feeds/8402738324218022670/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=666077865120475043&amp;postID=8402738324218022670&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/8402738324218022670'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/8402738324218022670'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/2008/03/chuva.html' title='chuva'/><author><name>Schiavoni</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06624238257551420638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-666077865120475043.post-2462016775840935018</id><published>2008-02-28T18:37:00.002-03:00</published><updated>2008-02-28T18:45:17.694-03:00</updated><title type='text'>the chosen one</title><content type='html'>Nao sei se é assim que se escreve, mas que se foda.&lt;br /&gt;Problemas de governo. Por acaso fui dar uma passeada num lugar com governos diferentes, com povos diferentes e me meto a pensar a respeito de seus governantes, de sua historia a maneira com que foi erguida a dita democracia.&lt;br /&gt;Ultimamente tenho me visto um inimigo direto da democracia, acho que ela nao funciona, e vejo muitos problemas nela de uma maneira geral...&lt;br /&gt;Comecei a ler algo sobre um tal makyavel, ou seja la como se escreva...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e continua...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/666077865120475043-2462016775840935018?l=cafecomqueijo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/feeds/2462016775840935018/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=666077865120475043&amp;postID=2462016775840935018&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/2462016775840935018'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/2462016775840935018'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/2008/02/chosen-one.html' title='the chosen one'/><author><name>Schiavoni</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06624238257551420638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-666077865120475043.post-8178824248331023966</id><published>2008-02-21T21:21:00.008-03:00</published><updated>2008-12-10T05:07:58.430-02:00</updated><title type='text'>Apaguem as luzes!</title><content type='html'>Estava caminhando pela noite, recem saído de um treino bacana onde satisfaz a equação: (água = suor) a cada gota ingerida. Bom, estava indo bem tranquilo, olhando pras faixas, que provavelmente voltaria a coloca-las só quando voltar da viajem... ahhh a viajem... bom, assim ia indo, viajando na viajem ainda por vir e um tanto atento aos vultos que passavam pelos bequinhos escuros de paralelepípedo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ia pensando nas casinhas que via, tinha um pequeno conjunto de 4 casas iguais, chalés pequenos de alvenaria. Dois andares, uma sacadinha em cima, uma garagem pequena, tudo pequenininho, lindas casinhas.&lt;br /&gt;Uns apartamentos por lá por cima da lomba, lembrando a idéia da uma cozinha bem no canto de um apartamento... que idéia brilhante, já me imaginei dentro da cozinha, roubando cerveja pela madrugada e apreciando a vista através das paredes de vidro. Uma linda vista...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, chegando ao ponto que me faz escrever.&lt;br /&gt;Vinha uma moça e (parecia ser mãe de) um garoto caminhando logo adiante. Andavem devagarinho pela rua muito escura, passando por cima de uns galhos que haviam no chão e iam desviando levantando mais alto seus pés a cada passada. Certa hora o garoto se segurou em alguma coisa numa árvore que havia logo entre o fim da calçada e o começo da rua e alguma coisa voou perto de mim, não vi o que era, se iria me machucar ou o que. Logo me veio a cabeça... e se pega na vista! Meu deus do céu! Eu ia ficar cego!&lt;br /&gt;cego...&lt;br /&gt;Logo me vieram piadinhas de humor negro, como por exemplo... a primeira que pensei...&lt;br /&gt;determinada situação, alguém te pergunta por alguma coisa, sei lá, por uma opinião a respeito de algo, afinal teria de me virar fazendo coisas que não fosse necessário ver. Bom, a pergunta engraçada iria ser algo como&lt;br /&gt;"... e então? qual o teu PONTO DE VISTA?"