Dai eu chego em casa e vou tomar banho. Termino de me lavar e vou lavar roupa, tiro do varal o que tinha de roupa de sexta e vou começar meu trabalho, ligo a tv, minha companhia da solidão divertida.
Certa altura da noite, mais uma vez, Haiti. Me entulharam de pena durante a semana toda... e...
-Ó céus! por que senhor!??! óóóó porqueeee!?!?
mas meu deus do céu por que diabos fazes isto com este pobre povo preto?!
Sim, daí agora isso tudo é culpa do homem. Não por que o homem isso o homem aquilo... ah, mas vai tomar no meio do rabo do seu cú meu senhor! Todo mundo desesperado e tem gente botando dedo pra fazer culpa. Tem gente pedindo a deus ajuda!
-Por que ó senhor fazes pessoas tão burras a ponto de acreditarem em ti tão cegamente que não fazem nada para mudar o mundo além de culparem uns aos outros!?
-Senhor, dai me forças e pelo amor de teu filho, dai me paciência, tolerância para que não mate ninguém, para que não deixe a razão mandar em minha mão e apagar do mundo as pessoas inúteis e burras. Ó deus, custava fazer um teste antes de soltar o homem, custava ter certeza que não ia ser um completo estúpido?
Dizem que o mundo acaba em dois mil e doze, que o messias virá, que já existe um anti cristo e nanseiq... olha, não vejo a hora de por minhas mãos no desgraçado imbecil que fez tamanha estupidez, cria, fica brincando de deus, ai ui eu sei de tudo e vocês não são de nada, se faz de mocinha, é todo viadinho e banca o enciumado que precisa que provem amor, sendo que nunca ninguém comeu o rabo do desgraçado, que venha dois mil e doze, que caia tudo por cima, farei o possível para estar de pé com um
Chega, vamos dormir, mais perto de dois mil e dez, e rezando pelo povo preto do Haiti.
domingo, janeiro 17
segunda-feira, dezembro 28
coisas 2009
De novo eu me espreguiçava sozinho em cima de umas rochas a beira mar. Lembro-me como se fosse ontem quando foi a última vez que o fiz, em outro oceano, a algumas leguas daqui. Curioso que também lembro da penúltima, e de outra antes dessa. É como se esses pequenos momentos que passei sozinho ficassem cravados na memórias. As paisagens se foram, são todas iguais e sem graça, inspiradoras, mas sem efeito no mundo não direto.
Os detalhes de como cheguei até ali são bastante simples, pedra sobre pedra, passo atrás de passo, acabei pulando umas que outras e finalmente cheguei ali, tranquilo, sóbrio, sozinho.
Em todos esses momentos desejei uma cerveja, pombas, nunca lembrei de levar uma, com sorte na próxima.
Parando agora para pensar, me lembrei de um momento semelhante ao das pedras em tramanda beach, onde os gigantes se levantavam ao fundo e a cerveja corria garganta a dentro.
Aquele tempo foi perfeito, o único arrependimento que carrego desse tempo, foi o atraso que nos levou a algumas horas em pé no ônibus. Fora isso, não tenho nada, tudo foi a vida que eu sempre quis ter tido e felizmente, tive.
---
Os tempos já são outros e estou em outro mar, em outra areia. Estou com as melhores cervejas, numa das melhores camas, e mais de uma vez, penso em como seria bom estar no chão duro e cru de qualquer camping ou montanha. A cada novo passo penso em não errar, em fazer a escolha certa, o almoço, o lanche, o ponto na praia, tudo me parece quase um teste, cada vez que devo escolher, ou simplesmente ocupar um determinado lugar, tento parar e me esforçar para não errar. Isto, errar, é como se qualquer coisa que eu esqueça ou faça mal ou não faça desconte pontos de uma prova. Uma prova simples, de sociedade.
Eu tenho aquele maldito problema social. Antisocial.
Vejo aquelas famílias, aqueles casais sentados na praia e penso que todos estão de bem com a vida, ou estão ao menos, pensando em nada, apenas vivos e ali sentandos. Curioso que imagino os cachorros que os acompanham olhando para eles e pensando mais que os donos. É uma merda só, não descanso, apenas os vejo e imagino tudo o que posso sobre o passado e presente de cada indivíduo que passa pela minha frente.
---
Aquela gordinha certamente foi gostosa um dia. O velho é medianamente rico, possui um corolla e parece se cuidar um pouco, quer dizer, sua barriga não permite aquilibrar uma latinha.
O velho já esquece de trepar com a gorda, afinal é gorda, pelanca anca e banha para qualquer lado. Uma amante, talvez a empregada. Não a gorda não deixaria ter uma boa empregada.
