sexta-feira, outubro 5

Coceira

teu sopro, como carícias pelos pêlos, suave
seguido de beijos e mordidas indevidas
um sorriso como vírgula e o ar como afago
o olhar faz o clima, e o beijo me tira do lugar antes,
dos dentes voltarem a minha pele. risada escapando
unhas iriam roçar a pele, num ritmo clássico
redenção nos teus dedos, alívio imediato
mais pra cima, isso, ali do lado
dentes até a nuca naquela evidente satisfação
de um urso incapaz de alcançar suas costas

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