&lt;br /&gt;eu comecei a rir no escuro da noite, rindo mesmo, provavelmente aqueles dois que passaram por mim olharam pra trás pra ver o que um maluco suado tava fazendo rindo tanto do nada.&lt;br /&gt;Logo me veio a imagem da justiça (ao menos a brasileira). Uma estátua linda...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_D74LCEI22Lg/R747ZlrUuwI/AAAAAAAAACk/P5FFX_ZxqSs/s1600-h/200px-A_Justica_Alfredo_Ceschiatti_Brasilia_Brasil.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_D74LCEI22Lg/R747ZlrUuwI/AAAAAAAAACk/P5FFX_ZxqSs/s200/200px-A_Justica_Alfredo_Ceschiatti_Brasilia_Brasil.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5169634733064502018" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Pois bem... Repare, repare como ela impunha sua espada de maneira a não saber manuseá-la. Uma gorda que usa escarpe pra ficar definidinha, uma farsa completa. Bom, deixando de lado a opinião raivosa e crua que tenho da justiça em sí e todos os seus processos, vamos ao que me lembrou a estátua.&lt;br /&gt;A desgraçada está vendada! Ela é cega! Mas é óbvio! Como nunca percebi!?&lt;br /&gt;Logo me veio a idéia... se os nossos juízes forem cegos? Pegar todos eles e cega-los, nada de venda, nada de porra nenhuma, digo cego mesmo, cego porque não pode ver, não pela negligencia de não ter aberto os olhos (se é que me entendem).&lt;br /&gt;Cegos são sempre bons em todos os sentidos restantes, é uma necessidade, eles precisam se habituar a prestar mais atenção nos sons, notar os odores e cheiros, até treinam o tato como leitura! Bom, certamente nossos cegos juízes seriam menos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;cegos&lt;/span&gt; se fossem cegos, afinal, o que tu pode dar a um cego? Que cego quer um carro? De-lhe uma muletinha! Acredito que cegos sejam mais difíceis de subornar, pra começar porque nunca saberão de quanto são as notas novinhas que trouxeram do banco da suíça.&lt;br /&gt;Na estátua, a coisa fica boa, mas eu não falo de juiz de ladrão de galinha, de juizinho de causa social, de briga de marido e mulher, de assassinato ou coisa pequena, os juízes são aqueles que mandam nas coisas e quem melhor pra utilizar como exemplo senão as pessoas que ocupam o cargo de LEI, os fazedores da lei, os que fazem a receita de bolo para todos seguirem, aqueles das câmaras, os ministros, os com poder de mandar de verdade, essa gente, todos eles deveriam ser CEGOS!&lt;br /&gt;Nunca mais teríamos eleições assim, quero dizer, nunca mais seriam bilhões para um concurso público numa vaga de caras fodinhas, pois logo eles teriam ser cegados para se promoverem, ou seja, quando fossem promovidos, os cegariam a força. Pense assim, todos os que mandam, não poderiam ver porra nenhuma, uma coisa boa seria o seguinte... espiona-los! Sim! Imagine:&lt;br /&gt;Você trás toda a emprensa possível para dentro de suas salas (tenha a certeza que todos os caras com as cameras e microfones não estão nem pertos de gripados e nem são hiperativos), o pessoal entra correndo em qualquer hora e se esconde nas salas, sem esquecer as lanternas (os prédios públicos economizariam com luz, já que os caras que trabalham lá dentro não precisam dela) e qualquer equipamento silencioso de iluminação, todos entram e ficam por lá, seja quem for, se a coisa for envolvendo o pessoal interno, é claro que todos vão se fazer de cegos, então aproveite e finja que não existe, fique parado filmando suas conversas e gravando suas pessoas, já que tanto faz quanto tanto fez.&lt;br /&gt;Ia ser engraçado no fim das investigações alguém comentando:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;"mais um caso polêmico onde o fulado de tal se envolve com a máfia da tua vó e rouba dinheiro público, embolsando mais de tantos milhões de baixo do nariz de centenas de funcionários. Como foi provado, não foi tanto assim, já que havia um pessoal que SE FAZIA DE CEGO e ganhava uns por fora."&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Riria mais se não fosse no nosso país com nosso dinheiro. Não aguento mais a televisão com suas denuncias... imagine só o quão absurdo é prender traficantes!