---
Aquelas duas ali, solteiras e provavemente nos seus trinta e poucos. Comeria-as, com toda certeza, sempre gostei de experiencia, ainda mais com óleo e um belo bronseado. Duas vacas. São mulheres já vividas de mais, é necessário um homem muito bem sucessedido e que as deixasse tremendamente excitadas para elas tomassem jeito. Que vem a ser tomar jeito? Deixar de se mostrar, quem sabe destatuar aquele dragão das costas, coisas assim. Uma delas parece ser mais nova, provavelmente vinte e oito. Colega de trabalho, de faculdade, no máximo. Não possuem lá muito dinheiro, mas são bem sucessedidas. A mais nova parece que ainda vive na casa da mãe. Não existe nada que a mesma faça sem que a outra mais velha de alguma opinião ou tenha feito antes.
Frangas na chapa. Trinta minutos, virar. Trinta minutos repassar banhar no corpo. Isso sempre a mais velha "puxa", a mais nova vai atrás e pega as manhas de como se uma velha interessante.
---
Acabei num maldito hotel de ricos. Não ricos ricos, mas gente que paga quase trezentos reais a diária. Claro, estou pagando também, estou pagando muito caro para pensar, para tomar minha cerveja tranquilo e confortavel. Todo dia acordo arrependido, triste com meu bolso, infeliz de não ser um bom maluco sociavel, sabe aqueles sociais? Políticos, vendedores, gerentes. Aquele pessoal com o dom da palavra, a qual infelizmente não pertenso. Por que não pertenso? Ó senhor, por que? Eu penso de mais. Paro penso, raciocino e digo, besteiras ou não, sou direto e nada sedutor, sou preciso no que desejo o que me faz um belo inútil na manipulação de pessoas. Talvez por isso estou aqui, tentando me socializar com um pessoal de cacife maior, maior mesmo. Cacife de pagar quase quatro por uma lata de skol e sequer comentar que é caro, apenas compra, bebe. Calado e sem dor.
---
A bohemia está acabando de novo e penso seriamente e terminar com todas elas aqui mesmo, escrevendo até vomitar por cima de tudo ou cair para o lado de sono ou o que for. Não vou fazer isso por respeito e amor a minha querida parceira, mas confesso, certos momentos me fazem querer sumir, pegar as amigas bohemias levalas para um longe lugar, sentar e beber, beber por que faz bem, por que me deixa tranquilo e sem stress, me livra da bosta toda que é esse mundo.
É, é isso aí, mais uma vez, aquela vontade de explodir tudo, de esquecer de tudo, largar de mão, deixar a natureza mandar em tudo, deixar as coisas... deixar... deixar levar... deixar acabar, construir, criar, deixar que queime.
---
Vou convidá-la para tomar um banho na piscina.
Não foi muito com a idéia.
Queria fazer um mínimo para agradar, para estar comigo, mas não a piscina. Lá é muito.
Pena. Não faz diferença, mas é curioso...
Incrível como é bom ter alguém assim por perto quando um pensamento mortífero base a porta da cachola. Como é bom ter alguém assim por perto, mesmo que fora da piscina.
Os detalhes de como cheguei até ali são bastante simples, pedra sobre pedra, passo atrás de passo, acabei pulando umas que outras e finalmente cheguei ali, tranquilo, sóbrio, sozinho.
Em todos esses momentos desejei uma cerveja, pombas, nunca lembrei de levar uma, com sorte na próxima.
Parando agora para pensar, me lembrei de um momento semelhante ao das pedras em tramanda beach, onde os gigantes se levantavam ao fundo e a cerveja corria garganta a dentro.
Aquele tempo foi perfeito, o único arrependimento que carrego desse tempo, foi o atraso que nos levou a algumas horas em pé no ônibus. Fora isso, não tenho nada, tudo foi a vida que eu sempre quis ter tido e felizmente, tive.
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Os tempos já são outros e estou em outro mar, em outra areia. Estou com as melhores cervejas, numa das melhores camas, e mais de uma vez, penso em como seria bom estar no chão duro e cru de qualquer camping ou montanha. A cada novo passo penso em não errar, em fazer a escolha certa, o almoço, o lanche, o ponto na praia, tudo me parece quase um teste, cada vez que devo escolher, ou simplesmente ocupar um determinado lugar, tento parar e me esforçar para não errar. Isto, errar, é como se qualquer coisa que eu esqueça ou faça mal ou não faça desconte pontos de uma prova. Uma prova simples, de sociedade.
Eu tenho aquele maldito problema social. Antisocial.
Vejo aquelas famílias, aqueles casais sentados na praia e penso que todos estão de bem com a vida, ou estão ao menos, pensando em nada, apenas vivos e ali sentandos. Curioso que imagino os cachorros que os acompanham olhando para eles e pensando mais que os donos. É uma merda só, não descanso, apenas os vejo e imagino tudo o que posso sobre o passado e presente de cada indivíduo que passa pela minha frente.
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Aquela gordinha certamente foi gostosa um dia. O velho é medianamente rico, possui um corolla e parece se cuidar um pouco, quer dizer, sua barriga não permite aquilibrar uma latinha.
O velho já esquece de trepar com a gorda, afinal é gorda, pelanca anca e banha para qualquer lado. Uma amante, talvez a empregada. Não a gorda não deixaria ter uma boa empregada.
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Aquelas duas ali, solteiras e provavemente nos seus trinta e poucos. Comeria-as, com toda certeza, sempre gostei de experiencia, ainda mais com óleo e um belo bronseado. Duas vacas. São mulheres já vividas de mais, é necessário um homem muito bem sucessedido e que as deixasse tremendamente excitadas para elas tomassem jeito. Que vem a ser tomar jeito? Deixar de se mostrar, quem sabe destatuar aquele dragão das costas, coisas assim. Uma delas parece ser mais nova, provavelmente vinte e oito. Colega de trabalho, de faculdade, no máximo. Não possuem lá muito dinheiro, mas são bem sucessedidas. A mais nova parece que ainda vive na casa da mãe. Não existe nada que a mesma faça sem que a outra mais velha de alguma opinião ou tenha feito antes.
Frangas na chapa. Trinta minutos, virar. Trinta minutos repassar banhar no corpo. Isso sempre a mais velha "puxa", a mais nova vai atrás e pega as manhas de como se uma velha interessante.
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Acabei num maldito hotel de ricos. Não ricos ricos, mas gente que paga quase trezentos reais a diária. Claro, estou pagando também, estou pagando muito caro para pensar, para tomar minha cerveja tranquilo e confortavel. Todo dia acordo arrependido, triste com meu bolso, infeliz de não ser um bom maluco sociavel, sabe aqueles sociais? Políticos, vendedores, gerentes. Aquele pessoal com o dom da palavra, a qual infelizmente não pertenso. Por que não pertenso? Ó senhor, por que? Eu penso de mais. Paro penso, raciocino e digo, besteiras ou não, sou direto e nada sedutor, sou preciso no que desejo o que me faz um belo inútil na manipulação de pessoas. Talvez por isso estou aqui, tentando me socializar com um pessoal de cacife maior, maior mesmo. Cacife de pagar quase quatro por uma lata de skol e sequer comentar que é caro, apenas compra, bebe. Calado e sem dor.
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A bohemia está acabando de novo e penso seriamente e terminar com todas elas aqui mesmo, escrevendo até vomitar por cima de tudo ou cair para o lado de sono ou o que for. Não vou fazer isso por respeito e amor a minha querida parceira, mas confesso, certos momentos me fazem querer sumir, pegar as amigas bohemias levalas para um longe lugar, sentar e beber, beber por que faz bem, por que me deixa tranquilo e sem stress, me livra da bosta toda que é esse mundo.
É, é isso aí, mais uma vez, aquela vontade de explodir tudo, de esquecer de tudo, largar de mão, deixar a natureza mandar em tudo, deixar as coisas... deixar... deixar levar... deixar acabar, construir, criar, deixar que queime.
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Vou convidá-la para tomar um banho na piscina.
Não foi muito com a idéia.
Queria fazer um mínimo para agradar, para estar comigo, mas não a piscina. Lá é muito.
Pena. Não faz diferença, mas é curioso...
Incrível como é bom ter alguém assim por perto quando um pensamento mortífero base a porta da cachola. Como é bom ter alguém assim por perto, mesmo que fora da piscina.
domingo, novembro 15
rio, lixo e refri
Parei de frente para o rio. Era uma ponte de duas mãos para pedestres e mão única para carros.
Havia visto essa mesma ponte na sexta, enquanto caminhava com as bagagens depois de descer do ônibus. Lembro que estava feliz por estar ali, sozinho.
Caminhei até o outro lado e desci pela calçada de madeira logo na margem do rio. Via-se sem nenhuma dificuldade galhos podres, e muito lixo acumulado pelos cantinhos e todo e qualquer lugar que pudesse parar porcaria. Desci as escadas e no ultimo degrau escutei um barulho rápido e rasteiro no canteiro ao lado de meus pés, um lagarto me olha meio assustado, provavelmente pensou: "que diabos esse maluco esta fazendo por aqui em pleno domingo no meio dia?".
Ah, eu estava só caminhando mesmo, olhando um pouco pra fora, nada de mais.
---
Parei, olhei aquele lixo todo... lembrei daquele documentário sobre a ilha do lixo, no meio do mar e tal... incrível... parei e pensei naquela velha história do lixo, sabe aquela coisa de por o lixo no lixo e tal? Começo a pensar que isso não adianta merda alguma.