&lt;br /&gt;Gente que montou um negócio, se fez na vida, ta sempre na luta por território, sempre procurando novos mercados, fechando negócios com diversos locais do país e do exterior, essa gente tem mais é que ser feliz! (quanta estupidez)&lt;br /&gt;Eu realmente quero matar as pessoas que não fazem seu serviço. Ladrões de verdade, pessoas bem vestidas já habituadas com suas salas, com seu estilo de vida e seu carrões, um pessoal que gosta de mimar os filhos que gosta de caviar (ou então: "... burguesiaaaahhh só no filé! ..."), essa gente sim eu odeio. Pessoas que não sabem parar, que foram auto devorados por uma ganância incrível e perderam o controle do respeito.&lt;br /&gt;De certo ponto, essas pessoas merecem respeito. Chegaram lá, vamos admitir... não é pra qualquer trovador, o cara tem que ter lábia! E muita lábia!&lt;br /&gt;Bom... será tão difícil se controlar? Falta tanta vergonha na cara assim das pessoas? Pense bem, é questão de fazer o que é certo e ponto, acabou, não tem erro algum. Parece que seus salários são baixos... não compram o melhor iate, não pagam sempre voos de 1ª classe. Nossa... depois de um tempo, provavelmente perdem a noção como qualquer drogado, como qualquer criança mimada que não vê o valor das coisas...&lt;br /&gt;--&lt;br /&gt;Comecei a trabalhar. Comida, jamais, só em casa que é de graça e é boa. Roupas? Para que mais? já tenho, e elas ainda servem em mim, as mesmas de uns 3 anos atrás... talvez um pouco desbotadas. Videogames? Computadores? alguma coisa do gênero? Nada.&lt;br /&gt;Um mão de vaca dos bons.&lt;br /&gt;O problema era simples, eu via os preços com outra escala, uma escala bem simples.&lt;br /&gt;R$1,00 = XIS tempo de trabalho.&lt;br /&gt;XIS tempo de trabalho = Y tempo de vida.&lt;br /&gt;substituindo...&lt;br /&gt;R$1,00 = Y tempo de vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simples assim, um matemático de 3ª série do 1º grau. Vi tudo em horas de vida, e pensava sempre se cada coisa valia o tempo de vida que perdi trabalhando, afinal, trabalho ainda é um fardo, não é algo que odeio, mas também não é uma cervejada com os amigos. Eu me vi vendo o dinheiro que todos ganham como uma maneira de trocarem suas vidas por coisas... uma realidade terrível, um mundo muito claro, onde tudo brilha a níquel.&lt;br /&gt;A pouco, menos de um mês, tive acesso a planilha de pagamento da empresa onde trabalho, uma empresa de uns mil funcionários no ramo de TI (tecnologia da informação, para os que não trabalham no assunto, ou IT em inglês) nada muito grande, mas também não é pequena. O causo é que vi o maior salário de funcionário (que não é um sócio direto), eu conheço o cara... é um lambe saco com uma lábia incrível e também competência, o cara (desgraçado! desgraçado!) ganha 23 mil por mês. Fiz as contas: A cada mês da vida dele ele vive três anos e quatro meses da minha!&lt;br /&gt;\o/&lt;br /&gt;Tá ai um cara que vive a vida! Alguém que devia ter assim... uns 300 anos de vida já acumulados... pense bem, eu levaria três anos e quatro meses para acumular o que ele ganha de dinheiro num único mês.&lt;br /&gt;Certo... agora veja... quem precisa mais do governo? quem precisa dos meios públicos de transporte? das escolas, hospitais, das coisas todas que o governo oferece a população?&lt;br /&gt;Pois é... em três anos, eu compraria um carrinho sem graça e teria altos impostos para pagar por ele além de ter de mante-lo, além de custos com seguro, custos com manutenção periódica (pelo menos) e se quizesse melhorar MEU meio de transporte teria de economizar um tanto mais... Agora aquele carinha... ele paga prestações suaves sempre com no mínimo quatro dígitos por qualquer carro que compre com tranquilidade, pode pagar mais de 5 mil em besteiras para as crianças, uns 8 mil em despesas de casa, uns 2 com uma amante, pode investir em negócios, pagar uma faculdade para si mesmo ganhar mais dinheiro ainda... uma beleza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque tanta raiva de roubos do cofre público? São pessoas que normalmente já tem muito dinheiro que ganham mais dinheiro, pessoas que roubam o tempo de vida de outras pessoas e ainda as privam dos direitos (aquelas bostas escritas por cavalos) mais básicos para uma existência tranquila. Não sei se é sorte nossa que essa gente seja burra, porque isso é simplesmente insustentável, e logo, a burrice da população vai fazer o país não ter mão de obra para porra nenhuma dentro de um mercado mundial o que terna o país um burrinho dentro da sala de aula, que mesmo com vários reforças em matemática (financeira), não consegue tirar um 6.0 na prova. Logo a casa cai, pena que cai em cima de todo mundo, não só dos que tem dinheiro.&lt;br /&gt;--&lt;br /&gt;Dinheiro público... um rei faria melhor que esse bando de ladrões! Era muito mais fácil dar cavalos para uma polícia e trono para um rei.&lt;br /&gt;Para um rei mandar em toda essa merda.&lt;br /&gt;Um rei cego.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/666077865120475043-8178824248331023966?l=cafecomqueijo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/feeds/8178824248331023966/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=666077865120475043&amp;postID=8178824248331023966&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/8178824248331023966'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/666077865120475043/posts/default/8178824248331023966'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomqueijo.blogspot.com/2008/02/apaguem-as-luzes.html' title='Apaguem as luzes!'/><author><name>Schiavoni</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06624238257551420638</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_D74LCEI22Lg/R747ZlrUuwI/AAAAAAAAACk/P5FFX_ZxqSs/s72-c/200px-A_Justica_Alfredo_Ceschiatti_Brasilia_Brasil.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-666077865120475043.post-1272291553146815285</id><published>2008-02-13T13:34:00.007-02:00</published><updated>2008-02-17T14:47:49.390-03:00</updated><title type='text'>porque não.</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Tava no ônibus e me dei conta do seguinte.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Extra Terrestres... Sabe aquelas coisas que invadem os planetas em seus discos ou naves loucas e destroem as coisas, põem fogo e soltam radiação nos olhos dos outros além de destruir a casa branca com raios loucos?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Pois é. Pensava nos ETs, de maneira geral, como sempre os vemos.&lt;br /&gt;Uma raça maldita, cabeções, dedos longos e feios. Uma aparência de pele lisa, que talvez até ficassem bonitos com uma jaqueta de coura preta de motoqueiro com umas calças coladinhas, afinal, os olhos meio que de formatos ovais parecem óculos. Seria questão de fazer umas tatuagens &lt;i&gt;maneiras&lt;/i&gt; pra se enturmar com uns motoqueiros&lt;i&gt;.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;Bom, fora a enturmação, tava pensando... nós sempre vemos ETs como uma raça única, como cópias semi idênticas muitas vezes malignas que querem nos estudar, dilacerar e destruir nossas famílias.&lt;br /&gt;Fizemos diversos filmes com inúmeras maneiras de se pensar na vida fora do planeta Terra. Alguns acham um absurdo, algo impossível, já que tudo que conhecemos se baseia no nosso planeta, na atmosfera, nos climas e níveis de temperatura, gases que conhecemos, logo, é obvio que fica semi-impossível pensar numa vida fora daqui (pensando que em outros locais se pode haver vida de outra forma, novos tipos de matéria, coisas realmente impossíveis de se encontrar aqui, ai eu acho que seja possível vida fora daqui... mas isso não é o tema da coisa, retomando...).&lt;br /&gt;Bom, de maneira geral, e resumida, sempre se pensa em ETs como uma nação malvada (na maioria das vezes) que querem nos estudar, ou tomar o planeta para eles... fiquei pensando nisso e nos comparando a ETs. Gostaria que fossemos ETs sabe... pense só. Um grupo absurdo de criaturas semi-identicas que se unem por uma causa em uma proporção planetária. Entendem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ônibus passava pela Vila Bras, e denovo está passando por toda ela. Isso significa um atraso de 20 minutos no ônibus, mas pela janela eu noto um atraso de séculos. Vemos água correndo desde os banheiros das barracas até a beira da calçada formando banhadinhos de merda e mijo por ali, no mesmo lugar para onde vai água da louça, água do chuveiro, de tudo. Água da chuva.