Pensa só. No começo não se juntava o lixo de todo mundo e o lixo ficava na rua, nos arredores das casas, das ruas. Daí claro, pra não deixar feio, resolveram juntar tudo e botar longe dos nossos olhos, mas na real na real, não se faz nada, só se troca de lugar.
Pensei que seria interessante se as coletas de lixo parassem de funcionar e cada um tivesse que dar um destino ao seu próprio lixo. Seria no mínimo, fédido.
Aqui na casa dos Fattori muito, ou quase tudo do que resta de orgânico, vai para a roça. Volta para o solo e no fim acaba ajudando próximas colheitas. Claro, esse tipo de lixo é o único lixo que tem como se reaproveitar facilmente, mas não interessa. Pense que cada terreno ganhe um pequeno pedaço de terra para despejar seu próprio lixo, tipo um puxadinho de terra ao lado de cada casa, nos fundos, sei lá, nos apartamentos, um quartinho do lixo. Imagina só que tri, conviver com nosso lixo, dia a dia, aquele fedor horrível e cada vez mais lixo... com o tempo se chega a brilhante conclusão que é melhor comprar um terrenão só pra por lixo... agora pense que todo mundo ia ter que ter um terreno pra isso...
---
Passei pela segunda tempestade de verdade aqui em Três Coroas. O rio sobe de verdade, vem agua e barro na casa de todos os ribeirinhos e muita gente perde a casa em deslizamentos de terra. Incrível, segundo a Sra. Fattori isso não acontecia seguido assim a muitos anos...
---
Uns caras passaram e me pediram um crivo. Infelizmente não tinha, até, se tivesse estaria fumando uns tantos de uma vez. Do mesmo, olhei para o lado e vi várias bitucas de cigarro a minha volta e duas ou três carteiras de cigarro já com musgo em cima...
Levantei do banco, e fui comprar um refri de latinha.
Havia visto essa mesma ponte na sexta, enquanto caminhava com as bagagens depois de descer do ônibus. Lembro que estava feliz por estar ali, sozinho.
Caminhei até o outro lado e desci pela calçada de madeira logo na margem do rio. Via-se sem nenhuma dificuldade galhos podres, e muito lixo acumulado pelos cantinhos e todo e qualquer lugar que pudesse parar porcaria. Desci as escadas e no ultimo degrau escutei um barulho rápido e rasteiro no canteiro ao lado de meus pés, um lagarto me olha meio assustado, provavelmente pensou: "que diabos esse maluco esta fazendo por aqui em pleno domingo no meio dia?".
Ah, eu estava só caminhando mesmo, olhando um pouco pra fora, nada de mais.
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Parei, olhei aquele lixo todo... lembrei daquele documentário sobre a ilha do lixo, no meio do mar e tal... incrível... parei e pensei naquela velha história do lixo, sabe aquela coisa de por o lixo no lixo e tal? Começo a pensar que isso não adianta merda alguma.
Pensa só. No começo não se juntava o lixo de todo mundo e o lixo ficava na rua, nos arredores das casas, das ruas. Daí claro, pra não deixar feio, resolveram juntar tudo e botar longe dos nossos olhos, mas na real na real, não se faz nada, só se troca de lugar.
Pensei que seria interessante se as coletas de lixo parassem de funcionar e cada um tivesse que dar um destino ao seu próprio lixo. Seria no mínimo, fédido.
Aqui na casa dos Fattori muito, ou quase tudo do que resta de orgânico, vai para a roça. Volta para o solo e no fim acaba ajudando próximas colheitas. Claro, esse tipo de lixo é o único lixo que tem como se reaproveitar facilmente, mas não interessa. Pense que cada terreno ganhe um pequeno pedaço de terra para despejar seu próprio lixo, tipo um puxadinho de terra ao lado de cada casa, nos fundos, sei lá, nos apartamentos, um quartinho do lixo. Imagina só que tri, conviver com nosso lixo, dia a dia, aquele fedor horrível e cada vez mais lixo... com o tempo se chega a brilhante conclusão que é melhor comprar um terrenão só pra por lixo... agora pense que todo mundo ia ter que ter um terreno pra isso...
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Passei pela segunda tempestade de verdade aqui em Três Coroas. O rio sobe de verdade, vem agua e barro na casa de todos os ribeirinhos e muita gente perde a casa em deslizamentos de terra. Incrível, segundo a Sra. Fattori isso não acontecia seguido assim a muitos anos...
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Uns caras passaram e me pediram um crivo. Infelizmente não tinha, até, se tivesse estaria fumando uns tantos de uma vez. Do mesmo, olhei para o lado e vi várias bitucas de cigarro a minha volta e duas ou três carteiras de cigarro já com musgo em cima...
Levantei do banco, e fui comprar um refri de latinha.
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