&lt;br /&gt;Bom, acontece que aquele lugar parece ter sido esquecido... a tempo atrás era puro barro aquelas ruelas de lá, lembro de ter voltado por ônibus por volta das 23 onde lá não se via porra alguma, só o que os faróis enlamaçados do ônibus podiam mostrar. Cachorro, gato, galinha piriquito, tudo correndo junto com a gurizada, um coisa que não parece estar tão perto de uma capital (pensando no sentido mais idealista de capital, cidade bem formada, sem problemas de infra-estrutura com serviços básicos que se estendem até as cidades satélites e além, mas isso já me invade em outro tema um pouco menor e mais focado que o que quero escrever...), sabe, ruas daquele jeito, pessoas vivendo como a tempos, não, como a milênios atrás. Sandálias, conduzindo ovelhas pelos pastos, embarrando calçados, entrando e saindo de barracos de madeira mal cortada com telhados remendados... (pensando bem, nem na época faraônica as coisas eram tão mal feitas [me arrisco a dizer que no período paleozóico as cavernas eram melhores moradias que aquelas coisas ali]). Bom, vi tudo aquilo no ônibus e me pus a pensar no seguinte... porque essa coisa tão desigual? sabe, não gosto de revoluções, não sou socialista a fio, muito menos capitalista, só acho que pelo menos um esgotinho podia ter... chego em casa e dou uma olhada na internet (coisa que aquele pessoal ali deve ficar boquiaberto de ver) e vejo que o brasil (focalizando um pouco apenas no pais) não trata nem a metade de seu esgoto. Pense um pouco sistematicamente... quem perde com isso? Ta, um papelzinho no chão, um detalhe estúpido... mas pense bem, pense na coisa como um todo real, na coisa como um UM, UMA nação terrestre!&lt;br /&gt;Pensei no seguinte... cada ato de cada um, de alguma maneira pode influenciar no ambiente que todos os outros vivem... ta, então porque os paises? Acabei de ver um filme sobre escravidão onde os pretos são tratados como mercadoria, assim, como uma balinha que tu compra e por direito, é tua, tu pode pesar nela, sujar ela, por no vaso, comer, fazer o que bem entender. Não sei se a coisa é impactante para alguns negros, mas pra mim é razoavelmente indignante. Os ETs se juntam numa força só para invadir nosso planeta e aqui dentro temos escravos de nossa própria espécie. Eu sei, hitler garantiria cientificamente que somos diferentes, e principalmente que ele faz parte de uma raça superior e blablabla, mas pensa só... se tu pegar e juntar todo mundo, mas todo mundo mesmo, no conceito que temos de mundo, o que acontece?&lt;br /&gt;Ta, é impossível. Eu também tenho (pré) conceitos que me incomodaria permanecer ao lado de pessoas com crenças... mas pense nas coisas básicas, sabe no mínimo... o esgoto que eu vi era um detalhe ínfimo, o que me preocupa de verdade é a educação mínima, sabe, o mínimo de conhecimento sobre nosso mundo em geral, isso sim me preocupa. Conheço pessoas formadas em escolas que sei que não são grande coisa, e a maioria das discussões (caso ocorram) sobre assuntos ligados a um todo (normalmente da cidade, do estado ou do pais... em fim, assuntos sociais) são normalmente derivadas de clichês e jargões que escuto em outros lugares, muitas vezes em outros meios de comunicação.&lt;br /&gt;Deu tanto problema o ônibus ter a entrada na frente que não da pra acreditar. Uma mulher com seus 35 a 40 anos entrou no ônibus.&lt;br /&gt;"desculpa, não sabia que era pela frente."&lt;br /&gt;"é... tudo bem, é que tem que olhar a seta."&lt;br /&gt;"que seta?"&lt;br /&gt;"essa ali na frente." (fez um gesto e o motorista apontou para uma seta imensa com um metro quadrado, AMARELA na frente do ônibus dizendo com letras maiúsculas que se entra pela frente.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que conclusões tiro disso? Essa tia não foi a única, a maioria das pessoas que entrava no ônib
